A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO IDENTIFICAR UM ‘VICIADO EM AMOR’

A definição inclui aquelas pessoas que se mantêm em relacionamentos tóxicos, e cerca de 10% dos jovens se encaixam nesse perfil, com características semelhantes às dos dependentes em jogos de azar ou álcool. Saiba como sair de situações ruins

Tara Blair Bali, uma coach de relacionamentos americana, conheceu seu ex no site Match. com. Eles se conectaram imediatamente. Na primeira ligação, conversaram durante oito horas – tanto tempo que Tara chegou tarde no trabalho e foi demitida:

“Eu interpretei como um sinal de que eu deveria estar conectada a ele”, disse rindo.

Quando os sinais de alerta começaram a aparecer, Tara não prestou atenção:

“Ele começou a agir com ciúmes e queria saber onde eu estava, o que estava fazendo, com quem eu estava falando…

Ela via isso como afeto:

“Rapidamente estávamos falando sobre casamento. Eu sentia como se não pudesse ficar longe dele por muito tempo, eu ficava em abstinência”.

Se a situação parecia trazer algumas marcas de um vício, é porque ela trazia mesmo. E, como muitos viciados, Tara levou um longo tempo para reconhecer que ela estava vivendo um “vício em amor”.

A definição do “vicio em amor” é difícil de entender. O grupo Sex and Love Addicts Anonymous (“viciados em sexo e amor anônimos”) o descreve como uma dependência extrema em uma pessoa por meio da qual “relacionamentos ou atividades sexuais se tornam cada vez mais destrutivos para a carreira, família e senso de respeito próprio”.

Para Helen Fisher, pesquisadora sênior da Universidade de Indiana e uma das principais especialistas no assunto, a definição inclui qualquer relacionamento que leve a um ”desejo obsessivo e pensamento intrusivo”

Uma análise sobre 83 estudos estimou que cerca de 3% da população já teve um problema sério com “vício em amor”. Esse número é de cerca de 10% entre jovens adultos. Olhando no TikTok, rede social em que Tara começou a compartilhar suas experiências, o número de viciados em amor talvez seja até maior.

A hashtag #ToxicRelationship (‘relacionamento tóxico’) tem mais de 1,7 bilhão de visualizações, e termos como ‘love addiction” (vício em amor),”love addict” (viciado em amor) e “codependency” (codependência), chegam a 320 milhões de menções.

Seja contando suas histórias ou reagindo às dos outros, as pessoas estão encontrando cura e comunidade no aplicativo, postando os sinais do “vício em amor’ ‘com memes e dicas.

Onde quer que você decida compartilhar suas experiências, é importante ser capaz de reconhecer quando um romance dos sonhos se transforma no “vício em amor”.

Mas o vício é mesmo real?

“(Para) qualquer pessoa que diga não ser um vício, tudo que eu posso lhe dizer é que nós olhamos dentro do cérebro”, disse Helen Fisher.

Por meio de uma ressonância magnética funcional, a pesquisadora e seus colegas estudaram amor romântico e encontraram atividade cerebral aumentada em uma região chamada de núcleo accumbens, “que se torna ativa quando qualquer coisa vira um vício – álcool, nicotina, cocaína, heroína, anfetaminas ou qualquer uma dessas coisas”, explicou Fisher.

Mas algumas pessoas na própria comunidade científica não aceitam o “vício em

amor’ como diagnóstico.

“Vício em amor é um conceito contestado”, diz Brian D. Earp, diretor associado do Programa de Ética e Política de Saúde de Yale-Hastings, da Universidade de Yale, que estudou o fenômeno.

Ele observou que algumas das discordâncias se resumem à própria definição de amor.

“Alguns filósofos feministas argumentam que, se um relacionamento é tóxico ou abusivo, ele não deveria nem ser chamado de amor”, diz Earp, que acrescenta que algumas pessoas preferem o rótulo “vício em comportamentos de relacionamentos tóxicos”.

Para deixar ainda mais complicado, especialistas também não concordam na definição de vício. Earp afirma que alguns neurocientistas acreditam que algo chamado de vício precisa ser ruim para você.

Portanto, “se você depende de uma atividade que pode ser classificada como prejudicial para sua saúde, mas é totalmente compatível com uma vida próspera, alguns especialistas diriam que não há razão para chamar isto de vício”, concluiu.

Quer você acredite ou não no “vício de amor”, pensar em um relacionamento tóxico como um vício pode ser útil para alguém que esteja lidando com as consequências de uma parceria doentia.

“Em resumo, um relacionamento doentio tende a envolver a procura por uma onda de dopamina e envolve poder e controle”, diz Steven Stussman, professor de medicina preventiva, psicologia e assistência social na Universidade do Sul da Califórnia.

Aqueles que estão passando por uma experiência de vício em amor “têm o padrão de comportamento de um viciado”, acrescenta Steven, incluindo mudanças de humor, do desespero à euforia, e uma disposição em tolerar o abuso. Além disso, a personalidade pode mudar, levando a alterações no estilo de vida ou a uma tendência em distorcer a realidade.

Especialista em alfabetização, Synthia Smith, disse que sucumbiu a esses sentimentos com seu agora ex-namorado:

“A perspectiva de viver sem ele era insuportável, eu estaria emocionalmente morta”, lembrou Synthia.

Esse medo era tão grande que ela permaneceu no relacionamento por anos apesar dos sinais de alerta, como a vez em que descobriu o perfil dele em um site de namoro. Ao ser confrontado, ele alegou que estava lá para fazer contatos profissionais e a envergonhou por tocar no assunto.

Envolver-se com alguém que compromete sua saúde mental pode ser uma experiência assustadora e solitária. Quer você acredite ser um “viciado em amor” ou apenas alguém que precisa de ajuda para sair de uma situação ruim, existem atitudes saudáveis a serem tomadas.

TENHA UMA COMUNIDADE

Katlynn Rowland, empresária da Flórida, estava envolvida com um homem que abusava emocionalmente dela quando encontrou os TikToks de Synthia Smith sobre gaslighting.

“Pela primeira vez, parecia que estava sendo validada e que não estava louca”, disse.

Os vídeos de Synthia deram a Katlynn a coragem para deixar seu ex-namorado – e para postar sobre isso no TikTok.

“No começo, estava com medo de postar porque sabia que ele iria enlouquecer. Mas desde que Synthia disse que ela não ligava para o que seu ex pensava mais, fui capaz de me livrar daquele medo”.

Brian D. Earp diz que essa é uma experiência comum:

“Pode ser reconfortante para as pessoas dar um sentido público à sua experiência em vez de apenas considera-la um fenômeno privado.

EDUQUE-SE

“É importante educar a si mesmo sobre como o “vício em amor” funciona para você, para entender as camadas e nuances de como ele atua na sua vida”, explica Kerry Cohen, terapeuta e escritora. Isso pode incluir encontrar um grupo de apoio – como o Sex and love Addicts Anonymous – e conversar com um terapeuta ou um psiquiatra especializado em “vicio em amor”. É importante consultar um profissional, e não fazer um autodiagnóstico.

USE AS MENSAGENS DE TEXTO DE FORMA SAUDÁVEL

Conversar por mensagens de texto pode ser um potencial campo minado para os viciados no amor, pois muitas vezes há espaço para falhas de comunicação, levando à ansiedade. Kery Cohen afirma que essas pessoas devem evitar falar sobre sentimentos por mensagem de texto com o parceiro, sobretudo emoções negativas:

“Esta será uma boa prática para você controlar seus sentimentos até poder falar pessoalmente, e pode lhe dar a pausa necessária para saber como responder sem reagir.

PARE DE GUARDAR SEGREDOS

Muitas pessoas viciadas em amor mantêm partes de suas vidas em segredo de seu parceiro para obter o que Cohen chamou de “senso artificial de autonomia”, uma maneira de evitar conflitos. Embora privacidade seja apropriada em um relacionamento, guardar segredos não é.

Viciados em amor muitas vezes, “mentem sobre seu passado e tentam ser alguém que eles acreditam ser quem o parceiro queria que eles fossem” escreveu Cohen em seu livro. Ela aconselha os parceiros a compartilharem honestamente um com o outro, especialmente sobre suas lutas com vício em sexo ou amor.

CORTE OS CONTATOS

Depois de construir uma rede de apoio você pode decidir se, quando e como deve acabar um relacionamento tóxico. Com seu terapeuta, considere evitar qualquer forma de comunicação com o ex­ parceiro que possa desencadear sentimentos renovados de desejo e retardar a cura.

Os programas de 12 passos geralmente aconselham os viciados a remover tudo que pode relembrar o vício, incluindo todos os contatos nas redes sociais, fotos, músicas ou lembranças.

TENTE UM PLANO DE NAMORO

Pode ajudar desenvolver um plano de namoro com seu terapeuta, que pode ser um guia útil para encontrar um relacionamento novo e saudável. Comece identificando uma ação que trouxe consequências negativas em seu passado.

Alguns viciados em amor podem fazer sexo muito rapidamente com um parceiro e, com isso, ficarem muito apegados. Assim, pode ser útil estabelecer uma regra para apenas fazer sexo depois de entrar em um relacionamento sério.

“Ninguém sai do amor com vida. As pessoasvivem por amor, matam por amor e morrerão pela pessoa amada. É um dos sistemas mais poderosos do cérebro que desenvolvemos”, diz Fisher.

Depende de você se essa energia será aproveitada para uma experiência romântica positiva ou negativa.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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