GESTÃO E CARREIRA

SEM VOLTA: EMPRESAS ETERNIZAM O HOME OFFICE

Na contramão da retomada do trabalho presencial e da tendência do modelo híbrido, companhias decidem manter funcionários em casa de forma permanente e apostam em autonomia e bem-estar para alavancar produtividade

A administradora Emanuela Santana de Melo, de 32 anos, começa a semana em um barco na Baia do Guajará, em Belém. Pratica remo ao nascer do sol e depois corre para o escritório – que fica em casa. O home office temporário iniciado na urgência do isolamento na pandemia virou permanente para ela e para todos os colegas de trabalho. O movimento é seguido por algumas empresas que, na contramão da retomada do trabalho presencial ou da aposta no modelo híbrido com o avanço da vacinação, decidiram manter os funcionários em casa.

Emanuela se mudou de São Paulo para Belém em setembro, acompanhando o namorado, que foi transferido do trabalho. A mudança, ela diz, não impactou a vida profissional. Ela pode trabalhar 100% remotamente na Movile, investidora e desenvolvedora de negócios de tecnologia para empresas como ifood, PlayKids e Sympla, que aderiu ao teletrabalho definitivo.

“Como eu tinha possibilidade de trabalhar de onde quisesse, não fazia sentido continuar em São Paulo”, conta Emanuela. “Ganhei qualidade de vida. Consigo acordar cedo, faço remo, jogo futebol, tomo café com calma. Fujo do trânsito de São Paulo e ainda consigo resolver coisas em casa na hora do almoço e entre uma tarefa e outra do trabalho.

Acostumada à vida no escritório, ela teve de aprender a estabelecer uma nova rotina profissional em casa de maneira permanente.

“Houve uma transição. Hoje, sinto que aprendemos a interagir virtualmente, trabalhar bem e a resolver os problemas. Se há necessidade, vou a reuniões presenciais em São Paulo e volto. Gosto da facilidade. Ter de ficar no escritório seria um complicador para mim”, afirma.

CERVEJARIA SEM ESCRITÓRIO

Cerca de 80 trabalhadores da Movile estão em home officedefinitivo. A opção pelo modelo veio depois de uma pesquisa interna com os funcionários.

“Desenvolvemos um modelo 100% remoto, sem obrigação de ir ao escritório. Planejamos um novo espaço em São Paulo, mas para promover trocas, engajamento, atividades e iniciativas dentro de um propósito de olhar para os colaboradores e oferecer cultura”, explica Claudia de Souza, diretora de People da Movile.

Na Heineken, cerca de 1.300 funcionários dos escritórios de São Paulo e Itu também passaram ao home office permanente. Uma consulta com os funcionários comprovou a aceitação da ideia, e os contratos de trabalho foram alterados.

“Remodelamos os escritórios para ambientes mais colaborativos e hub de apoio aos colaboradores para necessidades pontuais, como reuniões de equipe e conexões do grupo”, explica Juliana Wei, diretora de Recursos Humanos da Heineken.

Para manter a conexão a distância, a empresa promove programas de reconhecimento dos funcionários, organiza lives com o presidente da companhia e incentiva encontros virtuais entre lideranças e liderados – menos às terceiras sextas do mês, em que os funcionários são encorajados a ficarem longe do excesso de videochamadas.

Para a gerente de sustentabilidade da Heineken, Beatriz Dias de Sá, de 38 anos, o modelo remoto trouxe mais produtividade.

“Tive minhas melhores avaliações de desempenho estando em casa. Inclusive fui promovida recentemente”, conta ela, mãe de um menino de 3 anos e moradora de Jundiaí, a cerca de 60 quilômetros de São Paulo. “Gastava mais de três horas por dia no trânsito, e tive um ganho de tempo incrível. Consigo fazer exercício, cuidar do meu bem-estar mental, estar mais próxima do meu filho e ver o desenvolvimento dele.

‘PRESENÇA É IMPORTANTE’

A modalidade 100% remota, porém, ainda desperta dúvidas em especialistas em RH sobre como manter a cultura corporativa e o engajamento em alta no longo prazo.

“É tudo muito novo. Talvez aprendamos rituais e práticas que podem fomentar e fortalecer a cultura de forma 100% remota. Mas, a realidade hoje que, para compartilhar valores, a presença física ainda é importante”, diz Tatiana lwai, professora de Comportamento Organizacional e Liderança do Insper, em São Paulo. Os funcionários, acrescenta Tatiana, também devem estar atentos a possíveis efeitos da falta de interação direta no desenvolvimento de qualidades como inovação e criatividade e na evolução da própria carreira:

“O escritório não é apenas um local em que o trabalho acontece. Existe um papel de interação social. E há uma parte de aprendizado e troca que acontece melhor observando as pessoas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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