POESIA CANTADA

CANTEIROS

Raimundo FAGNER Cândido Lopes, cearense de Orós, aos 5 anos ganhou um concurso infantil na rádio local. Na adolescência formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas.

Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música “Nada Sou”, parceria sua e de Marcus Francisco. Tornou-se popular no estado e juntou-se a outros compositores cearenses como Belchior, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra.

Mudou-se para Brasília em 1971, classificando-se em primeiro lugar no Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília com “Mucuripe” (com Belchior). Ainda em 71 foi para o Rio de Janeiro, onde Elis Regina gravou “Mucuripe”, que se tornou o primeiro sucesso de Fagner como compositor e também como cantor, pois gravou a mesma música em um compacto da série Disco de Bolso, que tinha, do outro lado, Caetano Veloso interpretando “Asa Branca”.

O primeiro LP, “Manera, Fru-fru, Manera”, veio em 1973 pela Philips, incluindo “Canteiros”, um de seus maiores sucessos, música sobre poesia de Cecília Meireles. Mais tarde fez a trilha sonora do filme “Joana, a Francesa”, que o levou à França, onde teve aulas de violão flamenco e canto.

De volta ao Brasil, lança outros LPs na segunda metade dos anos 70, combinando um repertório romântico a partir de “Raimundo Fagner”, de 1976, com a linha nordestina de seu trabalho. Ao mesmo tempo grava músicas de sambistas, como “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola.

Outros trabalhos, como “Orós”, disco que teve arranjos e direção musical de Hermeto Pascoal, demonstram uma atitude mais vanguardista e menos preocupada com o sucesso comercial.

Nas décadas de 80 e 90 seus discos se dividem entre o romântico e o nordestino, incluindo canções em trilhas de novelas e tornando Fagner um cantor conhecido em todo o país, intérprete e compositor de enormes sucessos, como “Ave Noturna” (com Cacá Diegues), “Astro Vagabundo” (com Fausto Lindo), “Última Mentira” (com Capinam), “Asa Partida” (com Abel Silva), “Corda de Aço” (com Clodô), “Cavalo Ferro” (com Ricardo Bezerra), “Fracassos”, “Revelação” (Clodô/ Clésio) “Pensamento”, “Guerreiro Menino” (Gonzaguinha), “Deslizes” (Sullivan/ Massadas) e “Borbulhas de Amor”.

CANTEIROS

Composição: CECILIA MEIRELLES / FAGNER

Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade

Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento

Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem
Me faz sentir alegria

Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida

Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza

E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza
E deixemos de coisa, cuidemos da vida
Pois senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração

OUTROS OLHARES

NEM ELE NEM ELA

Os não binários. pessoas que rejeitam tanto o gênero feminino quanto o masculino, ganham espaço e voz na sociedade

Nos versos iniciais da música I Would Die 4 U, de 1984, o cantor Prince, artista de visual andrógino que morreu de overdose em 2016, diz: “Não sou mulher, não sou homem, sou algo que você nunca vai entender”. Passados quase quarenta anos, a (difícil) compreensão das palavras de Prince está sendo assimilada pela sociedade agora com a crescente exposição do fenômeno dos não binários – gente que não se identifica nem com o gênero feminino nem com o masculino e, cada vez mais, faz questão de que essa diferenciação seja levada a sério. A cantora e compositora americana Demi Lovato e a atriz Bárbara Paz são duas celebridades que recentemente proclamaram sua não binaridade, chamando a atenção para o tema e motivando outros a sair do armário. Personagens que se encaixam nesse conceito aparecem em produções na televisão, no cinema e no streaming – até dois jedis gêmeos são não binários num quadrinho da franquia Star Wars.

Por força dessa movimentação, típica da fluidez e do temperamento inclusivo das novas gerações, já se permite o uso em documentos de alternativas ao feminino e masculino no quadrinho “sexo” – lembrando que gênero é uma coisa, sexualidade é outra, e elas não devem ser confundidas. “Uma das grandes marcas da nossa era é as pessoas se sentirem livres para questionar, experimentar, se declarar, mudar e, se necessário, novamente se transformar”, diz o sociólogo Sam Bourcier, da Universidade de Lille, na França, referência no estudo de gênero e ele mesmo não binário assumido.

De uma forma simplificada, o indivíduo não binário é aquele que não se enxerga nem como homem nem como mulher. O xis da questão (sendo xis uma letra que lhes agrada) é estabelecer como, então, eles se posicionam – e aí as definições ocupam o alfabeto inteiro. Há os fluidos, que uma hora se identificam com o masculino, outra com o feminino. Há os agêneros, que não se reconhecem em nenhum deles. Nesse universo, o Facebook enumera 52 gêneros, entre os quais o cisgênero, que basicamente quer dizer que a pessoa se sente bem exclusivamente com o sexo com que nasceu (identidade de gênero), podendo ou não ser homossexual. Há ainda os trans, que só se veem no sexo oposto. Sem falar nos poligêneros, que circulam por vários gêneros, e os pangêneros, que abrangem todos.

No ano passado, a revista científica Nature pela primeira vez contabilizou os brasileiros que se encaixam no universo não binário: 1,2% da população, ou quase 3 milhões de pessoas. No mundo, eles são calculados em 2% – o que corresponde a 157 milhões de indivíduos. Um dos primeiros a acatar oficialmente o gênero neutro, o estado de Nova York já permite que, na carteira de motorista e na certidão de nascimento, o F e o M tradicionais sejam substituídos por X, e pai (father) e mãe (mother) sejam trocados pelo genérico parent. O Google anunciou que o Does vai aceitar vocabulário neutro – amigue, queride, todes -, sem que a palavra seja apontada como incorreta.

No Brasil de alma conservadora, o reconhecimento da neutralidade de gênero avança a passos lentos. “Nosso país tem um histórico de repressão impregnado tanto no imaginário coletivo quanto na legislação”, afirma Mariah Silva, pesquisadora de gênero e sexualidade na UFF. Primeira pessoa não binária a conseguir modificar o nome original e incluir “sexo não especificado” na certidão de nascimento, a brasiliense Aoi Berriel, de 26 anos, precisou entrar com um processo na Justiça, que está em trâmite desde 2017. “Sei da importância do meu caso. Pode parecer pouco, mas tem um enorme significado”, diz Aoi, que cursa ciências sociais na UFRJ. Registrada no sexo masculino, a estudante, filha de militar e dona de casa, aceita o pronome feminino por uma questão de praticidade: os neutros elu, delu, ili, dili são pouco conhecidos no país. “Eu me sentia um ET na infância”, lembra. Aoi já não é mais única: há dois meses, outra decisão judicial, dessa vez em Santa Catarina, permitiu a retificação dos documentos de uma estudante de psicologia (igualmente registrada ao nascer no sexo masculino), que pediu para não ser identificada.

Em outros pontos do mundo, o debate está mais avançado. A Austrália foi o primeiro país a contemplar a não binaridade nos passaportes, há dezoito anos. Foi seguida por Argentina, Nova Zelândia, Canadá, Áustria e Alemanha. Desde sua chegada à Casa Branca, Joe Biden tem estimulado o acatamento oficial do gênero neutro. Na reunião do G7 no Reino Unido, no início do mês, o primeiro­ministro britânico Boris Johnson declarou que, passada a pandemia, as sociedades precisam reconstruir o mundo de uma maneira “mais neutra em termos de gênero”. O presidente Alberto Fernández já se dirigiu à população de seu país como “argentines”, sem “o” nem “a”, no mais castiço não binarinês. No ano passado, a americana Mauree Turner, 27 anos, se tornou a primeira não binária a se eleger para uma Assembleia Legislativa – isso no conservador estado de Oklahoma. No País de Gales, Owen Hurcum, 23 anos, foi alçado a prefeito seguindo a mesma rejeição ao masculino e feminino tradicionais.

No meio artístico, a bandeira da não binaridade tem sido levantada com frequência nunca vista. Demi Lovato, 28 anos, anunciou que não quer mais ser tratada como “ela” e muito menos “ele”- prefere o plural they, que em inglês é neutro. “Enfim temos a oportunidade de ser quem desejamos”, celebrou em post. No Brasil, Bárbara Paz, 46 anos, trilhou o mesmo caminho. “Às vezes me olhava no espelho e me sentia um garoto. Gosto de ser menino e menina. Amo essa mistura de eus”, disse. Antes delas, o cantor inglês Sam Smith, 29 anos, tornou pública sua identidade de gênero em 2019. “Sempre estive em guerra com meu corpo e minha mente e me importava demais com o que os outros pensariam. Decidi me aceitar como sou”, comunicou. Da turma de famosos que decidiu se expor fazem parte o ator Jaden Smith, 22, filho do astro Will Smith, e a cantora americana Janelle Monáe. A nova realidade, como não podia deixar de ser, foi transposta para a ficção, na figura de Loki, meio herói-meio vilão, vivido pelo ator Tom Hiddleston, que já apareceu em filmes da Marvel e agora ganha um seriado só seu com postura decididamente não binária. Inspirada na animação da Dreamworks, a série Madagascar: A Little Wild inclui uma personagem que não é macho nem fêmea nos episódios do mês de junho, que celebrou o Orgulho LGBTQIA+. A série global Verdades Secretas 2 vai ter uma personagem de gênero neutro. Sem falar em Ceret e Terec, os jedis trans de Star Wars: The High Republic.

São muitas as nuances da neutralidade de gênero, e sua compreensão requer mente aberta e aceitação da diversidade – duas premissas para o convívio social sem atritos hoje em dia. Proclamar-se nem homem nem mulher traz à mente, por exemplo, o visual andrógino, presente sobretudo no mundo artístico, mas ele não é, necessariamente, uma manifestação de não binaridade. Na definição formal, o modo como a pessoa se veste, fala e se apresenta é uma expressão de gênero – diferente da identidade de gênero, que é como o indivíduo se percebe. O ator paulista Cams Luz, 21 anos, explica que nasceu em um corpo feminino, considera-se sem gênero (usa o pronome masculino, embora seja identificado socialmente como mulher) e é casado com um homem há quatro anos. “É errado reduzir o ser humano à sua aparência. Seria muito mais fácil perguntar como o outro prefere ser chamado”, rebela-se Cams.

Para evitar constrangimentos, muitas empresas vêm adotando a política neutra de tratamento de gêneros. A Japan Airlines baniu o tradicional “senhores e senhoras” nos comunicados a bordo. Nas reservas da United Airlines e outras companhias, os passageiros podem optar por Sr., Sra. ou Sx. Nos idiomas latinos, como o português e o espanhol, em que quase tudo tem feminino e masculino, começam a ficar conhecidos o “elu”, no lugar de ele ou ela, e o “e” ou “u” nos coletivos (todes, professorus). “A língua tem o poder de se adaptar ao seu tempo. Da mesma forma que a expressão vossa mercê deu lugar à palavra você, há alterações que nascem da demanda social”, reflete Vivian Cintra, mestra em linguística pela USP. Pesquisa realizada pelo Pew Research Center mostrou que 35% dos americanos entre 7 e 22 anos conhecem alguém que adota pronomes neutros.

No mundo corporativo, a necessidade de adaptação a novos tempos tem levado empresas a promover políticas “amigáveis” no campo da diversidade. Uma pesquisa da Cia de Talentos, especializada em recrutamento de profissionais, detectou no ano passado aumento de 30% nas inscrições em seu cadastro de pessoas não binárias e trans; as contratações delas, por sua vez, mais que dobraram. “A mudança é reflexo de anos de luta e de um novo entendimento por parte do mercado de trabalho de que a diversidade aumenta a produtividade”, diz a consultora de recursos humanos Sofia Esteves. No processo seletivo da telefônica Vivo, o candidato tem a opção de preencher um terceiro gênero e escolher a forma pela qual prefere ser tratado, podendo ainda usar o nome de sua preferência tanto no crachá quanto no e-mail. “É uma vitória se sentir acolhido assim no trabalho, depois de ter tido que superar a pressão da família, da sociedade e a minha própria”, afirma Abbi Sampaio, 31 anos, que atua em Curitiba como atendente, considera-se um não binário de gênero fluido e mistura roupas masculinas com salto e maquiagem.

A tolerância se estende ao meio acadêmico, mais propício a experimentações. Igor Martins, 34 anos, funcionário público na Universidade Federal do Acre, nasceu em família religiosa e penou antes de chegar à situação atual, em que mistura um visual barbado com cabelos longos e roupas femininas, sem ser incomodado por isso. “É um processo doloroso superar tantos obstáculos. Como sou concursado e dou expediente em ambiente progressista, posso ser autêntico sem medo de retaliações”, avalia. Quem não chega a esse estágio, porém, reclama de preconceito e discriminação constantes. “Algumas pessoas olham para mim como se eu fosse uma aberração. Não espero que me entendam, só que aprendam a me respeitar”, desabafa o empresário paranaense Guttervil Santos, 42.

Um estudo produzido pela Universidade Harvard revela que o desenvolvimento da identidade de gênero começa na primeira infância, entre os 2 e 3 anos, e se desenvolve de acordo com o contexto social – família, sociedade e momento da história. Civilizações antigas já reconheciam a pluralidade que vai além dos dois gêneros tradicionais – caso dos Mahu, como são chamados os nativos com traços ambíguos na Polinésia Francesa, e da casta indiana Hijira, em que pessoas com características masculinas se vestem com roupas femininas. “A diferença agora é que os não binários não estão restritos a guetos. Eles circulam em vários ambientes e se fazem presentes em todas as classes sociais”, observa a antropóloga Sonia Giacomini, especialista em gênero, raça e sexualidade. Com sua crescente exposição, querem mostrar que há mais coisa entre o feminino e o masculino do que sonhavam nossos antepassados.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 20 DE JULHO

A RECOMPENSA DA HUMILDADE

Melhor é ser humilde de espírito com os humildes do que repartir o despojo com os soberbos (Provérbios 16.19).

A soberba é a sala de espera da ruína, mas a humildade é o portal da honra. Os soberbos despencam das alturas de sua altivez para a vala profunda do fracasso, mas os humildes fazem uma viagem do vale para o topo, da humilhação para a honra. Os soberbos alardeiam sua felicidade, mas a taça de sua alegria está cheia de lamento. No entanto, a verdadeira fonte da alegria é a humildade. Os humildes de espírito são bem-aventurados. Não são apenas felizes, mas muito felizes. São os humildes de espírito que saboreiam as finas iguarias no banquete da felicidade. Aos humildes de espírito pertence o reino de Deus. As alegrias dos reinos deste mundo são passageiras, pois os reinos deste mundo não permanecem para sempre, mas os humildes de espírito se assentarão com Jesus na sua mesa no reino celestial. A alegria deles é perene. Participarão de uma festa que nunca acabará. São herdeiros de um reino que nunca passará. Por isso, é melhor ser humilde de espírito com os humildes do que repartir riquezas com os soberbos. Há grande recompensa na humildade. Os humildes são exaltados por Deus. A eles pertence a salvação. A humildade é melhor do que riquezas, pois ser humilde de espírito com os humildes é melhor do que viver entre os soberbos, repartindo seus despojos.

GESTÃO E CARREIRA

MC DONALD’S É ALVO DE INVESTIGAÇÃO POR RACISMO E ASSÉDIO

Arcos Dorados, franquia da rede na América Latina, diz colaborar com apuração do Ministério Público do Trabalho

No início de 2021, Gabriel Milbrat, 19, já trabalhava havia pouco mais de um ano em uma lanchonete do McDonald’s em Curitiba, quando passou a ser assediado por um superior. “Foi logo depois da virada do ano. Ele me abordava no banheiro e na área de almoço. Tenho dois e-mails pedindo socorro e mais o relato de uma cliente que viu em uma das vezes.”

Naquela que foi a abordagem mais explícita, Milbrat relata ter sido acordado pelo assediador, quando esse ejaculou sobre ele. O funcionário do McDonald’s dormia durante a pausa para o almoço.

Casos como o de Gabriel Milbrat integram o corpo de denúncias recebidas pela “Sem Direitos não é Legal”, campanha global que atende trabalhadores do McDonald’s no Brasil e que estão em representação feita pela UGT (União Geral do Trabalhadores) ao Ministério Público do Trabalho.

As denúncias de práticas de racismo, assédio sexual e assédio moral vinham sendo apuradas desde o ano passado em um procedimento preparatório. Em 22 de junho, a procuradora do Trabalho Elisa Maria Brant de Carvalho Malta decidiu abrir inquérito civil para apurar as denúncias.

Com isso, a Arcos Dorados, maior franquia independente do McDonald’s no mundo, passa a ser oficialmente investigada. A empresa diz, em nota, respeitar a apuração iniciada pelo MPT e afirma estar “colaborando ativamente, apresentando todas as informações solicitadas”.

O advogado Alessandro Vietri diz que a apuração em São Paulo começou no ano passado. Inicialmente, a UGT acionou a procuradoria no Paraná, em uma representação que apontava práticas antissindicais pela rede de lanchonetes, devido à alta rotatividade de suas unidades.

No decorrer desse procedimento preparatório, que incluiu a coleta de depoimentos de funcionários e ex-funcionários, foram identificados relatos recorrentes de assédio e discriminação.

“Localizamos as ações [contra a empresa] na Justiça do Trabalho e, desse universo, são muitas as reclamações de assédio e racismo em meio a outras queixas. Começamos a nos perguntar o que estava acontecendo”, diz o advogado.

Por isso, segundo Vietri, o caso foi desdobrado e encaminhado para São Paulo, onde poderia ser apurado pela coordenadoria de promoção à igualdade, que acompanha denúncias de racismo e assédio.

Durante o procedimento que deu origem ao inquérito, a Arcos Dorados disse à procuradora que, na capital paulista, recebeu 136 denúncias de assédio moral e/ou sexual nos 171 restaurantes da cidade. A rede informou ter 13,5 mil funcionários. No ofício, apontou que havia “menos de uma denúncia por restaurante”.

Desse total, a empresa disse que 24 denúncias foram consideradas procedentes, 50, em parte, e 51, improcedentes. As outras ainda demandavam apuração ou faltavam informações. Esses procedimentos, disse a Arcos Dorados, resultaram na demissão de 17 empregados.

Para a procuradora, a rede de lanchonetes não apresentou, no decorrer da apuração preliminar, documentos que comprovem a adoção de posturas que combatam comportamentos abusivos.

A UGT levantou pelo menos 22 casos levados à Justiça do Trabalho, nos quais ex-funcionários relatam agressões, assédio sexual, homofobia e transfobia. Muitos, porém, não chegam a formalizar as queixas no judiciário trabalhista, segundo o advogado.

“A maioria nem chega à Justiça, ou porque a empresa faz acordo ou porque eles desistem. São, em geral, trabalhadores muito jovens”, afirma.

Na avaliação do advogado, a investigação foi necessária porque a franquia do McDonald’s não conseguiu, até agora, demonstrar de maneira consistente que políticas internas adota de modo a coibir comportamentos abusivos. Para ele, os depoimentos colhidos pela central sindical e enviados ao MPT apontam para omissão da rede.

Gabriel Milbrat, que relata ter sido assediado por um responsável pelos treinamentos na loja em que trabalhava, diz só ter sido ouvido por um superior depois que conseguiu registrar o assédio em fotos e áudios.

“Consegui o contato de um consultor, que é quem manda em todos os gerentes e ele pediu para a gente se encontrar. Expliquei o que estava acontecendo e ele disse que o melhor seria me transferir e que ninguém ficaria sabendo da minha denúncia”, relata.

Não foi bem o que aconteceu. No novo posto de trabalho, poucos dias depois de começar, colegas o abordaram sobre o episódio. “Mas a visão deles era totalmente deturpada, de que eu tinha tido relações com ele.”

Até a segunda (5), Gabriel Milbrat ainda era funcionário da empresa, contra quem foi à Justiça do Trabalho para pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho.

“Ficou insuportável trabalhar. Eu não acho certo eu pedir demissão, então pedi minha rescisão na Justiça. Vou me identificar porque não fiz nada de errado. Fui tratado como mentiroso e só pesou para o meu lado”, diz Milbrat.

Franquia afirma ter política de ambiente de trabalho seguro

OUTRO LADO

Em nota, a Arcos Dorados diz reiterar “seu total compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho inclusivo e respeitoso, onde as pessoas se sintam seguras e tenham liberdade plena de expressão, e reforça que não tolera nenhuma prática de assédio ou discriminação”.

A rede afirma manter uma política de ambiente de trabalho seguro e respeitoso para conscientizar “sobre o propósito da empresa de ser um local no qual as pessoas possam se desenvolver, livres de discriminação, assédio e represálias”.

A Arcos Dorados afirma também que, além de treinamentos com gestores e funcionários, mantém um canal chamado “linha ética”, por meio do qual os funcionários podem formalizar denúncias de maneira anônima. “Todas passam por uma rigorosa investigação e, a depender do resultado apurado, são tomadas as providências cabíveis.”

EU ACHO …

LADO A LADO

As ideias continuavam a borbulhar em sua cabeça como sempre, sem hora para aparecer. No meio da noite, no banho, no carro, em meio a uma reunião de trabalho ou de família, tinha aprendido a conviver com os chamados “insights”, estalos mentais que demandavam uma energia extra para serem colocados em prática. Alguns eram pequenas mudanças de rota outros, alterações drásticas de vida de planos de trabalho. Quando a clareza era tão brusca quanto intensa ela sabia que não podia esperar, era essencial agir no momento e, para isso, contava com sua energia vital, uma fome inesgotável que poderia ser acionada instantaneamente. A vida sempre seguiu pautada no trabalho dedicado e nessa capacidade de ver, entender mensagens que pareciam cifradas, mas que para ela vinham como traduzidas.

A partir da compreensão, havia o momento da separação do que era urgente e a tal força para implementar o novo tinha que estar pronta para levar o corpo à realização das mudanças exigidas. Depois de anos se conhecendo e reconhecendo, parecia que sua fórmula interna estava definida. Até que o corpo começou a dar sinais “estranhos”: a ideia surgia, a mente se iluminava com a nova possibilidade, mas seu físico pedia um tempinho a mais na cama, no banho. Ele, que respondia como um parceiro fiel e sempre disponível, precisava agora de um tempo que ela não dispunha. A vida tinha pressa sempre e o prazo para realização das ideias não podia ser alterado.

Foi então que ela forçou a barra e estabeleceu um cabo de guerra, de um lado uma mente inquieta, uma alma sedenta, do outro, um corpo cansado pedindo por algo que ela não entendia. Será que agora, aos 50, tinha se tornado preguiçosa quanto aos seus deveres? Tinha medo de se perder, pois sabia que as ideias só vinham para ela porque sabiam que iriam ser executadas. Ideias são seres autônomos que escolhem bem onde se lançam e se não tivessem mais confiança em sua atuação parariam e certamente procurariam outro terreno fértil para jogar suas sementes.

Ela fingiu pelo tempo que conseguiu que nada estava acontecendo. Seu corpo iria entender que quem mandava ali era sua mente, seu desejo inesgotável pelo novo, pela transformação. E ele entendeu o pedido, aceitou e foi sendo levado, arrastado na verdade. Por pelo menos dois anos deu sinais claros de desconforto, ignorados solenemente. Deixou parte da cabeleira negra pelo caminho, acumulou alguns quilos na intenção de adquirir força para concluir as tarefas a que era submetido e, aqui e ali, adquiria alguma doença leve tentando chamar atenção.

Mas o dia que foi inevitável parar chegou. Marcou uma médica com certa urgência, como sempre. Precisava que tudo fosse resolvido rapidamente, não tinha tempo. Mas o tempo não se importava mais com seus chamados, nem o corpo com suas ordens, muito menos a médica. Um exame detalhado mostrou a falta de carinho que dedicara a seu veículo nos últimos anos, e de que nada valeriam seus insights, ideias, planos sem a força de seu corpo. A mulher de 50 voltou então seu poder criativo para si mesma e direcionou seu amor, compaixão e poder de transformação para seu maior e único aliado, que poderia novamente realizar suas ideias e sonhos. Agora, estão começando a se entender novamente. Ele foi ouvido, deixou claro que não se submeteria mais a suas vontades sem concordar. Ela ouviu com atenção, tentou não ser reativa, buscou ajuda na ciência para que ele se sentisse disposto novamente. Os dois sabem agora que não precisam mais do cabo de guerra, estão novamente lado a lado.

*** ALICE FERRAZ – é especialista em marketing de influência e escritora. Autora de ‘Moda à Brasileira’

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

O QUE É NEUROFEEDBACK?

Saiba mais sobre a metodologia não invasiva e não medicamentosa de tratamento de desordens mentais, que conta com ampla fundamentação científica e excelentes resultados clínicos, tanto aqui no Brasil quanto nos EUA, onde vem sendo aplicada desde os anos 1970

Os trabalhos seminais de Joe Kamiya, psicólogo e professor da Universidade de Chicago, que, já em 1962, demonstrava a possibilidade de controle voluntário das ondas cerebrais, fundaram o campo do treinamento de ondas cerebrais, mais tecnicamente conhecido como condicionamento operante da atividade eletroencefalográfica (EEG) ou, simplesmente, Neurofeedback. Kamiya tornou-se o pai do Neurofeedback.

As ondas cerebrais são produzidas em diferentes frequências. Algumas são rápidas, outras um tanto lentas. Mas todas são medidas em Hertz (Hz), ou ciclos por segundo (cps). Um ciclo por segundo pode ser interpretado como um “pacote” de informação neurológica por segundo.

Assim, em um estado de sonolência, há maior produção de ondas lentas, de alta amplitude, especialmente nas faixas de Delta e Theta. Por outro lado, nos estados de tensão e ansiedade, a atividade neurológica, em diferentes partes do cérebro, poderá estar dominada por frequências excessivamente rápidas na faixa de Beta, ou por um excesso de atividade ineficiente na faixa de Alpha, nas áreas frontais do cérebro, associadas com controle emocional.

E uma ampla gama de desordens mentais, ou neurocomportamentais, como se diz no jargão mais técnico, tais como déficit de atenção, fibromialgia e fadiga crônica, depressão, epilepsia, traumatismos crânio-encefálicos, derrames, entre outras, tendem a dever-se, no cérebro, por um excesso de ondas lentas, normalmente nas faixas de Delta, Theta e até mesmo de Alpha.

Quando uma quantidade excessiva de ondas lentas está presente em áreas de função executiva (lobos frontais), no cérebro, desempenhar tarefas cognitivas mais sofisticadas, como memória e raciocínio abstrato, ou mesmo controlar a atenção e até as oscilações de humor, ou um quadro de impulsividade, torna-se um verdadeiro desafio. Essas pessoas terão problemas de atenção e concentração e eficiência intelectual diminuídas. Portanto, fica claro que pode haver extrema complexidade na forma como o cérebro opera.

Pesquisas têm demonstrado que há razoável heterogeneidade nos padrões neurológicos eletro­ encefalográficos (EEG) associados com diferentes condições diagnósticas, como TOC, ansiedade, ou déficit de atenção. E nenhuma dessas condições pode ser diagnosticada apenas pela observação clinica ou comportamental.

AVALIAÇÃO INICIAL

Há mais de uma década, Hughes e John afirmaram que, de todas as modalidades de avaliação da atividade cerebral, como PET, SPECT ou fMRI (Ressonância Magnética Funcional), o maior volume de evidências cientificamente replicáveis para condições neurocomportamentais, em psiquiatria, é fornecida por estudos de eletroencefalografia (EEG) e eletroencefalografia quantitativa (QEEG), que envolve o uso de medidas estatísticas de normalidade para avaliação de desregulações neurológicas identificadas, conforme veremos mais adiante.

Além disso, em 2009, Corydon Hammond, co-autor do presente artigo e ex-presidente da Sociedade Internacional para Neurofeedback e Pesquisa (International Society for Neurofeedback & Research – ISNR), publicou um estudo de revisão da literatura na área em que afirma que: “…as categorias diagnósticas e os sintomas individuais nem sempre são associados com os mesmos padrões neurológicos (…). Obviamente, resta apenas uma grande quantidade de adivinhação se tenta-se inferir o funcionamento cerebral de uma pessoa baseando-se meramente nos sintomas ou mesmo no diagnóstico clinicamente recebido, trazidos por um paciente. Assim, a defesa em prol de uma tomada de decisões concernentes à modificação da atividade neurológica, baseada simplesmente em generalizações obtidas da literatura em QEEG (a qual, tem sido demonstrado, apresenta considerável diversidade), ao invés de fazê-lo a partir de uma avaliação individualizada e cientificamente aceitável, seria, para dizer o mínimo, difícil de sustentar. “

Assim sendo, a avaliação da atividade cerebral, realizada antes do início do tratamento, que parte da análise conjugada dos padrões eletroencefalográficos produzidos por cada desordem, o que envolve informações relativas ao exame de assinaturas neurológicas, os mapas de distribuição topográfica da atividade cerebral de superfície (QEEG), e o exame de tomografia funcional da atividade de áreas e estruturas profundas do cérebro (LORETA), permitem determinar, de forma clara e objetiva, diante de que comprometimento ou desordem neurocomportamental se está, confirmando ou não diagnósticos anteriormente recebidos, além de permitir a elaboração de protocolos específicos e individualizados de treinamento neurológico envolvendo os parâmetros de atividade cerebral que eventualmente apresentem comprometimentos identificados.

E agora que compreendemos a importância de se realizar uma cuidadosa avaliação inicial da atividade neurológica do paciente, antes de seu tratamento, podemos seguir adiante e entender a verdadeira natureza do tratamento por treinamento neurológico de ondas cerebrais, o Neurofeedback.

O TRATAMENTO

Uma vez determinados os protocolos de treino neurológico, absolutamente individualizados e definidos de acordo com as necessidades individuais relativas às desregulações neurológicas que cada paciente possui, e que somente a avaliação neurológica inicial, nos moldes já expostos, tem condição de identificar, inicia-se o tratamento por treinamento de ondas cerebrais, o Neurofeedback.

Aliás, a importância da individualização dos protocolos de tratamento, elaborados a partir da avaliação eletroencefalográfica inicial, foi abordada em dois estudos sobre o uso do Neurofeedback no tratamento de déficit de atenção, publicados nos anos de 2009 e 2012. Martijn Wilco Arns, PhD, pesquisador do Instituto Brain­ clinics, na Holanda, apontou as falhas em estudos científicos que não realizavam, até então, esse tipo de avaliação preliminar, incorrendo no erro da adoção de protocolos genéricos, pré-estabelecidos, e baseados tão somente em pressupostos definidos para cada condição. Nas palavras do autor: “…os protocolos de Neurofeedback utilizados foram elaborados levando-se em conta as deficiências funcionais de cada indivíduo. Quando consideramos o déficit de atenção (DDAH) como a condição a ser estudada, esta abordagem praticamente dobrou o nível de eficácia do treinamento neurológico por Neurofeedback sobre os problemas de impulsividade e de deficiências atencionais: 67% dos pacientes responderam bem ao tratamento, com mais de 50% de redução dos sintomas. Mais importante ainda, o fator de impacto atribuído a estes estudos, de 1.8 (uma medida do alcance e da relevância clínica dos efeitos do tratamento), foi quase o dobro do atribuído a estudos anteriores.”.

E isto é absolutamente fundamental, já que o grande problema, atualmente, nas abordagens tradicionais em Neurofeedback é exatamente a falta destas avaliações funcionais preliminares, que permitem identificar precisa e concretamente, com base nas desregulações neurológicas existentes, a efetiva condição de cada paciente, o que garante uma análise diagnóstica efetivamente segura, que permite, como já mencionado, confirmar ou não diagnósticos anteriormente recebidos, além de viabilizar a elaboração de protocolos específicos e individualizados de treinamento neurológico, que maximizam os resultados clínicos obtidos.

AVANÇOS

Os mais recentes avanços científicos na área do treinamento neurológico levaram ao desenvolvimento da metodologia de Neurofeedback por Z-scores. O treino visa à modificação progressiva da atividade neurológica, rumo a padrões de normalidade, com a consequente e paulatina redução ou eliminação dos comprometimentos funcionais até então existentes. Com isso resgata-se um funcionamento cerebral livre de comprometimentos, tanto neurológicos quanto psicológicos.

A literatura na área demonstra que o Neurofeedback por Z-scores produz melhorias significativas, de diferentes desordens mentais, com índices de sucesso expressivos, da ordem de 75-80 % dos casos.

Assim, o Neurofeedback oferece ao cérebro uma concreta possibilidade de reabilitação funcional, seja para desordens neurocomportamentais, como ansiedade, depressão, déficit de atenção, TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) em suas várias formas, dislexia, insônia, problemas de aprendizagem, além de epilepsia, comprometimentos cognitivos, como memória, e funcionais, como de reabilitação da fala ou da recuperação motora do movimento de um membro, normalmente presentes em casos de traumatismo crânio-encefálico, derrame ou quadros isquêmicos, e mesmo de autismo.

Tudo isso pelo recondicionamento dos padrões de atividade elétrica cerebral, sem o uso de medicamentos, e de forma não invasiva.

RECONHECIMENTO

Mais de uma década atrás, Frank H. Duffy, MD, professor e neuropediatra da Harvard Medical School, declarou no periódico Clinical Electroencephalography que a literatura científica já havia sugerido que o neurofeedback “deveria desempenhar um papel terapêutico importante em muitas áreas desafiadoras. Em minha opinião, se qualquer medicação tivesse demonstrado tão amplo espectro de eficácia [quanto o faz o neurofeedback], esta medicação seria universalmente aceita e amplamente utilizada.”

Muito se pergunta sobre a existência de fundamentação científica para a técnica de Neurofeedback. Realmente, no Brasil, o Neurofeedback ainda está se consolidando como opção reconhecida de tratamento das chamadas desordens neurocomportamentais, como ansiedade, depressão, déficit de atenção, dislexia, insônia, TOC, etc.

Todavia, não podemos deixar de considerar que a técnica já perdura por mais de 50 anos nos Estados Unidos, país de sua origem. Desde a década de 1970, centenas de estudos científicos têm sido publicados apresentando os resultados do Neurofeedback. Estes estudos demonstraram como a avaliação quantitativa da atividade eletroencefalográfica (QEEG) permite uma adequada avaliação de uma ampla gama de desordens neurocomportamentais. E apenas para listar alguns, vale mencionar as seguintes publicações científicas: Alper, Prichep, Kowalik, Rosenthal, & John, 1998; Amen et al., 2011; Barry, Clarke, Johnstone, McCarthy, & Selikowitz, 2009; Clarke, Barry, McCarthy, & Selikowitz, 2001; Clarke et al., 2007; Harris et al., 2001; Hoffman et al., 1999; Hughes & John, 1999; Newton et al., 2004; Thatcher, 2010; Thatcher et al.,1999.

Em estudo publicado em 2010, Robert W. Thatcher, diretor do Neuro lmaging Laboratory

– Bay Pines VA Medical Center, na Flórida, e professor adjunto do Departamento de Neurologia da Universidade do Sul da Flórida, além de integrante do Comitê Consultivo do Projeto de Mapeamento Cerebral Humano, dos Institutos de Saúde Mental nos Estados Unidos, publicou estudo recente em que apresenta abundante evidência sobre a alta confiabilidade e eficácia do uso do EEG na avaliação funcional e no tratamento, por Neurofeedback, para uma série de condições.

Thatcher também publicou, em 2013, importante artigo, incluído no Psychology Progress Series daquele ano, em que apresenta as sólidas bases científicas e os mais recentes avanços no Neurofeedback por Z-scores, especialmente no que diz respeito à inclusão de variáveis de conectividade, que envolvem redes específicas dedicadas a uma série de funções, no cérebro. Além disso, em outubro de 2012, a American Academy of Pediatrics considerou o Neurofeedback como o tratamento disponível para Déficit de Atenção (DDA/DDAH) com mais alto nível de evidência científica.

Este é o Neurofeedback, uma metodologia não invasiva e não medicamentosa de tratamento de desordens mentais, solidamente fundamentado cientificamente, e que, como veremos nos próximos artigos, apresenta excelentes resultados clínicos, sendo um campo de conhecimento extremamente ativo, que vem evoluindo como poucas áreas do conhecimento humano nos últimos anos.