OUTROS OLHARES

DEPOIS DO ISOLAMENTO, O COLORIDO: CONHEÇA O ‘DOPAMINE DRESSING’

Tendência de vestir o que traz felicidade, sem seguir regras, ganha força na pandemia e tem reflexos no humor

A maneira de nos vestirmos afeta o nosso humor. E muito do nosso humor é refletido na maneira como nos vestimos. A influência da roupa nas emoções humanas é tanta que vestir algo que nos deixa feliz gera uma adrenalina no corpo, que está ligada à dopamina, o hormônio do bem-estar. É daí que vem anova tendência da moda: dopamine dressing, ou  “vestir-se de dopamina”, em tradução livre.

Dopamina é um dos três hormônios da felicidade, ao lado da endorfina e da serotonina. “A dopamina é produzida pelo sistema nervoso central e pelas glândulas suprarrenais. Quanto mais embebido o nosso sistema nervoso está com esse neurotransmissor, maior nossa sensação de prazer. Isso melhora nosso estado de humor e nossa disposição. Quanto mais baixo está, menor a nossa disposição e maior nossos estados de humor negativo”, explica a neuropsicóloga Luciana Xavier.

Assim, quando nos sentimos bem com o que vestimos, o sistema nervoso tem a tendência de começar a produzir a dopamina. Com o avanço da vacinação e o clima de otimismo, veio a vontade de vestir liberdade. ”Tivemos um período de restrições e agora as pessoas querem se vestir de maneira que elas se sintam felizes”, conta a gerente de serviços do cliente da WGSN, empresa de previsão de tendências, Mariana Santiloni.

O  estilo não é necessariamente novo – afinal, o conceito existe desde os primeiros estudos sobre a psicologia das cores -, mas o termo, sim. “A gente começa a viver, agora, um arco­ íris depois da tempestade e por isso vemos as cores como parte de um momento muito importante, no qual vamos voltar a celebrar, a se reunir novamente. Dar um nome traz um certo pertencimento”, diz Mariana

A tendência veio forte especialmente durante a semana de moda de Copenhague, em agosto. Na mesma época, o verão norte-americano também apostava em peças neon, tons vibrantes e mistura de estampas como animal print, xadrez e floral. Até nos desfiles deste semestre de marcas como Dolce & Gabbana (para o inverno) e Moschino (para o verão) a tendência estava presente.

“A moda sempre foi ditada pelos adultos. Nos anos 1970, eles começam a olhar a rua, mas ainda as maisons decidiam tudo. Nos anos 2000, a moda estava tão desatualizada, tão quadrada, que ela vira, então, essa grande mistura democrática de hoje. Olhando mais para o jovem, para a rua”, diz a consultora de modal Manu Carvalho. Com isso, é possível ousar mais, se permitir e fazer misturas “loucas” – desde que elas tragam felicidade. “Sabe quando a Marie Kondo fala ‘Fique com aquilo que te traz alegria’? É totalmente  sobre isso”, brinca, usando como referência a organizadora que ganhou uma série na Netflix.

INTERNET

Com as redes sociais há uma multiplicidade de escolhas entre emoções e tendências. “Antes existiam os padrões da TV, das celebridades. Hoje, no Instagram, você tem todos os estilos ao seu alcance. Isso muda tudo. A geração de hoje tem muito mais informações de moda”, conta a influenciadora Amanda Pieroni.

A mesma regra serve para a nova moda. A ideia central não é ditar uma ou outra peça, cor ou acessório, mas sim vestir-se de modo que você se sinta bem. “Não tem peças-chave. É sobre usar as roupas para se sentir bem, porque elas têm um efeito em nosso comportamento, um significado pessoal para cada um. E o dopamine dressing nada mais é do que unir as cores com a sua personalidade”, diz Amanda. Claro que colorido, figuras divertidas, estampas, imagens de otimismo, palavras e frases positivas são mais óbvias ao associar o novo estilo. Porém, é importante situar que a dopamina de cada um está num lugar individual “Pode ser que alegria para alguém seja vestir preto”, exemplifica Manu.

A falta de regras é reflexo de um período em que, mais do que se preocupar se está na moda ou não, você passa a se vestir para si mesmo. Justamente um dos motivos pelos quais Amanda começou a se interessar por moda. “Desde criança, sempre sofri bullying e sempre usei a moda como refúgio e um jeito de me expressar – já que eu não podia me expressar com palavras, porque as pessoas não queriam conversar comigo. E as pessoas falam muito na internet sobre isso: a maneira de se expressar”, diz. “Por ficar preso em casa por causa da pandemia a gente quer ousar, a gente quer usar o que comprou na quarentena.”

E se o futuro nos perante a ousadia, o passado nos ensina que o conforto deve vir acima de tudo. “Quando se fala em conforto, isso vem desde 2010, quando a gente começa a falar de peças esportivas. São nesses momentos que as pessoas tendem a olhar para essas peças mais clean, que são fáceis de combinar”, diz Mariana.

Além de pensar numa explosão de cores, existe a questão de a  peça ser única e do trabalho manual. Por isso, houve um aumento no interesse por técnicas como crochê, tricô e tie dye durante os meses dentro de casa. “Isso tem uma relação direta com a pandemia porque, de certa forma, a gente se apertou de todas as maneiras. Então onde você pode ter conforto, é maravilhoso”, reflete Manu, citando malhas, moletons, modelagens esportivas, básicas, casuais e suéter e outros tecidos bem vistos na moda dopamine dressing.

Muito mais do que uma tendência de moda, o dopamine dressing traz uma mudança na indústria fashion ao trocar a pergunta “Isso está na moda?” por “Isso faz eu me sentir bem?”. E saber responder à questão pode garantir emoções positivas ao longo do dia – o que, convenhamos, é muito melhor do que andar com o pé dolorido por querer seguir os últimos lançamentos.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 20 DE NOVEMBRO

O TRONO SE ESTABELECE COM BENIGNIDADE

Amor e fidelidade preservam o rei, e com benignidade sustém ele o seu trono (Provérbios 20.28).

Deus é quem levanta e abate reinos; coroa e destrona reis. Aqueles que governam com punhos de aço e esmagam seus súditos com truculência não permanecem no poder por muito tempo. Um governo continuará no poder enquanto for humano, justo e honesto. É por sua bondade que um governante dá firmeza ao seu trono. Os grandes impérios do mundo caíram porque agiram com crueldade. Reis e príncipes foram derrubados de seus tronos porque se vestiram de violência. Onde estão os faraós do Egito? Onde estão os sanguinários reis da Assíria? Onde estão os megalomaníacos reis da Babilônia? Onde está a glória de Alexandre, o Grande? Onde estão os césares de Roma? Onde foram parar as glórias de Napoleão Bonaparte e a fúria de Adolf Hitler? Todos aqueles que usaram a força para governar caíram pela força. Os conquistadores foram conquistados. Os dominadores foram dominados. Não se constrói um governo duradouro com violência e derramamento de sangue. Não se conquistam o respeito e a obediência de um povo com despotismo. Não se estabiliza um trono com tirania. Não se governa contra o povo, mas sim a favor do povo. O amor e a fidelidade preservam o rei. É com benignidade que o rei sustém seu trono (Provérbios 20.28).

GESTÃO E CARREIRA

CHEFE DE PRIMEIRA VIAGEM

Assumir o primeiro cargo de gestão é o momento mais desafiador da carreira. Você nunca vai estar 100% preparado, e terá mais dúvidas do que certezas. Veja histórias de líderes que penaram no início, e conheça as regras de ouro para fazer essa transição de forma mais suave

Virar chefe é como ter um filho. Na véspera do parto, você é alguém com O% de prática em cuidados parentais; no dia seguinte, já está no “emprego” de mãe ou pai – e precisa imediatamente fazer o que mães e pais fazem, mesmo sem saber exatamente como.

Não se trata de uma analogia qualquer. A criadora é a americana Linda Hill, professora da Harvard Business School, autoridade em liderança corporativa. De fato: virar chefe é uma transição complexa, que deixa cicatrizes, e trará consequências para o resto da vida. Da sua e da equipe que você comanda.

Há um risco considerável de acontecer o seguinte: você se abalar com a mudança de atividades (e prioridades) e ficar com medo de não conquistar o mesmo sucesso que tinha como colaborador individual; acabar apegado às antigas atribuições em vez de abraçar as novas. E, talvez, até um tanto envergonhado ao interagir com os ex-colegas, que agora viraram subordinados. (Poucas coisas são tão mortificantes na rotina do líder novato que dar um feedback severo para um companheiro de happy hour – ou, pior, ter de demiti-lo). Vocês costumavam falar mal da empresa no cafezinho da copa? Pois agora, aos olhos deles, você é a empresa.

A tão cobiçada cadeira vai parecer desconfortável no início. “Os executivos são formados irrevogavelmente por seus primeiros cargos de gestão”, apontou Linda Hill num artigo para a Harvard Business Review. “Décadas depois, eles se lembram daqueles primeiros meses como experiências transformadoras, que forjaram suas filosofias e estilos de liderança.”

Uma das maiores dificuldades é lidar com as expectativas. Os líderes superiores estarão de olho em você. Vão analisar quão rapidamente, e com quantos tropeços, o gestor novato se adapta à função. Do outro lado, sua nova equipe está aflita para ver que tipo de chefe você será – se vai ajudá-la ou infernizá-la. E mais: geralmente o time espera que o executivo já chegue com respostas para todas as questões – que você não terá, pois o momento de virar líder é marcado muito mais por dúvidas do que por certezas.

Os especialistas costumam falar num período de 90 dias para que a cadeira fique mais ajustada aos contornos do chefe de primeira viagem. “Esses três meses são importantes para o processo de aculturamento”, diz Cíntia Martins, pesquisadora e especialista em liderança e cultura corporativa. “É quando o profissional tem a oportunidade de se ver no novo contexto, entender os desafios da equipe, os pontos críticos, e começar a construir um plano de voo para sua liderança.”

As empresas mais maduras, de qualquer forma, costumam dar um período maior para avaliar se a promoção foi mesmo uma boa escolha. “Seus superiores só vão concluir se você está mesmo internalizando a nova identidade e trazendo resultados depois de seis meses.”

Melhor assim, dada a dimensão da mudança. No que diz respeito às habilidades, um colaborador individual precisa ter domínio técnico do seu trabalho e saber lidar com as ferramentas e processos da empresa. Isso é o que realmente conta. Já se ele for promovido a gestor, o domínio técnico dá lugar a uma lista muito maior de competências: saber delegar atividades, monitorar desempenhos, motivar o pessoal. A principal mudança, afinal, é parar de executar tarefas que você fazia muito bem (de outra forma não teria ganhado a promoção) e passar a gerir pessoas. E existe um paradoxo nessa transição: quanto melhor tiver sido o profissional em sua função técnica, maior a força invisível que o impede de tirar a mão da massa.

Até por isso, grande parte das empresas busca os novos chefes não entre os ases da parte técnica, mas entre aqueles que se comunicam melhor, demonstram empatia. Tenham, enfim, as habilidades comportamentais, as soft skills necessárias para ser o ponto de referência de uma equipe. E isso tem um outro lado: faz com que gente muito excepcional  na parte técnica se sinta frustrada por não conseguir uma chance na liderança.

POR QUE NÃO EU?

Foi o caso de Emerson Feliciano. Hoje ele é um executivo de mão cheia: gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Solera, uma multinacional de tecnologias digitais para automóveis. Mas não se esquece dos desafios da primeira gestão, nem das dores de cabeça que teve na carreira por ter sido um exímio técnico antes.

Emerson era analista numa empresa do grupo segurador Mapfre, onde elaborava estudos na área de segurança viária. Era considerado um craque das planilhas mais rebuscadas, e responsável pelos melhores relatórios do seu setor. Ele acabou se destacando inclusive fora da empresa, quando desenvolveu um estudo sobre veículos blindados.

A pesquisa fez com que fosse chamado para dar palestras sobre o tema e para representar a Mapfre em congressos. Exatamente nessa época, o RH do grupo o convidou a participar de um programa de desenvolvimento de lideranças, do qual faziam parte outros colaboradores do seu mesmo nível hierárquico, analistas mais seniores e ainda executivos que já eram líderes em patamares diferentes na companhia. “Como eu vinha me destacando por causa do estudo de blindados, vi esse programa de desenvolvimento como uma oportunidade real de subir na carreira. Então, mergulhei de cabeça. Passava meus finais de semana estudando os temas do programa, me esforçava ao máximo, sabia todas as respostas. E os grupos em que eu estava sempre venciam nas dinâmicas do treinamento”, recorda.

Mas o resultado não foi o que ele esperava. Pelo contrário. “Naquele conjunto todo de profissionais, havia sete analistas, técnicos além de mim. Então, no final do treinamento, adivinha o que aconteceu… Desses oito que ainda não tinham posição de liderança, fui o único a não ganhar um cargo de gestão.” Emerson não achou justo. Ficou tão inconformado que, então prestes a completar 25 anos, foi reclamar na seguradora. “Aí tive um grande aprendizado: foi a primeira vez em que escutei a expressão soft skills na minha vida. Ouvi da coordenadora de Recursos Humanos que não é a performance técnica que faz alguém ser promovido, mas sim as habilidades comportamentais.”

E Emerson queria mais do que ser um técnico acima da média. Correu atrás de cursos fora da empresa ligados a soft skills e liderança. E então, dez meses depois, atingiu seu nirvana: foi promovido a coordenador de pesquisa e desenvolvimento na Mapfre. Sua primeira de muitas gestões.

Ele só não sabia que virar líder não é exatamente se tornar um líder de fato da noite para o dia.

“Meu primeiro desafio foi lidar com o ego. Porque você não quer perder aquele reconhecimento que tinha como técnico. E, já que está começando como gestor, não consegue fazer as entregas com a velocidade que costumava ter como analista. Cheguei a ter desentendimentos fortes com um colaborador porque eu rabiscava os trabalhos dele da primeira à última página. Queria tudo do meu jeito, como se fosse eu quem estivesse fazendo.”

Até que, por orientação de um diretor, Emerson Feliciano fez uma tentativa que, à época, ele achou temerosa: dar mais liberdade a seus liderados. E aí veio a (boa) surpresa. “Comecei a perceber que alguns executavam num caminho totalmente diferente do que eu faria e, mesmo assim, o cliente ficava satisfeito. Às vezes mais satisfeito do que com o meu jeito. Foi quando finalmente entendi que cada colaborador precisa ter sua individualidade respeitada. Um desafio enorme da primeira gestão é aprender a delegar. E delegar com convicção.”

POLIGLOTA

Compreendera individualidade de cada liderado foi uma luta também para o publicitário Felipe Masson. Seu primeiro cargo de gestor já veio numa agência grande, a AlmapBBDO, onde passou a chefiar uma estrutura voltada para produtos de inovação. O objetivo era encontrar fontes alternativas de receita, que não dependessem das campanhas de publicidade. Felipe, então, se viu diante de uma equipe pequena, mas de perfil multidisciplinar. Uma complexidade a mais para quem é chefe pela primeira vez.

“Eram só quatro pessoas abaixo de mim, mas, além de dois publicitários, havia um, analista de banco de dados e um estatístico, profissionais que estavam completamente fora do universo que eu conhecia.”  Isso lhe rendeu dificuldades de comunicação com, pelo menos, metade da equipe.

“Os publicitários eram extrovertidos, como eu, mas levei um tempo para perceber que um estatístico e um analista de dados tendem a ser mais introspectivos. Eles precisavam de solidão para trabalhar. Meu primeiro grande desafio como gestor foi aprender a me comunicar com essas pessoas. Isso exigiu uma adaptação do meu estilo de interagir e até um aprendizado técnico, para eu conseguir falar a língua deles e saber como demandar qualquer coisa.”

Esse aprendizado se mostrou primordial para a carreira toda de Felipe. Hoje ele é líder de líderes, chefia 15 profissionais como gestor sênior de experiência  do cliente na Azul Linhas Aéreas, e enfatiza a importância da boa comunicação a seus subordinados. “Quando você vira líder, precisa se empenhar para conhecer sua equipe. Deve entender exatamente como as pessoas gostam de ser tratadas, que tipo de conexão você pode ter com elas.”

A INTRUSA

Juliana Fujii também teve um início intenso. Precisou passar por sessões de coaching para aprender a dar feedback. E havia um agravamento em sua situação como primeira gestora: ela nunca tinha trabalhado antes na área em que estreou como líder.

Sempre atuando com crédito no Itaú, Juliana atendia pessoas jurídicas do setor de atacado antes de ganhar sua cadeira de chefe. De lá, foi promovida, mas para uma área bem diferente: tornou-se gerente de estruturação de crédito do private bank.

“Mudou o público com que eu lidava, os parceiros com quem eu interagia e, claro, as pessoas que eu comecei a liderar. Parecia uma mudança de banco. Eu estava chegando a uma equipe onde todo mundo já se conhecia, então a intrusa era eu. Tinha de conquistar as pessoas, mostrar que estava ali com um interesse genuíno de conhecê-las. E dar bons feedbacks é fundamental para transmitir confiança.”

Para isso, Juliana contou com as orientações de uma coach, que abriu seus olhos para a melhor maneira de ter essa conversa tão à flor da pele. “O feedback formal da empresa acontecia uma vez por ano. Um intervalo longo demais. Entendi, no coaching, que o processo precisava ser mais recorrente. E aprendi técnicas de elencar os pontos fortes, o que a pessoa precisa desenvolver. Entendi que o feedback não se baseia necessariamente no que a pessoa é de verdade, mas na minha impressão em relação a ela. Então é preciso descobrir onde esses dois pontos convergem.”

Contar com o apoio de um coach ou de mentores, de dentro ou fora da empresa, pode ser um caminho. “Ouvir a experiência de profissionais mais seniores, que já passaram por esse começo da estrada em que você está, agiliza a transição”, afirma a consultora de carreira Mariana Passos.

No exterior, é comum que profissionais em primeira gestão sejam acompanhados por um mentor assim que assumem o cargo. No Brasil, infelizmente, vale mais a regra do “se vira nos 30”.

CHEFE NA PANDEMIA

Juliana Fujii foi entrevistada para esta reportagem por videoconferência, de sua própria casa. Ela e sua equipe estão em home office desde março de 2020. Se o período de primeira gestão já não é um passeio de bicicleta com rodinhas, imagine trabalhando a distância…

Segundo Mariana Passos, os chefes de primeira viagem têm penado mais que o normal com a pandemia. “O líder mais experiente já conhece sua equipe, então tudo é menos difícil. Mas, entre os novos, perde-se o caminho natural de criar vínculos e consolidar a cultura da empresa nos liderados.”

Você sabe: não faltam gestores que tiveram de formar seus times entrevistando candidatos pela internet, sem nunca ter tido, até hoje, um encontro presencial. “O onboarding dos funcionários vira um desafio”, explica Mariana. “Porque a cultura organizacional caminha pelos corredores da empresa. Tudo o que o chefe de primeira viagem precisa fazer para se legitimar no início do novo cargo fica mais moroso se tem de ser via Zoom.”

NÃO É SÓ TRABALHO

Claro que dá para aprimorar uma gestão a distância. Talvez o melhor caminho seja fazer o máximo para emular o ambiente presencial. Isso significa manter conversas constantes e não falar só de assuntos da empresa nos encontros – trabalhar junto, afinal, não é apenas trabalhar junto. É atravessar um período da vida no qual sua companhia mais constante são os colegas. Se esse ambiente ficar pesado, a vida fica pesada – tanto para a equipe como para você.

Para construir um clima positivo, explore bem o terreno em que está pisando. Busque conhecer cada um de seus liderados, suas expectativas com a empresa – e suas frustrações também. Esteja sempre perto deles. É natural que sua nova posição o aproxime mais de outros gestores, mas não deixe para se conectar com sua equipe só quando precisar dela para cumprir uma meta.

Também não espere a empresa comunicar que você não tem sido um bom líder (seu primeiro feedback nessa linha pode ser o seu último). Cobre retornos periodicamente da sua diretoria para conhecer a impressão dos outros a respeito do seu desempenho como chefe.

E não menos importante: procure dar liberdade para que sua equipe também lhe dê feedback. (Ninguém disse que vai ser fácil). Afinal, é a vida dessas pessoas que você está melhorando ou tornando mais difícil. Como bem pontua a pesquisadora Cíntia Martins, “você é só um momento dentro da carreira delas, mas vai deixar uma marca profunda, que pode influenciar muito nos caminhos que elas vão seguir. Que tipo de imagem de liderança você quer deixar na memória desses profissionais?”

Em suma, seja o chefe que você gostaria de ter. É o grande passo para que, lá na frente, você se torne de fato o líder que gostaria de ser.

5 ERROS MAIS COMUNS

NÃO LARGAR O OSSO

Agarrar-se às antigas atividades como técnico adia sua evolução como líder. Desapega.

NÃO DELEGAR

Para garantir resultado, muito líder novo quer fazer o trabalho da equipe. Não tem como dar certo.

ACHAR QUE SABE TUDO

Querer que todos os trabalhos sejam feitos do seu jeito é um ótimo caminho para estressar e afastar o time.

FALAR MAL DA EMPRESA

Isso você fazia na happy hour com os colegas. Agora você representa a companhia.

AGIR (SÓ) COM O CORAÇÃO

A camaradagem dos velhos tempos não pode ser o guia da sua gestão de equipe. Reconheça quem merece.

7 DICAS PARA FACILITAR  A TRANSIÇÃO PARA LIDER

CONHEÇA SUA EQUIPE

É a primeira coisa a fazer. Apresente-se. Pergunte muito. Demonstre interesse genuíno nas expectativas e dissabores de seus liderados. Isso cria empatia.

RESPEITE A INDIVIDUALIDADE

As pessoas não são robôs. Depois que você conheceu cada indivíduo da equipe, busque se adaptar ao estilo e ritmo de cada um – desde que esse ritmo não atrapalhe o conjunto.

VIRE A CHAVE

Você pode ter sido o “funcionário do mês” todos os meses. Ótimo, mas isso não vai te ajudar agora. Deixe esse passado e foque na gestão da equipe.

TIRE A CAPA DE SUPERMAN

Sua equipe espera que você tenha todas as respostas e soluções, como se você acumulasse 20 anos de experiência em gestão. Mas você não tem – ainda. Diga a verdade.

SEJA PRESENTE

Mantenha-se próximo da equipe. Deixe as portas abertas. Dê apoio.; E vá almoçar com seus liderados. Se todo mundo tem um pouco de raiva do chefe, eles vão ter menos.

DÊ E PEÇA FEEDBACK

Diálogos francos e objetivos sobre desempenho e expectativas devem ser recorrentes. E peça para que a diretoria diga o que pensa da sua liderança. Será um aprendizado valioso.

BUSQUE UM MENTOR

A liderança não é um dom que você incorpora assim que vira chefe pela primeira vez. Ela é um caminho. E o aconselhamento de líderes mais experientes pode criar atalhos.

EU ACHO …

COMO PAREI DE FUMAR

Cada um tem uma força íntima, e alavancá-la depende de nós

Nas últimas décadas, todas as madrugadas acendia meu charuto. Durante umas duas horas contemplava o vazio, apreciando a fumaça. Se viajava, antes me certificava de que o hotel tinha varanda, terraço. Sempre comentava que fumar me ajudava a refletir sobre a vida. De fato, era viciado. Pirava sem charuto. Cheguei a comprar uns horrendos, em banca de revista, do fumo mais inferior, para não passar sem. Mas… a vida tem reviravoltas. Há meses um médico comentou que eu tinha risco de enfisema pulmonar. Raciocinei: “É só um risco e, afinal de contas, ele é gastro!”. E acendi um charuto. Detalhe: sempre os de bitola larga, para o prazer durar mais. Mas há duas semanas fui a Portugal. Aviões e aeroportos proíbem espirais de fumaça. Preparei-me psicologicamente, viajei a

noite inteira sem sentir falta. Eu realmente não andava bem de saúde, sempre cansado… Aquelas duas horas na madrugada às vezes eram cansativas. Ainda exausto da viagem, não fumei no dia seguinte. No terceiro, pensei: “Se suportei dois dias, mais um será fácil”. De um em um, não fumo há semanas.

Sei que estou apresentando uma versão açucarada. Como se fosse facílimo. Não é. Imagino inclusive que cigarros são mais difíceis de largar que charutos. Passei a infância com meu pai tentando largar os dois maços por dia. Só parou mesmo quando ficou muito doente. Vários amigos e amigas tentam parar, não conseguem. É um dia de sofrimento, depois acendem “só mais um…”.

Para mim, foi uma questão de determinação. É assim que tudo acontece na minha vida. Quando resolvo, voltar atrás seria uma espécie de derrota. Foi o que aconteceu com o charuto. Resolvi que não. Pronto, é não. Nem todo mundo é assim. Nunca tive talento para guru de autoajuda, não me transformarei em um agora. Mas garanto: cada um de nós tem uma força íntima. Alavancá-la é um processo que muda de pessoa para pessoa. A gente tem uma enorme capacidade de decisão, só às vezes não tem consciência disso. E não funciona para tudo. Há anos tento erguer as alavancas para gostar de malhar.

Meu sonho é perder a barriga. Está muito mais difícil que o charuto. Hoje mesmo me levantei cheio de energia. Vontade de cuidar do meu shape. Botei roupa leve e tênis. Quando fui para fora… estava chovendo! Adiei a decisão. (Tenho esteira em casa, mas nem olhei para ela.) A desculpa é que desejava caminhar ao ar livre. Preciso focar. Como agora, com o charuto.

Sinto falta? Obvio. .Mas ganhei duas horas no dia. Voltei a ler, tenho visto filmes. Esses dias assisti a um com o Anthony Hopkins de exorcista. Em certo momento, ele mesmo é possuído pelas feras infernais e passa boa parte do filme fazendo caretas, gritando e lançando olhares de horror. Garanto: o charuto seria mais agradável. Mas é a vida! Continuo em frente. Nem que seja pelo orgulho de dizer em alto e bom som: parei de fumar. Descobri: todo mundo admira quem se livra de um vício. Vale a pena. Não só pela saúde, mas pelos elogios, que fortalecem o ego.

*** WALCYR CARRASCO

ESTAR BEM

REMOÇÃO DE PRÓTESES DE SILICONE CRESCE E EXPÕE NOVO OLHAR FEMININO

Explantes aumentam 33% no País e pacientes relatam reconquista do corpo e alívio de alguns problemas de saúde; sociedade de cirurgia plástica vê risco de ‘alarmismo’

Quando elas colocaram prótese de silicone nas mamas, nada se falava sobre como tirar. Hoje, alimentado pelo compartilhamento de informações nas redes sociais, o explante virou um fenômeno no país campeão de cirurgias plásticas.

Encaixar-se no padrão de seios volumosos – febre há mais de 20 anos – deixou de fazer sentido para muitas delas. Para outras, embora ainda gostem do que veem no espelho, os riscos da prótese à saúde preocupam.

A atriz Gabriella Britto, de 30 anos, descreveu a experiência nas redes sociais com a remoção em janeiro. “Minha decisão (de colocar, há nove anos) partiu de achar que talvez algo externo pudesse fazer com que me sentisse melhor”, diz. “Existia e continua existindo dificuldade de mostrar o corpo real das mulheres. Nós achávamos que tínhamos algum problema”, avalia.

Nos últimos quatro anos, mudanças no estilo de vida, como aderir ao veganismo, a fizeram repensar a necessidade do silicone. “Eu  tinha um corpo estranho, que poderia causar danos, e senti que não precisava mais deles.”

O número de remoções de implantes de mama aumentou 33% no Brasil, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica. Passou de 14,6 mil, em 2.018, para 19,4 mil, em 2019 – últimos números disponíveis. A cirurgia para aumento da mama continua sendo um dos carros-chefe das plásticas no Brasil, com 211 mil procedimentos no ano, mas a procura tem sofrido queda.

Médicos brasileiros que se especializaram no explante contam que a busca pela remoção teve um boom em 2020, mesmo com a pandemia, e segue em alta. Por semana, o cirurgião plástico Bruno Herkenhoff faz de quatro a cinco cirurgias. Ele conta que até para ele, no início, retirar o silicone exigia um esforço de mudança da mentalidade sobre a beleza. “Temos de fazer um trabalho psicológico para mudar esse paradigma que vem desde a nossa formação”, afirma.

A jornalista Camila Ermida, de 42 anos, relata ”relação de amor e ódio” com o silicone, colocado em 2017, até retirá-lo em agosto. Ela tinha zumbidos no ouvido, queda de cabelo, pés e mãos gelados.

Em uma das mamas também foi detectada uma contratura capsular ainda em grau leve – quando a membrana formada pelo corpo em volta do silicone passa a comprimir a prótese. “Foi uma escolha preventiva. Não esperei apresentar outros sintomas.”

As alterações físicas percebidas por ela fazem parte de uma lista de sintomas relatados por outras mulheres com implantes mamários. A chamada “doença do silicone”, que engloba essas quebras, não é reconhecida como enfermidade pela classe médica. Mas boa parte  das mulheres que fazem o explante dizem ter melhora em pelo menos uma parte dos sintomas. Outra síndrome associada à prótese é a Asia (síndrome autoimune-inflamatória  induzida por adjuvante), descrita em 2011 por um pesquisador israelense. Consiste no desenvolvimento de doenças autoimunes.

O cirurgião plástico Ricardo Eustáchio de Miranda diz que hoje é mais comum que as mulheres cheguem ao seu consultório para retirar do que colocar silicone. Muitas delas, conta, vêm com queixas de Asia. “Acredito nos sintomas. A questão é saber se estão relacionados à prótese ou não. Temos de fazer a investigação. Excluindo tudo, retira-se (o silicone), mas sempre falo que não há garantia de que a retirada da prótese melhore os sintomas.” Miranda atende em Guarulhos e São Paulo e é indicado por outras mulheres que fizeram explantes – faz 350 dessas cirurgias por ano, incluindo pacientes de outras cidades.

ONLINE

Médicos que fazem explantes ressaltam o papel do compartilhamento de informações nas redes sociais para a tomada de decisão. Além de páginas que reúnem relatos de problemas de saúde associados às próteses, influenciadoras na internet questionam padrões de beleza e também dão força ao movimento.

Nas últimas semanas, o compartilhamento de informações por influencers sobre retirar próteses esquentou o debate. A atriz Fiorella Mattheis, que fez a cirurgia de remoção este ano, contou a experiência aos seus 3 milhões de seguidores no Instagram. “Importante a gente se amar”, escreveu. Ela relatava dores na mama.

A escritora Alexandra Gurgel, fundadora do Movimento Corpo Livre e autora do livro Pare de se odiar, também anunciou que pretende fazer o explante. Em seus canais em mídias sociais como Instagram e Facebook, com 1 milhão de seguidores, ela critica os padrões de beleza impostos às mulheres e a gordofobia.

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dênis Calazans afirma que a percepção da entidade é de que a remoção de implantes é mais falada do que ocorre, de fato. Ele vê “alarmismo” nos relatos sobre problemas de saúde ligados à prótese e que há ainda “pouca evidência cientifica” sobre isso.

Segundo Calazans, o número de pacientes que se beneficiam com a prótese, é muito maior do que as que optam pela retirada. A SBCP não tem dados específicos sobre remoção de  implantes, mas o próximo censo da entidade vai mapear o aumento dessas cirurgias.

Para ele, o profissional tem o dever de dar informações às pacientes sobre eventuais riscos. “Elas têm de estar cientes de que estão usando um dispositivo médico sintético, que tem possibilidade de cursar com alterações locais do próprio implante, que aquilo tem de ser monitorado periodicamente e eventualmente, como toda cirurgia, implica riscos”, diz.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ABSTINENTES E FAMINTOS

Estudo explica o apetite de quem larga o cigarro, uma das fontes de recaídas

Sentir vontade de ingerir alimentos altamente calóricos é um sinal já bastante conhecido para aqueles que tentam largar o cigarro. A relação entre a compulsão alimentar e a abstinência de nicotina acaba de ser detalhada em um estudo publicado pela Escola de Medicina da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos.

A pesquisa mostra que os passiveis culpados disso são os receptores de alívio de estresse do cérebro, responsáveis pelo vício e a regulação do apetite. Segundo os pesquisadores, a abstinência aguda de nicotina pode estimular o consumo de alimentos ricos em sal, gorduras e açúcar, levando ao aumento de peso e o risco de recaída.

Largar o cigarro, como já demonstrou a ciência, é uma das tarefas mais árduas. Sete em cada dez pessoas que deixam de fumar sofrem recaídas depois de seis meses – sendo que 2/3desses episódios são nos primeiros 90 dias. A compulsão por comida nessa fase só atrapalha a batalha.

“O medo de ganhar peso é uma grande preocupação entre os fumantes que pensam em parar de fumar. A chave para remover essas barreiras é entender melhor os fatores que aumentam o desejo por alimentos altamente calóricos”, explica o professor do Departamento de Medicina da Família e Saúde Biocomportamental, Mustafa al’Absi, principal autor do estudo.

APETITE CALÓRICO

Para chegar aos resultados, a equipe de al’Absi estudou um grupo de voluntários fumantes e não fumantes, com idades entre 18 e 75 anos. Os participantes foram convidados a interromper o uso da nicotina por 24 horas e, no final de cada uma das duas sessões do estudo, deveriam escolher quais alimentos preferiam ingerir entre algumas opções. Além disso, todos eles receberam 50 mg de naltrexona, substância comumente indicada para o tratamento contra o tabagismo e o alcoolismo, ou um placebo.

Verificou-se, então, que a maior incidência de ingestão de calorias se deu no grupo dos fumantes, em comparação aos demais. Os participantes que receberam o placebo também estavam mais propensos a escolher alimentos ricos em açúcar e gordura. Além disso, os pesquisadores observaram que a naltrexona foi capaz de normalizar essa tendência de compensação, o que sugere que o cérebro pode ter um mecanismo de ingestão de calorias induzido pela abstinência.

Mas por que e como isso acontece? De acordo com o doutor em endocrinologia e metabologia pela USP, Antônio Carlos do Nascimento, esse mecanismo envolve o sistema límbico, composto por algumas regiões do cérebro responsáveis pelo comportamento emotivo, que mantém uma íntima relação com o sistema denominado ”centro da recompensa”.

Essa central da recompensa é ativada pela dopamina, que atua nos centros de prazer do cérebro. A substância é gerada por vários contextos, os quais incluem atitudes (a satisfação induzida por compras é bom exemplo), por substâncias viciantes (álcool, nicotina, cocaína, etc. ) e por ingestas alimentares prazerosas (seres humanos possuem predileção inata por alimentos ricos em carboidratos e gorduras), segundo Nascimento. Em outras palavras, sem a nicotina, o cérebro do dependente recebe menos neurotransmissor, o que leva o organismo a tentar compensar essa falta.

“A abstinência promove desconforto emotivo pela diminuição da sinalização dopaminérgica (gerada regularmente pela nicotina no tabagista crônico). O sistema límbico acusa o incômodo emocional e aciona a via de recompensa”, explica o especialista. “Esse setor então induz a procura do caminho mais rápido para a compensação, e sem a possibilidade do tabaco, promove desejos para generosa quantidade de alimentos ricos em gorduras e açúcares. É uma resposta esperada em um jogo que conhecemos o modus operandi, mas não sabemos ainda modificá-lo em sua essência”.

SUBSTÂNCIA INIBIDORA

E isso explica o efeito da naltrexona no estudo. O remédio atua no sistema nervoso, inibindo a vontade de consumir álcool e fazendo com que a pessoa tenha menos prazer nos efeitos da bebida. Pesquisa em animais já havia sinalizado que o fármaco reduz a quantidade de alimento ingerida.

Os cientistas induziram ratos a desenvolver o transtorno da compulsão alimentar periódica, fornecendo a eles uma dieta com altos níveis de açúcar e sabor de chocolate. Ao mesmo tempo, outro grupo foi alimentado só com alimentas saudáveis. Após duas semanas, os dois grupos foram submetidos ao tratamento com a droga. A naltrexona provocou a redução da quantidade de alimento consumida pelos dois grupos, mas mais fortemente nos animais que apresentavam o transtorno. Com os dados da pesquisa da Universidade de Minnesota, a equipe de al’Absi agora quer entender qual o impacto dessas mudanças de apetite e como elas podem aumentar os riscos de recaídas. Novos estudos devem ser conduzidos para identificar esses mecanismos e buscar soluções terapêuticas.

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