A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

BAILA COMIGO

Estudos mostram que a dança ajuda a perder calorias, desenvolver a coordenação, estimular a memória e combater a depressão. Está esperando o que para se mexer ?

Desde o começo da pandemia, em março de 2020, a dança se apresentou como uma alternativa eficaz para combater os efeitos nocivos do confinamento. “Toda atividade física promove a liberação de uma série de neurotransmissores responsável pela dopamina, que está relacionada com a sensação de prazer e de bem-estar”, diz o preparador físico Marcio Atalla. “Na dança, por ter a questão da música, esse efeito é ainda mais bacana. É um ótimo método para, além de entrar em forma e ter o gasto energético, combater a depressão e a ansiedade”, emenda o especialista.

Coincidência ou não, muita gente vem mexendo o corpo para espantar o baixo-astral, na vida e no feed. Foi justamente durante a quarentena que a dermatologista Juliana Neiva redescobriu a atividade, que faz parte da sua vida desde a infância, entre idas e vindas. Em junho do ano passado, ela começou a ter aulas semanais, de uma hora e meia, com os devidos protocolos de segurança, com o professor Décio Costa Neto. “Ele sugeriu que fizéssemos um estilo de cada vez. Praticamos jazz, valsa, salsa, funk, sertanejo, samba”, conta. À medida em que as coreografias foram se aprimorando, Juliana passou a compartilhá-las no Instagram. “Para transmitir os impactos positivos para meus seguidores e pacientes”, observa.

A médica também buscou pesquisas sobre o tema para embasar ainda mais seu exemplo. “Uma delas, da New York Academy of Sciences, sugere que a dança pode mudar a plasticidade do cérebro (capacidade de desenvolver novas conexões sinápticas).Outro estudo norte-americano (cujos autores são da Emory University School of Medicine) relaciona os efeitos positivos da atividade em pacientes com Mal de Parkinson, em autistas e em outras condições psiquiátricas”, diz Juliana, ressaltando: “Além de unir a arte à psicomotricidade, as coreografias exercitam a memória, a coordenação e o equilíbrio”. Diretor técnico da Bodytech, Eduardo Netto também aposta no poder da atividade. “As diversas formas de ritmos e músicas desafiam constantemente o cérebro. A dança também é extremamente benéfica para a socialização.”

Formado em Educação Física e bailarino profissional, Décio garante não ter idade para dar os primeiros passos. “Indico começar pelo estilo de música preferido. É fã de forró? Inicie, então, pelo forró. Tem de sentir afinidade”, opina. O professor, que está passando uma temporada em Paris e dá aulas on-line na Academia Foguete, destaca os efeitos terapêuticos: “Além de aumentar a resistência cardiorrespiratória, desenvolver a flexibilidade, o tônus muscular e a coordenação motora, eleva a autoestima. A pessoa se desliga dos problemas”, diz.

Atalla frisa as vantagens para mulheres com mais de 45 anos e as que estão na menopausa. “Nesse período é comum o aparecimento da osteoporose. A dança, por trabalhar com o peso do próprio corpo, estimula o ganho de massa óssea.” O preparador físico aconselha quem está fora de forma: “A pessoa muito descondicionada deve evitar ritmos mais intensos”.

A atriz Claudia Mauro dança desde criança e é bailarina profissional. Durante a quarentena, ela filmou com a câmera do celular uma série de oito episódios dançando em diversos lugares da casa, como embaixo da mesa e sobre a cama. Os movimentos atrelados a reflexões sobre aquela fase viraram a série “Em casa ela dança”, com direção de Udylê Procópio, disponível na plataforma Now. “A dança me salvou demais.”

A série é um reflexo da ênfase que a atriz dá ao balé. “Incentivo as pessoas com vídeos. A dança é livre e te leva para longe da realidade”, comenta. “Está triste? Coloque uma música boa, arraste os móveis e movimente o corpo. Garanto como melhora”, conclui.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s