ESTAR BEM

CÁLCULO PARA DESCOBRIR O IMC SERIA UMA FARSA?

Fórmula que usa altura e peso para concluir se alguém apresenta obesidade está cada vez mais desatualizada, dizem especialistas. Medida pode ser útil para pesquisas, mas não informa composição corporal do indivíduo

A fórmula do IMC é simples, pegue seu peso (em quilogramas) e divida pelo quadrado de sua altura(em metros). O resultado, que aponta quatro categorias principais, destina-se a descrever seu corpo em uma ou duas palavras: baixo peso (IMC menor que 18,5), peso normal (18,5 a 24,9), sobrepeso (25,0 a 29,9) ou obeso (30 ou mais).

Muitos se sentem julgados por essas categorias, visto que apenas cerca de um quarto dos adultos nos Estados Unidos podem se considerar “normais” na escala de IMC. Mas depois de conversar com um epidemiologista, dois médicos especialistas em obesidade, um  psicólogo e um sociólogo, nenhum afirmou que o IMC era uma medida muito útil para a saúde de uma pessoa. Alguns falam até em fraude.

HISTÓRIA LONGA

Introduzido na década de 1830 por um estatístico, belga, o cálculo foi batizado “índice de massa corporal” e popularizado nos anos 1970 pelo fisiologista Ancel Keys. Na época, ele estava irritado com a forma como as seguradoras estavam estimando a gordura corporal das pessoas – e, portanto, seu risco de morte – comparando seus pesos com os pesos médios de outras pessoas da mesma altura, idade e gênero.

Em média, as pessoas com um índice de massa corporal mais alto têm mais gordura corporal, por isso pode ser útil para monitorar as taxas de obesidade, que quase triplicaram globalmente nas últimas décadas. Também guarda uma relação com a mortalidade: IMC muito baixo e IMC muito alto estão associados a maior risco de morrer mais cedo, enquanto as faixas “normal” e “sobrepeso” estão associadas a menor risco de mortalidade.

Como Keys concluiu, o IMC também é fácil e barato de se medir, razão pela qual ainda é usado em pesquisas.

Apesar disso, é “bastante inútil quando se olha para o indivíduo”, disse Yoni Freedhoff, professor de medicina na Universidade de Ottawa.

O IMC não pode dizer, por exemplo, qual porcentagem do peso de uma pessoa é proveniente da gordura, dos músculos ou dos ossos. Isso explica porque atletas podem ter IMC alto, apesar de pouca gordura corporal. E, à medida que envelhecemos, é comum perdermos massa muscular e óssea, mas ganhamos gordura abdominal, uma mudança na composição corporal que seria preocupante para a saúde, mas poderia passar despercebidas e não alterasse o IMC, disse Manson.

A medida também é falha ao prever a saúde metabólica. Em um estudo de 2016 com mais de 40 mil adultos nos EUA, os pesquisadores compararam o IMC das pessoas com medidas mais específicas, como resistência à insulina, inflamação e pressão arterial, triglicerídeos, colesterol e níveis de glicose. Quase metade dos classificados com sobrepeso e um quarto dos classificados como obesos eram metabolicamente saudáveis por essas medidas. Por outro lado, 31% das pessoas com IMC “normal” não eram metabolicamente saudáveis. O IMC pode “rotular uma grande faixa da população como de alguma forma aberrante por causa de seu peso, mesmo se eles forem perfeitamente saudáveis”, disse A. Janet Tomiyama, autora do estudo e professora de psicologia na Universidade da Califórnia.

QUANDO É PREJUDICIAL?

Outro problema com o IMC é que ele foi desenvolvido e validado principalmente em homens brancos, disse Sabrina Strings, professora associada de Sociologia na Universidade da Califórnia, Irvine. Mas a composição corporal e sua relação com a saúde podem variar dependendo do gênero, raça e etnia.

“Mulheres e negros não estão amplamente representados em muitos desses dados. No entanto, eles estão sendo usados para criar um padrão universal”, disse Strings.

O IMC pode ser prejudicial se um médico presumir que uma pessoa com um índice normal é saudável e não questionar sobre hábitos potencialmente prejudiciais à saúde, como uma dieta ruim ou atividade física insuficiente. E se os médicos de pacientes com IMC mais elevados se concentrarem apenas no peso como causa dos problemas que possam ter, eles podem perder diagnósticos importantes, além de estigmatizar os pacientes.

Há muitas evidências de que o estigma de peso é prejudicial, disse Tomiyama. Uma pesquisa mostra que o preconceito contra a gordura é comum entre os médicos, o que pode resultar em cuidados de qualidade inferior e fazer com que os pacientes evitem o atendimento médico.

Essa carga pode recair desproporcionalmente sobre os negros, disse Strings, que, como grupo, tendem a ter IMC mais altos do que os brancos – especialmente as mulheres. No entanto, as evidências obtidas de um IMC mais alto não estão tão relacionadas à morte. Se os médicos se concentram apenas no índice de massa corporal, disse Strings, é mais provável que eles culpem o IMC pelos problemas de saúde de seus pacientes ou aconselhem seus pacientes negros a perder peso.

MEDIDA DA CINTURA

Se você está preocupado com o peso, uma maneira mais direta e relevante de medir a gordura corporal potencialmente prejudicial à saúde é medir a circunferência da cintura, disse Manson. Isso estima a gordura abdominal, que se encontra nas profundezas do abdômen e se acumula ao redor dos órgãos vitais. Em excesso, pode aumentar o risco de certas condições relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e doença arterial coronariana.

Mas na clínica de controle de peso de Freedhoff, ele e sua equipe não definem metas do paciente em relação a IMC, peso nem circunferência da cintura.

“Discutimos algo que chamamos de “melhor peso”, que é qualquer peso que uma pessoa atinge quando está vivendo a vida mais saudável que pode realmente desfrutar”, disse.

Se o peso de um paciente estiver afetando negativamente a saúde ou qualidade de vida, eles explorarão estratégias de perda de peso, incluindo mudanças no estilo de vida, medicamentos ou até cirurgia.

Em vez de focar no tamanho do corpo como um indicador de saúde, Tomiyama disse que os resultados da glicose no sangue, dos triglicerídeos e da pressão arterial podem ser os melhores índices do bem-estar. Como você se sente em seu corpo também é importante.

Se você está buscando uma saúde melhor, deve priorizar um comportamento que segue mais em direção ao controle da dieta e hábitos de vida do que o índice de massa corporal, finaliza Tomiyama, como dormir melhor, mais exercícios, controlar o estresse e comer mais frutas e vegetais”.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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