POESIA CANTADA

O SEGUNDO SOL

CÁSSIA Rejane ELLER, nasceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de dezembro, foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos 1990. Cássia Eller, se interessou pela música aos 14 anos, quando ganhou um violão de presente. Tocava principalmente músicas dos Beatles. A cantora se apresentou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo de Oswaldo Montenegro.

Mas a carreira de Cássia Eller, só decolou quando um tio da cantora gravou uma fita demo com a canção “Por enquanto”, de Renato Russo, e levou a fita à PolyGram, que resultou na contratação da cantora de pela gravadora. Cássia Eller assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas. Outra característica importante era ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: “Lullaby” (parceria com Márcio Faraco), “Eles” (com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e “O Marginal” (com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos).

Cássia Eller teve uma trajetória musical importante, embora curta, gravou em torno de dez álbuns próprios no decorrer dos doze anos de carreira e sempre teve uma presença de palco bastante intensa.

2001 foi um ano bastante produtivo para Cássia Eller. Em 13 de janeiro de 2001, apresentou-se no Rock in Rio III, num show em que baião, samba e clássicos da MPB foram cantados em ritmo de rock, compareceram a esta apresentação 190 mil pessoas.

Gravou o cd Acústico MTV, em São Paulo, no qual Cássia contou com o um grupo de alto nível técnico e artístico. O álbum foi composto por 17 faixas, e vendeu mais de um milhão de cópias, tornando-se o maior sucesso da carreira da cantora.

Com a agenda cheia e no auge de sua carreira Cássia Eller faleceu. Em 29 de dezembro de 2001, com apenas 39 anos, em razão de um infarto do miocárdio repentino.

Na época, foi levantada a hipótese de overdose de drogas, mas a suspeita foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro após autópsia. O corpo da cantora foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, na Cidade do Rio de Janeiro.

Cássia Eller era bissexual assumida desde o início da adolescência e morava com sua parceira, Maria Eugênia Vieira Martins, com quem criava seu filho Francisco, que era chamado carinhosamente de Chicão pelas duas. A pedido de Cássia Eller, caso viesse a acontecer algo, Maria Eugênia ficou sendo a responsável pela criação de Francisco, após a da cantora.

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza

De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão

Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com assombro exemplar
O que os astrônomos diriam
Se tratar de um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza

De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão

Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação

Seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão

Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação

Explicação, não tem explicação
Explicação, não
Não tem explicação
Explicação, não tem
Não tem explicação
Explicação, não tem
Explicação, não tem
Não tem

Composição: NANDO REIS

OUTROS OLHARES

AINDA UM PESADELO …

Brasil teve uma denúncia de violência doméstica por minuto em 2020

Ao longo de 2020, foram realizadas 694.131 ligações ao 190 para denunciar ocorrências de violência doméstica no Brasil. Isso significa dizer que, no ano marcado pela pandemia, o país registrou mais de um chamado por minuto para denunciar violências cometidas contra mulheres em suas próprias casas. Os dados são do 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado dia 15/07 pelo fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O 190 é acionado em casos de emergência, para solicitar a intervenção policial no momento flagrante de um crime. Quando um vizinho ouve uma mulher sendo agredida e quer pedir ajuda, por exemplo, ele aciona o 190. Em 2020, o serviço recebeu mais chamados referentes à violência doméstica do que no ano anterior. O aumento de 16,3% é um dos indícios de que a crise sanitária e econômica causada pela pandemia agravou a violência contra a mulher no Brasil.

Outro dado que reforça essa tese é o aumento de 3,6% no número de medidas protetivas de urgência concedidas pelos tribunais de Justiça em 2020. Ao todo, foram 294.440 ordens de afastamento do lar, proibição de aproximação e contato com a vítima, ou suspensão de visitação dos filhos expedidas no ano passado.

Também foram contabilizados 230.160 registros de lesão corporal dolosa cometida em contexto de violência doméstica em 2020. Isso significa dizer que ao menos 630 mulheres procuraram uma autoridade policial diariamente para denunciar um agressor.

O número é inferior ao registrado em 2019. Segundo dados do Anuário coletados junto às polícias civis dos estados, houve queda de 7,4% nesse tipo de ocorrência. Essa redução não significa, no entanto, que essas agressões aconteceram com menos frequência ou que a violência contra a mulher diminuiu, afirma a diretora-executiva do FBSP, Samira Bueno.

“Quando olhamos para a composição dos dados, é possível constatar um provável crescimento da violência contra a mulher, apesar da queda nos registros da Policia Civil”, diz Bueno, e explica:

“Os feminicídios continuaram acontecendo, e outros serviços da rede de segurança e justiça, como o 190 e as medidas protetivas de urgência, foram mais acionados. A violência contra a mulher se mantém elevada no Brasil.

Em 2020, ao menos 1.350 mulheres foram mortas por sua condição de gênero, ou seja, morreram por serem mulheres. Segundo o FBSP, o número real de feminicídios é ainda maior, uma vez que nem todos os homicídios dolosos de vítimas do sexo feminino são classificados corretamente. No total, 3.913 mulheres foram assassinadas no país no ano passado.

“O feminicídio não é um tipo penal, mas uma qualificadora do homicídio doloso. A legislação é recente e pode ser que esse policial não tenha tido elementos para identificar o feminicídio, ou não saiba identificar uma morte por violência baseada em gênero”, explica Bueno.

A pesquisadora destaca o caso do Ceará, onde a taxa de homicídios femininos chegou a 20,7 por 100 mil mulheres, mais do que o dobro do que a taxa em qualquer outro estado. Porém, apenas 8,2% de todos os assassinatos de mulheres foram classificados como feminicídios, percentual muito inferior à média nacional de 34,5%. Isso indica que muitos casos de feminicídio podem ter sido classificados erroneamente apenas como homicídios.

CICLO MORTAL

De acordo com os dados compilados pelo FBSP, cerca de 377 assassinatos de mulheres cometidos por companheiros ou ex-companheiros em todo o país não foram classificados como feminicídios, embora, nestes casos, a qualificadora se aplique.

“Quando questionamos policiais, o argumento é de que a vítima era uma mulher envolvida com o tráfico ou com um traficante”, afirma a diretora-executiva do FBSP, explicando a justificativa dada por agentes de segurança para a ausência da qualificadora nos boletins de ocorrência. “Há uma sobreposição de agendas com a qual os profissionais de segurança não estão sabendo lidar. E isso tem a ver com o machismo da sociedade e das instituições em buscar a “vítima virtuosa”. É como se o fato de ela ter cometido um crime ou estar nesse contexto fizesse com que ela não pudesse ser vítima de violência doméstica ou de feminicídio”.

O perfil das vítimas de feminicídio permaneceu parecido com o verificado em anos anteriores: 74,7% tinham entre 18 e 44 anos e 61,8% eram negras.

Os dados indicam ainda que 81,5% das vítimas foram mortas pelo parceiro ou ex-parceiro íntimo e 54% foi assassinada dentro da própria casa. Além disso, em 55% dos casos de feminicídio foram utilizadas armas brancas, como facas, tesouras, canivetes, pedaços de madeira e outros instrumentos.

Os fatos não são novos e reforçam um elemento central para a compreensão do feminicídio, que ocorre principalmente em decorrência de violência doméstica, sendo o resultado final e extremo de um ciclo de violência vivenciado pelas mulheres.

De modo geral, em 2020 houve redução de praticamente todas as notificações de crimes em delegacias de polícia no país. Seguindo essa tendência, caíram os registros de ameaça (-11,8%), assédio sexual (-21,6%), estupro e estupro de vulnerável (-14,1%).

As pesquisadoras do FBSP destacam que os registros de estupro tiveram uma queda brusca em abril, primeiro mês do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, mas voltaram a crescer em maio. Isso indica que o confinamento pode ter dificultado a realização das denúncias, especialmente de crimes que exigem que o registro seja feito presencialmente.

Ao todo, foram notificados às autoridades policiais 60.460 casos de estupro e estupro de vulnerável em 2020. Entre as vítimas, 60,6% tinham até 13 anos, 86,9% eram do sexo feminino e 85,2% conheciam o autor da violência.

Mesmo com a provável subnotificação – já identificada nesse tipo de crime usualmente, mas agravada pela pandemia -, foi registrado um estupro a cada nove minutos no país em 2020.

A subnotificação também se agravou nos crimes de violência doméstica durante a pandemia. Mas o principal impeditivo para as brasileiras denunciarem seus agressores não foi a dificuldade em ir a uma delegacia de polícia, mas sim a dificuldade de garantir autonomia financeira durante a crise sanitária. É o que mostra a pesquisa “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, feita pelo FBSP em parceria com o Datafolha, lançada em junho.

“As duas pesquisas fazem fotografias diferentes que nos ajudam a montar um quadro”, afirma Bueno. Ela explica que os dados do Anuário dão alguns indícios de que a dificuldade em ter autonomia financeira fez muitas mulheres não denunciarem seus agressores, como a pesquisa anterior indicou.

“Basta olhar para o perfil da vítima de feminicídio e de violência. A maior parte tem baixa escolaridade, está em idade reprodutiva, é predominante negra e está nas camadas mais vulneráveis da sociedade”, diz a pesquisadora. “O que as pesquisas mostram é que muitas mulheres gostariam de sair dessa relação violenta, mas não conseguem em função de sua vulnerabilidade econômica.

CINCO MENORES FORAM ESTUPRADAS POR HORA NO PAÍS

Anuário de Segurança Pública mostra que vítimas são cada vez mais jovens: cerca de 60% dos crimes acontecem em casa

O Brasil registrou 44,4 mil casos de estupro e estupro de vulnerável de menores de idade em 2020. Isso significa que, a cada hora, ao menos cinco crianças e adolescentes foram vítimas dessa violência sexual no ano passado. De acordo com o 15º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 54,4% dessas vítimas tinham de 0 a 11 anos.

Segundo a publicação, a cada ano que passa, diminui a idade das vítimas de estupro no Brasil. Considerando as vítimas de O a 19 anos, o percentual de crimes cometidos contra crianças de até 13 anos subiu de 70% em 2019 para 77% em 2020. Já o percentual de vítimas de O a 9 anos, que era de 37,5% em 2019, passou a ser de 40% (das vítimas de O a 19).

Os dados do Anuário não permitem afirmar que houve aumento nos casos de estupro e estupro de vulnerável no Brasil em 2020. Porém, há fortes indícios de subnotificação. O primeiro deles é uma queda brusca nos registros no primeiro mês de confinamento, em abril do ano passado. Ao longo do ano, o número de notificações subiu conforme recuou a taxa de isolamento social, sugerindo que as denúncias não estavam sendo feitas em função do confinamento imposto para conter a pandemia.

Além disso, a escola e os profissionais de educação, que exercem um papel fundamental em identificar situações de violência vividas por crianças e adolescentes, não puderam cumprir essa função ao longo do ano passado, em função da pandemia. Segundo dados do Unicef reunidos pelo Anuário, o Brasil é o país da América latina com o maior número de crianças que perderam ao menos três quartos do período letivo desde março de 2020: são 44 milhões de alunos nessa situação no país.

“A escola é um equipamento de proteção, não é só um espaço que a criança frequenta porque precisa aprender habilidades. E o professor que percebe que a criança teve queda no rendimento ou mudança no comportamento e eventualmente pode descobrir uma situação de violência”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Mais de 60% dos crimes de estupro e estupro de vulnerável cometidos contra crianças e adolescentes acontecem dentro de casa, e 83% são perpetrados por autores conhecidos das vítimas.

“São mais de 40 mil crianças e adolescentes sofrendo abuso sexual de alguém conhecido. O autor é o pai, o padrasto, o irmão, um primo, um vizinho. A pandemia as colocou numa situação em que elas não têm contato com outros adultos que não os seus familiares. Se os familiares são os agressores, elas não têm outra proteção”, reforça a pesquisadora.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 18 DE JULHO

CUIDE DA SUA ALMA

O caminho dos retos é desviar-se do mal; o que guarda o seu caminho preserva a sua alma (Provérbios 16.17).

Há caminhos e caminhos. Uns levam à vida, outros à morte. Uns tiram seus pés da cova, outros empurram você para o abismo. Uns são caminhos de liberdade, outros de escravidão. O caminho dos íntegros consiste em discernir o mal e desviar-se dele. Esse é o caminho da renúncia. Não é popular e não tem muitos atrativos e aventuras. O caminho largo das liberdades sem limites é espaçoso, popular, atraente e cheio de aventuras, mas seu destino é a perdição eterna. Esse caminho é um tobogã que desemboca no lago de fogo, onde há choro e ranger de dentes. Ao longo desse caminho existem muitos cenários encantadores. Nessa estrada larga as multidões cantam e celebram como se tudo estivesse na mais perfeita ordem. Os prazeres desta vida são desfrutados com sofreguidão. Todas as taças dos prazeres são sorvidas com voracidade. No entanto, o que rege esse mar de gente não é a sabedoria, mas a loucura, pois os tais não se desviam do mal nem preservam a sua alma. Ao contrário, caminham com mais celeridade para o abismo e bebem com mais sede os licores dos prazeres, julgando encontrar neles o preenchimento do vazio que assola a alma. Ledo engano. No final dessa linha, uma pergunta gritará aos seus ouvidos: “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”

GESTÃO E CARREIRA

COSMÉTICOS VEGANOS E ‘CRUELTY FREE’ DITAM TENDÊNCIAS

Empresas levantam bandeiras para atrair consumidor; mercado global deve atingir USS 20,8 bi até 2025

Até poucos anos atrás, não era uma tarefa fácil encontrar cosméticos veganos no mercado. Hoje, com maior acesso às tecnologias e com o aumento de consumidores engajados e preocupados com a sustentabilidade, há uma variedade de marcas e produtos disponíveis, impulsionados pela alta do e-commerce, muitos deles, inclusive, estampados por rostos de celebridades.

É o caso da Vegan Repair, lançamento da Cadiveu Essenciais em parceria com a cantora Anitta, que não só estrela a campanha como também é cocriadora dos cinco produtos: xampu, condicionador, leave-in, máscara e beach waves. ”Além de não utilizarmos matéria-prima animal, não há crueldade nos testes”, explica Anitta por e-mail.

A Vegan Repair é uma linha de tratamento para os cabelos de conceito cruelty free (não testada em animais) e clean beauty (beleza limpa), 97% feita com ingredientes naturais. Ou seja, todos os produtos são livres de silicone, parabenos, corantes, óleos minerais e ftalatos, substâncias consideradas tóxicas ao corpo humano. As embalagens são 100% recicláveis e foram feitas de frascos de plástico reutilizado. “Entendo que a vida vegana não é tão acessível para todos. É importante as pessoas entenderem que, quanto mais natural o produto, maior é o bem ao consumidor e ao ecossistema”, destaca Anitta, que ganhou recentemente uma cadeira no conselho

de administração do Nubank. “Acredito na causa animal. Quanto mais falarmos disso, mais acessível se tornará.”

Ações como essa, de divulgação da causa, impulsionam a busca por conhecimento. Em abril, após a viralização do curta-metragem de animação “Salve o Ralph”, que conta a história de um coelho cobaia de laboratório, a Sociedade Vegetariana Brasileira foi contatada por cerca de 20 marcas com interesse no Selo Vegano, que já existe desde 2013.

SELO EM ALTA

“A população está ditando o movimento do mercado e, em contrapartida, as empresas estão enxergando que precisam mudar, não só para atender a essa nova demanda, como também com a intenção de contribuir para um futuro melhor para o planeta”, destaca Maria Eduarda Lemos, gerente de certificação da Sociedade Vegetariana Brasileira.

A quantidade de selos concedidos pela entidade também aumentou nos últimos anos. Entre 2019 e 2020, o número de produtos certificados cresceu 16%, entre alimentos, cosméticos, suplementos alimentares, produtos de limpeza, lavanderia e calçados.

Observando recorte na categoria cosméticos, a tendência é a mesma. Em 2019, foram concedidos 34 selos; em 2020, 38; e neste ano a SVB já avaliou 47 produtos. Dos 2.800 itens com o Selo Vegano no mercado, 189 são cosméticos.

Para entrar no mercado no mês passado, a BO Cosméticos, marca de maquiagem 100% brasileira, buscou as certificações internacionais vegana e cruelty free da Peta (Pessoas para o Tratamento Ético de Animais), considerada uma das maiores organizações de direitos dos animais do mundo, com mais de 6,5 milhões de membros e apoiadores.

A marca foi desenvolvida pela Paulista Julia Grave, de 27 anos, após passar por uma crise dermatológica hormonal. “Sofria ao ter de esconder espinhas sabendo que a maquiagem poderia piorar”, conta ela, que já criava cosméticos de forma caseira para os amigos e decidiu empreender. “Desde o primeiro momento, fez muito sentido eliminar qualquer tipo de ingrediente tóxico e que gere dano ao ambiente.”

Por enquanto, a BO Cosméticos conta com três produtos feitos com ingredientes naturais testados dermatologicamente, oftalmologicamente e para antioxidação: lip tint (pigmento para os lábios), BB cream e máscara para cílios. Estão previstos lançamentos para o e-commerce próprio, marketplaces e lojas de departamento que revendem seus produtos. As vendas estão aumentando diariamente e alcançaram as expectativas.”

FUTURO DA BELEZA É VEGANO

Relatório do instituto de pesquisa Grand View Research de 2019 aponta que o mercado internacional de cosméticos veganos deve atingir US$ 20,8 bilhões até 2025. Com relação aos produtos cruelty free (livre de crueldade animal), a previsão é de alta de 6% entre 2017 e 2023, segundo estudo da Market Research Future.

O movimento é impulsionado pelas gerações mais jovens, que em boa parte consideram a crueldade contra os animais antiética e impulsionam pesquisas e inovações no setor. As vendas por e-commerce também têm aquecido o mercado.

Foi o que observou Nato Lombello ao lançar em abril a ISZI Cosméticos, brasileira, vegana, cruelty free, sustentável e on-line. “Foi uma questão de filosofia pessoal, mas também de tendência. Os consumidores hoje são muito mais exigentes e preocupados entendem o conceito, diferentemente de outras gerações que pouco sabiam de onde os produtos vinham”, explica.

O CEO viu uma oportunidade no movimento de mulheres levarem o cuidado estético dos salões para dentro de casa na pandemia e criou linhas de tratamento de alta performance para os cabelos. Foram necessários R$ 4 milhões de investimento inicial. “As vendas superaram as expectativas. Já contabilizamos 35% de recorrência de compra de produtos para uma marca que está indo para o terceiro mês.”

Atualmente a ISZI conta com mais de 20 produtos e prevê lançamentos para este ano, como a linha para o verão. A empresa também está em negociação com o Leste Europeu e o Oriente Médio para exportações. “Empreender no Brasil é difícil, existem cargas tributárias altas, mas os cosméticos veganos são muito promissores. Cada vez mais, as pessoas buscam por produtos naturais. Se inicialmente era algo de nicho, hoje é um mercado bem consolidado”, avalia o empresário.

EU ACHO …

A CAIXA QUE HABITAS

Algumas caixas foram agrupadas ao longo do tempo, sendo julgadas melhores do que as outras, e isso criou hierarquias

Quando provocamos pessoas a pensarem fora da caixa, muitas vezes acreditamos que a caixa é algo somente limitador e negativo. E que para muitos só o outro tem.

Mas gostaria aqui também de propor a ressignificação das caixas. Se somos matéria envelopada num corpo físico, isso quer dizer que de certa forma todos viemos em formato de caixa. E sabemos onde podemos parar quando a vida sai fora da caixa.

Essas caixas em que habitamos ganharam diversas significações ao longo do tempo, como cor de pele, gênero, sexualidade, origem entre outras. Aprendemos a positivar ou negativar as características das nossas caixas. Isso está dado, e para além da culpa ou de maldizer o passado de quem etiquetou as caixas, olhar adiante e lutar pela igualdade entre elas pode ser um caminho. Poderia ser óbvio, mas não é.

Somos, evidentemente, muito mais do que a superfície ou as etiquetas delas. Ou de como essas caixas são vistas. Há conexões entre as caixas e entre as caixas e o universo.

Mas por que queremos negar tanto que somos caixas?

E porque negar que essas caixas, por exemplo, definem as nossas experiências de vida? Se você nasceu com caixas de homem, branco, heterossexual, católico, cisgênero, sem deficiência, no Rio de Janeiro, isso talvez queira lhe trazer algumas reflexões sobre experiências de vida que foram possíveis por essa combinação.

Se tivesse nascido mulher indígena, cisgênero, homossexual no Mato Grosso do Sul, de etnia Guarani Kaiowá, teria outras experiências. Não dá para ignorar que nossas caixas também moldam as nossas vivências.

Você é uma caixa. Você é tantas caixas. Mas obviamente você também é mais do que isso. É até um desperdício encaixar alguém numa só. Afinal, todos nós estamos em múltiplas caixas e também para além delas.

Para pensar fora das caixas em que habitamos, acredito que primeiro podemos e devemos visualizar as nossas próprias. Você conhece as suas? É muita prepotência algumas caixas acharem que não são caixas e que só quem elas julgam ser “caixa” poder ser visto corno tal. Todos somos

caixas. E encaixamos, ou deveríamos nos encaixar umas nas outras, formando um mosaico chamado Humanidade.

Algumas caixas foram agrupadas ao longo do tempo, sendo julgadas melhores do que as outras, e isso criou hierarquias. Entendo que seja duro perceber que esse mosaico, que poderia estar em perfeita harmonia, com variedade de cores, formas e encaixes, encontre-se em plena desordem. As caixas já estiveram em ordem ou pelo menos mais encaixadas?

Num mundo ideal, para um encaixe mais próximo do perfeito, deveríamos dar nome às nossas caixas e buscar ligações entre aquelas que habitamos. Assim, melhoraríamos nossa conexão também com o além da caixa: o universo, a natureza e o planeta que, por sinal, é uma grande caixa que abriga todas as outras. E se, como caixas corresponsáveis uma pelas outras e pela caixa maior que nos abriga, não cuidarmos da nossa grande caixa colocamos tudo a perder.

***LUANA GÉNOT

lgenot@simaigualdaderacial.com.br

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

UNIVERSO INFANTIL E FOBIAS

É muito comum, frequente e natural que as crianças desenvolvam, no início de suas vidas, uma série de medos que tendem a desaparecer ao longo dos anos, mas que podem se transformar em patológicos

O universo infantil apresenta uma série de fobias. A escotofobia ou acluofobia é o medo do escuro. Essa é uma fobia que geralmente se origina na infância, mas que pode permanecer na vida adulta. É comum que crianças pequenas tenham medo do escuro (geralmente até os seis ou sete anos de idade), mas se esse medo permanece durante o crescimento da criança, adolescência ou ainda se manifesta de forma superlativa, pode tratar-se de uma fobia.

Na idade em que é natural o medo do escuro, as crianças, ainda muito pequenas, possuem imaginação fértil e ainda pouco discernimento para distinguir entre fantasia e realidade. Assim, ao ouvir um conto de fadas e bruxas, uma história de lobo mau, assistir a um desenho recheado de monstros, vai guardando em sua mente as imagens de personagens que no escuro, diante de sombras e do desconhecido, vão tomando formas muitas vezes reais e assustadoras para a criança.

Junta-se a isso o fato de a criança geralmente estar, nesse momento noturno, vivenciando uma angústia de separação, já que dorme longe dos pais. Com o crescimento e a separação entre o real e o imaginário, o medo vai sendo elaborado e desaparece.

É possível ajudar a criança nesse processo, brincando com ela no escuro, mostrando que não há nada a temer, conversando bastante sobre as diferenças entre o mundo do “faz de conta” e o real, lendo uma história que a embale no sono, deixando um ursinho de pelúcia que lhe dê segurança, por ser um objeto familiar, ou até uma pequena luz de apoio para tranquilizá-la.

Outro medo é a coulrofobia, ou o medo de palhaços. Muita gente não gosta de palhaços, mas a coulrofobia diz respeito àqueles que sentem verdadeiro pânico ao se depararem com uma figura destas ou com pessoas fantasiadas. Às vezes, o nível de fobia é tão grave que só o contato com a imagem do palhaço, mesmo representada ou impressa em papel ou brinquedo, é amplamente evitada.

A fobia por palhaços tem origem também na infância, mas não é raro encontrar adultos que fogem de palhaços. Esse medo pode iniciar por volta dos dois anos, fase em que a criança apresenta-se ansiosa diante de estranhos ou de pessoas fantasiadas ou pintadas, como o caso dos palhaços. Nessa idade, a criança vê o palhaço como um ser esquisito, que provoca estranheza e desconfiança.

Conforme a criança vai crescendo, o natural é que esse medo desapareça, mas estudos mostram que 2% dessas crianças irão levar para a idade adulta esse medo, que se manifestará em forma de fobia. Geralmente, o que mais afeta os coulrofóbicos é o sorriso do palhaço, visto como um sorriso falso, que pode esconder as verdadeiras emoções e intenções do personagem.

Um estudo da Universidade de Sheffild, na Inglaterra, em 2008, demonstrou que um grande número de crianças entre quatro e 16 anos manifesta sinais de medo e ansiedade na presença de pessoas maquiadas como palhaços.

O Coringa, um tipo de palhaço bem conhecido, se origina do termo quimbundo kuringa, que significa matar. Ele é aquele que distrai o rei, como um bobo da corte, porém, ao mesmo tempo em que brinca e diverte, transmite, com inteligência, sua mensagem maliciosa e às vezes perigosa.

Tanto a literatura quanto o cinema, percebendo essa dubiedade, estão recheados de palhaços vilões, capazes de provocar essa sensação de medo e arrepio em qualquer um. Alguns psicoterapeutas dizem que esse sentimento desconfortável frente a um palhaço é muito comum à maioria das pessoas, talvez por todo o mistério que rodeia a personalidade do palhaço há tantos anos e que nos desperta, ao mesmo tempo, sentimentos bons e ruins.

A coulrofobia, porém, é um transtorno muito sério, que provoca um verdadeiro pânico em crianças e adultos, que chegam a chorar desesperadamente, sofrer sintomas físicos como calafrios e até desmaios ao mínimo contato com esse personagem. O tratamento exige uma intensa terapia de enfrentamento gradativo até que os sintomas desapareçam por completo. O trabalho é realizado passo a passo e pode ser longo. Após a investigação inicial da causa da fobia, parte-se para o enfrentamento. Muitas vezes, utiliza-se como primeiro recurso o contato com desenhos de palhaços, passando-se a uma etapa seguinte com fotos de palhaços, depois palhaços de brinquedo, até que o paciente esteja pronto para o contato com palhaços reais.

Também existe a brontofobia ou astrofobia, que é o medo de trovões, uma das fobias mais comuns. Mais uma vez, esse medo é natural em uma fase infantil, mas torna-se patológico quando exagerado, acima da faixa etária comum ou persistente.

PESQUISA

Um estudo realizado na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, descobriu que 73% das pessoas indicam que têm um medo “leve” ou “moderado” de tempestades. No caso da fobia, um dos sintomas mais comuns é não querer sair de casa ao mínimo indício de tempestade. Crianças escondem-se embaixo da cama, em guarda-roupas, gritam de pavor, tremem, choram angustiosamente. O adulto pode virar um “escravo” da meteorologia, evitando sair de casa sem consultar a previsão do tempo.

O medo dos bonecos chama-se pediofobia, mais comum do que se imagina, e muitos adultos acabam transportando, da infância, o medo de bonecas ou bonecos, principalmente os mais parecidos com a figura humana. O museu de brinquedos Pollock’s Toy Museum, em Londres, reserva uma sala cheia de bonecas, mas um grande número de pessoas, ao chegar próximo à sala, desiste de entrar.

Essa fobia pode ter uma origem em um trauma associado à presença de um boneco ou boneca em determinado momento da infância ou, ainda, a alguma má impressão em um contato com uma boneca. Esse fato serve de gatilho para o desenvolvimento da fobia. Muitos atribuem a má impressão aos olhos da boneca que parecem se fixar nos da pessoa. Em outros casos, dizem que se trata de um olhar vazio, profundo e frio, fazendo com que as mesmas se pareçam cadáveres.

Muitos filmes exploraram essa aversão, como por exemplo Boneco Assassino, com o personagem Chuck, um boneco que ficou famoso por criar um verdadeiro pânico nos cinemas. Personagens como esse, comuns em nossa cultura, podem disseminar o medo, principalmente em crianças pequenas, facilmente influenciáveis.

A terapia para essa fobia segue os mesmos passos daquela utilizada para o tratamento da coulrofobia, a dessensibilização ou exposição gradual ao objeto fóbico, através de desenhos, fotos, até que o paciente esteja seguro e perca o medo por bonecos.

Muitas outras fobias fazem parte do universo infantil, mas não se restringem a ele. Só para citar algumas, entre as mais comuns temos a isolofobia (medo de ficar sozinho), a entomofobia (medo de insetos), aicmofobia (medo de injeções), odontofobia (medo de ir ao dentista), fonofobia (medo de barulhos repentinos ou fortes).

Existem ainda inúmeras outras, algumas delas muito estranhas, como medo de tomar banho, de sujeira ou micróbios, de plantas, da lua, entre outras, ainda consideradas até bizarras e raras.

FOBIA NO DIVÃ

A teoria psicanalítica vem discutindo o fenômeno das fobias há muitos anos. Sabe-se que Freud, em 1895, já afirmava que os rituais obsessivos se constituem sobre uma origem fóbica. O escudo do caso do pequeno Hans trata da fobia infantil. Hans, um garoto acendido por Freud, apresentava uma fobia a cavalos ou, melhor, a ser mordido por um deles. Freud dizia, sobre os sintomas de Hans, que a angústia sentida pelo menino correspondia a um anseio recalcado. Para ele, as fobias deveriam ser encaradas como síndromes que faziam parte das neuroses e que não se constituíam, assim, em processos patológicos independentes. Sua origem estaria ligada à histeria de angústia. Dessa forma, para Freud (1909), a fobia não é uma causa, mas sim um conflito que se torna insuportável ao sujeito; uma ansiedade proveniente de problemas relacionados à libido, que se projeta em um objeto externo. Mais tarde, Lacan e muitos outros psicanalistas deram continuidade aos estudos sobre fobias dentro da visão psicanalítica. Para a Psicanálise, todas as fobias apresentam um elemento em comum: o processo de regressão. A necessidade de um retorno a um momento da fase de desenvolvimento em que a criança não se sentia abandonada, sozinha. Sendo assim, o medo, o pânico ligado às fobias estaria associado a uma sensação de desamparo, de solidão e abandono. Esses sentimentos são, na realidade, deslocados ou transferidos para um objeto fóbico: o escuro, a aranha, o avião, que irá desencadear todo o processo de angústia do abandono. Por isso a necessidade que o fóbico tem de procurar ajuda em alguém, tentando escapar desses sentimentos.

Otto Rank (1884-1939) foi outro grande estudioso de fobias. Ele conheceu Freud e desenvolveu seus estudos a partir da teoria psicanalítica. Segundo Rank, as experiências físicas e psicológicas do nascimento dão lugar a uma ansiedade primal que é lidada através de repressão primal. Para ele, a angústia vivenciada no nascimento geraria um trauma, que seria a origem de todas as fobias.

O caráter traumático do nascimento é algo inegável para muitos autores. Seria a primeira vivência de profunda angústia causada pela separação entre o bebê e a mãe. O próprio Freud dizia que o choro do recém-nascido representaria uma angústia fisiológica que poderia se repetir no futuro. Porém, Otto Rank distingue-se de seu mestre quando atribui ao trauma do nascimento, em contrapartida aos conflitos edipianos de Freud, a origem de todas as fobias infantis. A ansiedade sofrida pelo recém-nascido na separação da mãe, em sua desvinculação do útero, passa a ser, no futuro, a origem de toda aquela sensação de abandono, ou seja, a angústia fóbica.

HERANÇA GENÉTICA

É sabido que muitos adultos são atormentados por alguns medos da infância e alguns pais, dentro desse quadro, podem acabar influenciando seus filhos em relação a esses sentimentos ou reforçando-os, com alguns comportamentos e reações negativas a estímulos, podendo atrapalhar o desenvolvimento da criança e sua passagem pelo medo de forma natural.

Outros até incutem o medo na criança como forma de ameaça para obtenção de obediência. Os adultos tendem a reproduzir em seus filhos algumas condutas que foram utilizadas com eles próprios. Portanto, é pertinente dizer que, em certas circunstâncias, o medo pode ser “aprendido ” social e culturalmente.

Mas, além desses fatores e do conhecimento da origem biológica do medo na essência humana, pesquisa­ dores da atualidade vêm se dedicando ao estudo da herança genética do medo. Uma nova pesquisa realizada no departamento de medicina da Universidade de Emory, em Atlanta, EUA, descobriu que o DNA carrega informações de experiências de medo e estresse de geração em geração.

Assim, tanto a aracnofobia (medo de aranhas) como a coulrofobia, entre outras, podem ter uma gênese em traumas de antepassados. Os pesquisadores comprovaram que as fobias poderiam ser incorporadas ao DNA, através de alterações neuroquímicas (metilação epigenética). Eles utilizaram ratos, fazendo com que os animais associassem o cheiro de flor de cerejeira a choques elétricos. Após a reprodução dos roedores, duas gerações demonstraram aversão e medo ao cheiro, mesmo sem sentir os choques. Dessa forma, a influência das fobias é tão grande no curso do desenvolvimento humano a ponto de alterar a estrutura e o funcionamento do sistema nervoso das gerações seguintes. Seja qual for a terapia escolhida para o tratamento de uma fobia, que poderá ser através de variadas abordagens, como a terapia comportamental, a Psicanálise, a psicoterapia breve, a hipnose, entre outras, o mais importante é saber que esse problema é real, muito sofrível para seu portador, principalmente quando se trata de uma criança. No entanto, tem cura. E, a partir dessa busca, se pode aprender a lidar melhor com as experiências angustiantes e desafiadoras.

COPROFOBIA, O MEDO DE DEFECAR

Essa é uma fobia muito estranha, que pode acometer crianças bem pequenas, por volta de três anos, podendo até permanecer na adolescência. Porém, é mais raro ocorrer nessa fase. Emily, uma menina de 16 anos. morreu, na Inglaterra, em 2015, por ficar oito semanas sem defecar. Segundo a família, a garota tinha um distúrbio leve dentro do espectro autista e desenvolveu uma fobia por banheiro. Dessa forma, passava semanas com retenção de fezes e todo o seu intestino e metabolismo foram alterados, até que teve uma parada cardíaca. Algumas crianças podem se apresentar pouco à vontade na hora de ir ao banheiro ou ainda reagir com medo, escondendo-se atrás dos móveis e chorando cada vez que sentem vontade de defecar. A coprofobia tanto pode iniciar através de um trauma, uma situação de constrangimento ou qualquer outro distúrbio psicológico em relação às fezes; ou, ao contrário, devido a distúrbios intestinais (fisiológicos) provocados por má alimentação ou alergias, a criança acaba sentindo dores fortes ao evacuar e desenvolve o hábito de retenção fecal. Esse ciclo vai se agravando, até que possa se constituir em verdadeira fobia.