OUTROS OLHARES

QUANDO A PISCINA É MORTAL

Em casa ou em clubes, há riscos para as crianças

Os empresários Ivan Franzen e Liane Pegorini, pais de Laíse Pegorini Franzen, de 10 anos, ainda tentam assimilar o que aconteceu na terça-feira, quando perderam a “princesinha da família”, como ela era chamada pelo casal e os dois irmãos. Presa pelos cabelos após ter sido sugada pelo ralo da banheira de hidromassagem de casa, em Faxinal do Guedes (SC), a menina se afogou e morreu a caminho do hospital.

O caso na cidade de pouco mais de 10 mil habitantes chamou a atenção para a necessidade de maior divulgação de alerta dos riscos que equipamentos de lazer podem trazer às crianças – mesmo as que sabem nadar. As histórias e os números mostram que incidentes como o que matou Laíse são muito mais comuns do que se imagina.

SABER NADAR NÃO BASTA

Um levantamento da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) com dados do SIJS, publicado este ano, mostra que 1.460 crianças morreram por afogamento em todo o país em 2019. Destas, 59% em piscinas ou equipamentos similares na própria casa. O estudo aponta ainda que o afogamento é a segunda causa de morte mais frequente entre as crianças de 1 a 4 anos atrás apenas de pneumonia; a terceira causa entre crianças de 5 a 14 anos; e a quarta entre jovens de 15 a 24 anos.

Laíse era escoteira e sabia nadar. Nas fotos publicadas pelos pais, a menina sempre aparece se divertindo em piscinas, cachoeirasou no mar, ao lado dos irmãos. Mas apenas experiência, alertam os especialistas, não seria o suficiente para evitar um incidente técnico. A pesquisa publicada pela Sobrasa informa que a sucção da bomba em piscinas é a maior causa de morte de crianças de 4 a 12 anos que, mesmo sabendo nadar, se afogam no Brasil.

“A cada três dias uma criança de 1 a 9 anos morre em casa afogada, e isso é muito grave. São afogamentos não só em piscina, mas também em tampa de cisterna aberta, caixa  d’água aberta, banheiras. A razão principal de os pais colocarem as crianças na natação é a segurança aquática. A partir disso, acaba havendo um relaxamento natural. Mas é preciso estar atento a todos os riscos. Mesmo com a criança sabendo nadar, é preciso continuar com a prevenção a acidentes e que haja divulgação sobre estes procedimentos”, alerta David Szpilman, diretor do Sobrasa e médico do Corpo de Bombeiros do Rio, que durante anos trabalhou atendendo vítimas de afogamento na corporação e também no Hospital Miguel Couto, onde chefiou o CTI.

Tanto em banheiras de hidromassagem como em piscinas, a orientação é de que esses equipamentos tenham mais de um ralo para bombear a água, o que impede o vácuo que pode acabar prendendo uma pessoa. Além disso, há ralos antissucção, para impedir que o cabelo seja puxado. A tampa é exigida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) em piscinaspúblicas. Mas muitas dessas informações, assim como orientações sobre não deixar as crianças sozinhas, cercar piscinas e manter as bombas desligadas durante o uso, não chegam ao conhecimento dos pais, segundo especialistas.

Antônio Santos, de 62 anos, sentiu a mesma dor dos pais de Laíse em 2011. Professor de educação física e de natação há mais de 30 anos, Antônio não estava presente quando sua filha Luiza, também de 10 anos, teve o cabelo puxado pelo ralo de uma piscina de condomínio em uma festa de aniversário de uma amiga. Depois da morte da menina, ele passou a dedicar a vida a espalhar o máximo de informações de prevenção a seus amigos e aos pais dos alunos. Hoje, está à frente do projeto Piscina + Segura, um braço da Sobrasa.

“A natação é uma maneira de se prevenir, mas não é uma garantia. A minha filha sabia nadar, mas havia ali um risco que potencializou a chance de afogamento”, contou Antônio. “Quando perceberam que estava se afogando, ela já devia estar debaixo d’água há muito tempo, e as pessoas não sabiam fazer um suporte básico de primeiros socorros o que também foi fatal. O ralo era único e muito pequeno, o que ainda aumentou o poder de sucção”.

Antônio conta que o trabalho do projeto, em escolinhas de natação, de surfe e em escolas municipais, teve o foco da abordagem mudado: de dar orientações de resgate passou a ser mais concentrado na prevenção dos acidentes e no conhecimento dos riscos. Hoje, os participantes se tornaram referência, dão palestras e têm voluntários pela América do Sul e Europa.

“Depois que aconteceu essa tragédia, eu não vi outro caminho na minha vida a não ser continuar a estudar a fundo isso. Ou me entregava à tristeza ou ia fazer algo útil para mim e para a sociedade. Comecei a estudar e ver o que era feito no mundo em termos de prevenção. Eu, por exemplo, tinha uma piscina em casa, que sempre foi cercada, mas não sabia que o ralo poderia causar um acidente”, afirma.

Flavia Souza Belo também tinha 10 anos quando, num dia de verão em janeiro de 1998, teve os cabelos puxados pelo ralo da piscina do condomínio em que vivia com a mãe em Moema (SP). Quando os colegas perceberam o que estava acontecendo, custaram a retirá-la por causa da força da sucção. Ela foi socorrida já desacordada e nunca mais despertou. Hoje com 33 anos, segue em estado de coma, com quadro irreversível.

A mãe, Odete Souza, aos 72 anos, dedica a vida a cuidar da filha e a lutar por maior segurança nas piscinas, sobretudo as de clubes e condomínios. Num blog criado em 2007, “Flávia, Vivendo em Coma”, Odete compartilha informações e notícias pelo mundo envolvendo acidentes aquáticos.

“Há a necessidade de uma campanha grande de conscientização acerca desse tipo de perigo. Tanto nos clubes, condomínios, mas também nas residências. Esses pais, coitados, jamais poderiam imaginar que isso poderia ter acontecido com a filha deles, justamente porque hoje falta conhecimento sobre esse tipo de acidente. Se os casos das nossas meninas servirem para evitar que outras crianças passem por isso, eu acredito que a luta já estará valendo”, diz Odete.

MAIOR DIVULGAÇÃO

Assim como Antônio, ela também nunca havia ouvido falar dos perigos de acidentes provocados pela sucção no fundo de piscinas ou banheiras.

“Até aquele momento, eu nunca tinha ouvido falar sobre esse tipo de acidente. Quando foi descoberta a causa, quando entendi o que havia acontecido com a minha filha, comecei a estudar e percebi que esse tipo de acidente é muito mais comum do que se pensa, no Brasil e no mundo. A partir daí, eu tenho me dedicado a fazer alerta sobre essas armadilhas submersas. Vários acidentes poderiam ser evitados se houvesse maior divulgação”, concluiu.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 22 DE DEZEMBRO

A VITÓRIA VEM DE DEUS

O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor (Provérbios 21.31).

Nós travamos muitas batalhas na vida. Há guerras reais e guerras fictícias. Há guerras visíveis e guerras invisíveis. Guerras inevitáveis e guerras que nós mesmos criamos. Com sua destreza, o homem faz planos e traça estratégias. Forma exércitos e equipa-os com as mais sofisticadas tecnologias de guerra. Sai a campo e trava as pelejas mais encarniçadas. A vitória, porém, não é resultado do braço humano nem da força dos cavalos. Não vem da terra, mas do céu; não procede do homem, mas de Deus. O homem pode fazer planos, mas é de Deus que vem a resposta. O homem pode treinar exércitos, mas é Deus quem dá a vitória. O homem pode reunir poderoso arsenal, mas é Deus quem abre o caminho do triunfo. Davi entendeu isso quando lutou contra o gigante Golias. Aquele homem insolente afrontou o exército de Israel e desafiou os soldados de Saul durante quarenta dias. Humilhou o povo de Deus e escarneceu do próprio Deus. Davi, porém, correu de encontro ao gigante filisteu, dizendo: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos Exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos e toda a terra saberá que há Deus em Israel. […] pois o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra (1Samuel 17.45-47).

GESTÃO E CARREIRA

MULHER BRANCA É MAIORIA COMO LÍDER DE INCLUSÃO E REFLETE MODELO DAS EMPRESAS

Pesquisa sugere que gerentes de diversidade são mais escolhidos por gestão do que por representatividade, mas cenário vem mudando

Para liderar a pauta de diversidade e inclusão (D&I) dentro de uma empresa, é importante falar a língua do meio empresarial: ter habilidades de gestão, planejamento e lidar com metas. Quando esse perfil se combina com representatividade, a expectativa é de que as mudanças avancem mais rapidamente. Empresas que se desafiam a promover D&I no mercado estão atentas a isso e buscam reunir em um único profissional as características necessárias a essa transformação.

Exemplos recentes são da executiva Lisiane Lemos, que assumiu a gerência de programas de recrutamento de diversidade, equidade e inclusão do Google para América Latina, e Helena Bertho, nova head global de D&I do Nubank. Ambas mulheres negras, elas agregam experiência corporativa e representação, porém, nem sempre é o que ocorre no mercado.

Pesquisa da consultoria Tree Diversidade em parceria com o Grupo Top RH, realizada entre agosto e setembro, coletou respostas de 276 profissionais do ramo e apontou um perfil diferente. A maioria é branca (51,1%), mulher cisgênero (75,7%), heterossexual (63,8%), e sem deficiência (94,2,%).

“A gente encontrou essa falta de diversidade nos profissionais e isso se deve ao fato de que eles são os que estão nas empresas como os demais, é a falta de representatividade que se vê no geral”, observa Letícia Rodrigues, sócia-fundadora da Tree. Um dado que corrobora a percepção é  que 30,8% dos que atuam com D&I   acumulam outras funções, ou seja, geralmente são pessoas que já estavam na empresa com outras atividades.

PROCESSO INCOMPLETO

Na avaliação de Ricardo Salles, da Mais Diversidade, que presta consultoria para grandes empresas, a inclusão nas companhias ainda está “incompleta”. ‘”Tem poucas pessoas negras nessa função e é um desafio para o mercado aumentar essa representatividade”, diz. Mas ele percebe também que, apesar de incompleta, é um perfil de liderança mais diverso do que costuma ser o meio empresarial brasileiro.

A pesquisa da Tree apontou ainda que 40,2% dos profissionais trabalham com o tema entre um e três anos, o que coincide com o tempo que as organizações vêm desenvolvendo a pauta (37,3% no mesmo período e 22,5% há menos de um ano). Como o assunto é relativamente novo e está começando a criar referências no Brasil, foram primeiro os grupos privilegiados que tiveram acesso aos conteúdos que despontavam em outros países.

“A gente tem esse grupo que é mais privilegiado, que tem formação no exterior, até porque não tinha curso aqui. É natural que seja assim, mas a realidade é que a gente está inserido em um contexto desigual.

Se deixar acontecer naturalmente, a velocidade das mudanças será lenta”, diz Daniel Consani, do Grupo Top RH. Segundo ele, é preciso estimular a inclusão de pessoas diversas em postos de liderança, mas enquanto isso é preciso contar com quem já está lá.

Helen Andrade, diretora do Movimento pela Equidade Racial (Mover), que reúne 47 grandes empresas no Brasil, dá o exemplo das signatárias da iniciativa, que tem a meta de incluir mais negros no mercado. Ali, diz ela, CEOs homens e brancos são a maioria e estão envolvidos na luta antirracista. “Porque o racismo é um problema de todo mundo. Essas pessoas (CEOs) têm o poder de promover mudanças”.

HABILIDADES BUSCADAS

Para Ricardo Salles, um bom profissional de D & l é resultado da interação entre três dimensões: conhecimento do tema, a partir de uma perspectiva ampla e com base teórica sobre estudos de gênero e feminismo negro, por exemplo; conhecimento de gestão, com domínio da linguagem do meio empresarial; e conexão com a sociedade, porque “não posso ser profissional de diversidade só no meu escritório, tenho de estar na rua”. O especialista diz que, isoladamente, esses elementos não bastam, mas é possível desenvolvê-los. Segundo Letícia Rodrigues, cabe às empresas também investir na formação dessas pessoas.

Helen Andrade, que também é líder de diversidade e inclusão da Nestlé no Brasil, concorda que o profissional precisa estudar o tema, saber implementar projetos e conhecer comunidades diversas. “Quando a empresa resolve contratar, vai olhar de forma ampla, não para uma temática de diversidade”, diz. “As empresas não deveriam colocar uma pessoa na área de  D & l unicamente porque é mulher, negra, trans ou PCD para ter aquele ‘símbolo’ na companhia.”

No Mover, ela explica que não há imposição sobre a forma como cada empresa vai trabalhar, mas há compartilhamento de boas práticas. E acrescenta que, quando o direcionamento vem do alto escalão, o  movimento toma força dentro da empresa.

EU ACHO …

CONTRA A ANSIEDADE

O meu jeito de evitar a ansiedade é me concentrando no agora, no instante presente. Me ligo 100 % no lugar onde estou, com quem estou e no que estou fazendo. Assim, ganho foco, dou atenção plena ao outro e não fico me perdendo em projeções inúteis, deixando o pensamento escapulir para um lugar sem retorno. Até o sono melhora.

Isso sempre foi algo natural em mim, talvez o hábito da leitura ajude nesta concentração. Mas aí veio a pandemia e aquele estresse todo. Lidei razoavelmente bem com a situação, já que não perdi ninguém próximo e meu cotidiano não se alterou muito. Eu parecia tranquila em minha compenetrada quietude, até que a vacina chegou e os dias começaram a voltar ao velho ritmo: encontros entre amigos, viagens a trabalho, vida social. E só então percebi minha dificuldade em recuperar o ritmo anterior. Achava que não, mas também me encontro emocionalmente bagunçada. Eu, que tomava ansiolítico só em casos excepcionais, uma ou duas vezes por ano, passei a olhar para a cartela como se fosse uma caixa de Bis.

Para completar, semana passada perdi um amigo por infarto fulminante, aos 59 anos. Um amigo da minha juventude, da época em que eu era publicitária. Junto à imensa tristeza, duas coisas ficaram claras para mim. Uma delas é que temos que reavaliar nossas urgências. Refletir sobre essa nossa absurda disponibilidade on-line. Reagir à pressão para dizer “sim” a tudo o que nos é proposto, como se tivéssemos que compensar a parada brusca de um ano e meio. Calma, não temos que compensar nada, e sim continuar em frente encontrando soluções para viver melhor, e não problemas para morrer mais rápido.

A súbita ausência dele me fez ver, também, que além do presente momento, desse instante que tanto valorizo, o passado é muito valioso. Na hora em que recebi a notícia da morte do meu amigo, me vi diante de uma onda de recordações: a casa que nossa turma alugava na praia, as aventuras amorosas discutidas em mesas de bar, nossa imaturidade cheia de sonhos, a narrativa frenética das experiências vividas, nossos filhos nascendo, as interrogações jogadas para a frente, para um tempo que desconhecíamos – este aqui. Descobri que não quero mais seguir adiante sem olhar para trás, ajustei meu retrovisor sentimental.

Pretendo me manter no foco, mas “estar aqui e agora” não depende mais de rendição a esta modernidade esquizofrênica. Não preciso atender a expectativas febris, nem competir comigo mesma. Contra a ansiedade, incluo agora a saudade. Celebro o passado que me moldou e, por ora, penso apenas em cuidar bem da minha saúde, que isso também é cuidar de quem a gente ama. Tempo, entrei num acordo contigo.

*** MARTHA MEDEIROS

ESTAR BEM

DIETA RICA EM GORDURA ELEVA NÍVEIS DE TESTOSTERONA

Estudo mostrou que alimentação pode ter efeito positivo ou negativo na produção do hormônio masculino

Muitos homens, principalmente à medida que envelhecem, se preocupam com seus níveis de testosterona, o hormônio masculino que faz crescer músculos e aumenta o apetite sexual e o vigor. Mas é improvável que os alimentos por si só tenham impacto nos níveis de testosterona – embora o consumo de quantidades extensivas de álcool possa ter. Se você está acima do peso, alterar sua dieta para emagrecer pode ajudar, uma vez que o sobrepeso é uma causa comum de baixa testosterona. Mas em termos de alimentação ou dieta específicas, qualquer mudança que você faça podenão ter um impacto perceptível na libido, disposição ou massa muscular.

“Com base nos dados que temos hoje, se um homem não tem sobrepeso, eu não o colocaria em uma dieta especifica para aumentar a testosterona”, disse Alexander  Pastuszak, professor assistente de urologia e cirurgia da Universidade de Utah nos EUA, que foi coautor de uma revisão sobre alternativas para terapia de testosterona.

Nos homens., os níveis normais de testosterona variam de 300 a 1.000 nanogramas por decilitro de sangue. Os altos e baixos dentro dessa faixa normal provavelmente não terão impacto no desejo sexual ou na vitalidade. Somente quando os níveis caem consistentemente abaixo de 300 é que sintomas como baixa libido, disfunção erétil, fadiga, mau humor ou perda de massa muscular podem aparecer, uma condição médica conhecida como hipogonadismo.

A partir dos 40 anos, os níveis de testosterona nos homens começam a diminuir cerca de 1% ao ano. Mas a queda pode variar enormemente com alguns homens mais velhos mantendo níveis semelhantes aos de jovens saudáveis. A trajetória da queda da testosterona é mais íngreme entre os homens que ganham muito peso, disse Shalender Bhasin, professor de medicina em Harvard e diretor do Programa de Pesquisa em Saúde Masculina do Brigham and  Women’s Hospital.

Estudos sobre alimentos ou dietas e níveis de testosterona têm sido geralmente discretos e os resultados longe de conclusivo. Uma recente revisão britânica que reuniu dados de 206 voluntários, por exemplo, descobriu que homens em dietas ricas em gordura tinham níveis de testosterona cerca de 60 pontos mais altos, em média, do que homens em dietas pobres em gorduras. Homens que seguiram uma dieta vegetariana tendem a ter os níveis mais baixos de testosterona, cerca de 150 pontos abaixo, em média, do que aqueles que seguem uma dieta rica em gordura à base de carne. Ainda assim, Joseph Whittaker, o autor principal do estudo e nutricionista da Universidade de Worcester, no Reino Unido, disse que não recomendaria a nenhum homem aumentar as gorduras em sua dieta a menos que tivesse níveis baixos de testosterona e sintomas de hipogomadismo e já estivesse restringindo as gorduras.

DIETAS RESTRITIVAS

Outro estudo no Journal of Strength and Conditioning Research testou dois estilos de dieta em 25 homens saudáveis com idade entre 18 e 30 anos. As calorias consumidas eram as mesmas, mas um grupo ingeriu uma dieta cetogênica com alto teor de gordura e baixíssimo teor de carboidratos, consistindo em 75% das calorias vindas de gorduras, 5% de carboidratos e 20% de proteínas. Já o outro grupo consumiu uma dieta ocidental -mais tradicional, com apenas 25% das calorias provenientes das gorduras, 55% dos carboidratos e 20% das proteínas. Após 10 semanas de ingestão da dieta rica em gordura, a testosterona aumentou 118 pontos, em média, no passo que após a dieta pobre em gordura, os níveis diminuíram cerca de 36 pontos.

Da mesma forma, um estudo com 3 mil homens descobriu que aqueles que relataram consumir uma dieta com baixo teor de gordura tinham níveis de testosterona ligeiramente mais baixos – cerca de 30 pontos a menos – do que os homens que comeram dietas com alto teor de gordura. Mas nenhum dos homens tinha testosterona baixa.

“A moral é homens saudáveis com peso normal sem comorbidades significativas provavelmente não se beneficiarão de dietas restritivas”, disse Richard Fantus, um dos autores do estudo e urologista do Sistema de Saúde da Universidade North Shore em Evanston, Illinois.

Estudos sobre dietas são complicados porque a mudança de um componente da alimentação, como a ingestão de gordura, altera muitas outras como a quantidade de carboidratos, proteínas e micronutrientes consumidos. Não está claro qual componente da dieta pode ter causado as mudanças hormonais, disse Bhasin. Além disso, os níveis de testosterona também podem ser influenciados por quanto uma pessoa dorme, ou se ela sofre de distúrbios do sono, ainda que temporários, ou se está ingerindo a maior parte de suas calorias à noite, ou em pequenas refeições ao longo do dia.

Faysal Yafi, chefe da divisão de Saúde Masculina e Urologia Reconstrutiva da Universidade da Califórnia em Irvine disse que seus pacientes que optam por seguir dieta específicas tendem a começar a se exercitar mais e a beber menos álcool, o que pode elevar os níveis de testosterona. Ele suspeita que qualquer ligação entre dieta e testosterona pode ser o resultado de um estilo de vida mais saudável em geral.

ABUSO DE ÁLCOOL

Alguns homens temem que comer muitos alimentos à base de soja possa fazer com que seus níveis de testosterona caiam, porque a soja é rica em isoflavonas, que imitam a estrutura do estrogênio. Mas a evidencia não apoia suas preocupações, mesmo que os homens comam alimentos como missô, tofu ou leite de soja em todas as refeições.

O abuso de álcool a longo prazo reduz a testosterona ao danificar as células dos testículos, que produzem o hormônio, e do fígado, que altera o metabolismo da testosterona. Mas a bebedeira de vez em quando não parece ter muito impacto – diminui a testosterona por apenas cerca de 30 minutos, de acordo com um estudo, com os níveis voltando ao valor basal após este tempo.

Homens obesos com baixos níveis de testosterona podem aumentar a produção do hormônio cortando calorias e perdendo peso – o tipo de dieta não importa, sugerem os estudos. No extremo oposto, Bhasin disse observar um número crescente de homens em sua clínica que têm problemas de dismorfia corporal e sofrem de baixa libido e fadiga. Restrição calórica estrita, exercícios intensos e estresse crônico podem fazer com que os níveis de testosterona caiam e são provavelmente os culpados, disse ele.

A conclusão é que, para homens sem comorbidades que seguem um estilo de vida razoavelmente saudável, perder tempo com alimentos específicos ou com a composição da dieta provavelmente não fará muita diferença no nível de testosterona.

“Não acho que haja uma maneira de burlar o sistema para obter aumentos (de testosterona) realmente grandes mudando a dieta”, disse Fantus, da North Shore University.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MULHERES QUE AMAMENTAM TÊM MENOS PROBLEMAS COGNITIVOS

Estudo apontou que aleitamento diminui risco de depressão e Alzheimer

Um novo estudo de pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA), publicado na revista científica Evolution, Medicine and Public Health descobriu que mulheres com idade acima de 50 anos que amamentaram têm menos risco de desenvolver problemas cognitivos, incluindo a doença de Alzheimer.

Segundo o trabalho, a amamentação tem impacto positivo no desempenho cerebral das mulheres na pós-menopausa. Os cientistas afirmam ainda que um tempo maior de aleitamento também trouxe resultados melhores.

Entre os motivos, os pesquisadores citam que a amamentação ajuda a regular o estresse, promove o vínculo com o bebê e diminui o risco de depressão pós-parto, fatores sabidamente de risco para danos neurocognitivos.

Além disso, eles afirmam que existe uma correlação positiva entre o aleitamento e um menor risco de doenças como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, e apontam que essas condições estão fortemente ligadas a um maior risco de Alzheimer.

Para entender os impactos do aleitamento na saúde cognitiva feminina, os pesquisadores da UCLA analisaram dados de dois ensaios clínicos realizados pela instituição que tiveram a participação de 115 mulheres. Elas foram divididas em dois grupos, um com 64 delas que relataram estar deprimidas e outro com 51 que afirmaram não sofrerem com sintomas de depressão.

Todas elas completaram uma série de testes psicológicos que mediam aprendizagem, memória atrasada, funcionamento executivo e velocidade de processamento. Além disso, os participantes responderam um questionário que incluía perguntas sobre a idade de início da menstruação, número de gestações completas e incompletas, tempo de aleitamento materno para cada filho e a idade da menopausa.

As informações coletadas mostraram que 65% das mulheres não deprimidas relataram ter amamentado, enquanto esse percentual foi de 44% entre aquelas com sintomas de depressão. Já em relação à gravidez completa, todas do grupo de mulheres não deprimidas contaram ter ao menos um filho, enquanto esse índice foi de 57.8% no segundo grupo.

Em relação aos testes cognitivos, em ambos os grupos aquelas que amamentaram tiveram melhores resultados. Quando somado todo o tempo que uma mulher passou amamentando em sua vida, aquelas que se ocuparam da tarefa por mais de 12 meses tiveram um desempenho significativamente mais alto em todos os quatro quesitos que aquelas que passaram pela experiência.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as taxas globais de aleitamento estão baixas, atingindo apenas 41% dos bebês com menos de seis meses de idade.

Ms. C. Loves

If music be the food of love, play on✨

Abre Olho Raposa

A fonte de notícias que vai te manter informado

troca de óleo automotivo do mané

Venda e prestação de serviço automotivo

darkblack78

Siyah neden gökkuşağında olmak istesin ki gece tamamıyla ona aittken 💫

Babysitting all right

Serviço babysitting todos os dias, também serviços com outras componentes educacionais complementares em diversas disciplinas.

Maromba's

Marombas

M.A

Interviews, reviews, marketing for writers and artists across the globe

Gaveta de notas

Guardando idéias, pensamentos e opiniões...

Isabela Lima Escreve.

Reflexões sobre psicoterapia e sobre a vida!

Roopkathaa

high on stories

Luna en mengua

Poesía, arte, literatura y música.

de tudo um pouco ❗❕❗😉👌

de tudo um pouco 😉👌