ESTAR BEM

ENTENDA COMO OS HORMÔNIOS INFLUENCIAM A ATIVIDADE FÍSICA

Pesquisadores descobriram que o estrogênio é responsável por ativar genes ligados ao ato de se movimentar

O estrogênio tem o poder de alterar a atividade cerebral de maneiras que podem afetar o quão fisicamente ativos nós somos, aponta novo estudo realizado com camundongos que analisou o DNA, os hormônios e as células cerebrais. Por meio de tecnologias avançadas para localizar e reprogramar genes específicos e neurônios em animais vivos, o estudo,  publicado recentemente na revista cientifica Nature, descobriu que doses de estrogênio   desencadearam processos no cérebro dos animais – até mesmo machos ­ que os tornaram mais ativos.

Embora os humanos compartilhem muitos dos mesmos hormônios, genes e neurônios com os camundongos, nós não somos roedores e não podemos ainda dizer se nossos cérebros e sistemas fisiológicos funcionam da mesma maneira. Mas as descobertas abrem  caminhos de pesquisa sobre porque muitas mulheres se tornam menos ativas após a menopausa, quando o estrogênio desaparece.

Os resultados também destacam como o cérebro e processos biológicos internos trabalham juntos para desempenhar um papel inesperado e substancial na ação do corpo em se levantar e se mover, ou em permanecer quase imóvel. Por quase um século, desde um famoso estudo de 1924 envolvendo ratos, cientistas sabem que as fêmeas dos mamíferos tendem a estar fisicamente mais ativas logo antes da ovulação, quando também estão mais sexualmente ativas. Esse comportamento faz sentido do ponto de vista evolutivo, uma vez que as fêmeas estariam à caça de um parceiro. Nas décadas seguintes, pesquisadores começaram a especular que o estrogênio deveria ter um papel motor nesse comportamento, com estudos subsequentes indicando que as oscilações diárias de fêmeas de animais criados em laboratórios normalmente aumentavam e diminuíam junto com seus níveis de estrogênio.

Mas como poderia o estrogênio, cuja função primária é controlar a ovulação e outros aspectos da reprodução, influenciar a atividade física? Esse quebra-cabeça chamou a atenção de Holly Ingraham, professora de fisiologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos EUA, que há anos pesquisa fisiologia e metabolismo das mulheres. Ela e seus colaboradores se perguntaram se o estrogênio poderia, de alguma forma, moldar a atividade genética no cérebro, o que não ativaria as células cerebrais de uma maneira que acionaria o próprio ato de se mover.

Para investigar essa possibilidade, os cientistas primeiro reuniram um grupo de ratos fêmeas adultas e saudáveis e então bloquearam quimicamente a absorção de estrogênio em alguns deles, enquanto rastreavam o quanto os animais se moviam. Quase imediatamente, os animais sem estrogênio tornaram-se visivelmente mais sedentários do que os demais, confirmando que o estrogênio de alguma forma afeta a atividade física.

ATRÁS DAS CÉLULAS

Em seguida, os pesquisadores examinaram a atividade de uma série de genes  nos cérebros dos animais e perceberam que um específico bombeava proteínas extras na presença de estrogênio, mas ficavam quase inertes quando ele estava ausente. Esse gene, o melanocortina-4, ou Mc4r, já era associado, em pessoas, à ingestão de alimentos e à regulação do peso corporal. Mas os cientistas agora indicam que ele também pode ser a ponte entre o estrogênio e o impulso para ser fisicamente ativo, uma ideia que eles fundamentaram utilizando técnicas de mapeamento genético de alta tecnologia por uma das autoras do estudo, Jéssica Tollkuhn, professora do Laboratório da Escola de Ciências Biológicas Cold Spring  Harbo em Nova York, nos EUA.

Essas técnicas mostraram, em tempo real, o estrogênio se ligando aos genes Mc4r em  certos neurônios, especialmente aqueles em uma parte do cérebro do camundongo envolvido no gasto de energia. No final, o experimento mostrou o estrogênio disparando um gene especifico, que, por sua vez, ativa certas células cerebrais que, então, são esperadas que estimulam o animal a se mover.

Mas os cientistas ainda não haviam observado esses genes e neurônios em ação. Então utilizaram uma técnica chamada quimiogenética para galvanizar diretamente os neurônios relevantes nas fêmeas de camundongos criados para não produzir estrogênio. Antes fisicamente lentos, esses ratos agora exploravam, levantavam-se, brincavam e corriam muito mais que antes.

De forma semelhante, quando os cientistas utilizaram uma forma da tecnologia de edição de genes para estimular a atividade do gene Mc4r nos cérebros das fêmeas, os ratos tornaram-se quase duas vezes mais ativos do que antes, um surto físico que persistiu por semanas. Até camundongos machos se moveram mais quando sua atividade do gene Mc4r era aumentada, embora não tanto quanto as fêmeas.

O estudo também levantou a intrigante possibilidade de que o “momento do exercício, para ter seu impacto mais benéfico para as mulheres, pode ser ajustado considerando as mudanças no ambiente hormonal” incluindo as alterações da menopausa, disse Tomas Horvath, professor de neurociência, obstetrícia e ginecologia na Escola de Medicina da Universidade de Yale.

“É claro que todas essas observações em camundongos precisam ser confirmadas se operam em nós, humanos. No entanto, o fato de que esse mecanismo é encontrado em uma parte antiga do cérebro sugere que ele deve ser aplicável à maioria dos mamíferos, incluindo os humanos”, disse Horvath, que não estava envolvido na pesquisa.

SIMULAÇÃO DE ESTROGÊNIO

Ingraham concordou. “Nós presumimos que esse circuito funcione em humanos também”, disse, e, se for o caso, o novo estudo pode ajudar a explicar, em parte, porque a inatividade tão comum em mulheres depois da menopausa, e, também oferecer algumas possíveis estratégias para superar esse cansaço. Aumentar os níveis de estrogênio em mulheres mais velhas, por exemplo, pode, em teoria, estimular mais movimento, embora a terapia de reposição de estrogênio continue um assunto complicado por causa dos riscos elevados de câncer e outros problemas.

O estudo sugere, no entanto, que poderia, eventualmente, ser possível contornar o estrogênio e recriar seus efeitos com novas terapias que visariam diretamente o gene Mc4r, ou neurônios relevantes, e simular os efeitos do estrogênio sem o hormônio em si. Qualquer avanço médico, porém, está no futuro, diz Ingrahm

“Sabemos a importância de se exercitar mais tarde na vida para promover e manter a saúde, então o desafio para nós agora e entender as melhores maneiras de permanecer   ativo durante a grande transição hormonal que é a menopausa”, disse Paul Ansdel, professor de fisiologia do exercício na Universidade de Northumbria, na Inglaterra. “Conhecimento é poder”, concluiu lngraham. Ela observou que, como muitos de nós estamos vivendo mais agora, entender melhor porque – e se –  escolhemos nos mover pode ajudar a tornar esses anos mais saudáveis.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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