POESIA CANTADA

AGONIA

OSWALDO MONTENEGRO

Nascido no bairro do Grajaú, OSWALDO Viveiros MONTENEGRO é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde a tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.
A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João del-Rei, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Nesta época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del-Rei. Venceu um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, onde voltou a morar.
A decisão de se tornar um músico profissional veio com a mudança para Brasília, em 1971. Na capital federal, começou a ter contato com festivais e grupos de teatro e de dança estudantis. Fez seus primeiros shows e aos 17 anos a decisão de viver da música se tornou definitiva. Mudou-se novamente para o Rio, mas já havia adotado Brasília como a terra de seu coração e tema constante de sua obra. Também seus parceiros preferidos foram amigos que fez ali, como José Alexandre, Mongol e Madalena Salles, entre outros.
Foi ainda em Brasília que tomou contato com a música erudita nos concertos do Teatro Nacional. Não só assiste aos concertos com seus amigos músicos, entre eles o maestro Otávio Maul e a família Prista Tavares, mas entra pelas madrugadas conversando sobre técnica e teoria musicais. Autodidata, devora livros sobre história da música.
A partir daí, morando no Rio mas com os olhos e o coração postos em Brasília, sua carreira deslancha. Tem música classificada no último Festival da Canção da Rede Globo, o primeiro de repercussão nacional de que participa (1972), escreve e encena seu primeiro musical (1974-1975), lança três discos no espaço de três anos (1975-1978) e vence festival na TV Tupi com seu primeiro mega sucesso, Bandolins (1979). Em 1980 participa e vence o Festival MPB Shell da Rede Globo de Televisão com a canção Agonia, do amigo de infância Mongol. Mesmo com tanto sucesso, decide retornar a Brasília para montar em 1982, outro espetáculo musical, Veja Você, Brasília, com artistas locais. Deste espetáculo participam as ainda desconhecidas Cássia Eller e Zélia Duncan. Depois desta, viriam outras peças de teatro musical, uma particularidade bem marcante na trajetória de um músico brasileiro e que resgata uma maneira de divulgar música abandonada na primeira metade do século 20. São mais de 14 peças musicais, todas recorde de público e algumas, como Noturno”, “A Dança dos Signos” e “Aldeia dos Ventos, estão em cartaz há mais de 15 anos e com montagens por todo o país.
Em 1985, participa de outro Festival da TV Globo, com a música O Condor, com acompanhamento de um coro de 25 cantores negros. Não para de gravar discos. Até 2006, são 34. Composições suas são interpretadas por Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Paulinho Moska, Zé Ramalho, Alceu Valença, Zizi Possi, Zélia Duncan, Jorge Vercilo, Altemar Dutra, Gonzaguinha, Sivuca, Tânia Maya, entre outros. Até a atriz Glória Pires cantou em participação especial de um disco seu (1985).
Em 1994, Oswaldo lança seu primeiro livro – O Vale Encantado – um livro infantil, no mesmo ano indicado pelo MEC, através da Universidade de Brasília, para ser adotado nas escolas de 1º grau. Em 1997, adapta o livro para vídeo.
Em 1995 lança o cd “Aos Filhos do Hippies” com participação de Carlos Vereza e Geraldo Azevedo.
Em 1997, Oswaldo reencontra Roberto Menescal. Durante a conversa, surge o tema “letras de músicas da MPB que são verdadeiros poemas”. Daí vem à ideia do CD “Letras Brasileiras”. Menescal produz o CD, que é lançado no mesmo ano, e participa da tournée do show. Ainda em 97 grava e lança o vídeo “O Vale Encantado”, que conta no elenco com a participação de Zico, Roberto Menescal, Fafy Siqueira, Luísa Parente, Tânia Maya e Madalena Salles. É lançado, também, o CD do mesmo nome. Lança, também, nesse mesmo ano, o CD do espetáculo “Noturno”, pela Tai Consultoria em Talentos Humanos e Qualidade.
Em 1998 recebe o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Nesse mesmo ano, Oswaldo volta às montagens teatrais. Monta novamente “Léo e Bia”, numa versão mais madura e coerente com a postura que ele tem, atualmente, daquela história. Grava o CD homônimo, também com Menescal. Monta, ainda, com elenco de Brasília, a 2ª versão de “A Aldeia dos Ventos”.
Em 1999, apresenta três espetáculos, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro: “Léo e Bia”, “A Dança dos Signos” e o inédito “A Lista” com a participação da atriz Bárbara Borges e do cantor Rafael Greyck, lançando, nessa temporada, os CDs dos 2 últimos.
Em 2000, comemora os 20 anos de carreira com o show “Vinte Anos de Histórias” e com os CDs “Letras Brasileiras ao Vivo” e “Escondido no Tempo”. Dedica-se, também, à série “Só Pra Colecionadores”, de CDs independentes, de tiragem limitadíssima, vendidos apenas via internet. Neste ano seus fãs criam seu primeiro fã-clube virtual, o OMOL (Oswaldo Montenegro online), onde admiradores de seu trabalho, através de um site na internet e posteriormente no ORKUT, se reúnem para conversar e interagir sobre sua obra e sobre a obra de artistas que com ele trabalharam.
Em 2001 monta em SP a peça “A Lista” com a participação de Bruna di Tullio e Mayara Magri no elenco.
Em 2002 lança o CD “Estrada Nova”, cuja turnê bate recorde de público. Neste cd são gravadas novas músicas em parceria com Mongol.
Em 2003 regrava a uma nova trilha de “A Aldeia dos Ventos”.
Em 2004 lança o CD “Letras Brasileiras 2”, em parceria com Roberto Menescal, além do programa “Tipos”, no Canal Brasil, no qual retrata com músicas, textos e desenho animado, tipos humanos como a bailarina gorda, o chato, etc…
Em 2005 lança CD e DVD “Oswaldo Montenegro – 25 Anos de História”, que alcançam, ambos, a marca das 100 mil cópias.
Em 2006 lança, no Canal Brasil, em parceira com Roberto Menescal, o programa “Letras Brasileiras”, apresentado por ambos. O programa foi inspirado no CD e no show que Oswaldo e Menescal apresentaram em 1997 por todo o país. Monta no Rio de Janeiro a peça “Tipos” e remonta Aldeia dos Ventos, com participação da atriz Camila Rodrigues, com a “Cia Aqui entre nós”.
Em 2007, lança o cd e DVD “A Partir de Agora”, gravando músicas inéditas com convidados como Alceu Valença, Zé Ramalho, Eduardo Costa, Diogo Guanabara e Mariana Rios. Na TV, inicia a segunda temporada do programa “Letras Brasileiras” ao lado de Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, em parceria com o irmão Deto Montenegro, monta o espetáculo “Tipos” junto com a Oficina dos Menestréis de São Paulo.
Em 2008 lança, pela gravadora Som Livre, um novo DVD e CD chamado “Intimidade”. Estes trazem 16 canções bastantes conhecidas com um novo arranjo elaborado pelo próprio Montenegro, por Sérgio Chiavazzoli e por Alexandre Meu Rei. Destaque para “Lume de Estrelas” que foi apenas gravada no disco “Asa de Luz” em 1981. Na TV, inicia a terceira temporada do programa “Letras Brasileiras”, que apresenta com Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, monta no Rio de Janeiro o espetáculo “Eu não moro, comemoro”, com participação de Caio Ruas Miranda e Emílio Dantas e o “Projeto Canjas”, onde abre espaço para jovens talentos se apresentarem ao lado de artistas consagrados. No fim do ano, tem alguns de seus maiores sucessos lançados em uma coletânea de 3 cds (3 BOX) pela Warner Music.
Em 2009 se dedica a formação de um grupo para montagens de musicais reunindo cantores, músicos, atores e atrizes como Verônica Bonfim, Léo Pinheiro, Rodrigo Sestrem, Emílio Dantas, Júlia Vargas e outros.

AGONIA

COMPOSIÇÃO: MONGOL

Se fosse resolver
iria te dizer
foi minha agonia
Se eu tentasse entender
por mais que eu me esforçasse
eu não conseguiria
E aqui no coração
eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia
Eu vou pensar que é festa
Vou dançar, cantar
é minha garantia
E vou contagiar diversos corações
com minha euforia
E a amargura e o tempo
vão deixar meu corpo,
minha alma vazia
E sem que se perceba a gente se encontra
pra uma outra folia

OUTROS OLHARES

MENOS ‘AMOR’ POR FAVOR!

Os arromânticos, pessoas que não se apaixonam e já ganharam até uma Semana da Consciência sobre a comunidade, reivindicam em redes sociais e livros reconhecimento para sua maneira de se relacionar

O soldador catarinense Fabio Muller, 28 anos, nunca conseguiu sentir aquele “amor” que se vê em filmes, novelas e músicas. Casado há seis anos, ele tinha dificuldade em retribuir o romantismo do marido, gerando desgaste no relacionamento. Foi então que, numa pesquisa sobre bandeiras LGBTQIAP+ no ano passado, deparou-se com a das cores verde, branca e preta da arromanticidade.  Foi uma revelação: Muller passou a se identificar como um arromântico, ou seja, alguém que não   sente interesse romântico por outras pessoas. Os aros, como eles se apresentam, podem gostar de sexo (ou não), podem ter relacionamentos sérios ou superficiais, podem ser heteros, gays, bi, trans… A única invariável: eles não se apaixonam, pelo menos não da forma como os seus antônimos, os alorromânticos, entendem a ideia de “paixão”.

O que costuma ser visto como uma frieza emocional agora vem sendo reivindicado como uma identidade sexual. Os aros buscam reconhecimento como uma comunidade, expondo as suas vivências em redes sociais, fóruns, podcasts e livros. Já existe, desde o ano passado, uma Semana da Consciência do Espectro Arromântico, que acontece alguns dias após a maior data mundial da celebração romântica, a de São Valentim, em fevereiro.

“Meu marido entendia meu arromantismo como desinteresse da minha parte”, diz Muller, que volta e meia se vê obrigado a “desmontar” o romantismo do parceiro. “Antes de conhecer o termo, eu tinha dificuldade de expressar, eu mesmo achava que era uma pessoa que nunca tinha aprendido a amar. Gosto do meu marido, gosto da companhia dele, das conversas, da amizade, e do afeto, mas o romantismo é quase inexistente. O que tenho com ele é uma amizade mais íntima.

FONTE DA FELICIDADE

Na prática, um arromântico tem tendência a não gostar de demonstrações exageradas de afeto, como jantar romântico com mesa enfeitada, e acha embaraçosas as declarações muito efusivas. Alguns dizem e sequer sentem saudade. É claro que varia de pessoa para pessoa, já que existem diferentes graus de arromanticidade.

Criado em setembro por um grupo de 20 arromânticos, o perfil @aroaceiros publica conteúdo informativo sobre a arromanticidade no Instagram, além de relatos e fotos. Entre as pautas do grupo, está o que questionamento do amor romântico como “a única fonte de felicidade e realização pessoal do ser humano”, explica um de seus administradores, Ravi Pires, de 21 anos. Outra queixa é a hierarquização dos relacionamentos, que colocaria o romântico sempre como o mais importante.

“Essa hierarquização é forçada, e precisa ser repensada, não apenas aceita como padrão”, diz Ravi, que vê a arromanticidade como uma identidade ainda muito “invisibilizada”, mesmo em contextos e espaços LGBTQJAP+.

Psicóloga e pesquisadora de políticas identitárias, Fabiana Araújo conta que, no consultório, ouve cada vez mais questionamentos sobre o “romântico” na vida. Um sinal, segundo ela, de que as pessoas estão tentando construir novas maneiras de “existir” em relações.

“É possível dizer que o sujeito arromântico tenta transcender modelos pré-estabelecidos de como se afetar diante das trocas íntimas”, diz ela.  “Isso não quer dizer pegação, frieza, ou falta de responsabilidade afetiva. O que está em jogo é o desejo do sujeito diante das relações consigo e com o mundo. Essa possibilidade, hoje, é infindável.

Também pelo fato de a nomenclatura ainda ser pouco difundida, muitas pessoas demoram para se declarar como membros da comunidade. Afinal, difícil negar que a cultura em que vivemos é voltada para o amor romântico. Na publicidade, na ficção e na maioria dos hits da indústria musical, o romantismo prevalece: como tema. Nos clássicos pagodes sentimentais ou nos romances açucarados, os que não se apaixonam ou é porque sofreram algum trauma e se desiludiram, ou porque ainda não encontraram a pessoa certa. Ou seja, outro papo.

Conhecida por narrar grandes paixões em livros como “O dia em que você chegou”. Nana Pauvolih admite que é difícil criar personagens que não se guiam pelo romantismo.

“Como escrevo romance, quem não se apaixona acaba virando coadjuvante”, diz ela.  “Difícil entender a parte psicológica de um personagem assim”.

SUSCETÍVEL À HISTÓRIA

O arromântico tem uma maneira só dele de pensar essas dinâmicas, como mostram obras recentes publicadas em plataformas digitais por escritores brasileiros, principalmente no gênero young adult. Entre as narrativas que trazem aros como protagonistas estão histórias como “Entre nós”, de Dayane Borges, “A coisa certa”, de Alanys Aleixo, e “Marcas do destino”, de Thais Lopes. Querendo dar visibilidade às suas próprias experiências, a escritora Mayara Barroli publicou o conto “A favorita”, sobre uma menina arromântica que passa o dia com uma amiga interessada por ela. No fim, ela se vê obrigada a tomar uma decisão sobre o relacionamento.

“Eu quis retratar uma relação em que ambas as personagens estavam se descobrindo, de forma a apresentar relacionamentos queer-platônicos para um público mais amplo também”, diz Mayara.  “Alguns leitores me falaram que se sentiram vistos pela primeira vez, o que me deixa extremamente feliz.

Como diz o Inescrupuloso publicitário Don Draper, da série “Mad Men”, “o que você chama de amor foi criado por caras como eu para vender náilon”. O psicanalista e professor da PUC-SP, Pedro Ambra concorda: o amor não é um sentimento espontâneo, mas algo que está suscetível ao malabarismo da História.

“Há poucas décadas, pedir a mão de uma menina para o seu pai podia ser visto como algo romântico, hoje já não é”, observa Pedro Ambra. “O amor é um jeito de viver por meio da linguagem, que vai se reconfigurando à medida que grupos vão reconhecendo suas formas. Afinal, há sempre um descompasso entre o  jeito que amamos e o jeito que gostaríamos de amar”.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 25 DE JULHO

A CURA PELA PALAVRA

Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo (Provérbios 16.24).

As palavras agradáveis são terapêuticas. Fazem bem para a alma e para o corpo. Curam emocional e fisicamente. Um favo de mel renova as forças e dá brilho aos olhos. Palavras agradáveis levantam os abatidos, curam os aflitos, consolam os tristes e tonificam a alma daqueles que estão angustiados. Uma palavra boa, oportuna, que transmite graça aos que a ouvem, é medicina para o corpo. É um tratamento intensivo para os enfermos que a recebem. Nossa língua precisa estar a serviço da cura, e não do adoecimento. Precisamos ser agentes do bem, e não executores do mal. Nossas palavras devem transportar esperança, e não desespero. Precisam ser veículos de vida, e não condutores de morte. Devem ser medicina para o corpo, e não veneno que destrói a vida. Jesus usou de maneira singular a cura pela palavra. Sempre que alguém ferido pela vida se aproximava dele em busca de socorro, saía com o coração aliviado e com a alma liberta. Suas palavras eram bálsamo para os aflitos, tônico para os fracos, gotas de esperança para os cansados e luz de vida para os sem rumo. Precisamos aprender com Jesus. Nossas palavras podem dar sabor como o mel e curar como o remédio. Podem trazer deleite e restauração, cura e alegria.

GESTÃO E CARRREIRA

DEZ COISAS QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE TELEFONIA EM NUVEM

Você sabe o que é telefonia em nuvem? O cloud computing, ou computação na nuvem, é uma tecnologia que usa integralmente a estrutura já existe equipamentos para quem utiliza. Desse modo, reduz os custos e amplia o meio da rede mundial de computadores, tornando-se uma grande aliada das empresas.

São esses motivos que fazem com que a utilização da telefonia em nuvem esteja cada vez mais em alta. De acordo com um levantamento realizado pela Gartner, empresa líder em pesquisa e consultoria, a expectativa é de que, até 2022, 60% das organizações utilizarão a oferta de serviços gerenciados de telefonia em nuvem. A telefonia VoIP é um serviço oferecido por empresas de tecnologia, que transfere toda sua rede de telefonia para a Internet.

Como utiliza a Internet já instalada na empresa, não necessita de nenhuma outra estrutura, como aparelhos de PABX, cabeamentos ou ainda manutenção de hardware e periféricos. A telefonia em nuvem traz milhares de possibilidades para as empresas. É mais fácil de instalar, mais barata, mais eficiente e possibilita integrar diversos recursos que irão só melhorar o desempenho da sua empresa.

De olho nessas tendências, aqui estão dez coisas que você não sabe sobre telefonia em nuvem e que podem te ajudar a entender um pouco mais sobre a tecnologia e as vantagens que ela traz para sua empresa.

1. REDUÇÃO DE CUSTOS – O sistema de VoIP é muito mais econômico que linhas telefônicas tradicionais. Ao utilizar a Internet, não são cobrados valores por chamadas de longa distância ou taxas, de acordo com horário de utilização. Custos adicionais com gravações de ligações ou comunicação entre filiais também não existem. Por isso, dependendo dos comparativos e do perfil de cada empresa, é possível atingir até 70% de economia;

2. MOBILIDADE – É possível acessar o sistema de telefonia na nuvem por meio de qualquer dispositivo com internet. Isso facilita no trabalho em home office, acesso a relatórios de chamadas ou até mesmo a mudança de localidade da empresa, uma vez que o número adquirido permanece o mesmo após a transição;

3. INTEGRAÇÃO – É possível conectar a telefonia em nuvem aos sistemas já utilizados pela empresa, como o CRM, bancos de dados e HelpDesk. A integração vai além, pois as filiais ao redor do mundo também podem acessar o mesmo sistema na nuvem. Desse modo, é facilitado o compartilhamento de informações e há a redução do tempo com tarefas repetitivas, como encaminhar vários e-mails;

4. FLEXIBILIDADE – Conforme os negócios crescem, a utilização da telefonia também. Por causa disso, o volume de chamadas pode aumentar, sendo necessário a inclusão de novos usuários ou ramais de atendimento. O VoIP consegue acomodar facilmente todas essas mudanças, sem necessidade de implementar estruturas novas na sua empresa. Além disso, assim como você pode aumentar, é possível também reduzir sua utilização;

5. NADA DE BUROCRACIA – Talvez um dos maiores problemas enfrentados por uma empresa que deseja contratar um plano de telefonia é ter que lidar com toda a burocracia envolvida nos processos de contratação, mudanças de plano e até mesmo, cancelamentos. Portanto, saiba que uma das vantagens da telefonia em nuvem é a facilidade de contratar, migrar de planos e até mesmo cancelar os serviços VoIP;

6. MAIS LIBERDADE – Conforme você já viu, por meio da telefonia em nuvem é possível adquirir vantagens nem sempre conquistadas através da telefonia convencional. Uma dessas vantagens é a liberdade de fazer testes sem compromisso ou migrar de planos a qualquer momento;

7. PERSONALIZÁVEL – Muitas vezes, ao contratar uma telefonia, somos obrigados a pagar por algo que nem mesmo utilizamos, certo? Com a telefonia em nuvem isso não acontece. Você pode personalizar o seu plano de acordo com as necessidades da empresa e só paga por aquilo que realmente usa;

8. FÁCIL INSTALAÇÃO – A instalação e utilização de um serviço nunca foi tão fácil. Afinal qualquer empresa conta com acesso à internet. Portanto, basta entrar em contato com uma operadora ou plataforma VoIP e decidir qual será o plano mais adequado ao seu negócio. A empresa VoIP terá total responsabilidade por disponibilizar o serviço para a utilização da telefonia em nuvem;

9. SIMPLES UTILIZAÇÃO – Além de ser de fácil instalação, podemos citar como vantagens da telefonia em nuvem, seus meios de utilização que são simples e práticos. Além disso, são adaptáveis e podem ser mudados a qualquer momento. Você pode escolher fazer e receber ligações através do celular, computador, telefone convencional ou telefone IP;

10. SEGURANÇA – Com a telefonia em nuvem, sua empresa tem acesso a informações úteis que garantem a segurança. Você pode ter acesso a todo o histórico de chamadas recebidas e realizadas, além de ter a gravação de todas as ligações do seu negócio.

EU ACHO …

LINGUAGEM DE AMIGUES

As palavras que abarcam diversos gêneros vieram para ficar

Está antenado com a linguagem neutra? Há tempos surgiu um movimento para eliminar a distinção entre masculino e feminino do português. Argumenta-se que, hoje, a linguagem não abarca os diversos gêneros. Somente os binários (homem ou mulher). A questão de gênero mobiliza. Para muitos esse tema ainda é surpreendente e misterioso. Há quem não se sinta nem “ele” nem “ela”. No país, há possibilidades legais que muita gente nem conhece. Mas, se um sujeito barbudo se sente mulher, ele pode perfeitamente requerer documentos femininos. Consegue. Está certo. O corpo é dele. O gênero também é. Mas há pessoas que não se identificam nem em ser “ele” nem “ela”, mas fluidos (fluides). Nem homem mulher, como tradicionalmente. Sei que é difícil para muita gente entender. Tudo bem, não precisa entender. Só aceitar. É a vida deles, não é? Recentemente vi o programa do RuPaul, Drag Race, em sua última temporada. Uma das concorrentes era uma pessoa que nasceu com o sexo feminino, fez a transição para o corpo masculino, mas competia como drag. Difícil classificar por quem foi criado em um mundo tradicional. Mas o mundo muda.

Os movimentos não binários e LGBTQIA+ e outros que discutem questões de gênero criaram o pronome “ile”. Não é ele nem ela. Lutam pela troca do “a” ou do “o” finais pelo “e”, que não define gênero. Não há mais “amigo”. Mas “amigue”.” E assim por diante. Antes do “e”, houve uma tentativa de terminar com “x”. Tipo “queridx”. Ficou difícil para transmitir em linguagem de libras, por exemplo. O “e” é mais democrátique, cabe em todes es palavres (uau, consegui fazer uma frase!). De fato, o “e” satisfaz a todos os gêneros. Bem…Não a todas as pessoas. O governo de Santa Catarina, no ano passado, proibiu a linguagem neutra nas escolas. No Congresso, o Projeto de Lei 5198/20 quer proibi-la em todo o país. Como sea linguagem neutra fosse perigosíssima para as crianças. Uma bobagem. Em compensação, a nova linguagem está sendo defendida na internet pelo Instagram @generofluidobr, por exemplo. Também em manifestos, lives…É o futuro!

Eu já passei por várias reformas ortográficas, nem sei mais exatamente qual é a acentuação correta. Na minha juventude termos como “careta” e “caretice”, eram aplicados a quem não fumava maconha. Foram se transformando e hoje, no coloquial, aplicam-se a conservadores, avessos a novidades, travados. A linguagem muda, evolui. Se a sociedade sentir a necessidade de falar e escrever em gênero fluido, não há lei que consiga impedir. Mudanças de linguagem são assim: começam em um grupo, e permeiam outros. Não foi assim com o polido “vossa mercê”, que virou “vosmecê” e agora é o coloquial “você”?

Lindes, modernes, bonites…Muito jovem já fala assim. Minha intuição é que a linguagem neutra vai pegar. Na minha próxima série/novela, Verdades Secretas 2, já tenho uma personagem com esse novo jeito de falar. Representa os não binários. A mudança é como o metrô. Quando para na estação, o artista deve embarcar.

*** WALCYR CARRASCO

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CORPOS NO CREPÚSCULO

Estudo mostra que a atividade física em torno das 18h30 é a que rende mais benefícios ao organismo (mas é preciso comer direito)

O pai da medicina, o grego Hipócrates (460 a.C.-370a.C), já intuía que o casamento entre a nutrição adequada e a atividade física é que fazia uma pessoa saudável: “Para o homem se manter sadio não basta se alimentar, mas também praticar algum tipo de movimento”. Milênios a fio, contudo, pouco fizeram avançar as certezas científicas da conexão de uma coisa com a outra. Foi apenas no fim dos anos 1940, fruto de uma curiosa experiência, que se confirmou a relevância dos corpos em ação. Um médico do Reino Unido, o inglês Jeremy Morris (1910-2009), ficou convencido de que a ocorrência cada vez maior de ataques cardíacos e doenças coronarianas tinha relação com o sedentarismo e não apenas com a idade ou o stress crônico, como se imaginava. Com verbas escassas, depois da II Guerra, Morris foi criativo.

Ocorreu-lhe que os ônibus londrinos de dois andares eram um laboratório perfeito para sua investigação comparativa, já que os motoristas ficavam o tempo todo sentados e os cobradores subiam e desciam as escadas. Ele acompanhou 35.000 profissionais durante dois anos e descobriu que os condutores, de modo geral, tinham risco duas vezes maior que os cobradores de sofrer um ataque do coração. Pela primeira vez na história, alguém fazia uma ligação direta entre exercício e saúde.

Desde então, entender quanto e como devemos nos movimentar virou uma das áreas mais interessantes e influentes da medicina. A compreensão do funcionamento do organismo que se mexe resultou, agora, em uma novíssima e detalhada certeza: qual hora do dia é a mais adequada para a malhação? Um estudo recente sugere que o melhor momento para a saúde metabólica é o fim da tarde – mais especificamente às 18h30, ao anoitecer. Conduzido pelo reputado Instituto Mary MacKillop da Universidade Católica Australiana, o trabalho avaliou o impacto do treino em dois índices extremamente relevantes, o colesterol e o diabetes. Nenhum estudo havia definido os ponteiros do relógio tão precisamente. Os pesquisadores avaliaram a saúde de 24 homens. Mulheres não foram incluídas para excluir eventuais alterações relacionadas ao ciclo menstrual (mas os resultados são, sim, unissex). Todos os voluntários eram obesos. Durante o trabalho, eles receberam uma dieta específica, composta de 65% de gordura (uma refeição equilibrada contém até 35%). Foram formados dois grupos. Um deles se exercitou todos os dias às 6h30; o outro, às 18h30. Praticaram a mesma atividade, que misturou intervalos breves e intensos de bicicleta ergométrica em um dia com exercícios mais leves e longos na jornada seguinte. Já no quinto dia os especialistas começaram a chegar a algumas conclusões: os exercícios realizados no fim da tarde reduziram o impacto da dieta gordurosa no colesterol e no diabetes. O treino praticado pela manhã não produziu mudanças.

Os cientistas ainda não identificaram a razão exata por trás dos resultados, mas há uma hipótese: no decorrer do dia, com o corpo naturalmente aquecido, há reação mais imediata dos músculos. Nesse horário, foi identificada também maior propensão genética à metabolização de proteínas, atalho para fortalecimento corpóreo. Os médicos, no entanto, advertem que não é o caso de ficarmos limitados a determinados horários para fazer exercícios. “Independentemente do período do dia, qualquer atividade física é imensamente melhor do que não fazer nada”, diz Antônio Carlos do Nascimento, doutor em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Convém sempre beber um pouquinho mais da imaginação pioneira de Hipócrates, antessala antiquíssima do modismo da malhação que começou a brotar nos anos 1980, como mostra a série Physical. A dieta dos voluntários do estudo foi piorada exponencialmente com o objetivo de analisar os efeitos da ginástica mais claramente. No entanto, sabe-se, hoje, tal qual o lendário grego supôs, que a influência da alimentação na saúde e no emagrecimento pode ser ainda maior que a do exercício físico em si. Um estudo recente da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, por exemplo, mostrou uma relação da dieta com o diabetes maior do que se acreditava: o consumo de gordura trans (e não só do açúcar) aumenta o risco da doença. Em compensação, a ingestão de gorduras boas, como as encontradas em peixes e óleos vegetais, reduz a probabilidade do desenvolvimento do problema. Os brasileiros não só se alimentam mal como não praticam atividade física a contento. Oito em cada dez adultos não mantêm uma dieta balanceada e quatro em cada dez são considerados sedentários. Na pandemia, o cenário ainda piorou: 20% das pessoas ganharam peso durante as quarentenas, proporção idêntica dos que deixaram os treinos de lado. Resumo da ópera: o bom senso manda comer direito e não parar quieto – e nada como pôr um tênis e sair para dar uma volta nos bonitos crepúsculos do inverno.