OUTROS OLHARES

VACINA EM ADESIVO

Peça feita com impressão 3D funciona melhor que seringa

Com apenas um centímetro ecomposto por microagulhas, um adesivo colado à pele pode ser mais eficaz na aplicação de vacinas do que as tradicionais seringas. É o que mostrou um novo trabalho desenvolvido por pesquisadores das universidades de Stanford e da Carolina do Norte em Chapei Hill, ambas nos Estados Unidos.

A peça foi criada usando uma impressora 3D e demonstrou oferecer maior proteção imunológica que a versão intramuscular do método de aplicação. Feita de polímero, precisa aderir à pele. Asagulhas, embebidas com a vacina, chegam até a derme. Uma leve pressão do polegar posiciona o dispositivo, quedeve permanecer colado por 24h.

O estudo realizado com sucesso em animais foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Ele mostra que a resposta imune da “vacina adesivo” foi 50 vezes maior do que versão subcutânea (no tecido adiposo, abaixo da pele), e dez vezes maior do que a intramuscular (mais profunda) aplicada no braço.

Os resultados são eficazes porque o novo método é do tipo intradérmico, ou seja, a aplicação é na derme, com mais células do sistema imunológico, que respondem ao imunizante.

Os autores do trabalho acreditam que a resposta imunológica intensificada pode levar à redução da quantidade de imunizante. Ou seja, o adesivo permitirá que o uso de uma dose menor gere uma resposta imunológica semelhante à de uma vacina administrada com agulha e seringa.

Na visão de Joseph M. De Simone, principal autor do estudo, professor de medicina translacional e engenharia química na Universidade de Stanford, além de professor emérito da UNC- Chapel Hill, a nova tecnologia vai estabelecer uma base para o desenvolvimento global ainda mais rápido de imunizantes aplicados sem sofrimento.

A inovação abre caminho para uma nova geração de vacinas menos invasivas e que podem ser autoadministradas, diminuindo a resistência à imunização em quem tem medo de agulha.

A pandemia de Covid-19 mostrou a importância da vacinação feita em momento oportuno. No entanto, destacou os obstáculos logísticos atrelados à distribuição mundial de doses. A começar pela necessidade de uma rede e geladeiras e freezers para armazenar o imunobiológico. Além disso, os profissionais de saúde ainda precisam manipular os frascos, passando os líquidos para as seringas para então injetar o composto no braço das pessoas. E, para receber uma vacina, ainda é preciso se deslocar até o posto de aplicação, em grande parte dos casos.

As vacinas em adesivo podem diminuir drasticamente essas barreiras, defendem os especialistas. As microagulhas revestidas do imunizante, que se dissolvem na pele, podem ser enviadas para qualquer lugar do mundo sem a necessidade de manuseio de um especialista e ser aplicadas por qualquer pessoa. Os cientistas destacam ainda que a facilidade de uso do adesivo pode aumentar as taxas de vacinação.

Os adesivos ainda diminuem a quantidade de lixo infectante descartado após a aplicação de vacinas com seringas e agulhas.

Embora os adesivos de microagulhas tenham sido estudados por décadas, o novo trabalho supera alguns desafios anteriores. A impressão em 3D possibilita que as estruturas sejam adaptadas para diferentes tipos de compostos – gripe, sarampo, hepatite e até mesmo contra a Covid-19.

Shao min Tian, pesquisador do Departamento de Microbiologia e Imunologia da UNC -Chapel Hill, afirmou, porém, que adaptar esse tipo de agulhas a diferentes tipos de vacinas é o grande desafio para disseminar a tecnologia.

Já há uma equipe de microbiologistas e engenheiros químicos formulando vacinas de RNA – a mesma tecnologia usada nas vacinas Pfizer e Moderna contra a Covid-19 – em adesivos com microagulhas para testes futuros.

Os pesquisadores conseguiram imprimir microagulhas em 3D com geometrias complexas, impossíveis de serem feitas com outras técnicas de fabricação, a não ser a impressão 3D.  Esses formatos exclusivos possibilitaram a formulação de imunizantes em estados sólido, em oposição ao uso comum, liquido. Esse novo tipo de produto pode ser formulado e armazenado de forma seca, eliminando a necessidade de reconstituição da vacina e potencialmente reduzindo ou eliminando a cadeia de abastecimento em frigoríficos.

OUTROS USOS DO 3D

Não é a primeira vez que cientistas fazem uso da impressão 3D para beneficiar a saúde da população. Há anos, equipes buscam usar a impressora para criar itens que são necessários para a nossa sobrevivência, inclusive órgãos.

Em 2019, cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, produziram um mini coração por meio dessa tecnologia. Eles usaram tecidos humanos para criar o órgão, que era composto por vasos sanguíneos e cavidades.

No mesmo ano, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) usaram células humanas para imprimir pequenos fígados. O órgão em miniatura foi capaz de realizar as mesmas funções biológicas de um fígado humano.

O objetivo é que, em um futuro não tão distante, seja possível imprimir órgãos para serem usados em transplantes e assim zerar as filas de quem espera por uma cirurgia de alta complexidade para continuar vivo.

Próteses – como de braços e pernas – fabricadas via impressão 3D já são uma realidade em vários países. Elas são mais baratas e fáceis de serem produzidas quando comparadas com as tradicionais, além de serem mais resistentes e duradouras também.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 07 DE NOVEMBRO

UMA JOIA DE RARO VALOR

Há ouro e abundância de pérolas, mas os lábios instruídos são joia preciosa (Provérbios 20.15).

O mundo criado por Deus está cheio de riqueza. Há ouro em abundância e muitas pedras preciosas. Há pedras de todas as tonalidades e matizes. Gemas de altíssimo valor enfeitam os palácios, e pedras nobilíssimas adornam coroas de reis e rainhas. Nessa vastidão de beleza requintada, contudo, nenhuma joia é mais valiosa e nenhuma pérola é mais bela do que os lábios instruídos, que falam com erudição e graça. As palavras da instrução são tesouros preciosos. Os lábios que carregam palavras de conhecimento e bondade valem mais do que riquezas. As palavras que levam consolo são mais valiosas do que muito ouro depurado. As palavras que proclamam boas- novas de salvação são mais preciosas do que as pérolas mais selecionadas. Devemos procurar o conhecimento mais do que a riqueza. Devemos investir em instrução mais do que na busca das riquezas da terra. Os lábios instruídos não são apenas joias preciosas, mas também o veículo para alcançarmos os mais valiosos tesouros da vida. Que proveito teriam muito ouro e belas pérolas nas mãos de um tolo, cujos lábios espargem estultícia? Ele usaria essas riquezas apenas para expressar sua vaidade e aprofundar sua ruína.

GESTÃO E CARREIRA

MULHERES SEGUEM LONGE DA LIDERANÇA

Estudo da B3 mostra que só 11% das empresas listadas têm mais de duas diretoras em seus quadros; situação nos conselhos é melhor

Apesar da discussão de uma maior participação das mulheres em cargos de liderança ter aumentado nos últimos anos, ainda há um grande caminho a se percorrer para alcançar algo próximo de uma igualdade. Até mesmo nas empresas de capital aberto, que são as empresas com maiores níveis de governança corporativa no Brasil. De acordo com um levantamento inédito realizado pela B3, 61% das empresas listadas na Bolsa não possuem sequer uma mulher ocupando cargo nas diretorias executivas.

No caso do conselho de administração, a participação feminina é um pouco maior e chega a 55%. Para a pesquisa, foram consideradas 408 empresas que tinham ações negociadas na Bolsa até junho de 2021.

Porém, o problema fica ainda mais evidente quando se é analisada a penetração relativa das mulheres em cargos de liderança. Apenas 11% das companhias listadas possuem duas ou mais representantes femininas em cargos diretivos. No caso dos conselhos, somente 6% das companhias possuem três ou mais mulheres atuando como conselheiras.

A própria B3 se encaixa nesse número. A empresa que opera a Bolsa tem Ana Carla Abrão Costa, Claudia Farkouh Prado e Cristina Anne Bens como conselheiras, mas o colegiado inteiro conta com 11 integrantes. Ou seja, as mulheres têm uma fatia de 27% dentro do conselho. No caso da diretoria executiva, são duas mulheres e oito homens.

Uma delas é Ana Buchaim, diretora executiva de pessoas, marca, comunicação e sustentabilidade. Segundo ela, a companhia possui metas internas para aumentar a representatividade das mulheres e afirma que não é simplesmente virar uma chave para que essa igualdade comece a ser mais visível. “É importante ter o conhecimento da companhia e olhar os dados não como uma foto, mas como uma evolução ao longo do tempo”, diz ela.

De fato, a B3 consegue se posicionar em um nível acima da grande maioria das empresas listadas no Novo Mercado, nível que exige regras mais altas de governança corporativa, quando se analisa a diversidade no conselho de administração. São apenas 13 as empresas que possuem três ou mais mulheres como conselheiras, o que chega a 7% do total, apenas um ponto porcentual acima da média do geral.

FORMAÇÃO

Para Valéria café, diretora de vocalização e influência do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), existem centenas de mulheres que poderiam ocupar essas cadeiras, inclusive com formações específicas da própria organização. O problema, no entanto, é que existem vieses inconscientes na maioria das lideranças que não os faz buscar pessoas diferentes do seu próprio perfil. Desta maneira, o perfil do homem branco continua em alta mesmo com as discussões de diversidade avançando.

“As pessoas precisam se perguntar: será que não existem mulheres para compor o meu conselho e minhas diretorias? E que tenham experiências diferentes? E que sejam de etnias diferentes? É importante que essas lideranças possuam esse novo olhar”, afirma Valéria. Por enquanto, essa visão continua atrasada no Brasil: em países europeus; como França e Noruega o percentual de participação das mulheres em conselhos é de mais de 44%.

OTIMISMO

Marília Rocca, que hoje é presidente da subsidiária brasileira da empresa de cosméticos  Hinode e atua como conselheira desde 2012, enxerga o copo meio cheio. Ela diz que nunca recebeu tantos telefonemas pedindo por indicações de mulheres tanto para ocupar cargos  em  conselhos quanto em diretorias executivas – Marília, atualmente, senta em uma das cadeiras do conselho do banco Santander. “As coisas estão melhores do que antes, mas é necessário que haja um movimento para que existam mais mulheres ocupando cargos na  mesma empresa”, afirma Marília, que cita o 30% Club, que é uma campanha global liderada por grandes executivos para aumentar a penetração da diversidade corporativa para, pelo menos, 30%.

Para Flavia Moura, diretora de emissores da B3, trata-se de um movimento sem volta. Ao mesmo tempo, ela admite que os números mostram que existe um caminho grande a ser percorrido. “Não dá mais para fugir dessa história e nem acredito que essesnúmeros possam ser vistos com pessimismo, pois é um retrato de hoje. Mas temos um caminho a percorrer para que, de fato, tenhamos um mercado mais plural”, afirma Flavia.

EU ACHO …

BOLSA FAMÍLIA

Sem qualquer justificativa, a rede é extinta, disseminando desinformação

Estamos a poucos dias da extinção de um dos programas de transferência de renda mais bem sucedidos do mundo. No dia 7 de novembro, o programa Bolsa Família termina por ordem de um Executivo e Legislativo irresponsáveis, para dizer o mínimo. Trata-se da medida provisória 1.061.

Não fosse o pesadelo que estamos vivendo há pelo menos cinco anos, seria difícil acreditar na extinção de um programa dessa dimensão de forma apressada e injustificada.

O programa Bolsa Família passou por fiscalizações de diversos órgãos, estudos acadêmicos de diversas áreas nacionais e internacionais. Sempre foi uma política pública em disputa.

No pano de fundo de um lado, há a admiração por um programa transferência de renda inspirador, que empodera grupos socialmente vulneráveis, em especial as mulheres.

Junto à inspiração, há as métricas que comprovavam os impactos positivos no desenvolvimento da sociedade brasileira; de outro lado, há o racismo e o machismo de uma elite e de uma pretensa elite que odeiam o povo brasileiro e rechaçam qualquer política pública voltada ao fortalecimento dos grupos que ocupam as margens da sociedade – diga-se de passagem, com a adesão de parte progressista que reduzia o programa a “assistencialismo”, ignorando os infinitos impactos positivos na transferência de renda.

Vale ressaltar um estudo realizado pela antropóloga Walquíria Domingues Leão Rego, da Unicamp e Allessandro Pinzani, da Universidade Federal de Santa Catarina, que acompanhou por cinco anos mulheres beneficiadas pelo programa no interior do Piauí e do Maranhão, no Vale do Jequitinhonha, na periferia de São Luís e no litoral de Alagoas. As conclusões apontam uma série de elementos, mas destaco aqui que houve um fortalecimento dessas mulheres que passaram a ter mais condições para sustentar suas famílias e enfrentarem a violência dos próprios maridos, com aumento, inclusive, dos pedidos de divórcio. Sobre esse estudo, os pesquisadores lançaram o livro “Vozes do Bolsa Família: Autonomia, Dinheiro e Cidadania”, pela editora Unesp.

Sem qualquer justificativa, a rede é extinta, disseminando desinformação e insegurança para milhões de pessoas. Isso é extremamente grave e deveria saltar aos olhos , mas os absurdos parecem não ter fim nesse desgoverno que promove uma erosão social no país. No dia 7 de novembro, que as manchetes dos jornais digam: “Com a cumplicidade do Legislativo, uma medida provisória põe fim a um dos mais exitosos programas sociais que este país já teve”.

No seu lugar está prometido o Auxílio Brasil. Muitas pessoas são levadas a acreditar que “é quase a mesma coisa, só mudou de nome”. Desenvolvido nos governos de Lula e Dilma, o Bolsa Família é um exemplo de política pública de impacto positivo. Nesse sentido, a mudança de nome seria apenas uma tática eleitoreira de um governo incapaz de formular medidas para benefício da população. Troca o nome, apaga o trabalho de décadas para implementar a política e inaugura o que já existe.

Entretanto, o que está em curso vai muito além do que a troca de nome. Cumpre notar importante artigo escrito por Sandra Brandão, economista e mestre pela Unicamp, e Tereza Campello, professora titular da USP  e Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do governo Dilma, no site do Carta Capital sob o título “O Auxílio Brasil Não é um Novo Bolsa Família. É um Pastel de Vento”.

As economistas apontam uma série de imprecisões de implementação. Tais necessidades de organização e pactuação com estados e municípios mostram que, mesmo que tudo saia como planejado, o que admitiremos aqui por amor ao debate, os benefícios não serão implementados tão logo, como anunciam Executivo e Legislativo. É um péssimo dado para um país que aprofunda sua miséria.

Além disso, o programa adota pulverização de benefícios, como metas e prêmios de uma empresa, distribuindo desigualdade com base numa visão individual , o oposto da proposição de política pública estrutural.

Entretanto, apesar de toda essa complexidade, o que se discutiu em torno do tema, como lembra Tereza Campello em entrevista ao UOL, foi o teto de gastos, uma ilusão dos governos Temer e Bolsonaro, mas que serve como boa ameaça contra investimentos em assistência social, ciência e tecnologia e o que mais beneficiar esse país.

Já sobre o mérito do programa em si e sua implementação, tanto governo quanto mídia hegemônica não o abordam com a seriedade que o assunto merece.

Em um momento de aprofundamento das desigualdades , em que milhões de pessoas passam fome, brigam por ossos e restos de comida, a extinção do Bolsa Família é algo criminoso.

*** DJAMILA RIBEIRO

ESTAR BEM

MAIS IMPORTANTE QUE PERDA DE PESO

Entenda por que o exercício é fundamental para a longevidade

Para uma vida longa e saudável, os exercícios são mais importantes do que a perda de peso, especialmente se você estiver com sobrepeso ou obeso, mostrou uma nova revisão das relações entre o condicionamento físico, o peso, a saúde cardíaca e a longevidade.

O estudo, que analisou os resultados de centenas de trabalhos anteriores sobre perda de peso e exercícios em homens e mulheres, descobriu que pessoas obesas geralmente reduzem muito mais os riscos de doenças cardíacas e morte prematura ao ganharem condicionamento do que perdendo peso ou fazendo dieta.

A revisão aumenta as evidências de que a maioria de nós pode ser saudável com qualquer peso se formos ativos o suficiente.

Pesquisas anteriores mostravam, de forma desanimadora, que as pessoas que começavam a se exercitar perdiam pouco, ou nenhum peso, a menos que também reduzissem substancialmente a ingestão de alimentos. O exercício queima poucas calorias, em geral, para ajudar na redução de peso. Também tendemos a compensar alguma parte do parco gasto calórico do exercício comendo mais depois ou nos movendo menos ou inconscientemente diminuindo as operações metabólicas de nossos corpos para reduzir o gasto energético diário geral.

BOA SAÚDE METABÓLICA

Glenn Gaesser, professor de fisiologia do exercício na Arizona State University, nos EUA , é bem versado nas inadequações dos exercícios para perda de gordura. Por décadas, ele tem estudado os efeitos da atividade física nas composições corporais e no metabolismo das pessoas, bem como em sua resistência, com foco particular em pessoas obesas.

Muitas de suas pesquisas anteriores enfatizaram a ineficácia dos exercícios para a perda de peso. Em um experimento de 2015, ele supervisionou, por exemplo, 81 mulheres sedentárias com sobrepeso que haviam começado uma nova rotina de caminhada três vezes por semana durante 30 minutos. Após 12 semanas, algumas delas perderam alguma gordura corporal, mas 55 ganharam peso.

Em outros estudos de Gaesser, no entanto, pessoas com sobrepeso e obesas com problemas de saúde significativos, como pressão alta ou resistência à insulina, um marcador para diabetes tipo 2, mostraram melhorias consideráveis nessas condições depois de começarem a se exercitar, perdendo peso ou não.

Diante desses resultados, Gaesser começou a se perguntar se o condicionamento físico poderia permitir que pessoas com sobrepeso desfrutassem de uma boa saúde metabólica, quaisquer que fossem seus números de massa corporal, podendo viver tanto quanto as pessoas mais magras – ou até mais.

Então, para o novo estudo, que foi publicado este mês na iScience, ele e Siddhartha Angadi, professor de educação e cinesiologia da Universidade da Virgínia, começaram a vasculhar dados de pesquisas em busca de estudos anteriores relacionados a dieta, exercícios, condicionamento físico, saúde metabólica e longevidade. Eles se perguntaram se alguém acima do peso ganharia mais saúde ao perder peso ou se levantar e se mover.

“A magnitude do benefício foi muito maior com a melhoria do condicionamento físico do que com a perda de peso”, disse Gaesser.

Como um todo, os estudos que eles citam mostram que homens e mulheres obesos e sedentários que começam a se exercitar e melhorar sua forma física podem diminuir o risco de morte prematura em até 30% ou mais, mesmo que seu peso não mude. Essa melhora geralmente os coloca em menor risco de morte precoce do que as pessoas que são consideradas com peso normal, mas fora de forma, disse ele.

Por outro lado, se pessoas pesadas perdem peso com metas, o risco estatístico de morrer jovem cai cerca de 16%, mas não em todos os estudos. Algumas das pesquisas citadas na nova revisão descobriram que a perda de peso entre pessoas obesas não diminui em nada os riscos de mortalidade.

A nova revisão não foi projetada para determinar precisamente como o exercício ou a perda de peso afetam a longevidade em pessoas com obesidade, no entanto.

Mas em muitos dos estudos que eles examinaram, as pessoas que perdem quilos com dieta os recuperam, eem seguida, tentam novamente, uma abordagem ioiô que muitas vezes contribui para problemas metabólicos, como diabetes, colesterol alto e redução da expectativa de vida.

Por outro lado, o exercício combate essas mesmas condições, disse Gaesser. E também pode, inesperadamente, refazer os estoques de gordura das pessoas.

“Pessoas com obesidade geralmente perdem alguma gordura visceral quando fazem exercícios”, disse ele. A gordura visceral, que se acumula profundamente em nossos corpos, aumenta os riscos de diabetes tipo 2, doenças cardíacas e outras patologias.

Alguns dos estudos que eles citaram descobriram que os exercícios também alteram a sinalização molecular dentro de outras células de gordura de maneiras que podem melhorar a resistência à insulina, não importa o peso da pessoa.

A principal lição da nova revisão, conclui ele, é que você não precisa perder peso para ser saudável:

“Você ficará melhor, em termos de risco de mortalidade, aumentando atividade física e condicionamento.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PRECONCEITOS E VANTAGENS DA MATERNIDADE DEPOIS DOS 40

Ser mãe na maturidade pode trazer mais serenidade, mas também reduz a fertilidade e aumenta cobranças sociais

Na primeira vez que um estranho me confundiu com a avó do meu próprio filho, eu estava em um aeroporto, carregando minha filha de 2 anos para um voo de conexão. Estava comprando uma garrafa de água enquanto o bebê fazia pirraça. Eu a coloquei no chão para deixa-la gritar e calmamente fiz minha compra. A vendedora me deu um cordial sorriso e disse: “Netos são difíceis, isso é certo. Eu tenho quatro”. Eu sorri e disse: “Sim.  Muito difíceis!” Então peguei minha filha, que arqueou as costas e gritou: “Não!” de novo e de novo enquanto saíamos. Eu tenho quase certeza que o mal-entendido da vendedora sobre o meu relacionamento com a minha filha é algo que se repetirá pelo resto da minha vida. Essa é uma das consequências de ter meu primeiro filho aos 45 anos, e meu segundo aos 49.

Você pode ser uma avó aos 30, mas dizer que tenho filhos pequenos me faz parecer mais jovem para as pessoas. Como eu nunca fui uma mãe jovem, não posso falar o que é diferente de ser uma mãe mais velha. Eu posso falar que não considerei realmente ter filhos até o início dos meus 30 anos. Eu tive o privilégio de ter fácil acesso a métodos contraceptivos e ao aborto, caso eu precisasse. Esse tempo sem filhos me permitiu focar nas coisas que eu queria fazer na época: um diploma de doutorado, viajar, viver em comunidade e fazer turnês como música

Meus planos iniciais para crianças com minha então namorada foram interrompidas por um câncer de mama aos 35 anos. Ter um tipo de câncer que não dói, a não ser quando é retirado, tem um impacto diferente que outros, mais súbitos e que são encontros mais emocionantes com a morte. Isso exacerbou o que parecia impossível – que eu viveria tempo suficiente para criar filhos com sucesso em uma relação amorosa.

ÁLCOOL E DEPRESSÃO

Dependendo do plano de saúde da minha parceira, para o Tratamento na época, meu encontro com a mortalidade foi repleto de escolhas. Eu poderia continuar com ela, manter o plano, desconsiderar seus casos com outras pessoas, beber até dormir e fingir que tive uma noite de descanso. Em vez de ser forçada a viver cada momento com um claro entusiasmo pela vida, eu era uma batalhadora contra o câncer sem brilho.

Minha dependência aumentou enquanto amigos e familiares tentavam me tirar de uma depressão profunda. Minha bebedeira era uma exigência confusa: “Reconheça meu sofrimento! Me veja!” Mas ninguém podia ver meu câncer, e minha debilitação física e embriaguez foram lidas como uma falha moral. Eu fiz tratamento com radiação em uma mama e cinco anos de medicação que suprimia o estrogênio para reduzir a probabilidade de uma recorrência. Finalmente, com 40 anos, estava em remissão e parei de beber.

Meus filhos são resultado de uma parceria que eu nunca acreditei que teria a sorte de ter, com um homem cujo comprometimento com a família era como o meu. Em nosso terceiro encontro, quando eu tinha 41 anos, determinamos que teríamos filhos. A realidade é que, mesmo entre 41 e 42 anos, as chances de uma mulher conseguir reproduzir caem bastante, e sua produção de óvulos é provavelmente baixa.

Otimistas, nós começamos com o projeto de fertilidade com a inseminação intrauterina, que poupa parte da viagem do espermatozoide até as trompas de falópio. Depois que a alternativa falhou, optamos rapidamente pela fertilização in vitro, com esperança de que eu seria a pessoa milagrosa cujos óvulos só precisavam de um empurrão. Aprendi que não sou essa pessoa: depois de duas rodadas do procedimento, decidimos pagar alguém mais jovem por seus óvulos, um processo denominado gentilmente, mas de forma equivocada, como “doação”.

Como uma mãe de 54 anos de duas crianças, eu sou hoje mais paciente e tolerante tanto com as minhas próprias fraquezas, como com as falhas dos outros, que quando eu era jovem – uma característica útil como mãe e como pessoa. Eu me importo muito menos com o que as outras pessoas pensam de mim, mas me preocupo profundamente com as necessidades e opiniões da minha própria família. Eu me importo mais com práticas regulares relacionadas à saúde e ao bem-estar. Tenho um tempo para mim mesma muito limitado, mas esse tempo é extremamente bem gasto.

A forma como outros avaliam minha aptidão para ser mãe é realmente uma preocupação deles, baseada em seus próprios preconceitos. Se eles escolherem olhar para minha escolha de se tornar uma mãe mais velha como injusta para meus filhos, que eventualmente (assim como todos nós) ficarão sem pais, eles precisam apenas olhar para  as experiências de pessoas cujos pais estão já fora de cena por causa de discordâncias fundamentais, vícios ou circunstâncias trágicas. A maneira como todos nós perdemos e ganhamos a família nunca é totalmente comum.

A maternidade, para mim, desencadeou uma conexão inesperada com mulheres mais jovens com filhos. Como uma professora universitária que também trabalha em escolas públicas de ensino médio, eu estou constantemente em contato com mães mais jovens. Eu tento usar o meu papel como professora delas para ajudá-las a valorizar o trabalho que estão fazendo como mães, e para que elas saibam que eu vejo esse trabalho,  e que eu as vejo também. Talvez essa identificação seja algo como o que a vendedora sentiu quando me tratou gentilmente no aeroporto.

Às vezes, quando conto essa história, amigos comentam que eu deveria ter ficado irritada com a suposição da vendedora. “Que grosseria!”, eles dizem. Em outras vezes, meus amigos me garantem que eu não pareço nem um pouco com uma avó. Mas, afinal, com o que de fato uma avó parece?

EMPATIA REAL

Eu passei a entender o incidente no aeroporto como consequência do meu caminho único: eu serei mal interpretada e minhas experiências serão presumidas, invisíveis, desconhecidas.

Mas, contida neste caminho, está uma oportunidade de experimentar uma profunda empatia e conexão.

Da sua parte, os comentários da vendedora sugeriram a outras pessoas na loja (que  estavam provavelmente desconfortáveis ou irritadas pelo choro da minha filha) que é difícil cuidar de uma criança que grita, e que uma criança que grita não é fora do comum. Ela sinalizou que sabia que essa era uma situação desafiadora para qualquer pessoa e que via meu esforço. Avó ou não, eu fui vista.

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