POESIA CANTADA

VIRGEM

COMPOSIÇÃO: MARINA LIMA e ANTONIO CÍCERO

MARINA Correia LIMA, nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1955, mas com apenas 5 anos mudou-se para os Estados Unidos da América com a família. Seu pai trabalhava no Banco Interamericano de Desenvolvimento e foi transferido para Washington. Lá, Marina teve suas primeiras aulas de violão. “Fiquei oito anos vendo o Brasil só nas férias. Detestava morar lá, por isso me apeguei muito à música, sentia muita angústia. O violão me aquecia.”

Em terras gringas, teve contato com diferentes culturas. Em casa ouvia música brasileira como Dolores Duran, Maísa, João Gilberto e Nara Leão. Nas ruas, os Beatles eram mania. Uma grande influência foi Tom Jobim, já que nesta época a bossa nova estourava nos Estados Unidos da América.

Aos 12 anos de idade volta para o Brasil, era 1967, época dos época dos famosos festivais de música da Record. Em sua 3ª edição, Gilberto Gil e Os Mutantes cantam “Domingo no Parque” e Caetano Veloso apresenta “Alegria, Alegria”. É o início do Tropicalismo, e de mais influências para Marina.

Mas são apenas alguns anos de Brasil e Marina vai para Washington continuar seus estudos de música. Seu irmão, Antonio Cícero, torna-se poeta, Marina pega alguns de seus trabalhos e musicaliza. Os dois são parceiros em composições até hoje.

Sua tia Léia escuta as músicas de Marina e a convence a vir para o Brasil tentar carreira. Já em 1977 “Meu Doce Amor” é gravada por Gal Costa no LP ‘Caras e Bocas’. Maria Bethânia quis gravar “Alma Caiada” em seu LP ‘Mel’, mas a canção foi censurada por causa do verso “eu não me enquadro na lei”.

Em 1979, Marina lança seu primeiro disco individual, ‘Simples Como Fogo’. “Um disco bem swingado, mas um pouco desigual.” Marina hoje considera que se meteu muito nos arranjos e que, por não ter experiência, ‘Simples Como Fogo’ acabou ficando sem identidade.

Em seu trabalho seguinte, que trazia novas composições com seu irmão Antonio Cícero, Marina resolveu confiar mais no trabalho do produtor. ‘Olhos Felizes’ saiu em 1980 e ficou bem mais padronizado, homogêneo. A música “Nosso Estranho Amor” contou com a participação de Caetano Veloso.

VIRGEM

As coisas não precisam de você
Quem disse que eu
Tinha que precisar

As luzes brilham no Vidigal
E não precisam de você
Os dois irmãos
Também não precisam

O Hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor

Os inocentes do Leblon
Esses não sabem de você
O farol da Ilha
Só gira agora

Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Eu disse
Outros olhos (e armadilhas)
Outros olhos (outros olhos)
E armadilhas

O Hotel Marina quando acende
Não é por nós dois
Nem lembra o nosso amor

Os inocentes do Leblon
Não sabem de você
Nem vão querer saber
E o farol da Ilha procura agora

Por outros olhos e armadilhas
Outros olhos e armadilhas
Eu disse
Outros olhos (e armadilhas)
Outros olhos (outros olhos)
E armadilhas

As coisas não precisam de você

OUTROS OLHARES

ANIMAIS NÃO ENTRAM

Em nome da sustentabilidade e da boa saúde (e por exigência dos clientes), restaurantes estrelados estão aderindo ao cardápio com pouca ou nenhuma carne

Nada como uma receita depois da outra. Há duas décadas, o chef francês Alain Passard, do estrelado L’Arpêge, de Paris, anunciou, em um arroubo de ousadia, que não mais serviria pratos que levassem carne. Os clientes reprovaram, ele retomou o uso limitado de aves, peixes e frutos do mar e, tempos depois, reconheceria que o público não estava preparado para virada tão radical. Agora, ao que tudo indica, está. Cresce o número de restaurantes sofisticados, de alta gastronomia, que, seja em nome da sustentabilidade, seja em prol da boa saúde, estão removendo ou reduzindo a quantidade de artigos de procedência animal de seu cardápio. O mais recente foi o três-estrelas Eleven Madison Park, de Nova York, famoso pelo pato com ameixas e daikon (um tipo de rabanete), único item do menu que permanecia intacto desde 2006. Pois quando o Eleven reabrir em 10 de junho, depois de mais de um ano de portas fechadas pela pandemia, será sem ele: o novo cardápio do chef Daniel Humm é inteiramente à base de plantas. A mudança foi celebrada e as reservas estão fechadas para os próximos dois meses, mesmo com o preço seguindo nas alturas: pelo menu degustação de doze pratos, cobram-se 335 dólares (cerca de 1.800 reais), sem bebidas.

Embora não esteja amplamente disseminada no mundo, e no Brasil ainda engatinhe, a mudança de patamar do cardápio vegano, de comida insossa para culinária sofisticada, é cada vez mais evidente, impulsionada por influenciadores como o chef ­ celebridade Jamie Oliver, autor de Veg, livro só de receitas sem carnes, e entusiasta da cozinha plant-based. “O mundo inteiro tem passado por uma transformação de mentalidade. Existe um desejo de comer melhor e de forma mais saudável, tanto pelo bem-estar quanto pelo impacto ambiental”, diz a francesa Claire Vallêe, dona do único restaurante vegano a receber até hoje uma estrela do Guia Michelin, o ONA (de “Origine Non Animale”). Para especialistas, a tendência é irreversível. “Trata-se de uma mudança decorrente da preferência do consumidor, e não de uma regulamentação”, frisa Anthony Leiserowitz, diretor do Programa para Comunicação e Mudança Climática da Universidade Yale.

Em funcionamento desde 2016 em Arês, cidadezinha no sul da França, o ONA é radical: utiliza energia sustentável, faz compostagem, opta por produtos de limpeza não testados em animais e montou sua decoração sem seda nem couro. “A ideia de abrir um restaurante vegano na minha terra de ostras e caçadores foi considerada loucura”, diz Claire. “Hoje 95% da minha clientela nem é vegana”, comemora. Até a Epicurious, conhecida revista digital de culinária da editora Condé Nast, anunciou em maio que não mais publica receitas que levam carne, em uma atitude” pró-planeta”.

Ainda que existam alguns exageros, tal movimento não é apenas um discurso marqueteiro. Cerca de 15% das emissões de gases causadores do efeito estufa vêm da criação de gado. Está comprovado que a produção de bovinos tem seis vezes mais impacto climático que a de suínos, oito vezes mais do que a de aves e 113 vezes mais do que a de ervilhas, ressalta uma análise global feita pela revista Science. Junte-se a isso o impacto das proteínas gordurosas nas coronárias dos millennials adeptos da vida saudável e está formado o caldo da alta culinária vegetariana, que aceita ovos e laticínios, e vegana, sua versão radical.

No Brasil, a boa culinária sem carne é rara, mas está avançando. “Ainda estamos atrás nessa trilha, mas vamos chegar lá”, confia Alberto Landgraf, do duas-estrelas Oteque, no Rio de Janeiro, que só serve um prato de carne, entre os oito que compõem seu menu degustação. Em pesquisa recente, 14% dos brasileiros se declaram vegetarianos, um aumento de 75% em relação a 2012. Mais numeroso ainda é o contingente dos flexitarianos (“vegetarianos flexíveis”), que preferem as receitas com vegetais sem deixar de, de vez em quando, consumir um filé ou um hambúrguer. De olho nessa realidade, Jefferson Rueda, dono do paulistano A Casa do Porco – carnívoro até a alma, como o nome indica -, lançou um cardápio vegetariano, com ingredientes vindos das hortas orgânicas de seu sitio (ele também cria os porcos que abastecem o restaurante). “Mesmo sendo açougueiro, gosto muito de trabalhar com vegetais”, afirma Rueda. Quando até A Casa do Porto flerta com veganos e vegetarianos, é sinal de que a chapa deles, definitivamente, está quente.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 22 DE JULHO

CORAÇÃO SÁBIO, PALAVRA DOCE

O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber (Provérbios 16.21).

O coração é a fonte, e a língua é o rio que corre a partir dessa fonte. O coração é o laboratório, e a língua, a vitrine que expõe o que se produz nesse laboratório. Há uma conexão profunda e estreita entre o coração e a língua. A língua fala daquilo que o coração está cheio. Uma pessoa sábia de coração é prudente, pois não fala sem refletir. Suas palavras são sempre oportunas e terapêuticas. Ela fala para edificar e abençoar. Sua língua é fonte de conhecimento e terapia para os aflitos. O sábio é conhecido não apenas por aquilo que fala, mas também pelo modo como fala. O sábio não apenas diz a verdade, mas diz a verdade em amor. Há muitas pessoas cuja língua é carregada de veneno. Suas palavras ferem mais do que espada, destroem mais do que fogo. A Bíblia fala sobre Nabal, marido de Abigail. Ele era duro no trato, e ninguém podia falar-lhe. Era um homem incomunicável. Por outro lado, a Palavra de Deus também nos fala sobre Jesus, cujas palavras são espírito e vida. Ouvi-lo é matricular-se na escola superior do Espírito Santo e aprender as mais importantes lições da vida. Precisamos nos assentar aos pés de Jesus para termos coração sábio e palavras doces.

GESTÃO E CARREIRA

POR QUE A MULHER PAGA MAIS CARO QUE O HOMEM PELOS MESMOS PRODUTOS?

Você já ouviu falar da taxa rosa? Esse é o termo usado para explicar o sobrepreço incluído em produtos destinados ao público feminino

Sim, as mulheres pagam mais caro do que os homens por um produto com igual design, função e composição, além dos serviços com o mesmo tempo e trabalho gastos. Não é uma taxa, mas sim um adicional para o público-alvo do produto: as mulheres.

O Departamento de Defesa do Consumidor da cidade de Nova York, em 2015, comparou 800 produtos de cinco indústrias, em 35 categorias de produtos, com rótulos claros para mulheres e homens, e descobriu o custo de ser uma consumidora mulher: 7% a mais para brinquedos e acessórios; 4% a mais para roupas infantis; 8% a mais para roupas para adultos; 13% a mais para produtos de higiene pessoal; e 8% a mais para produtos de saúde para idosas/domiciliares.

Das 35 categorias de produtos analisadas, 30 delas tinham preços mais elevados para consumidoras femininas. E isso ocorre no mundo todo. O mais surpreendente é quando se considera o salário das mulheres em relação ao dos homens e, também, a média de vida das mulheres, que é mais alta que a dos homens. A última estatística de gênero divulgada pelo IBGE, com base no censo de 2010, apurou que as mulheres ganham, em média, 32,4% menos que os homens, sendo que a razão entre rendimento médio delas em relação ao rendimento deles, em percentual, por faixa etária, é de 81,7% (16 a 24 anos); 69,4% (25 a 39 anos); 63,7% (40 a 59 anos); e 63% (acima de 60 anos).

Por sua vez, as tábuas de mortalidade no Brasil indicam que a expectativa de vida está em 76,6 anos (base IGBGE – 2019), sendo que para os homens é de 73,1 anos e as mulheres de 80,1. Em síntese, as mulheres vivem mais, com salários mais baixos, e pagam mais caro que os homens pelos mesmos produtos com “roupagem” feminina.

Para o IDEC, Instituto de Defesa do Consumidor no Brasil, não deveria haver diferenciação de preços. Até mesmo estabelecimentos que cobram preços menores para mulheres para eventos de lazer estão infringindo a regra de direitos iguais, já que a diferenciação de valor fere a igualdade entre os gêneros e desrespeita a dignidade das mulheres, pois as utilizam como ‘iscas’. Então, o que nós, mulheres, podemos fazer para melhorar esta situação?

1) Optar pelo produto mais barato, com a mesma qualidade, sem

se preocupar com a sua cor (rosa ou azul) ou desenho;

2)  Registrar a sua queixa ou insatisfação – o IDEC afirma que, apesar de os fornecedores ou fabricantes terem liberdade de determinar o preço dos produtos, é possível questionar esse tipo de prática de diferenciação de preços por gênero. A recomendação é reunir recibos e notas fiscais para comprovar a distorção e poder formalizar a reclamação nos órgãos de defesa do consumidor;

3)  Antes de comprar produtos, verificar a diferença de preços e qualidade nos destinados às mulheres, comparando-os com o preço do mesmo artigo masculino.

Estes não são apenas fatos interessantes, mas estatísticas de gênero significativas que podem auxiliar nas decisões de consumo das mulheres, ajudando a economizar e focar diretamente nos sonhos e objetivos de vida.

*** MYRIAN LUND – é professora do curso de Finanças do ISAE Escola de Negócios.

EU ACHO …

A ARTE DE FUMAR

Todo esse preâmbulo é para saudar o livro “Risque esta Palavra “, de Ana Martins Marques, excelente do início ao fim, e que traz poemas sobre a difícil despedida do cigarro

Dormíamos cedo naquela época, tão cedo que às vezes já estávamos na cama quando o pai chegava do trabalho. Ele compensava com um show pirotécnico. Entrava no quarto e, com todas as luzes apagadas e seu cigarro aceso, fazia desenhos no ar com a brasa, deixando as duas crianças fascinadas com aqueles riscos de fogo no escuro. Depois acendia a luz, dava um beijo em cada filho e ia jantar com a mãe.

Na época, e lá se vai meio século, fumava-se muito, em qualquer lugar. Eu, com seis ou sete anos, não via a hora de ficar adulta para ter aquele fino rolo de tabaco entre os dedos, feito uma diva de Hollywood. Dei a primeira tragada aos 13 e quis a providência divina que eu detestasse o cheiro, o sabor, a fumaça. Ainda fumei um pouco, numa festa ou outra, achando que isso aceleraria a chegada da maturidade, mas só o que consegui foi passar por vexames que um dia talvez sejam conhecidos em uma biografia não autorizada. Aposentei o cigarro aos 15, no mesmo ano em que meu pai apagou sua última bagana.

Fumar é uma asneira gigante e aplaudo os bons resultados das campanhas antitabagistas, mas nem por isso desprezo os fumantes, inclusive mantenho cinzeiros na sala. Escapei do vício, mas não do deslumbre: anos atrás, numa lojinha de quinquilharias de Londres, encontrei uma canetinha branca do tamanho de um cigarro, mesma espessura, com a marcação ocre do filtro na ponta, imitação perfeita.

Comprei e a “fumo” escondido não sei de quem, deve ser de mim mesma. O projeto de amadurecer, como se vê, não se concretizou.

Todo esse preâmbulo é para saudar o livro “Risque esta palavra”, da poeta Ana Martins Marques, excelente do início ao fim, e que fim: as últimas 20 páginas trazem poemas sobre a difícil despedida do cigarro, inimigo clássico de nossos pulmões e de nossa pele, mas o rei do suporte emocional. Está tudo ali, em seus belos versos: a fumaça que faz subir também nossos pensamentos, a desculpa perfeita para sair dos lugares (quantas vezes desejei fumar só para dizer “vou ali fora e já volto” e aí, nunca mais), a necessidade permanente de ocupar as mãos e a transgressão de amar algo que não serve para nada – a não ser nos matar. Mulheres fatais e homens valentes, sempre os protagonistas de sua publicidade.

Risco fósforos para acender velas e faço fogo na lareira, meu jeito de voltar ao tempo das cavernas sem correr risco de vida. Só tiro os olhos das chamas para ler poesia, enquanto fumo a canetinha (lápis também funciona). Aspiro ar puro e expiro ar puro, mantendo minha caixa torácica a salvo dessa encrenca toda, enquanto recordo os versos de outro grande poeta, Quintana, que dizia que fumar é uma maneira sutil e disfarçada de suspirar – e temos suspirado muito, profundamente.

*** MARTHA MEDEIROS

marthamedeiros@terra.com.br 

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ESTÍMULO À AUTONOMIA

O brincar tem relevância no desenvolvimento neurológico infantil e é agilizador social, pois ajuda na adaptação da criança à sociedade longe dos pais

Ainda que muito se tenha falado sobre a importância do brincar na infância, continuamos a ver em nossa sociedade um perceptível menosprezo por essa atividade. No seu lugar, há uma valorização sem qualquer fundamento científico concretizada por meio da estimulação precoce pelo início da educação formal das crianças.

Nos países em que se encontram os melhores níveis educacionais do mundo não ocorre dessa forma: neles, as crianças pequenas são estimuladas a brincar nos seis primeiros anos de vida. E isso porque, além de muitos achados, se tem comprovação científica de que a brincadeira está na base do desenvolvimento da função cerebral mais importante, a capacidade de controlar o comportamento para atingir um objetivo, ou seja, a Função Executiva, indispensável em todo aprendizado formal.

Desde a mais tenra idade, a criança começa a estabelecer um tipo de jogo de envolvimento físico e estimulação sensorial que permite a ela explorar o mundo à sua volta: leva objetos à boca, os tateia, experimenta novos estímulos auditivos e visuais, por exemplo. Gradualmente, passa a demonstrar intencionalidade nesses movimentos e em relação às pessoas com quem mais convive nas famosas brincadeiras de esconde e acha, do atira e pega. Com isso, vai desenvolvendo sua acuidade sensorial, motora, a inteligência, a linguagem.

Concomitantemente, nessas brincadeiras ocorrem as primeiras experiências emocionais de prazer, de alegria, assim como também de estresse. O desenvolvimento de algumas áreas cerebrais ocorre nessa fase, a partir tanto da estimulação provocada por substâncias neuroquímicas, que são liberadas durante esses momentos alegres de brincadeira, quanto de outras, decorrentes de substâncias liberadas em situações de estresse.

Mais um aspecto importante ligado ao jogo se vê no próximo estágio, quando a criança iniciará as suas primeiras identificações naturais de gênero: meninas preferindo bonecas e meninos gostando mais de aviões e carrinhos, embora se saiba que podem brincar com todos os brinquedos sem qualquer prejuízo.

Outro passo é a escolha preferencial de companheiros do mesmo sexo para brincadeiras, criando os famosos “clubes da Luluzinha e do Bolinha”. É o sentido social do brincar, competir, conhecer o outro, pertencer ao grupo, respeitar regras, controlar a impulsividade/ agressividade e submeter-se a normas criadas por pares e não por adultos. Nesse passo se intensifica o período da regulação dos conflitos internos, e tais brincadeiras permitem vivenciar situações de risco sem correr perigo real, desenvolver bons modelos de identificação.

Há também momentos em que a criança deve ser estimulada a brincar com novos grupos, para aprender a lidar com realidades e pessoas diferentes, além de exigências de outros níveis. Jogar com crianças com temperamento contrário ao seu, suportar situações de estresse, brigar, fazer as pazes, tudo isso, longe dos pais, faz crescer!

Em outro momento deverá convidar amiguinhos para brincar em sua casa, assim como deverá ir à casa deles algumas vezes. Isso ajuda na socialização, no desenvolvimento da compreensão e respeito ao próximo, na aceitação das diferenças sociais.

Porém há momentos em que os adultos devem aprender a respeitar, quando a criança demonstra querer brincar só. Esse seu desejo é importante para firmar sua autonomia, sua autorregulação. Ela quer estar com suas coisas, experimentar a solidão, estar com ela própria: um aprendizado indispensável, que muitas vezes não é compreendido pela família.

Mas há um papel da brincadeira que hoje anda realmente esquecido e até delegado às escolas infantis, embora seja da família que a criança espera receber essa atenção: o papel da interação que o brincar exerce. Toda criança precisa se sentir amada e acolhida por seus pais desde seu nascimento e antes dele também.

A percepção de ser querida, de ter um lugar na família, é fundamental para todo desenvolvimento sadio. E uma forma especial de desenvolver essa interação é justamente por meio das brincadeiras, pois elas aproximam, permitem a troca de afeto, de toques carinhosos, de momentos alegres de aprendizado descontraído. Criam empatia, conhecimento do outro, confiança, dão noção de família, de grupo, de união.

Brincar com o bebê, ler histórias para ele, dar banho, passear ao ar livre, ensinar a andar de triciclo, a nadar, a jogar, etc. são atividades diárias que cabem aos pais e não a empregados e muito menos a creches e escolas. A brincadeira entre pais e filhos leva ao toque, ao abraço. E sabemos que bebês que não gozam de contato suficiente no início da vida sofrem de atraso de desenvolvimento cerebral, o que se vê, por exemplo, de uma forma muito triste, em crianças hospitalizadas ou institucionalizadas. Bebês e crianças pequenas e, na verdade, todas as crianças precisam criar vínculos, receber carinho, e para isso o toque, a brincadeira são fundamentais. Os anos da brincadeira passam rápido e são indispensáveis para a formação de um sistema nervoso adequado ao aprendizado escolar. E nenhuma criança prefere um estranho aos pais…

MARIA IRENE MALUF – é especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Neuroaprendizagem. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp (gestão 2005/07). É editora da revista Psicopedagogia da ABPp e autora de artigos em publicações nacionais e internacionais. Coordena curso de especialização em Neuroaprendizagem

irenemaluf@uol.com.br

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