A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

PERCEPÇÕES INCOMUNS

A esquizofrenia é um distúrbio que abala a razão e as emoções, porém o está ligado ao vago e popular conceito de loucura

Considerada um castigo dos deuses e até possessão demoníaca na antiguidade, a esquizofrenia é um distúrbio mental que atinge indivíduos de diversas faixas etárias, apresentando crises que perturbam o modo como pensam e sentem as situações que acontecem, bem como as pessoas que o rodeiam. O transtorno carregou estigmas negativos por séculos, mas vem ganhando mais aceitação com o avanço das pesquisas e dos tratamentos e o maior acesso à informação.

SENSIBILIDADE INCONSTANTE

Há muitos mitos a respeito do que é a doença e como são suas alucinações. Ouvir vozes e ver coisas que nenhuma outra pessoa ouve ou vê é o primeiro indício comumente associado, porém não é bem assim que se conceituam a esquizofrenia e seus sintomas de crise. Longe de ser uma loucura incapacitante, o transtorno tem tratamento, garantindo ao paciente uma vida saudável.

O quadro pode ser descrito como uma patologia psicológica grave que afeta diversos domínios da mente, como a percepção da realidade. Os sintomas costumam ser diferenciados em positivos, que são delírios e alucinações, alterações no comportamento e na expressão dos sentimentos, e negativos, como apatia, isolamento social, redução da sensibilidade afetiva.

Além disso, algumas funções importantes do cérebro são afetadas pelo transtorno, como o desempenho cognitivo, a concentração e a memória de trabalho – habilidade de lidar com ações e emoções cotidianas. “A esquizofrenia não está limitada ao que leigamente se considera ‘loucura’ , puro preconceito e estigmatização. Na verdade, ela é um conjunto complexo de condições psiquiátricas”, comenta o psiquiatra Rodrigo Pessanha.

O problema está no desequilíbrio do neutro transmissor dopamina. Em quadros esquizofrênicos, o sistema mesolímbico fica sobrecarregado da substância, produzindo os sintomas positivos, já as vias mesocorticais têm uma deficiência desse elemento, gerando os sintomas negativos da doença.

DISTÚRBIO JOVEM

Por mais que haja estudos sobre o mecanismo da psicopatologia, a medicina ainda não é capaz de realizar um diagnóstico por exames laboratoriais – um marcador biológico que possa indicar a doença ainda está sendo pesquisado. O indivíduo é avaliado com esquizofrenia por meio de análise clínica da manifestação dos sinais.

“Os sintomas psicóticos costumam surgir entre o fim da adolescência e meados dos 30 anos,   sendo o início antes dessa faixa etária mais raro. A idade de pico do início do primeiro episódio psicótico tende a ocorrer na faixa dos 20 e 25 anos para o sexo masculino e entre os 25 e 30 anos para o feminino”, explica a psicóloga Carolina Macedo. A especialista defende a tese de que a doença é bio-psico-socio-cultural, ou seja, “o resultado de uma interação entre fatores genéticos, biológicos, psicológicos e sociológicos”. Outro mito associado à esquizofrenia é que sua causa está no uso de drogas psicoativas, como cocaína, LSD e anfetamina. Porém, o quadro de surto persecutório, acompanhado de vozes e imagens, é uma realidade para os indivíduos com a patologia. Para esclarecer as dúvidas, a especialista Carolina Macedo ressalta que “tais substâncias podem dar origem a uma crise ou exacerbar os sintomas psicóticos, pois são agonistas dopaminérgicos indiretos, mas não são causadoras do transtorno”.

MARES MAIS CALMOS

O tratamento para a psicopatologia é feito de forma medicamentosa e por psicoterapia. Remédios antipsicóticos graves ou sutis são utilizados de acordo com o grau das manifestações e do estado de agitação do paciente. Eles atuam de forma a reduzir as crises e perturbações, bem como as tomando mais escassas ao longo do tempo.

A psicoterapia visa trazer uma melhor qualidade de vida para a pessoa com esquizofrenia, reduzindo o isolamento social e aumentado a interação familiar. Algumas práticas que envolvem expressões artísticas ou arteterapia são muito utilizadas para que o indivíduo possa expor suas emoções – elementos abalados pela doença – gerando um alívio, além de ser uma forma de analisar seu estado.

Ainda não existe uma cura para a esquizofrenia, entretanto, com os tratamentos e acompanhamento, é possível uma melhor qualidade de vida. No âmbito de inserção social, “a progressão educacional e a manutenção do emprego costumam ficar prejudicadas. Os indivíduos costumam ter empregos inferiores aos de seus pais, e a maioria, especialmente os homens, não casam ou têm contatos sociais limitados fora da família”, esclarece Carolina Macedo.

É essencial para a reabilitação aprender a lidar com os pensamentos perturbadores, os sentimentos e comportamentos na medida do possível. “Entender a natureza complexa desta condição, sem uma atitude pessimista e fatalista ou um otimismo irresponsável é essencial, ainda que não suficiente. O comprometimento na busca dos melhores recursos possíveis por parte de médicos e familiares e a criação de uma rede de suporte efetivo também são elementos imprescindíveis”, comenta Rodrigo Pessanha.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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