A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DORES ADOLESCENTES

Meninas sofrem mais com violência sexual e tem menos autoestima

A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) divulgada pelo IBGE mostrou que as adolescentes brasileiras, na comparação com os meninos, sofrem mais violências sexuais – uma a cada cinco foram vítimas – são apresentadas mais precocemente ao álcool e ao cigarro, têm maior índice de sedentarismo e maior descontentamento em relação à própria imagem e à saúde mental. A pesquisa reúne informações dadas por mais de 125 mil alunos entre 13 e17 anos de 42 mil escolas públicas privadas.

“A pesquisa traz um alerta importante para as meninas, pelos comportamentos que vêm se mostrando em 2019 e que, infelizmente, correm o risco de terem piorado muito durante a pandemia e isolamento social”, afirmou Marco Andreazzi, gerente de Estatísticas da Saúde do IBGE.

O estudo foi realizado em 2019, mas por ter sido finalizado imediatamente antes da pandemia, tido pelos pesquisadores como um ponto de partida importante para traçar estratégias em relação à saúde dos estudantes, que tende a ter piorado. Estima-se que haja 5,8 milhões de meninos e pouco mais de 6 milhões de meninas cursando do 7º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio atualmente.

Os relatos de violência sexual assustam. Na pergunta sobre se alguém tocou, manipulou, beijou ou expôs partes do corpo do aluno contra sua vontade, 14,6% deles indicaram já ter sofrido algum tipo de abuso. A maioria 20% de meninas. Entre os meninos da mesma faixa etária, o número ficou em 9%. Entre os autores apontados pelas vítimas, os principais foram namorados (29,1%) e amigos (24 8%).

Pior: 6,3% dos alunos ouvidos afirmam que já foram estuprados: 8,8% das meninas, e 3,7% dos meninos. Os estudantes apontaram como principais autores dos crimes, neste caso, namorados (26,1%) e parentes (22,4%). Pai, mãe ou responsável foram citados em 10,1% dos relatos.

RISCO DE SUBNOTIFICAÇÃO

A psicóloga Claudia Melo, especialista em crianças, adolescentes e vícios, não se surpreende. Para ela é provável que ainda haja subnotificação pois mesmo anonimamente, muitos têm dificuldades para tocar em certas feridas. Sobretudo os meninos.

“Pelo que observo no meu consultório, esses números são ainda maiores. E as próprias experiências traumáticas, seja por negligências familiares ou abusos sexuais acabam desencadeando no uso precoce do álcool e outras drogas porque é uma forma de essas adolescentes buscarem um alívio. Numa situação dessas a saúdem mental já está completamente adoecida”, afirmou.

E neste mesmo cenário é possível notar na pesquisa uma ampla predominância das meninas em relação às questões ligadas à mente. O índice que deixa mais claro esse panorama é o que diz respeito à autoavaliação, em que os pesquisadores observam e, durante os 30 dias anteriores à pesquisa, aquele estudante reconheceu ter se sentido negativo quanto à sua saúde mental sempre ou quase sempre. Ao todo, 27% das meninas apontaram que sim, contra apenas 8% dos meninos – um número mais de três vezes menor.

Os indicadores também podem ser analisados junto aos de percepção da própria imagem corporal e ao de prática de exercícios físicos. Enquanto o sentimento de satisfação quanto ao próprio corpo foi majoritário entre os meninos (75,5%), 31,4% das adolescentes falaram em insatisfação. Os números mostram que 12,4% das jovens declararam-se fisicamente inativas (contra 4,9% dos meninos), e apenas 18% disseram-se ativas, contra 38,5% dos rapazes.

BULLYING

Ao mesmo tempo, as adolescentes do sexo feminino também alegaram maior frequência no consumo habitual de doces (38% contra 27,4% dos meninos), tentativas de perda de peso (27,9% contra 21,5% dos meninos), e consideraram-se gordas ou muito gordas (25,2% contra 15,9% dos meninos).

Em relação ao bullying, 23% dos alunos disseram já terem sido vítimas. No entanto, 26,5% das meninas demonstraram terem tido problema com bullying, contra 19,5% dos meninos. Os pesquisadores não usaram a palavra bullying de forma direta nos questionários, masverbos que signifiquem algum tipo de provocação, como esculachar, zoar, mangar, intimidar ou caçoar, tanto que ficaram magoados, incomodados, aborrecidos, ofendidos ou humilhados, que posteriormente são conceituado como bullying.

Os estudantes de 13 a 15 anos tiveram os percentuais maiores de vítimas de intimidações, tanto para as meninas (27,1%) quanto para os meninos (20,4%), comparados com as meninas (24,2%) e meninos (17,8%) de 16 e 17 anos. Em contrapartida, mais meninos (14,6%) do que meninas (9,5%) acusaram-se como causadores do bullying.

As estudantes também lideram os índices de consumo precoce de álcool e tabaco. Os pesquisadores notaram um crescimento entre as jovens na iniciação do uso do cigarro em relação à última pesquisa, em 2015: 18,43% das jovens entre 13 e 15 anos no Brasil disseram já ter experimentado o fumo, contra 15,61% dos meninos da mesma idade que foram ultrapassados. Entre os alunos com 15 a 17 anos, os meninos que já experimentaram o cigarro pelo menos uma vez, no entanto, passam a ser maioria: 35% contra 30% das meninas.

Num outro índice, que diz respeito ao uso recente do cigarro nos 30 dias antes da pesquisa – os garotos predominaram.

“O cigarro é talvez o fator que isoladamente mais contribua para doenças crônicas e problemas de saúde durante a vida adulta e normalmente esse hábito vicia durante a adolescência”, explicou Marco Andreazzi.

A pesquisa trouxe um fator preocupante: vemos entre os jovens de 13 a 15 anos que já fumaram cigarro um predomínio maior entre as mulheres do que entre homens; uma inversão no que diz respeito a 2015 e anteriormente.

Andreazzi acrescentou que os números têm grande influência da Região Sul do país, e reforçou que questões de hábitos culturais e familiares influenciam em tópicos como este.

COMPRA DE BEBIDAS

Em relação ao consumo de bebidas alcoólicas a pesquisa mostra que 66,9% das meninas entre 13 e 17 anos disseram já ter tomado pelo menos uma dose alguma vez na vida, contra 59,6% dos meninos. E 26 8% deles disseram ter adquirido o produto em lojas, mercados, padarias, bares ou botequins, o que é proibido por lei. A PeNSE aponta que, deste total, 34,6% dos alunos disseram já ter sido expostos ao álcool antes mesmo dos 14 anos. Número que é ainda mais alarmante em relação às meninas: 36,8% delas enquanto os meninos, 32,3%.

“São drogas que vão trazer prejuízos cognitivos ao longo da vida desses jovens. Com o tempo, essas pessoas adquirem problemas de memória, coordenação e até de socialização com os outros jovens e, futuramente, adultos”, alertou a psicóloga Claudia Melo.

Ao fim da apresentação dos números, a coordenadora do Programa Saúde na Escola, do Ministério da Saúde, reforçou a importância de levantamentos como o feito pelo IBGE.

“São dados que nos fazem refletir e que são muito importantes para nós. Chama a atenção a questão do bullying e também do uso de álcool por parte das meninas. São situações muito preocupantes.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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