OUTROS OLHARES

MARCAS LANÇAM HORTAS INTELIGENTES PARA QUEM NÃO TEM TEMPO DE CUIDAR DE PLANTA

Vasos têm lâmpada de LED e reservatório de água que só precisa ser abastecido uma vez por mês

O aumento do interesse pelo cultivo de plantas durante a pandemia fez com que marcas investissem em hortas inteligentes, pensadas para quem vive em apartamento e não tem tempo para se dedicar a jardinagem

Três empresas paulistas oferecem soluções semelhantes: a Brota, a Green Leaf e a Yes We Grow – que foi fundada em 2019, mas só em 2021 passou a vender esse tipo de item.

Nas hortas inteligentes, os vasinhos são posicionados sobre um reservatório plástico, que só precisa ser reabastecido uma vez por mês. Uma espécie de pavio, na base dos vasos, absorve a água aos poucos, mantendo a terra úmida. O produto também pode ser usado em ambientes que não recebem iluminação natural. Lâmpadas de LED programadas em ciclos automáticos garantem o tempo de luz necessário para a fotossíntese.

As hortas também foram pensadas para ocuparem pouco espaço: têm capacidade para seis vasos e medem em torno de 60 cm x 20 cm, com algumas variações de formatos.

Cada empresa oferece substrato com uma fórmula própria de nutrientes, para garantir a saúde das plantas por mais tempo.

Nos vasos, é possível cultivar não só ervas aromáticas, mas também verduras de maior porte e até flores comestíveis ou ornamentais. As sementes são fornecidas pelos fabricantes, em embalagens preparadas para o transporte – não há venda de mudas. Apesar de produtos parecidos, as três empresas têm modelos de negócios distintos. A Brota, lançada em junho de 2020, fica no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo, e apostou na fabricação própria, a cargo de 28 funcionários.

A empresa compra os insumos que compõem o solo e complementa o processo internamente, segundo Rodrigo Farina, 24, fundador da marca. “Os nutrientes são embalados em cápsulas, com material nanotecnológico natural, que os libera aos poucos, conforme a planta precisa”.

Vendidas exclusivamente pelo e-commerce próprio da Brota, as hortas custam de R$ 125 (modelo sem iluminação) a R$379 (com LED).

Como parte da clientela não tem tempo nem para pensar na reposição das plantas, a empresa também oferece a opção de assinatura. Os pacotes, que custam a partir de R$49 mensais, dão direito à horta e ao fornecimento contínuo de sementes e cápsulas com substrato.

O manjericão, por exemplo, germina em sete dias, está no ponto para ser colhido pela primeira vez no 20º dia e dá várias colheitas por mais 45 dias. Ao fim do ciclo, é momento de trocar o solo e semeá-lo de novo.

“Já vendemos 16 mil plantas para todos os estados brasileiros, embora nosso foco sejam as áreas urbanas da região Sudeste”, diz o empresário.

A Green Leaf, também lançada em junho de 2020, foca as vendas online, mas de forma pulverizada. Os produtos são vendidos no e-commerce da marca e em grandes marketplaces, como Magazine Luiza, Mercado Livre e Madeira Madeira.

O preço regular é R$ 449, mas é possível encontrar promoções por até R$399,90.

Localizada em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, a Green Leaf  também conta com fabricação própria, mas dispõe de estrutura bem mais enxuta – apenas três funcionários.

Já foram vendidas 1.140 hortas, segundo José Roberto Lopes Lima, 47, fundador da empresa. Ele afirma que investiu R$ 400 mil no empreendimento e que, no momento, está negociando a venda da companhia.

Das três marcas, a Yes We Grow é a única que oferece outros produtos além da horta inteligente. A marca foi criada em 2019 e, na época, vendia apenas um mix de plantio, substrato que leva mais 500 ingredientes em sua composição, afirma Rafael Pelosini, 45, sócio da empresa.

“[O substrato] foi projetado para reter mais água e pesar um terço comparado à terra comum. Dá para carregar na bike e não suja a mão”.

Hoje, a companhia tem 80 itens à venda, que vão de fertilizantes naturais a vasos e acessórios de jardinagem.

As hortas são vendidas a R$ 399 no e-commerce próprio da marca e em lojas físicas de grandes redes varejistas, como Petz, Big e Sodimac. Também foi instalado um lounge da Yes We Grow no Shopping Gardênia da avenida dos Bandeirantes ,na zona sul da capital paulista.

“A venda offline se baseia na construção de experiência. Muita gente quer plantar e não tem coragem de começar por falta de conhecimento. Oferecendo conteúdo, podemos desbloquear o ímpeto da clientela para o cultivo”, afirma.

A fabricação é 100% terceirizada, o que permite que seja replicada até em outros países. A empresa não tem sede própria – os funcionários fixos e os 30 prestadores de serviço já trabalhavam de forma remota mesmo antes da pandemia.

De 2019 para cá, três aportes de investidores garantiram a saúde financeira da empresa – o último, em dezembro do ano passado, somou RS3 milhões. O faturamento em 2020 foi de R$ 1 milhão, com expectativa de ser quadruplicado em 2021, segundo Rafael.

Agora, o próximo passo deve ser a internacionalização. “Já recebemos propostas de países da Europa, dos Estados Unidos, do Canadá e da Costa Rica. Ainda não demos esse passo, mas é o caminho para os próximos anos”, diz o empreendedor.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 26 DE DEZEMBRO

O GALARDÃO DA HUMILDADE

O galardão da humildade e o temor do Senhor são riquezas, e honra, e vida (Provérbios 22.4).

A humildade é a rainha das virtudes. É o pórtico de entrada das bem-aventuranças. É a marca distintiva dos súditos do reino de Deus. Jesus, o Filho do Altíssimo, era manso e humilde de coração. A humildade e o temor do Senhor são duas faces da mesma moeda. É impossível ser humilde sem temer a Deus, como também é impossível temer a Deus sem ser humilde. Tanto a humildade como o temor do Senhor têm recompensa garantida. O galardoador é o próprio Deus. Três galardões são concedidos: riquezas, honra e vida. Riquezas sem honra têm pouco valor. Riquezas e honra sem vida não têm proveito. As três bênçãos vêm num crescendo. As riquezas que vêm como galardão de Deus produzem honra. A honra é sinal de que as riquezas foram granjeadas de forma honesta e concedidas por bondade divina. A vida para desfrutar tanto das riquezas quanto da honra é a coroação dessas dádivas. A humildade vai adiante da honra. É a porta de entrada da riqueza. A humildade pavimenta o caminho da vida. O temor do Senhor nos livra do mal, afasta nossos pés da queda, nos direciona pelo caminho da prosperidade. O temor do Senhor nos veste com a honra e nos concede a vida. Riquezas, honra e vida são todas dádivas de Deus. Procedem todas do céu. São todas destinadas àqueles que se dobram sob a poderosa mão do Altíssimo.

GESTÃO E CARREIRA

HOME OFFICE ACIONA TRANSFORMAÇÃO DE MODELOS DE TRABALHO E CARREIRA

Perfil ‘workaholic’ e ambição por altos cargos perdem espaço diante de demandas despertadas pela rotina em casa

O termo workaholic, definitivamente, ficou fora de moda. Depois da pandemia e do modelo remoto, muitos trabalhadores começaram a rever seus objetivos profissionais. No início da pandemia, havia um estresse de trabalhar todos juntos num mesmo espaço. Aos poucos, os profissionais foram conseguindo se autogerenciar, até o ponto que a maioria já não quer voltar ao modelo antigo dos escritórios, diz o presidente da Randstad, Fabio Battaglia.

A questão é que, em casa, os trabalhadores passaram a fazer múltiplas tarefas, combinando atividades profissionais e pessoais, sem perder a produtividade. “Agora com o modelo híbrido, temem mudar essa nova rotina”, afirma Bataglia. De acordo com a pesquisa da Randstad, 92% dos trabalhadores brasileiros querem formatos de trabalho e carreiras mais flexíveis para acomodar outras atividades ao longo do dia, enquanto a média global é 76%.” Hoje, o tema mais importante é flexibilidade”, diz o executivo da Randstad.

Um exemplo disso é a bancária Carolina de Almeida Ferraz, de 43 anos. Há 20 anos no setor e há mais de 10 como gerente de contas do segmento de alta renda, ela decidiu priorizar sua saúde mental e física e passar mais tempo com as duas filhas pequenas. “Foi uma decisão difícil, fiz muitas contas, mas troquei meu cargo comissionado por outro descomissionado”.

A decisão veio depois do nascimento da segunda filha e do aumento das cobranças e do nível de estresse. Segundo ela, hoje seu salário bruto é menor do que era o líquido. “Mas estou feliz, saudável e sinto que as crianças também percebem isso.” O lado bom, diz Carolina, é que ela conseguiu fazer toda essa mudança e continuar na empresa. ”Mas, se tivesse de trocar de emprego para ter esse benefício, eu trocaria, sem nenhuma dúvida.”

O diretor regional e sócio da empresa de recrutamento de executivos Tailor, Gustavo Leme, destaca que essas mudanças chegaram aos níveis mais altos das corporações. Antes, diz ele, era complicado atrair candidatos de grandes centros para o interior. “Hoje, mesmo quem não tem família aceita propostas para trabalhar fora das capitais como forma de melhorar o ritmo de vida.”

INCERTEZA X TEMPO

Foi pensando nessa qualidade de vida melhor que a personal trainer Brenda Oliveira abriu mão de um trabalho fixo numa academia e ficou apenas com as aulas particulares. Apesar da incerteza financeira por não ter uma carteira assinada, Brenda priorizou o tempo para equilibrar sua vida pessoal. A decisão coincidiu com a chegada de sua irmã caçula, agora com dois meses de idade. “No ritmo que estava, não dava tempo nem de ver a bebê. E queria acompanhar a evolução dela.” Além disso, diz a personal, conciliar as aulas particulares com a academia tirava tempo para coisas básicas como treinar, almoçar sossegada e se cuidar. “É claro que a questão financeira é importante, mas também tenho de pensar na minha saúde e no bem-estar.”

Na avaliação de Fabio Battaglia, as empresas não estavam preparadas para essa mudança tão radical, das características profissionais ou das exigências dos trabalhadores. Agora é que começam a se ajustar a esse novo momento. “Hoje, quando os recrutadores vão fazer uma entrevista, as exigências são muito diferentes das do passado. “Os candidatos querem saber se a empresa tem um propósito, se tem impacto na sociedade e, principalmente, se o modelo de trabalho é híbrido”, diz Leme.

EU ACHO …

O DITADOR MÊS DE DEZEMBRO

Dezembro olhava para ela sempre com desconfiança. Já no primeiro dia do mês, o próprio calendário, organizado milimetricamente para ser cumprido, mostrava-se cético: “não vai dar tempo, não vai dar tempo”, cochichava a folhinha no pé do seu ouvido. E para provar a tese, o tempo que mora dentro de cada mês, e que se espichava em janeiro, encontrava tempo para festas em fevereiro se espremia em dezembro. Não vai dar tempo.

E não dava mesmo. E se ela dormisse menos? Almoçasse na mesa do escritório? Incluísse reuniões no sábado e domingo? Não vai dar tempo.

Meses são como pessoas, com características e personalidades únicas, repleto de intenções e expectativas podem nos tornar reféns de suas vontades, nos envolver em seu próprio destino. Janeiro tem cheiro de férias, sol, mar e, mesmo vivido na capital, longe da praia, entre prédios, traz a leveza dos começos, o espaço das ruas vazias, o cheiro da limpeza, do novo; vem sem cobranças, só sonhos. Já dezembro  traz mandamentos e diretrizes para as metas que deveriam ter sido cumpridas, retornos que deveriam ter sido dados, mensagens que deveriam ter sido respondidas em qualquer que seja a mídia inventada. Dezembro cobra, acumula, espreme e nunca esquece que temos de carregar no rosto o pacote alegria e felicidade constante, afinal é o mês das festas. Coloque seu sorriso logo pela manhã do dia 1 e siga com ele enquanto tenta esticar os minutos para concluir tarefas que se acumularam e agora gritam: “é sua última chance”, porque e se não for feito em dezembro, quando será?

“E agora, José ?”, perguntaria Carlos Drummond de Andrade. A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou. Ela, no entanto, diria que descobriu, depois de algumas dezenas de dezembros vividos: “Se apruma José! Que depois do ditador dezembro vem o suave e esperançoso janeiro, vem a folia e as fortes emoções do carnaval em fevereiro  e as chuvas de março lavando a alma”. Deixo dezembro  tentar te convencer que o mundo acaba nele, com ele. Deixa dizer, não discuta não, mas siga sabendo ali dentro que a vida é maior que qualquer dezembro.

*** ALICE FERRAZ

ESTAR BEM

CIRURGIA BARIÁTRICA MELHORA A SAÚDE DO FÍGADO

Estudo com 12 anos de duração identificou, além da perda de peso, a diminuição significativa de doenças hepáticas e cardíacas após o procedimento: obesidade é uma das principais causas da gordura no órgão

Um novo estudo relata que a cirurgia bariátrica, além de ajudar com a perda de peso, pode proteger o fígado. O trabalho avaliou um grupo de mais de 1.100 pacientes que tinham uma forma agressiva de doença hepática gordurosa e que passaram pela cirurgia bariátrica. O resultado foi que, além da perda de peso, os participantes reduziram o risco de gordura no fígado em quase 90%. Apenas cinco dos 650 pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica  desenvolveram posteriormente um dos problemas, em comparação com 40 dos 508 pacientes que não fizeram o procedimento.

Os pacientes diagnosticados também apresentavam risco menor de doenças cardiovasculares. Eles tinham70% menos probabilidade de sofrer de derrame ou insuficiência cardíaca ou morte de doença cardíaca, de acordo com o estudo publicado no JAMA.

250 MIL CIRURGIAS POR ANO

Ali Aminian, diretor da Instituto Bariátrico e Metabólico da Clínica Cleveland e principal autor do estudo, disse que o impacto foi causado sobretudo pela drástica perda de peso.

“A obesidade é o principal fator do fígado gorduroso. O excesso de gordura deflagra Inflamação, o que leva à cirrose” afirma. “Quando um paciente perde peso, a gordura sai de todos os lugares, inclusive do fígado; a inflamação relacionada e parte do tecido cicatricial pode se reverter e melhorar. Os resultados foram notáveis, segundo Steven Nissen, diretor acadêmico do Instituto Cardíaco e Vascular da Clínica Cleveland autor sênior do estudo.

“O resultado da doença pós cirúrgica “foi o  mais baixo que vi em 30 anos de estudos, uma redução de 88% na progressão para doença hepática avançada”, disse ele.

O estudo observacional analisou casos na Clínica Cleveland ao longo de 12 anos. Os pesquisadores não identificaram exatamente a relação causal na diminuição dos riscos de doenças graves do fígado ou do coração nos procedimentos da perda de peso, mas consolidaram a certeza de que a cirurgia bariátrica pode fornecer benefícios à saúde além da perda de peso. Cerca de 100 milhões de adultos americanos são ultra obesos e cerca de 250 mil deles se submetem a operações bariátricas a cada ano.

A cirurgia acarreta sérios riscos, no entanto. Sessenta e dois dos 650 pacientes de cirurgia para perda de peso no grupo de estudo desenvolveram complicações graves após a operação, e quatro deles morreram dentro de um ano após o procedimento.

Uma das técnicas mais comumente realizadas na cirurgia bariátrica é denominada gastrectomia vertical (redução do estômago). Mas a mais utilizada é a chamada cirurgia de bypass gástrico em Y-de-Roux (uma grande parte do estômago é retirada e, depois, a porção restante é ligada ao início do intestino).

MUDANÇA DE HÁBITOS

Mais de 40% dos adultos americanos lutam contra a obesidade. Cerca de 75% têm doença hepática gordurosa não alcoólica, que costuma ser uma condição silenciosa, sem sintomas muito claros. Mas um em cada quatro ou cinco desenvolverá uma forma agressiva da doença chamada esteatose hepática não alcoólica, ou NASH, que causa fibrose do fígado, podendo levar ao transplante do órgão. Não existem medicamentos ou terapias aprovadas disponíveis para a doença hepática gordurosa não – alcoólica. Os médicos geralmente aconselham os pacientes a perder peso e mudar para uma dieta mais saudável em um esforço para reduzir a gordura, inflamação e fibrose no fígado, um órgão vital que transforma alimentos e bebidas em nutrientes e filtra substâncias nocivas do sangue.

Pacientes obesos que se submetem à cirurgia bariátrica geralmente perdem até 25% do peso corporal, muito mais do que pacientes que fazem dieta para perder peso. Após a cirurgia, eles também passam a precisar de menos medicações para manter doenças como diabetes tipo 2, pressão alta e colesterol sob controle.

O novo estudo é importante, mas não é definitivo. Foi um estudo observacional retrospectivo que comparou os resultados a longo prazo de 650 pacientes de cirurgia bariátrica com 508 pacientes semelhantes que não foram submetidos à cirurgia. Como tal, não foi um ensaio clinico randomizado, do tipo considerado o ouro em medicina, que distribui aleatoriamente pacientes com características semelhantes a um braço de intervenção ou um placebo. Vários dos 16 autores do artigo são consultores ou receberam financiamento de empresas que fabricam dispositivos usados em cirurgias para perda de peso. Aminian e Nissen recebem financiamento da Medtronic, a maior empresa de dispositivos médicos do mundo, e Nissen também recebe financiamento da Ethicon, um fabricante de dispositivos médicos e instrumentos cirúrgicos. Eles não receberam financiamento externo para esse estudo, no entanto.

Uma preocupação em estudos como esses é que os pacientes que optam pela cirurgia para perda de peso podem ser inerentemente diferentes dos que não optam. Eles podem estar mais motivados e têm cobertura de saúde, ou meios para pagar os procedimentos.

Neste caso, no entanto, disse Nissen, o benefício foi tão impressionante que “mesmo se estiver errado em relação a porcentagens, ainda significa que o risco é drasticamente reduzido”‘.

MULHERES SÃO 60%

O estudo analisou os casos da Clínica Cleveland de 1.158 pacientes obesos que apresentaram biópsia de fígado de 2004 a 2016 indistintamente se tinham doença hepática gordurosa não alcoólica avançada com fibrose. As mulheres representam mais de 60% dos pacientes; a idade média era de pouco menos de 50 anos; e o índice de massa corporal mediano foi de 44, o que é considerado perigosamente acima do peso.

As doenças cardíacas também foram reduzidas após a cirurgia para perda de peso, como estudos anteriores mostraram: cerca de 8,5% dos que fizeram a cirurgia bariátrica tiveram um evento cardíaco, em comparação com 15.7% dos que não fizeram a cirurgia.

“A doença hepática gordurosa é realmente uma doença muito importante e a maioria dos americanos não sabe nada sobre ela”, disse Nissen. “Já se tornou uma causa mais comum de insuficiência hepática do que o álcool. E com a epidemia de obesidade, esta doença está realmente aumentando em um ritmo assustador.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

GENTILEZA REDUZ RISCO DE DEPRESSÃO E ANSIEDADE

Em novo livro, educadora americana Traci Baxley mostra os benefícios de se cultivar desde cedo nas crianças o comportamento pró-social; ajudar o próximo pode ser um ato natural, mas geralmente precisa ser ensinado

As férias logo chegarão. O que te faria sentir melhor: receber um presente ou dar um a alguém necessitado? Pesquisas deixam claro que, como diz o provérbio, é melhor dar do que receber.

“Fazer coisas boas faz você se sentir melhor”, disse Andrew Miles, sociólogo da Universidade de Toronto. “Isso atende a uma necessidade psicológica básica, como dar ao nosso corpo uma alimentação adequada. Ajuda você a sentir que sua vida tem valor”.

Miles está atualmente conduzindo um amplo estudo com o objetivo de quantificar as maneiras pelas quais fazer o bem pode ajudar a conter a ansiedade e a depressão que atualmente prejudicam a saúde e o bem-estar de muitas pessoas em todas as esferas da vida.

E a necessidade de praticar a gentileza pode nunca ter sido maior. As tensões econômicas, educacionais e vocacionais associadas à pandemia continuam presentes. Além disso, a mídia, a internet e até mesmo as ruas dos bairros estão frequentemente repletas de ameaças físicas e comentários odiosos dirigidos a grandes segmentos da população.

Embora membros de grupos minoritários, sejam eles raciais, étnicos, religiosos ou sexuais, estejam cada vez mais dispostos a rebater ataques verbais e físicos e discriminação, muitos indivíduos-alvo continuam a sofrer em silêncio. Não é de admirar que as taxas de ansiedade e depressão permaneçam altas.

As crianças que podem sentir prontamente a angústia emocional de seus cuidadores, muitas vezes compartilham a dor. Mas os especialistas dizem que existe um antídoto que pode beneficiar a todos. Eles chamam isso de “comportamento pró-social”, ou agir de forma a ajudar outras pessoas.

Em seu livro recentemente publicado, “Social Justice parenting” (“Parentalidade com justiça social”, sem versão para o português), Trad Baxley, professora associada de educação na Universidade Florida Atlantic, enfatiza as recompensas de ensinar compaixão e bondade para uma nova geração. Seu objetivo em promover um mundo melhor para todos é criar os “que possam, no fim das contas, se autodefender, ter empatia com os outros, reconhecer a injustiça e se tornarem proativos para mudá-la”.

Seu livro está repleto de exemplos e conselhos que podem ajudar os pais a criar os filhos com uma autoimagem saudável e consideração pelo bem-estar dos outros. “É nossa obrigação ensinar nossos filhos a se levantarem e serem aliados de grupos marginalizados e silenciados”, escreveu Baxley. Mãe de cinco Olhos, ela disse que, ao retomarem à escola após a quarentena pandêmica, muitos jovens experimentaram um aumento na depressão e na ansiedade social que pode ser neutralizada por um comportamento pró-social.

“Apenas ver compaixão e bondade em ação libera substâncias químicas no cérebro que os ajudam a se acalmar”, afirmou. Isso diminui a frequência cardíaca e libera serotonina, que neutraliza os sintomas da depressão.

O comportamento pró-social pode vir naturalmente para alguns. Mesmo crianças de 2 ou 3 anos podem compartilhar espontaneamente uma guloseima ou brinquedo com um amiguinho que esteja triste. Mas a maioria das crianças provavelmente precisará aprender isso com as mesmas pessoas que as ensinam a dizer “por favor” e “obrigado”, enquanto mais cedo isso acontecer, melhor.

Para começar, o comportamento pró-social requer compaixão e empatia, a capacidade de reconhecer e se preocupar com as necessidades e o bem-estar dos outros. Mas a compaixão sem acompanhamento construtivo não beneficia a ninguém. O segundo passo é a bondade, também conhecida como compaixão em ação. Você pode ficar angustiado ao ver uma pessoa carregando sacolas pesadas, mas a menos que você se ofereça para ajudar ou expresse um desejo de ajudar, mas explique por que você não pode, sua compaixão não serve de nada.

DAR O EXEMPLO

Um dos melhores momentos de maior orgulho como avó foi aprender que um neto, então na primeira série, consolou um colega de classe que ficou enjoado durante uma viagem escolar de ônibus. Enquanto outras crianças se afastavam enojadas, meu neto colocou o braço sobre a criança que estava passando mal e perguntou se ele se sentia melhor.

Quando meus netos já estavam maiores, decidi parar de alimentar a pilha de roupas e brinquedos que eles tinham e passei a dar como presente de Natal, dinheiro para doar a qualquer grupo sem fins lucrativos que eles escolhessem e que trabalhasse para melhorar a vida de outras pessoas. Um dos meninos escolheu um programa de tutoria para crianças carentes; outro, um programa esportivo; outro enviou seu presente para a American Forest, dedicada a proteger e restaurar ecossistemas florestais; e o mais novo, de 10 anos, doou para um banco de alimentos local.

Baxley relata episódios semelhantes em “Social Justia, Parenting. Ela conta sobre a empolgação de um filho ao encontrar uma nota de US$ 20, logo depois de dá-la a uma família de imigrantes segurando uma placa que dizia “Você pode nos ajudar com o nosso aluguel?”

Com muita frequência, os pais valorizam mais tirar boas notas ou desempenho esportivo  do que ajudar as pessoas que precisam. Segundo ela, é importante promover o bem-estar emocional de uma criança aceitando e estimulando o filho que você tem, não tentando criar à força aquele que você deseja. Uma criança que não tem habilidade atlética e rejeita esportes não deve ser levada a participar de um porque os pais valorizam  isso, disse ela.

Baxley reconhece os desafios que os pais enfrentam ao lidar com questões delicadas como raça, deficiência, inconformidade de gênero e falta de moradia. Mas ela exorta os pais a não permitirem que o medo atrapalhe as conversas. Mesmo os tópicos mais difíceis, como racismo, bullying, sexismo e morte podem ser discutidos com sensibilidade e sinceridade em termos adequados à idade, afirma.

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