OUTROS OLHARES

DELÍCIAS DE LABORATÓRIO

Pratos com carne feita em impressora 3d, frango produzido com células cultivadas e laticínio animal free chegam ao mercado e dão uma ideia do que comeremos no futuro

A indústria alimentícia, em especial a de produtos de origem animal, deu outro passo na sua empreitada para aumentar as ofertas de produtos que têm cara de futuro e gosto de presente. Depois das carnes e laticínios com base em plantas, a onda agora são hambúrgueres, filés, nuggets e proteína do leite feitos em laboratório, tornando desnecessários a criação e o abate de animais. Em alguns lugares, pratos com esses ingredientes são realidade. No fim do ano passado. Singapura se tornou o primeiro país a autorizar a venda de carne cultivada e experimentar os nuggets de frango feitos pela empresa americana Eat Just. Em Israel , a SuperMeat abriu um restaurante onde oferece sanduíches de frango criado a partir de um punhado de células em troca de feedbacks sobre o produto. Nos Estados Unidos, estão à venda sorvetes produzidos com proteínas lácteas feitas por fungos geneticamente modificados da Perfect Day.

No Brasil, a carne cultivada pode estar disponível entre 2024 e 2025. No início do ano, a BRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, anunciou investimentos na startup israelense Aleph Fanns, conhecida por fazer bifes de células animais. A Aleph foi a primeira a desenvolver um ribeye cultivado e bioimpresso em 3D. O então primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu provou a iguaria e gostou. “É deliciosa e livre de culpa”, avaliou Netanyahu na ocasião. A fabricação dos ingredientes é fruto de processos tremendamente sofisticados. A carne é feita a partir de uma pequena quantidade de células-tronco extraídas dos animais por meio de uma biópsia. Células-tronco ainda não são especializadas. Ou seja, não são células musculares ou cerebrais, por exemplo. Por isso, podem ser transformadas em células que dão origem a uma grande variedade de tecidos. No caso das retiradas dos bois, são estimuladas a se especializarem em fibras de tecido muscular bovino. Em até trinta dias, elas estão no ponto. Os laticínios são produzidos por microrganismos geneticamente modificados para secretar proteína de leite idêntica à encontrada no alimento vindo das vacas.

Essa indústria tenta suprir a demanda por proteína animal com menos impacto ambiental. A pecuária é responsável por 14% das emissões mundiais de gases de efeito estufa a cada ano, e a produção de leite contribui com 4%. “Queremos construir uma cadeia da produção de alimentos mais sustentável, saudável e que seja capaz de nutrir um número crescente de pessoas”, diz Gustavo Guadagnini, presidente do The Good Food Institute (GFI) Brasil. Porém, um estudo da Universidade de Oxford alerta que, dependendo do tipo de energia utilizada nos laboratórios de carne, por exemplo, o ganho obtido com a redução de metano (gás associado ao efeito estufa produzido em quantidade expressiva por bois e vacas) pode ser superado a longo prazo pelas emissões de C0 2 que resultam do processo. Objeções a esse tipo de alimento incluem ainda o uso de organismos geneticamente modificados, no caso dos laticínios, e de células-tronco, nas carnes. Hoje, no entanto, os principais entraves à ampliação do acesso aos produtos são a regulamentação, o custo e a capacidade de produção em escala. Mas a indústria trabalha para superá-los. “Há dezoito meses, o quilo da carne cultivada custava 1.000 dólares. Agora está em torno de 150 dólares. Nossa ambição é que em dois a três anos, quando chegarmos ao mercado, esteja entre 35 e 40 dólares o quilo”, diz Marcel Sacco, vice-presidente de Inovação da BRF. A continuar o desgoverno na economia, os brasileiros daqui a pouco pagarão pela carne tradicional o mesmo que custará a cultivada.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 06 DE DEZEMBRO

UM PRESENTE ABRE PORTAS

O presente que se dá em segredo abate a ira, e a dádiva em sigilo, uma forte indignação (Provérbios 21.14).

O presente é um símbolo de generosidade e cortesia. É um gesto simpático que toca o coração das pessoas e as sensibiliza. Demonstra afeto e pavimenta o caminho da amizade. Mesmo quando o relacionamento fica estremecido, o presente abate a ira e aplaca a indignação. O presente prepara o ambiente para o abraço da reconciliação e para o beijo do perdão. Abraão Lincoln, 16º presidente norte-americano, disse que a melhor maneira de vencer um inimigo é fazer dele um amigo. O amor é uma força irresistível. Quebra as maiores barreiras. O amor constrói pontes onde o ódio cavou abismos. O presente não é o amor, mas uma demonstração do amor. Gary Chapman, autor do livro As cinco linguagens do amor, diz que dar presentes é uma das linguagens do amor. Muitas pessoas veem nesse gesto uma demonstração eloquente de afeto. O sábio está ensinando que o presente discreto esvazia o balão da ira, e a dádiva feita em sigilo apazigua a maior fúria. Dê um presente em segredo a quem estiver zangado com você, e a raiva dele acabará. Há uma estreita conexão entre o bolso e o coração, entre a mão aberta e a alma livre de mágoa. Não se resolvem conflitos com mais conflitos. Não se ganha uma briga com mais desaforos. Se quisermos triunfar na batalha, precisaremos entrar nessa peleja com amor no coração e presentes nas mãos.

GESTÃO E CARREIRA

A VIDA PROFISSIONAL DEPOIS DOS 50

Eles são resilientes, sabem os caminhos para sair de uma crise e dão mais equilíbrio às equipes. Mas ainda sofrem rejeição nos processos seletivos e têm até data de validade no emprego. Entenda como o preconceito contra os mais velhos afeta não só as carreiras, mas também a economia.

Diante da câmera do próprio celular, um senhor de 70 anos grava um vídeo para se candidatar a um emprego num e-commerce de moda. Ele explica por que, apesar de ter um padrão de vida confortável com a aposentadoria, quer voltar ao dia a dia do escritório. “Eu adoro fazer conexões, amo a excitação do trabalho. Quero ser desafiado e me sentir necessário. Também quero que saibam que vesti a camisa da empresa minha vida toda. Sou leal, confiável e bom, numa situação de crise.” A fala é de Ben, personagem de Robert De Niro no filme Um Senhor Estagiário (2015). Aproveitando uma ação de inclusão dessa startup – um programa de estágio para terceira idade – , ele assume um cargo para o qual tem excesso de qualificação. Tudo para conseguir voltar à ativa.

Essa cena do filme é uma síntese do que trabalhadores com mais de 50 anos podem trazer a um negócio. Há um consenso entre especialistas de carreira de que a experiência torna mulheres e homens mais resilientes e lhes dá maior inteligência emocional para aguentar o tranco nas crises. De quebra, eles têm o mapa de atalhos para encontrar soluções para os dilemas da empresa – afinal, já passaram por muitas mudanças, tanto da organização quanto da economia, e testemunharam o que deu certo e o que falhou. Além disso, ao contrário dos millennials, que gostam de mudar de ambiente com certa frequência, os 50+ seguem uma tradição do mercado de trabalho do século 20: a de criar raízes. Daí a lealdade e o vestir a camisa de que fala De Niro.

Mas não são tantas as companhias que valorizam essas qualidades. Uma pesquisa da Maturi, organização que atua na recolocação de profissionais maduros, ouviu 1.317 pessoas com mais de 50 anos em São Paulo, e descobriu que mais da metade foi demitida durante a pandemia. Para 67% dos entrevistados, o preconceito de idade piorou ao longo do último ano – muito porque as pessoas mais velhas são mais vulneráveis ao coronavírus.

Aliás, o preconceito contra o “velho” (chamado de etarismo) é talvez o único que resiste abertamente na sociedade. Num episódio recente, um escritório de agentes autônomos da XP publicou uma foto de sua equipe formada quase exclusivamente por jovens homens brancos – e recebeu uma enxurrada de críticas por isso. As queixas eram sobre a falta de diversidade de raça e gênero, mas não se viu problema algum na maioria jovem. De forma geral, não há registros de reação parecida contra empresas que anunciam seus times formados por profissionais nas faixas de 20 e 30 anos, inclusive no C- Level. Se a juventude é valorizada na hora da contratação, como fica a carreira de quem tem cabelo grisalho?

É exatamente o que está sentindo na pele o especialista em reestruturação organizacional Claudio Cardinali, de 60 anos. Seu último emprego foi de diretor administrativo-financeiro em uma grande empresa do ramo de embalagens, de onde foi dispensado no final de 2019. Claudio tem tentado uma recolocação, mas se vê esbarrando num muro invisível nos processos de admissão. “Sempre encontrava portas abertas nas minhas transições de trabalho, então tenho estranhado que, para posições com perfil que se encaixa perfeitamente no meu, não tenho sido mais chamado nem para uma primeira conversa. Nenhum headhunter me diz claramente que o motivo é este: eu estar acima de uma faixa etária desejada”, afirma o executivo.

Uma exclusão que talvez fizesse sentido em meados do século passado. Hoje, não mais. A evolução da medicina e das condições sanitárias nas cidades tornou a população mais longeva – e os mais velhos ficaram, não apenas figurativamente, mais jovens.

Segundo o IBGE, em 1940, um indivíduo de 50 anos tinha uma expectativa de viver mais 19 anos em média. Agora essa mesma pessoa tem pela frente cerca de 30 anos – com boa parte dessas décadas em ótima forma física e intelectual. Uma combinação perfeita para esticar a vida profissional.

Aliás, expulsar essa turma do mercado vai contra a economia em vários aspectos. Primeiro, a reforma da Previdência empurrou a aposentadoria pública de mulheres para os 62 anos, e de homens para os 65. Se a pessoa perde o emprego antes disso, precisa se recolocar no mercado –  ou vai começar a queimar muito antes a reserva financeira feita para a velhice de verdade. É o que acaba acontecendo hoje. A taxa de desemprego dos mais velhos é menor que a média do mercado, que está em 14,1%. Mas só porque, depois de muitos nãos, eles desistem de procurar uma vaga e são considerados “fora da força de trabalhou. No fundo, uma parte está desempregada, mas some da estatística do IBGE.

E um segundo problema é que logo mais não haverá  jovens o bastante para assumir as tarefas de quem foi excluído do mercado por ser considerado velho demais. Segundo dados do Ipea, 57% da população economicamente ativa no Brasil vai ter mais de 45 anos em 2050. Quer dizer, o país vai precisar que essa gente esteja empregada, atualizada e valorizada para continuar crescendo.

A boa notícia é que, na contramão da dispensa dos profissionais maduros, há mais e mais iniciativas de inclusão. E muitas são estratégicas, não servem só para dar um verniz de diversidade etária na equipe.

PARA O BEM DO NEGÓCIO

Especializada em seguro de vida e previdência, a MagSeguros lançou um programa para formação de novos corretores chamado 50+ Ativo. Ao longo de 12 meses, profissionais sem experiência na área ganham ajuda de custo, têm aulas teóricas e aprendem o que está por trás do sucesso desse mercado: saber vender não um produto, mas algo tão intangível quanto sensação de segurança. Eles já começam a trabalhar ao longo do programa e, terminado o ano, continuam como corretores parceiros da seguradora.

O investimento tem um porquê: “Percebemos a complexidade que é um profissional muito jovem falar de seguro de vida, de proteção para aposentadoria…”, diz Patrícia Campos, diretora de Gente e Gestão da companhia. Uma pessoa ainda sem parceiro, filhos e bens, como casa e carro, tem mais dificuldade de transmitir a importância de um seguro. “Ela não sente as necessidades do público que já se preocupa em deixar uma segurança para a família ou para si mesmo ao parar de trabalhar. Com corretores mais maduros, o discurso fica muito mis aderente.”

Na Bayer, por outro lado, a iniciativa foi voltada para melhorar a integração dos 50+ com o resto da equipe. A multinacional farmacêutica tem um programa de mentoria reversa. Profissionais mais maduros, que atuam em patamares de liderança, são mentorados – em diálogos quinzenais ou mensais – por colegas bem mais jovens. Foi o caso de Evandro Winter, de 58 anos, gerente administrativo em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Ele recebeu sessões de mentoria de um profissional 27 anos mais novo. ‘Eu, que tenho jovens na minha equipe, descobri a importância de escutar essa geração, de criar oportunidades para que eles exponham seus pontos de vista. Também entendi que feedback é fundamental para eles, algo que em sempre é bem recebido pelas pessoas da minha idade.”

Fora das empresas, também há iniciativas de qualificação de profissionais maduros. Um exemplo é o Hub40 +, uma comunidade que oferece atualização tecnológica, cursos para empregabilidade e empreendedorismo. Esse hub tende tanto companhias que querem fortalecer a diversidade etária em sua cultura quanto indivíduos maduros em busca de emprego. “Para o profissional, nossos parceiros oferecem mentorias e cursos”, diz o fundador, Mauro Wainstock. “Um exemplo: damos treinamento de como essa pessoa deve usar o LinkedIn para projetar sua marca pessoal, porque um bom networking é imprescindível para manter a empregabilidade nessa faixa de idade.”

E há demanda por esse tipo de formação. A pesquisa da Maturi apontou que 8o% dos profissionais com mais de 50 anos aproveitaram o isolamento da pandemia para fazer cursos online. Dentre os entrevistados, sete em cada dez se dizem, agora, mais preparados para o uso das redes sociais para o trabalho – um golpe na generalização simplista de que a evolução das tecnologias é um obstáculo para se ter 50+ na equipe.

NO ALVO

Tânia Schubert, de 57 anos, é um exemplo que corrige muitos dos erros crassos do etarismo. Especialista em treinamentos na área de Gestão do Conhecimento, ela abraçou a tecnologia há 30 anos em uma empresa que desenvolve softwares de administração empresarial, a VlK Sistemas, em Blumenau (SC). “Gosto da área de tecnologia porque vocênunca para de aprender. É um setor que muda muito, então eu sempre procuro estar atualizada. Hoje, por exemplo, administro a nossa ferramenta de ambiente de conhecimento, que é onde a gente posta os treinamentos gravados.” O preconceito de que maduros querem distância de novas tecnologias não é o único que Tânia Schubert desconstrói. Ela também é a antítese do profissional experiente que acha que já sabe tudo. “Descobri no LinkedIn um monte de cursos gratuitos. Fiz um de 40 horas de marketing. Isso me ajuda a vender a ideia dos treinamentos que a gente desenvolve. Também entrei em cursos de como organizar uma reunião, como conduzir um projeto, entre outros.”

E se você acha que profissionais maduros não têm mais energia para lidar com o ritmo dos escritórios do século 21, precisa bater um papo com a Tânia. Aproximando-se dos 60 anos, ela pratica arco e flecha. Não só pratica: ela compete a sério. Aliás, não só compete: ela é a segunda no ranking brasileiro no arco recurvo feminino master, que é a partir dos 50 anos. “Eu gosto de desafios e sou muito competitiva. Se estiver valendo medalha ou troféu, estou dentro!’

QUESTÃO DE CULTURA

A necessidade de programas de inclusão dos 50+ prova que a contratação desses profissionais não se dá de maneira orgânica. Parece uma cota – e às vezes é mesmo. Para funcionar como uma estratégia sustentável de formação de equipes, é preciso ter uma cultura amigável à diversidade etária.

O Institute for Employment Studies, de Londres, realizou uma pesquisa sobre o que ajuda na retenção de bons profissionais 50+. Descobriu que os mais maduros valorizam ter responsabilidade e autonomia no trabalho, manter relacionamentos sólidos na empresa e ter oportunidades de transmitir seus conhecimentos. Também são mais propensos a permanecer se tiverem sinalizações de seus líderes de que seu trabalho é importante. É nisso que mira a Bayer.

“Sabemos o quanto dependemos de aproveitar o que cada geração tem de melhor”, explica Francila Calica, líder de um grupo interno da multinacional dedicado às questões geracionais. “No caso dos 50+, o conhecimento de todo o processo com que se mantém uma empresa, que vem com a senioridade, e a resiliência que nos ajuda a atravessar períodos mais desafiadores; entre os mais jovens, o questionamento constante, a agilidade e o ímpeto de fazer diferente.”

E essa cultura organizacional receptiva precisa valer tanto para a companhia tradicional quanto para startups. O americano Chip Conley tinha 52 anos quando ingressou no Airbnb, onde se destacou ajudando os fundadores a transformar a então startup numa marca global de hospitalidade. Se deu tão certo, é porque ele também encontrou muito desse acolhimento no escritório. “Foi uma experiência fascinante ter o dobro da idade média dos funcionários do Airbnb”,ele afirmou num depoimento ao site da companhia. Falando em startup, um estudo de 2018 revelou que, apesar de associarmos esses negócios com empreendedores muito jovens, a faixa etária dos fundadores das mais bem-sucedidas está entre 40 e 49 anos. (Vale dizer que o empreendedorismo tem sido o caminho de muitos executivos maduros que não conseguem recolocação.)

SEM OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA

Há grandes companhias que têm um teto de idade para seus CEOs. Quando batem nos 65 anos, por exemplo, recebem uma aposentadoria compulsória, abrindo espaço para executivos mais jovens. Essa regra fez o Itaú, o maior banco privado do país, trocar de presidente duas vezes em um período de apenas quatro anos. Não consta que o lucro bilionário ou o futuro da instituição financeira pudessem sofrer pela idade de seus executivos.

Criadora da startup WeAge, que oferece consultoria para a inclusão dos mais velhos em empresas, Márcia Tavares perguntou, em sua pesquisa de mestrado, a executivos “aposentáveis” – que poderiam estar curtindo o dolce far niente – porque continuavam trabalhando. A resposta mais frequente foi de que eles acreditavam, estar na sua fase de maior proficiência técnica e capacidade de relacionamento profissional. Então não viam sentido em se aposentar.

É como diz o “estagiário sênior” interpretado por Robert De Niro no filme do início deste texto: “Eu li que músicos não se aposentam. Eles param quando sentem que não há mais música dentro deles. Bom, eu tenho certeza de que ainda tenho muita música em mim.” Uma música que, contribuindo com um estilo vintage, é cada vez mais essencial para que empresas e sociedades sejam mais harmônicas e interessantes.

6 VANTAGENS DE TER 50+ NA EQUIPE

RESILIÊNCIA

Eles são duros na queda. Já passaram por diversas crises em empresas e na economia do país, então não entram em desespero e buscam saídas mais ponderadas.

LEALDADE

Diferentemente da ansiedade para mudanças de trabalho e de carreira das novas gerações, os 50+ vestem a camisa. Muitos adiam a aposentadoria por sentir que a empresa depende deles.

EXPERIÊNCIA COM SOLUÇÕES

Eles já testemunharam inúmeras tomadas de decisões, e viram de perto o que dá certo e o que é certeza de fracasso.

OUTRA PERSPECTIVA

Uma empresa com clientes de diversas faixas etárias não pode depender só de jovens para se comunicar com seu público. Os mais maduros entendem melhor as necessidades de quem tem sua idade.

MENTORIA

Profissionais 50+ têm muita experiência para transmitir, inclusive aos jovens que estão sendo preparados para caros de liderança. E melhor: eles gostam de compartilhar conhecimento

EQUILÍBRIO

Nenhuma empresa se torna longeva contando apenas com uma garotada ágil e questionadora. A inteligência emocional dos 50+ faz o contraponto a quem pisa demais no acelerador. Estudos mostram que a diversidade (não só etária) é uma alavanca de sucesso para o time.

EU ACHO …

COISAS PARA FAZER NUM VELÓRIO

Tire uma foto com o morto se ele for alguém que aumenta o engajamento

Imagine  abrir um jornal um dia qualquer e encontrar matérias como estas duas abaixo. A imaginação inicial aqui fica por conta de um amigo muito esquisito que eu tenho. Mas vamos expandir a partir daí.

Pesquisa aponta que 78% dos paulistanos ainda cedem o lugar para mulheres no transporte público. Analistas de relações de gênero apontam permanência de machismo estrutural nesse comportamento. A solução, segundo especialistas, seria alguma forma de punição a fim de chegarmos à perfeita igualdade de gênero.  Fiscais com essa missão – melhor se forem gêneros  – deveriam ser apontados pelas empresas de transporte público na capital.

Um caderno especial dedicado ao bem-estar lista cinco coisas que você pode fazer num velório a fim de se sentir bem e elevar  a energia do lugar. Olhemos de perto essa lista para aumentar seu bem estar.

Leve sempre consigo no celular uma foto que lembre a você de momentos felizes, de modo a não contaminar sua energia com a tristeza circundante.

Vista-se elegantemente para que as outras pessoas se sintam mais feias e mais pobres do que você, de forma a elevar sua autoestima . A inveja dos outros, indicam pesquisas da neurociência, pode fazer bem à nossa autoestima até certo ponto. Este “certo ponto” ninguém sabe ainda onde fica precisamente.

Se houver natureza por perto, fixe um ponto no tronco de uma árvore ou numa folha e permaneça olhando para esse ponto sempre que alguém por acaso chorar mais alto. Se não houver natureza por perto, busque na sua memória uma praia bem legal em que vocêesteve e repita a operação até fixar o olhar na imagem indicada.

Faça uma refeição leve antes de ir ao velório. Sem proteína animal, , acima de tudo. Proteína animal pode leva-lo a ter sonhos em que você está comendo o morto.

Se o morto for alguém que aumenta o engajamento das suas redes, não perca a oportunidade de tirar uma selfie ao lado dele. Se o morto for de alguma identidade oprimida, arrisque uma frase do tipo #amogordos.

Esses dois exemplos, um sobre noções básicas de educação – ceder lugares  para mulheres – tomados como maus hábitos machistas, e outro sobre bem-estar em velórios, indicam obsessões da mídia em geral, mesmo das grandes marcas de mídia.

Se uma nave espacial de outro planeta passasse em São Paulo, em paz e marcasse uma coletiva, a primeira pergunta que a imprensa faria ao ET seria: “o que o senhor tem a declarar sobre a transfobia?”

Mais variações o tema. Caso um serial killer de casais matasse um casal gay em meio a casais hetero poderíamos identificar algum traço de homofobia na inclusão de um casal gay na sua lista de vítimas? A imprensa escreveria sobre isso artigos longos e caudalosos.

São obsessões, sim. Se a direita tivesse nas mãos faculdades e grandes marcas de mídia, seguramente sua infantaria usaria expressões como “comunismo”, ”globalismo”, ”europeus querem roubar a Amazônia”, “vá tomar …” “imbrochável”, “seus bundões”.

Liberais idiotas discutem se está certa ou não a obrigatoriedade das vacinas. Discriminação é proibir alguém de entrar num lugar por causa de raça, religião ou sexo. Não tomar conhecimento de risco epidemiológico – e recusar vacinas – é irresponsabilidade social e merece demissão.

Somos obrigado a reconhecer que as obsessões da esquerda tem muito mais verniz: epistemicídio, feminicídio, gordofobia, machismo estrutural, branquitude e similares.

Especialistas de mercado dirão que essas obsessões, sejam ideológicas, sejam aquelas que buscam vender bem-estar, são explicáveis por causa da necessidade de atrair um público mais jovem.

Como grande parte dos jovens é cada vez mais chata e idiota, ou você fala de alguma forma de fobia social e similares ou dá dicas de como se sentir bem em velórios – demos as nossas acima.

Outra dica de bem estar é transformar plantas em suas filhas de criação – uma expressão claramente preconceituosa , “filhas de criação!” Claramente contra filhos adotivos, peço desculpais. Afinal de contas, a parentalidade – belo termo – nada tem a ver com a biologia, certo? Sim, os idiotas venceram.

*** LUÍZ FELIPE PONDÉ

ESTAR BEM

BEBÊS QUE DORMEM BEM TÊM MENOS RISCO DE ENGORDAR

Estudo mostra que duração e continuidade do sono afetam sobrepeso; cada hora a mais de descanso reduz chances em 26%

Pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que recém-nascidos que dormem por mais tempo e com menos interrupções têm risco menor de sobrepeso. Os resultados do novo estudo foram publicados recentemente na revista SLEEP, publicação oficial da Sociedade de Pesquisa do Sono.

Os responsáveis pela pesquisa acompanharam 298 recém-nascidos durante os seis primeiros meses de vida e observaram que, para cada hora acrescentada ao sono noturno, os bebês passaram a ter um risco 26% inferior de engordar. Além disso, cada interrupção a menos durante o descanso diminuiu o risco de sobrepeso em 16%. A análise foi possível graças á uma parceria com mães que realizaram o parto no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, nos EUA, entre 2016 e 2018. Diferentemente de outros estudos sobre sono infantil, que normalmente se baseiam em informações fornecidas pelos pais, os pesquisadores utilizaram relógios específicos de tornozelo, que monitoram ciclos de atividade e descanso, para rastrear o comportamento dos bebês durante a noite.

Além disso, os pais mantiveram diários sobre o recém-nascido com observações sobre atividades que podem impactar o padrão de sono ou de peso, como a frequência com que amamentavam ou se o bebê havia comido alimentos sólidos antes dos quatro meses.

Ao final da análise, os pesquisadores descobriram que os bebês que progrediram para um sono noturno estável, de em média 8,8 horas por noite e com poucas interrupções, foram menos propensos ao sobrepeso durante os primeiros seis meses de vida. Para os responsáveis, as evidências sugerem que o sono suficiente e consolidado pode ser uma ferramenta poderosa na redução de obesidade no início da vida.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

VICIADOS EM JOGOS ELETRÔNICOS

Tratamento para a dependência em videogames chega ao Brasil

Véspera de Natal de 2019, o professor A.B.P., aos 37 anos, era o responsável por uma série de tarefas familiares, que não conseguiu cumprir. Não era a primeira vez que ele se atrapalhava. Não conseguia mais se concentrar nas aulas de sua segunda graduação e já estava arrumando problema  para seu casamento. Mesmo sendo adulto, ele só pensava em videogame. E jogava, muito.

“Comecei com os jogos quando criança, com o Atari. Na adolescência ganhei um computador e comecei a jogar ali. Depois, no celular. Há algum tempo percebi que minha vontade era multo grande e estava saindo do meu controle. Chegava a me ocupar no trabalho”.

A confusão daquele Natal o levou a tomar uma decisão que mudou a vida dele e de todos em volta – decidiu experimentar um tratamento que havia visto em um site americano  onde as pessoas compartilhavam suas experiências com o vício em jogos eletrônicos. O bom resultado o fez trazer para o Brasil a experiência, com interações em português.  Detalhe: o anonimato é obrigatório nesse tipo de terapia.

“Quando descobri o CGAA, comecei a dividir tudo o que estava me incomodando e percebi que outras pessoas tinham uma história de vida muito parecida com a minha”, relata A.B.P., referindo-se à sigla relativa ao grupo Computer Gaming Addicts Anonymous (ou Adictos em Jogos Eletrônicos Anônimos, em português).

Ele passou a participar diariamente das reuniões em inglês e a falar sempre que podia. Nas conversas, os membros trocam dicas de como parar ou reduzir a frequência dos jogos, assim como manejar a ansiedade provocada pela abstinência e a controlar os gatilhos que geram a ânsia pelo jogo.

“Primeiro fiquei sem jogar por quatro meses, mas, por conta da pandemia e da necessidade de ficar dentro de casa, me desmotivei e acabei tendo uma recaída. Fiquei entre idas e vindas. Mas agora faz oito meses de intervalo, estou bem mais tranquilo e conseguindo lidar com as coisas de maneira muito melhor, controlar meu tempo e minhas emoções”, comemora.

DOENÇA RECONHECIDA

Chamada, “gaming disorder”, a dependência de jogos de eletrônicos é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A condição entrou para o CID-11 – a 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças, que padroniza a caracterização e notificação de doenças em todo o mundo – em 2018 e será  formalizada a partir de 1º de janeiro de 2022.

Qualquer semelhança do grupo de apoio recém-formado no Brasil com o estilo da AA, os Alcoólicos Anônimos, não é mera coincidência. A terapia dos viciados em jogos contempla duas reuniões semanais que, por enquanto, ocorrem por Zoom. A expectativa é que até o final do ano ocorra o primeiro encontro presencial começando pelo Rio de Janeiro. O CGAA hoje conta até com um braço no país só para os familiares de pessoas com dependência, que também compartilham seus dramas. Esse formato de tratamento começou a ser desenhado em 2004, quando um grupo de jogadores eletrônicos americanos começou a compartilhar em um fórum online os prejuízos que os jogos estavam causando em suas vidas. Durante dez anos eles foram se organizando e percebendo que a ajuda mútua fazia bem para os participantes.

Em 2014, decidiram que adaptariam os 12 passos dos Alcoólicos Anônimos, que têm como base reconhecer a impotência diante do vício e observar os prejuízos causado por ele. Hoje, o grupo de jogadores conta com centenas de pessoas de várias partes do mundo, com reuniões online em inglês, espanhol, alemão e russo e, agora, em português. Por enquanto, os encontros presenciais estão limitados a algumas cidades americanas.

FRONTEIRA DO VÍCIO

A psicóloga Elizabeth Carneiro, que estuda o Perfil de Jogador Psicológico Brasileiro na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e dirige a Clínica Espaço Clif, considera que os grupos de ajuda mútua são uma boa alternativa para quem se percebe dependente dos jogos, assim como para suas famílias.

“Esses grupos mostram que as pessoas que sofrem de algum tipo de dependência não estão sozinhas, não são as únicas. E as reuniões voltadas para as famílias conseguem ainda orientar os parentes sobre quais tipos de comportamento são normais e quais são patológicos”, explica.

O tempo dispendido em frente ao computador ou celular não é o único sinalizador para se identificar um vício. O problema se estabelece quando o hábito atropela compromissos importantes e a convivência com amigos próximos. Ou então, quando interfere em questões de saúde, como o sono, as refeições e a higiene pessoal.

O problema é definido como um padrão de comportamento, e é caracterizado pela perda de controle sobre o tempo de jogo, sobre a prioridade dada à atividade em detrimento de outras tarefas importantes e a manutenção do vício mesmo quando surgem consequências negativas associadas a ele.

O diagnóstico se aplica quando os prejuízos afetam de forma significativa as áreas pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional e outras ao longo de cerca de 12 meses.

O número de pessoas que jogam games eletrônicos estimado pela Entertainment Software Association, associação comercial da indústria de videogames dos Estados Unidos, é gigante: cerca de 2,6 bilhões em todo mundo. Estudo feito pela Associação Americana de Psiquiatria mostra que cerca de 1% da população mundial sofre com vicio em jogos eletrônicos.

O contingente estimado de dependentes, portanto, é enorme: aproximadamente 80 milhões. Não há dados estatísticos oficiais no Brasil. A incidência maior de jogadores compulsivos está nos países asiáticos.

PERFIL MASCULINO

O perfil de quem sofre de dependência em jogos eletrônicos costuma ser de pessoas do sexo masculino e de classe média (por terem acesso a aparelhos eletrônicos). Normalmente, o interesse pelos games começa na adolescência. Pessoas que apresentam quadros de depressão e baixa autoestima, que tenham uma visão distorcida em relação a si mesmos, estão mais vulneráveis à dependência, já que enquanto jogam eles se sentem validados em alguma dimensão de suas vidas.

“ Os jogos são capazes de ativarem em nosso cérebro mecanismos de recompensa muito rápidos. Por exemplo, eles costumam ter fases. À medida que você consegue ter um brilhantismo em uma etapa e você a conclui, é como se o jogo dissesse que você é incrível, que é um campeão”, afirma Carneiro.

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