A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ALÉM DO MEDO

A fobia age no inconsciente e pode ser um obstáculo em diversas áreas da vida – algumas que você nem imagina!

Entre o grande público, a definição de fobia pode ser confundida com a de medo. Apesar de haver certa semelhança, o medo está relacionado com o instinto de sobrevivência. “Já a fobia é uma aversão excessiva, exagerada, irracional e persistente em relação a um objeto, animal ou alguma situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que é sentida como se fosse”, explica o médico Gilberto, Katayama. Isso ocorre em uma ocasião específica, que é entendida pela pessoa com o transtorno como uma ameaça terrível.

É possível identificar esse tipo de quadro por meio dos comportamentos e recursos apresentados na tentativa de afastar o que causa incômodo. “Para muitas pessoas, torna-se relativamente simples perceber um indivíduo fóbico, porque as suas atitudes se tornam socialmente inadequadas no contexto social no momento em que esse medo extremo se manifestar”, frisa Katayama.

Saiba mais sobre o medo como um transtorno mental a seguir.

A AÇÃO NA MENTE

Assim como a maioria dos casos, a fobia tem início por meio dos estímulos captados pelos sentidos. Após isso, as informações são levadas ao cérebro para serem analisadas em áreas específicas e especializadas. “O sentimento de medo, por exemplo, é processado inicialmente pelo sistema límbico, mais especificamente pela amígdala. Este sentimento, associado às sensações físicas, será processado pela mente, que buscará  atribuir um significado lógico ao que estamos experimentando. Quando o objeto fóbico se faz presente, surgem nossos comportamentos reativos e reações de fuga ou desistência”, esclarece Gilberto.

Além disso, a memória é outro fator importante nas respostas dos indivíduos. Isto é, ao vivenciar uma situação, o cérebro  busca experiências semelhantes como forma de comparação. “A cada estímulo, buscamos na memória, de forma inconsciente, as experiências passadas similares. E estas bagagens se apresentam como memórias vivas, ou seja, vêm acompanhadas das sensações, sentimentos e pensamentos”, complementa  o médico. Com isso, de maneira inconsciente, a mente soma as lembranças antigas com as novas a cada situação vivida, as deixando disponíveis para experiências futuras.

OBSTÁCULO SOCIAL

As fobias interferem em diversos aspectos do dia a dia e, entre as principais, está a questão da convivência com o mundo ao redor. “Fobia social é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pelo desconforto e pela esquiva de situações sociais e de desempenho”, descreve o psiquiatra Tito Paes. Dessa forma, a relação interpessoal do indivíduo sofre como um tipo de bloqueio, interferindo no seu dia a dia.

Ir a festas, construir um relacionamento, participar de reuniões, falar em público… Tudo isso parece muito distante das pessoas que sofrem com esse teor. Segundo Tito, isso ocorre porque há “um receio de ser avaliado negativamente pelas pessoas nas situações sociais e de desempenho”.

A ORIGEM

Mas de onde vem essa preocupação que impede o indivíduo de viver e conviver em sociedade? Apesar de não existir nenhuma comprovação científica, alguns estudos apresentaram hipóteses para a origem desse quadro. “As causas da fobia social ainda não estão bem elucidadas. Admite-se que um componente genético tenha um papel na eclosão desta fobia. Uma vulnerabilidade biológica maior para manifestação de sintomas de ansiedade na infância pode contribuir para o surgimento dos sintomas”, atesta Tito.

Contudo, o psiquiatra ressalta que o fator familiar é outro possível desencadeamento e merece um cuidado a mais – principalmente a relação entre pais e filhos e o incentivo ao contato com outras pessoas. “O ambiente em que a criança foi criada também pode exercer uma influência importante. Assim, é possível que ela adquira a falta de interesse dos pais pela vida social. Em alguns casos, os responsáveis podem desencorajar seus filhos de terem vida social”, explica Tito.

Além disso, alguns pais dão muita ênfase a opiniões alheias e isso afeta na maneira de agir dos filhos, que podem se preocupar demais com o que os outros pensam. Há também os indivíduos que enfrentam longos períodos de isolamento, como em caso de doenças, dificultando o desenvolvimento de suas habilidades sociais.

O CORPO FALA

Esse medo em demasia gera diversos sintomas por todo o corpo. Isso ocorre porque o cérebro prepara o físico para encarar uma situação de perigo. “É provocada uma liberação de hormônios que informam à pessoa que ela irá enfrentar uma luta ou uma possível fuga”, cita a psicanalista Cristiane Vilaça.

Dentre os principais sinais, estão taquicardia, sudorese e falta de a r, mas eles não são os únicos.” Diante das situações sociais ou de desempenho, o fóbico social manifesta sintomas físicos como tremor, tensão, abalos musculares e ruborização, bem características nesses casos”, descreve Tito.

E não para por aí. A psicóloga clínica Cristiane Maluhy Gebara afirma que o fóbico ainda pode sofrer com sintomas psíquicos, abrangendo “os sentimentos de vergonha e humilhação, a autodepreciação, a antecipação negativa, o medo da avaliação negativa e a timidez excessiva”. Com isso, há uma degradação psicológica da pessoa e ela busca o isolamento, alterando sua rotina e suas atividades diárias. “Os sintomas da fobia são muito desagradáveis e provocam sofrimento e ansiedade a ponto de interferirem na qualidade de vida”, ressalta Gilberto.

TIMIDEZ X FOBIA SOCIAL

Apesar de causarem sintomas e sinais relativamente semelhantes, há uma grande diferença entre os dois conceitos. Ambos afetam a parte social do indivíduo, porém, a fobia impede a convivência e o torna solitário. Enquanto isso, uma pessoa tímida continua realizando suas atividades diárias, caracterizando-se apenas como um traço de personalidade.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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