A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

JEJUAR NÃO AJUDA A VIVER MAIS, AFIRMAM CIENTISTAS

Restringir calorias para prolongar a longevidade só funciona em animais de laboratório, mostra novo estudo que questiona antiga teoria. Ao comer menos, pessoas saudáveis reduzem o risco de doenças, mas podem causar outros problemas

Comer menos faz com que você viva mais, mas apenas se você for um animal de laboratório. Uma revisão dos avanços da ciência sobre a restrição calórica mostrou seu impacto positivo no metabolismo. No entanto, a grande maioria dos estudos foi feita em ratos, moscas, vermes e leveduras. Por razões éticas e de duração, dificilmente existem experiências com humanos. Há, no entanto, uma série de experimentos naturais, cujos resultados são contraditórios. Especialistas alertam para o uso das dietas hipocalóricas e apostam em uma alimentação controlada, variada e balanceada.

Trabalhos recentes mostraram que, sem passar pela desnutrição, camundongos e ratos de laboratório vivem entre 20% e 50% mais do que aqueles que comem o que desejam. Em outros organismos, como moscas das frutas, nematoides e leveduras, todos invertebrados, a redução de energia prolongou sua vida entre duas a três vezes. Mas seres humanos não são feitos de fermento.

A revisão publicada pela revista Science destaca como, apesar da quantidade de estudos em animais, “atualmente não é possível saber se as dietas de restrição calórica afetam o envelhecimento biológico das pessoas. Ao contrário dos ratos, seria necessário realizar estudos controlados ao longo de muitos anos para avaliar os benefícios a longo prazo para a longevidade e a saúde dos humanos”.

Essa nova pesquisa revisa três grandes grupos de dietas cetogênicas, que buscam forçar a queima de gordura, as diferentes formas de jejum intermitente ou variações de restrição, por exemplo, de proteínas ou de alguns aminoácidos. Embora cada tipo de dieta atue de forma diferente, elas têm em comum o impacto no processo e na velocidade do metabolismo celular.

O nutricionista Júlio Basulto lembra que “não é fácil transferir para o homem os possíveis  benefícios a um camundongo. “Um primeiro obstáculo é que a restrição calórica leva à perda de peso, com tudo de bom que isso possa trazer. Mas isso torna mais difícil separar o próprio impacto na longevidade. Além disso, os roedores usados foram selecionados por décadas para desenvolvimento acelerado (testes encurtados) ou reprodução precoce. Isso distorce toda intervenção em sua longevidade.

Os potenciais impactos negativos da restrição calórica em humanos também são mal compreendidas. Esses efeitos podem incluir enfraquecimento do sistema imunológico, menor tolerância ao calor ou diminuição da libido.

OSTEOPOROSE E FRATURAS

Nos anos 90 e na primeira década deste século houve um experimento que, por acaso, serviu par a estudar o impacto sobre o metabolismo da falta de alimento.

O projeto Biosfera 2 teve como objetivo criar um ecossistema artificial completo para testar a vida em outros planetas. Um problema com suprimentos forçou os oito participantes a uma redução calórica de 29 % por 18 meses. Embora restrita, era uma dieta baseada em vegetais, com fibras e proteínas em quantidades satisfatórias. Eles observaram melhora em vários marcadores já vistos em camundongos, como diminuição dos níveis de insulina, colesterol e triglicerídeos, aumento do cortisol e diminuição da pressão arterial e da concentração de glicose.

Mas eles não alteraram índices em elementos-chave do metabolismo, como a proteína IGF-1, relevante no desenvolvimento, a testosterona ou o sulfato de DHEA  um hormônio relacionado com a passagem do tempo. Eles também perderam massa óssea, especialmente em áreas propensas a osteoporose e fraturas, como o quadril ou o fêmur. Além disso, anos depois, uma revisão do experimento descobriu que os voluntários sofriam de hipóxia crônica, e essa falta de oxigênio poderia ter corrompido os resultados.

O único estudo científico que analisa os marcadores citados por Luigi Fontana é o CALERIE-2. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos (N1A), sua sigla se refere a uma avaliação dos efeitos de longo prazo da redução da ingestão de calorias.

Ele foi desenvolvido em várias universidades americanas com 220 pessoas saudáveis e não obesas. Após dois anos de redução calórica, foi observada uma diminuição dos marcadores de estresse oxidativo e uma desaceleração do metabolismo. No entanto, a baixa adesão ao programa fragiliza os resultados. O próprio NIA alerta que “não há evidências suficientes para recomendar qualquer tipo de jejum ou restrição calórica.

O professor de nutrição da Universidade de Navarra, J. Alfredo Martinez não concorda com o uso de marcadores metabólicos como indicadores de longevidade futura. E também destaca a dificuldade de aplicar essas dietas a humanos.

“O ciclo de vida de um rato é muito curto. Não podemos deixar uma pessoa comendo pouco esperar 80 anos”, diz Martinez, que acrescenta: “As teorias do desenvolvimento associam comer pouco nos primeiros anos de vida a várias doenças na idade adulta.

Os questionamentos continuam. O pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentação e Nutrição do CSIC Ascensión Marcos lembra que “a microbiota está envolvida e sofre com esse tipo de dieta”. Marcos acredita que uma boa educação  nutricional é mais do que qualquer uma dessas dietas:

“Comemos muito mal e a indústria de alimentos atrapalha. Em algumas dessas dietas, como o jejum, não há ciência por trás disso.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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