ESTAR BEM

VEGANISMO EM ALTA

As vantagens e os perigos de se aderir à dieta sem carne

“Para mim, o veganismo não é uma linha reta. Hoje em dia me sinto feliz por não ter mais recaídas, mas elas aconteceram no começo”, confessa Luísa Motta, de 22 anos, uma das influenciadoras veganas mais conhecidas do país. Dona do canal de receitas Larica Vegana, ela tem cerca de meio milhão de seguidores no Youtube, onde prepara de bacalhoadas sem peixe a fondue.

O interesse pelo veganismo mais que dobrou online entre 2015 e 2021, segundo o Google. E a tendência se reflete à mesa: pesquisa do lpec (antigo Ibope) divulgada em agosto mostrou que 46% dos brasileiros não comem carne por opção ao menos uma vez na semana e 32% preferem a alternativa vegana, em restaurantes em que é ofertada.

A redução ou eliminação do consumo de produtos animais tem sido apontada como um caminho para garantir a sobrevivência do planeta, reduzir o sofrimento dos animais e melhorar a saúde.

“Eu nunca afirmaria que todas as pessoas se adaptam à dieta vegetariana estrita. Não falaria isso a respeito de nenhuma dieta. Existem pessoas que não se adaptam a uma dieta com carne também”, afirma Luísa.

Mas nem tudo são flores – ou folhas de couve ricas em antioxidantes: influencers que ganharam milhares de seguidores e muito dinheiro com feeds coloridos cheios de frutas, legumes e receitas veganas protagonizaram polêmicas e expuseram os riscos de se aderir ao estilo de vida só pelo hype e pelos likes.

O caso mais emblemático é o da californiana Yovana Ayres, a Rawvana (ou Cruvana, em português), que pregava a dieta vegana crudívora até 2019. Ostentava três milhões de seguidores – até ser flagrada em Bali comendo peixe e alegar motivos de saúde. Estava anémica, não menstruava há meses e enfrentava problemas intestinais. Em um pedido de desculpas em meio ao cancelamento que sofreu, revelou que há pelo menos três anos não seguia a dieta que pregava.

A australiana Bonny Rebecca, outra influencer que abandonou o veganismo em 2019 após alegar problemas digestivos e foi prontamente cancelada, hoje se diz traumatizada com as críticas que recebeu da comunidade. Em seu canal no Youtube, passou a defender que nem todo corpo se adapta ao veganismo.

“A ciência mostra que não há justificativa fisiológica, bioquímica ou nutricional que obrigue um ser humano a comer produtos animais. É escolha, não necessidade”, rebate Alessandra Luglio, nutricionista especializada em veganismo e referência na área.

“Pessoas como elas fazem escolhas alimentares equivocadas, com dietas com poucas calorias e deficiências nutricionais. Tudo pelo padrão de beleza das redes. Depois desistem e culpam o veganismo”.

Presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, o médico Durval Ribas discorda que a dieta seja para todos. Segundo ele, todo fenômeno biológico está inserido na curva gaussiana, que prevê que 16% das pessoas respondem bem a terapias médicas, incluídas as intervenções nutricionais – a porcentagem aproxima-se dos 14% de brasileiros que declararam ser vegetarianos em pesquisado IBOPE de 2018. Outros 16% respondem muito mal a esses tipos de mudanças. São, segundo Ribas, aqueles que não conseguiriam levar o cardápio sem carne adiante. As chances são menores quanto mais restrita a dieta, diz.

Em comum, os especialistas concordam que uma alimentação equilibrada, com verduras e frutas em abundância, melhora a saúde. E quem optar pela transição deve fazê-la com calma e muita informação sobre como fazer boas substituições. A supervisora em um banco digital Ana Quintero, 27, trilhou esse caminho e, em janeiro, fez a transição do vegetarianismo para o veganismo. Diz que a mudança despertou o amor pela culinária e, com auxílio de um psiquiatra nutrólogo, passou a lidar com a compulsão alimentar e intolerância à lactose.

“Talvez não seja a salvação para todo mundo, mas me ajudou muito a ter outra relação com a comida”, diz.

Já a publicitária Andrea Oliveira, 33, não teve a mesma sorte. Foi ovolactovegetariana por 7 anos mas, sem acompanhamento profissional, só substituiu as carnes por uma dieta de massas e carboidratos ricos em glúten. Passou a ter crises alérgicas severas e ouviu dos médicos que o período a fez desenvolver doença celíaca. Então adotou o flexitarianismo (em que se reduz alimentos de origem animal).

“Sem glúten e sem carne, ficou inviável. Quem é mais engajado acha que sempre tem uma solução. E tem mesmo. Mas com filho, trabalho, restrições alimentares e os preços menos acessíveis, nem penso em voltar”.

FOCO NOS GANHOS

Ricardo Laurindo, presidente da Sociedade Brasileira Vegetariana, sugere focar naquilo que se ganha.

“O cérebro não gosta da sensação de perda, então ao invés de pensar que nunca mais vai comer carne, foque nos ganhos de saúde, na diferença na vida dos animais e meio ambiente e nas comidas novas que vai provar”.

Estudos científicos indicam que veganos teriam menor nível de colesterol, 15% menos chances de câncer e risco menor de infarto e diabetes do tipo 2. Os impactos sobre o planeta também são atenuados: juntas, as indústrias de carne e laticínios são responsáveis por 14,5% das emissões de gases estufa.

Mas alguns dos riscos de quem decide fazer a transição pelos modismos, sem acompanhamento médico e informação, são piora na saúde, desequilíbrios nutricionais (como carência de vitamina B.12) e autoconfiança.

Para a nutricionista vegana Alessandra Luglio, calma é a chave. Ela recomenda reduzir aos poucas os produtos animais e atentar para as mudanças na disposição e no apetite. Muito cansaço, fome ou sono podem ser alertas para ajustes nas porções ou seus macronutrientes (como proteínas e carboidratos). O bife que era a estrela do prato pode dar a vez a mais verduras, leguminosas e grãos.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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