GESTÃO E CARREIRA

TERAPIA E ATIVIDADE FÍSICA NA BUSCA DE EQUILÍBRIO FÍSICO E MENTAL

O tratamento psicoterapêutico trabalha as emoções negativas.

Impossível sair ileso de um período tão longo de isolamento social, no qual as atividades domésticas e profissionais se misturam no mesmo ambiente, envolvidas pela tensão provocada pelo vírus e a tristeza com sequelas – físicas e/ou mentais -, muitas vezes intensificadas pelas perdas de familiares e de amigos.

Não é por acaso que as corporações estão investindo cada vez mais em programas de saúde mental e emocional para seus colaboradores. Um estudo realizado pela Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet mostra que os casos de depressão aumentaram 90%. Já o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo mais que dobrou entre os dois primeiros meses da pandemia.

Sabemos que diante de situações desafiadoras, cada indivíduo reage e sente aquele momento de forma diferenciada. Alguns conseguem lidar melhor com o cenário, outros se sentem mais angustiados e em pânico.

Por isso, a importância das empresas estarem atentas a esses quadros e disponibilizarem parcerias e benefícios que possam contribuir para a saúde de sua equipe.

Uma das alternativas é combinar a orientação psicológica, por meio de sessões de terapia, e atividade física. O tratamento psicoterapêutico trabalha as emoções negativas e pode ser um apoio importante para lidar com elas, além de permitir o autoconhecimento, gerar motivação e o desenvolvimento de novas habilidades. Ao trabalhar questões incômodas para o paciente, a terapia oferece um novo olhar sobre o problema ou preocupação recorrente, permitindo que a pessoa encontre a melhor solução.

Já as atividades físicas ajudam a liberar a endorfina, neurotransmissor responsável pela promoção da sensação de prazer e bem-estar. Os benefícios da atividade física regular podem ir além da sensação imediata de satisfação, já que ela pode estimular o crescimento de células nervosas no hipocampo, estrutura do cérebro responsável pela memória e pelo humor, geralmente menor em pessoas com quadros de depressão.

Um estudo realizado durante 11 anos pelo instituto australiano Black Dog, com quase 34 mil adultos, chegou à conclusão de que o sedentarismo pode agravar os distúrbios psicológicos. Aqueles que não se exercitavam se mostraram 44% mais propensos a sofrer com depressão se comparados aos voluntários da pesquisa que faziam atividade física uma ou duas horas por semana.

Neste momento em que temos um aumento no índice de vacinados e uma retomada gradual das atividades, pequenas mudanças de hábito podem contribuir para superar dificuldades e garantir mais qualidade de vida. A combinação de terapia com práticas esportivas, que podem variar de acordo com o perfil de cada um – caminhada, corrida, dança, natação, ginástica – é uma forma de conquistar equilíbrio e mais saúde física, mental e psicológica.

A nova normalidade pede mais leveza na vida pessoal e profissional, bem como a reconexão com nós mesmos para seguirmos em frente com esperança, motivação e felicidade.

MÔNICA GUIDONI – É Head de Gente e Gestão na TotalPass

www.totalpass.com.br.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.