POESIA CANTADA

PARALELAS

VANUSA

Nascida em 22 de Setembro de 1947, VANUSA Santos Flores é paulista de Cruzeiro, mas foi criada em Uberaba, Minas Gerais, cidade onde deu início a carreira de cantora. Aos 16 anos foi crooner do conjunto Golden Lions e com ele se apresentou em várias cidades da região.
Participou do programa “O Bom” apresentado por Eduardo Araújo na TV Excelsior, na mesma emissora integrou o elenco do programa Os Adoráveis Trapalhões, também participou das últimas edições do programa Jovem Guarda da TV Record .
Vanusa fez sucesso com milhares de músicas e especialmente na década de 1970 com a canção “Manhãs de Setembro”, um música que teve grande repercussão e falava de romantismo.
Ao longo de sua carreira, gravou 23 discos e vendeu mais de um milhão de cópias. Representou o país em vários festivais internacionais e recebeu cerca de 200 prêmios. Por dois anos seguidos foi eleita a Rainha da Televisão. Entre os programas de televisão que participou estão o Qual é a Música? e o Aquarela Brasileira.
É mãe de três filhos: Rafael Santos Vanucci, filho de seu segundo marido, Augusto César Vanucci. Seu filho inclusive chegou a ser vencedor da segunda edição da Casa dos Artistas.
Também é mãe de Amanda e Aretha, filhas do seu primeiro marido, o cantor Antônio Marcos. Aretha foi apresentadora do ZYB Bom ao lado de Rafael, seu meio-irmão.


PARALELAS

COMPOSIÇÃO: BELCHIOR

Dentro do carro, sobre o trevo a cem, por hora
Oh, meu amor
Só tens agora os carinhos do motor
E no escritório em que eu trabalho e fico rico
Quanto mais eu multiplico, diminui o meu amor

Em cada luz de mercúrio vejo a luz do teu olhar
Passas praças, viaduto, nem te lembras de voltar
De voltar
De voltar

No Corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana o mar sou eu
E as borboletas do que fui posam demais
Por entre as flores do asfalto que tu vais

E as paralelas dos pneus na água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar
Abro a vidraça e grito quando o carro passa
Teu infinito sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu

No Corcovado quem abre os braços sou eu
Copacabana, esta semana o mar sou eu
E as borboletas do que fui posam demais
Por entre as flores do asfalto que tu vais

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 24 DE JULHO

UMA ELOQUÊNCIA PERSUASIVA

O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios (Provérbios 16.23).

Há estreita conexão entre o coração e a língua, entre o que cogitamos no coração e o que expressamos através dos lábios. Uma pessoa que fala uma coisa, mas sente outra no coração, é taxada de hipócrita. Uma pessoa que sente no coração, mas não fala, é considerada covarde. A Bíblia diz que a boca fala do que está cheio o coração. O coração do insensato é o algoz de sua boca, mas o coração do sábio é mestre de sua boca. A boca está a serviço do coração sábio. Transborda os ricos conceitos que sobem do coração. Um coração sábio é conhecido por uma boca que fala com erudição, e quem fala com erudição e graça revela uma eloquência persuasiva. Fala não apenas segundo a verdade, mas também com beleza irretocável. Expressa não apenas a justiça, mas o faz com perícia invulgar. Dita não apenas valores absolutos, mas os proclama com persuasão irrefutável. Os lábios somente serão mestres do bem se estiverem a serviço de um coração sábio. Este só pode ser forjado na bigorna da experiência, e a experiência só se alcança numa caminhada ao lado do Senhor. A sabedoria não é um entendimento que emana naturalmente de nosso coração, mas um aprendizado que adquirimos aos pés do Senhor. Aqueles que conhecem a Deus são sábios, e a boca dos sábios desabotoa em adoração e louvor ao Criador.

GESTÃO E CARREIRA

COMO O MERCADO DE LUXO TEM SE REINVENTADO DURANTE A PANDEMIA

Mais do que nunca, o mercado de luxo online passa por adaptações enquanto shoppings e galerias de compra estão com restrições à circulação de pessoas. A Synapcom, empresa líder em full commerce – modelo de negócio que viabiliza operações de e-commerce de ponta a ponta no Brasil e na América Latina -, sabe bem que a experiência exclusiva e sensorial tem grande relevância na conversão de leads desse segmento.

A começar pelo armazenamento dos produtos em cofres nos centros de distribuição, até a expedição, embalagem e entrega na casa dos consumidores, a startup foca na personalização e na individualidade da experiência como estratégia principal para encantar este público.

Com um amplo portfólio de marcas premium, como L’Oréal, Tommy Hilfiger e Calvin Klein, para atender com a exclusividade que os clientes desses players exigem, a Synapcom treina equipes para manusear cuidadosamente os produtos e garantir que cada item chegue aos consumidores em perfeito estado, com a mesma embalagem e até com o cheirinho do estabelecimento que já conhecem.

De acordo com a Consultoria Euro- monitor Digital, o mercado de luxo no Brasil deve faturar cerca de R$ 29 bilhões até 2023 e as vendas online serão responsáveis por 30% das previsões até 2025. Nesse cenário se destaca a solução de full commerce que, além de cuidar das operações das marcas, garante, por meio de sua expertise, uma estrutura interna adequada às necessidades de cada um de seus clientes.

Para isso, a startup capacita os times para que eles executem todos os processos de personalização pensados pela empresa para seus consumidores. Uma das clientes da Synapcom é a Swarovski, que não apenas se reinventou durante a pandemia, como conquistou em 2020 um aumento de 30% nas vendas de seu e-commerce em relação ao ano anterior. A parceria entre as duas empresas começou em 2017, quando a joalheria confiou à Synapcom a implementação do projeto de lançamento de seu novo canal online.

Atualmente, a Swarovski utiliza os serviços de personalização da Synapcom para se aproximar de seus clientes finais e conta com um time de profissionais treinados para reproduzir suas embalagens e até o laço característico da marca para que a apresentação final seja idêntica à da loja física. No caso de pedidos para presente, o pacote pode ser selecionado pelo site e não há cobrança extra para esse serviço. Esse cuidado é fundamental para atingir as expectativas altas dos consumidores da marca, mesmo nas compras a distância.

Diante do alto valor dos itens, eles ficam armazenados em uma área separada no centro de distribuição da Synapcom em Itapevi (SP), em salas com acesso restrito atendendo aos requisitos de segurança. Os colaboradores abrem as embalagens em que vieram os produtos, fazem um controle por câmera de segurança de cada item e, em seguida, são embalados em caixas personalizadas com logo e perfume da loja.

“O canal de e-commerce de player de luxo vem se desenvolvendo. Atualmente, todo ano a gente supera as expectativas em relação às vendas e ações comerciais e o objetivo é, cada vez mais, valorizar o lifestyle e a experiência do consumidor. Para isso, tem muito trabalho e cuidado por trás”, comenta Eduardo Fregonesi, CEO da Synapcom. Enquanto a Philips oferece aos seus clientes online a possibilidade de gravar o nome do bebê nas mamadeiras da linha Avent, o Palmeiras customiza as camisetas oficiais com os números e nomes solicitados pelos seus torcedores.

OUTROS OLHARES

UM TERÇO DOS ASSASSINATOS DE MULHERES É FEMINICÍDIO

Pedidos de socorro pelo 190 por violência doméstica aumentaram em 2020

Um terço das mulheres mortas no país em 2020 morreu apenas por ser mulher. A porcentagem de feminicídios no universo de todos os assassinatos de brasileiras foi de 35%, patamar que se manteve com relação ao ano anterior.

Esse número, porém, pode estar aquém da realidade, já que a classificação da ocorrência na hora do registro depende pessoalmente do delegado ou da delegada que investiga o óbito, ainda que baseada em critérios. Desde que a lei que especifica o crime foi criada, em 2015, as notificações desse tipo de assassinato só crescem apesar do endurecimento das punições, segundo o 15° anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, lançado dia 15/07, com dados dos estados.

O Código Penal determina que a morte é feminicídio quando envolve violência doméstica, familiar e “menosprezo ou discriminação à condição de mulher. É um agravante do homicídio comum, com pena prevista de 12 a 30 anos atualmente.

Serviu ao caso de Vitórya Melissa Mota, 22, por exemplo. A estudante de enfermagem estava na praça de alimentação de um shopping em Niterói (RJ), quando foi esfaqueada por um colega de

turma, em junho. Ele foi preso em flagrante e denunciado.

No último ano, foram pelo menos 1.350 mulheres assassinadas dessa forma, número semelhante ao que havia sido coletado junto às secretarias de Segurança Pública no mês passado (1.338}. Isso significa uma vítima a cada seis horas e meia.

O cenário, mais uma vez, pode ser ainda pior, já que não há padronização na coleta e divulgação dos dados por alguns estados. o Ceará, por exemplo, não discrimina o feminicídio nas estatísticas e registrou apenas 27ocorrências, quase metade do contabilizado por acadêmicos independentes da Rede de Observatórios da segurança.

No início de 2020, o então ministro da justiça, Sérgio Moro, chegou a sinalizar que implantaria um sistema nacional para consolidar e divulgar esse tipo de informação, mas ele foi demitido e até hoje esse sistema não existe. Por enquanto há apenas um projeto em desenvolvimento.

Segundo o anuário, os estados com maiores taxas do crime estão concentrados nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O índice do Mato Grosso, por exemplo, é o triplo (3,6 mortes por 100 mil mulheres) da média nacional (1,1). Os próximos da lista são Mato Grosso do Sul, Roraima e Acre.

O crescimento dos feminicídios notificados no ano passado, de 2%, foi mais tímido do que nos anos anteriores, possivelmente por causa da pandemia. Quase todos os registros de violência contra a mulher feitos pelas delegadas caíram no período.

Foi o caso dos crimes de assédio (-11%), ameaça (-11%) e violência doméstica (7%). Estupro e estupro de vulnerável, que vinham crescendo desde 2016, também diminuíram (-13%). O único que não teve redução foi a importunação sexual (+12%), que ocorre quando alguém pratica um ato libidinoso como a masturbação na presença do outro sem consentimento.

O que para especialistas não quer dizer que essas agressões diminuíram. Pelo contrário: os pedidos de socorro ao número 190, das policias militares, saltaram 16% de 2019 para 2020, e as medidas protetivas concedidas pelos Tribunais de Justiça cresceram 4%.

O tema ganhou mais um episódio de grande repercussão na última semana, quando a ex-mulher do músico Iverson Araújo, conhecido como DJ lvis, publicou imagem de socos, tapas e empurrões sofridos por ela, certas vezes com a filha do casal presente. Ele foi preso preventivamente na quarta-feira (14).

“Ainda é cedo para avaliar se estamos diante da redução dos níveis de violência doméstica e sexual ou se a queda seria apenas dos registros em um período em que a pandemia começava a se espalhar, as medidas de isolamento foram mais respeitadas e muitos serviços estavam ainda se adequando ao atendimento não presencial”, diz o relatório.

Mas, segundo outra pesquisa recente, não foi esse o fator principal para a subnotificação durante a pandemia. O motivo mais determinante foi a perda de autonomia financeira, concluiu o estudo “Visível e Invisível – A vitimização de mulheres no Brasil”, realizado a pedido do Fórum em maio. Entre as que sofreram violência, só 10% citaram a dificuldade de ir à delegacia como causa para o aumento da vulnerabilidade, enquanto 25% mencionaram a perda de renda e a impossibilidade de trabalhar para garantir o próprio sustento, e 22% destacaram a maior convivência com o agressor.

“Como a mulher coloca o marido para fora de casa se não tem dinheiro para os filhos comerem?”, ressaltou a pesquisadora Samira Bueno, díretora-executiva do Fórum. Como já se sabe, o perfil majoritário de quem perde a vida pela sua condição de gênero é de negras (62%), mortas em casa (54%), por companheiros ou ex-companheiros (82%) e com o uso de armas brancas, como facas, tesouras e pedaços de madeira (55%).

As armas de fogo, porém, também são uma preocupação grande num momento em que o Brasil vê o número de armamentos nas mãos de cidadãos comuns disparar, sob as medidas de flexibilização do governo Jair Bolsonaro.

“Diante […] do crescimento de 100% no total de registro de posses de armas desde 2017- passando de 618 mil para 1,3 milhões em 2020 –, vivemos o sério risco da antecipação de desfechos ainda mais violentos como os feminicídios para as mulheres expostas à violência doméstica”, alerta o relatório.

As soluções para o problema, defendem especialistas, estão principalmente na prevenção. Elas passam pela abordagem do tema nas escolas e pela efetiva punição dos agressores, evitando que os episódios se repitam.

EU ACHO …

ENSAIO SOBRE A INDECÊNCIA

Educação sexual é arma contra o preconceito

O que é indecente? A resposta não é simples. O debate pegou fogo recentemente numa escola dos Estados Unidos, a Columbia Preparatory School, na qual foi oferecido aos jovens um curso de estudos críticos de pornografia. O assunto foi parar na grande imprensa. No New York Post, um pai perguntou: “Por que a escola prioriza a pornografia em vez de física, matemática, literatura e poesia?”. Em resposta, o The New York Times publicou um artigo de Peggy Orenstein, conhecida por escrever livros de educação sexual. Para ela, não há dúvida: a maior parte dos jovens já assistiu ou assiste à pornografia – com mais frequência que os adultos, aliás. Geralmente o conteúdo disponível involuntariamente a menores de idade mostra homens fazendo sexo “com” as mulheres, e não “em parceria” com as companheiras. O prazer feminino é restrito a performances para a satisfação masculina e muitas vezes exclui o consenso.

Um estudo recente mostrou que para jovens americanos de 18 a 24 anos a pornografia é uma das formas mais confiáveis de aprender a transar. Entre o público universitário, há a incômoda percepção de que as mulheres são descartáveis e impera a crença dos chamados “mitos de estupro” – ou seja, que a mulher pediu para ser estuprada por causa da roupa ou da bebida. A ideia de realizar cursos para compreensão da pornografia seria, portanto, uma forma de capacitar os jovens a pensar de forma sensata, se proteger e romper comportamentos abusivos passados de geração em geração. Claro, cada um é livre para exercitar seu desejo no campo da fantasia como bem entender, mas limitar a educação sexual a cânones preconceituosos só tem um resultado: negar ciência, praticar desinformação e tornar, na prática, a vida de abusadores mais fácil. Digo isso com certa experiência prática. Nas duas excelentes escolas onde fiz os ensinos fundamental e médio, Vera Cruz e Santa Cruz, em São Paulo, não havia nenhum tipo de educação LGBTQ. O resultado foi trágico: bullying e sofrimento. Mas as coisas estão mudando. Recentemente, o jovem Pedro Henrique, de 11 anos, foi constrangido pelo corpo docente e pelos colegas da Escola Estadual Aníbal de Freitas, de Campinas, porque quis fazer um trabalho com temática LGBTQ. Em um primeiro momento, esse jovem herói foi cobrado por pais, alunos e até por uma diretora desinformada. Depois, foi aclamado na internet por sua força de liderança.

Não é de hoje que nós, LGBTQs, somos usados como bode expiatório. Somos acusados de indecentes, enquanto criminosos escondem suas ligações com o crime. O deputado Jean Wyllys, por exemplo, virou alvo preferencial de Jair Bolsonaro e de algumas igrejas evangélicas, que usavam o palanque moralista para esconder delitos. Não é necessário mencionar os crimes do passado cometidos por essa turma conservadora para perceber a que ponto chegamos. Podemos ficar no indecente número de + ou – 550.000 mortos por Covid-19, num contexto em que um presidente luta contra máscaras, sonega a compra de vacinas, defende remédios sem eficácia e parece mais preocupado com golden shower, como demonstrou há alguns Carnavais. Com o pé no chão, fica fácil saber o que é de fato indecente.

*** FERNANDO GROSTEIN ANDRADE

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

RETORNO À NATUREZA

A tendência deflagrada no último ano de decorar a casa abundantemente com plantas não só estimula esse tipo de comércio como faz bem ao organismo

Entre as alterações do cotidiano no último ano, em decorrência da pandemia, há uma que tem chamado pouco a atenção, mas preocupa: o distanciamento da natureza, dentro de casa. Com a impossibilidade dos passeios ao ar livre e os longos períodos dentro de casa, houve redução drástica do contato com o verde e da sensação do sol na pele. Numa tentativa de mitigar esse fenômeno, no entanto, uma nova tendência vem ganhando força na decoração: nunca se viu uma procura tão grande por elementos da natureza para ornamentar os lares.

Os números são contundentes. Ao longo dos últimos doze meses, a venda de plantas e itens de jardinagem, como vasos, ferramentas e terra, teve um crescimento de robustos 21%.

Apenas no setor de flores, foram movimentados nada menos que 9,5 bilhões de reais, um aumento de 10,7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Floricultura. “Essa transformação deixa o ambiente doméstico extremamente agradável e humanizado, além de fazer bem para a saúde”, diz a arquiteta Solange Pinto, do Rio.

É verdade. O contato com a natureza, revelam estudos respeitados, traz uma série de benefícios para o corpo, diminuindo o risco de desenvolvimento de doenças psiquiátricas, aliviando o stress e prevenindo problemas cardíacos. Um trabalho publicado na revista científica Nature mostrou que cerca de 10% dos casos de depressão e depressão alta poderiam ser prevenidos com ao menos duas horas por semana de lida com a natureza. E não é preciso ter uma casa no campo. Isso vale também para quem cuida de hortas urbanas ou zela pelo vaso de flor, regado com frequência.

Uma das hipóteses para explicar essa relação é o bem-estar deflagrado pelo visual e pelo cheiro das plantas. Há resultado também com uma simples troca da disposição dos móveis nas salas e quartos. Trata-se, em outras palavras, de facilitar a entrada abundante da claridade pelas janelas. A luz solar, além de estimular a produção de vitaminas, pode aumentar os níveis de endorfina pelo cérebro, substância antidepressiva natural, nitidamente associada ao prazer.

Evidentemente, a percepção sobrea importância de investir no verde dentro de casa não é de agora. Na verdade, ela foi apenas acelerada pela eclosão do vírus e pela mudança de comportamento por ele imposta. Já em 2016, o escritor americano Richard Louv, autor do best-seller A Última Criança na Natureza, traduzido para mais de quinze idiomas, cunhou o termo “transtorno do déficit de natureza”, chamando a atenção para o tema, até então desdenhado.

Destacando casos, em um minucioso levantamento, Louv mostrou que os seres humanos têm atração inata pela natureza e, por isso, é fundamental não serem privados dela, de modo a fortalecer a saúde mental e física. Nunca, em tempos de pandemia e consequente reclusão para tantas pessoas, tal tese fez tanto sentido.