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DESEMPREGO E PANDEMIA AUMENTAM REGISTROS DE TRABALHO ESCRAVO NO PAÍS

Apenas no primeiro semestre, Ministério Público contabilizou 772 casos do crime, 80% do total de resgates do ano passado

O desemprego e a queda da renda, reflexos da pandemia do coronavírus, têm feito crescer o trabalho escravo no Brasil, segundo autoridades que combatem esse crime. De janeiro a junho deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 772 trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão. O número já corresponde a 80% dos 942 resgatados em todo o ano passado.

A evasão escolar também é uma preocupação. Em Ibirim (PE), 13 adolescentes com idades entre 13 e 17 anos foram resgatados na colheita de tomate no início do mês. Uma jovem de 16 anos foi encontrada em situação análoga à de escravidão numa fazenda de café no Sul de Minas em julho.

“Qualquer situação de aumento de pobreza e vulnerabilidade social impacta no trabalho forçado, no trabalho escravo. Abre espaço para a submissão e também para o trabalho infantil”, diz Romulo Machado e Silva, subsecretário de Inspeção da Secretaria do Trabalho do Ministério do Trabalho e Previdência.

Os avanços no agronegócio foram insuficientes para melhorar a situação no campo, que concentra casos de trabalho análogo à escravidão. Este ano, foram resgatados, por exemplo, 148 trabalhadores em plantações de soja e fazendas de cana­ de – açúcar no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e em Minas Gerais.

DESMATAMENTO ILEGAL

Em Boca do Acre (AM), 14 homens foram localizados trabalhando em condições subumanas, de acordo com procuradores, num desmatamento ilegal para formação de pasto. Em Sertânia (PE), um trabalhador vivia numa barraca de lona numa pedreira, onde fazia extração de pedras. Em junho, no município de Pedregulho (SP), 56 trabalhadores foram resgatados da colheita de café. Foi também numa fazenda de café em Vila Valério (ES) que os fiscais localizaram 71 vítimas de trabalho escravo. Vinte delas estavam com Covid, mas receberam ordens para continuar trabalhando mesmo assim e infectaram os colegas.

Segundo o procurador do MPT ltalvar Medina, vice-presidente da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, as pessoas são atraídas com promessas de bons ganhos, mas acabam alojadas de forma degradante e os pagamentos não são feitos como o prometido. Como precisam de dinheiro para voltar às suas cidades de origem, se submetem às condições.

Após as fiscalizações, os patrões têm de quitar as verbas trabalhistas em duas semanas e pagar um salário mínimo por mês trabalhado às vítimas. Os trabalhadores recebem seguro-desemprego por três meses e são inscritos em programas sociais.

Maranhão e Pará são os estados que, historicamente, encabeçam a lista de “exportadores” de trabalhadores nessas condições. A região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, uma das mais pobres do país, é a origem de muitas vítimas localizadas em São Paulo, segundo Ana Paula Alvarenga, juíza, plantonista do Comitê de Erradicação do Trabalho Escravo do Tribunal Regional do Trabalho em Campinas.

“Eles se veem culpados pela própria miséria. Alguns fazem isso há anos, por falta de alternativa. Para conseguir as informações, precisamos convencê-los que são vítimas”, diz a magistrada.

Embora sejam mais comuns no interior do país, casos de trabalho escravo são registrados também em capitais. No fim de julho, em Fortaleza, 11 trabalhadores que vendiam redes e produtos de cama e mesa viviam no galpão de um estacionamento com instalações precárias e sem água potável foram resgatados.

No RioGrande do Sul, a construção civil foi alvo de uma operação que resgatou 16 trabalhadores. Em maio, foi a vez de uma transportadora de bebidas flagrada com 23 imigrantes bolivianos e haitianos em condições ilegais em São Paulo. Os imigrantes viviam na boleia dos caminhões.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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