EU ACHO …

FATIGUE

A convivência inibe certos abusos que uma pessoa não cometeria tão abertamente caso não estivesse atrás de uma tela

Epa, lançaram a minha biografia? Ao deparar com o título do novo livro da psicoterapeuta e consultora especializada em negócios corporativos Naomi Shragai, confesso que a pretensão (rapidamente derrubada) me pegou por alguns instantes. “The man who mistook bis job for bis life” (O homem que confundiu seu trabalho com sua vida, ainda sem tradução no Brasil) talvez seja a ressonância magnética do cotidiano de muitas pessoas ao longo deste período pandêmico.

O objetivo do livro é dissecar como nós – e nossos colegas – projetamos no ambiente de trabalho experiências, traumas, conflitos e expectativas trazidas da vida pessoal e da mais tenra infância. São exemplos a síndrome do impostor gerada pela maneira como nossas famílias reagiram aos nossos êxitos e fracassos; a relação com chefes na qual se buscam a autoridade ou o carinho dos pais; a dificuldade em confrontar superiores ou colegas tóxicos para evitar reviver situações de bullying sofridas na escola; a ilusão de que sua validação como pessoa na sociedade se resume à performance no emprego. Por meio de muitos exemplos e histórias, a autora desafia os leitores a repensar os padrões pessoais que contaminam a luta pelo pão de cada dia. Tudo isso está mais ligado ao mundo pré-pandêmico, mas, segundo ela, a crise da Covid até potencializou alguns aspectos, uma vez que a convivência presencial inibe certos abusos que uma pessoa não cometeria tão abertamente caso não estivesse atrás de uma tela.

Entre as muitas “certezas” nascidas com a Covid, está a de que o home office veio para ficar. Tomara que não. As trocas intelectuais e experiências sociais com os colegas são um dos pilares da saúde mental, fora o alívio de atravessar a porta de casa para encontrar uma pausa e um refúgio. Em muitas empresas, a produtividade do trabalho remoto até aumentou, mas a que custo? Talvez o da ansiedade de nos mostrarmos presentes, disponíveis, relevantes e indispensáveis durante um período que exige de nós bravura e criatividade inimagináveis pela sobrevivência física, mas também pela das companhias e dos empregos.

Ninguém quis ser arrastado para este mundo de avatares, e imagine como foi bem pior 100 anos atrás, quando a pandemia de gripe espanhola trancou todo mundo em casa sem WhatsApp ou computadores. Mas a vida pede interações reais, que só voltarão a pleno vapor com a vacinação geral. E, até lá, com atitudes responsáveis da sociedade (porque de certos governantes já abstrai), para evitar mais lockdowns.

Em 2014, um artigo na revista científica International Journal of Human-Computer Studies já se debruçava sobre os efeitos das videochamadas. Os pesquisadores concluíram que a dispersão na atenção é causada por um atraso superior a 1,2 segundo na nossa percepção quando interagimos por um aparelho e pela sensação de não nos comunicarmos direito – uma vez que sem mirar diretamente a câmera, não olhamos de fato nos olhos dos interlocutores. Isso gera uma ansiedade corrosiva, aquela que vai lentamente se instalando. Sem contar que utilizar uma mesma ferramenta para trabalhar, estudar ou se distrair confunde o cérebro, condicionado a compartimentar os diferentes cenários sociais.

Um estudo publicado em fevereiro pela Universidade de Standford (Estados Unidos) mostrou aquilo que neste ponto todos nós já sabemos: o excesso de videochamadas é prejudicial à saúde. A síndrome já ganhou até um nome, “zoom fatigue”, com sintomas que vão de crises de ansiedade e irritabilidade a dores de cabeça e depressão. Isso levou o próprio Zoom a publicar um manual de boas práticas, como desligar a câmera de vez em quando, levantar-se a cada 15 minutos, não encavalar reuniões, trocar fundos de tela, tornar as reuniões mais ágeis e producentes e – veja só como o mundo dá voltas – telefonar de vez em quando, em vez de fazer uma chamada por vídeo ou teclar no WhatsApp.

No fim das contas, é até irônico que o livro convide à reflexão contrária: sobre o homem que confundiu sua vida com seu trabalho.

*** BRUNO ASTUTO

brunoastutol@gmail.com

OUTROS OLHARES

SOBREVIVENTES

Vítimas lutam para superar tentativas de feminicídio: ‘Ele fez um estrago completo’

Quase 30 meses se passaram, mas as agressões sofridas por Elaine Peres Caparróz, hoje com 57 anos, ainda doem no corpo e na alma. Marcas de mordidas na pele, sequelas na face e um incômodo permanente na altura do pulmão a fazem se lembrar diariamente das quatro horas em que viveu todo tipo de violência em seu antigo apartamento, na Barra, por parte do estudante de direito e praticante de Jiu-jítsu Vinícius Batista Sena, que responde por tentativa de homicídio qualificado e vai a julgamento hoje, 12/07. Era o primeiro encontro dos dois, que se comunicavam pelo Instagram havia quase oito meses. Vítima de tentativa de feminicídio em fevereiro de 2019, Elaine nunca mais foi a mesma. A sensação de insegurança é um fantasma permanente.

“Quero que ele (Vinícius) continue preso. Ele destruiu grande parte da minha vida, dos meus sonhos. Ainda não fiquei bem. O que aconteceu me atrasou inclusive profissionalmente: eu ia montar um negócio e não tive mais cabeça. Passei a ter síndrome do pânico, tenho medo de sair à rua. Não confio mais nas pessoas”, conta a paisagista, que parou no CTI à época. “Sofri todos os tipos de dores. Patrimonial, física e sexual, porque ele me molestou. Passei por todas as violências em um único dia. Ele fez um estrago completo. Para mim, é um assassino, eu só não morri por acaso, porquê a campainha tocou”.

Para Tainá Romão, de 25 anos, não houve campainha. Seguida pelo ex-companheiro, com quem tem uma filha de 2 anos, a jovem foi forçada a entrar no carro dele enquanto esperava o ônibus que a levaria ao trabalho, na tarde do último dia 3, em Jacarepaguá. Ao ameaçar ligar para a polícia, Tainá foi esfaqueada 12 vezes por Felipe Moratti Gomes da Silva e só escapou porque conseguiu pular do veículo em movimento. O agressor fugiu, mas acabou preso no dia seguinte.

“EU NÃO ACREDITAVA”

Ainda internada em um hospital particular, Tainá vem apresentando boa recuperação física, mas as feridas da alma seguem escancaradas.

Na última quinta-feira, achou que estava vendo o agressor no quarto de CTI. Ao pai que mal saiu do lado do leito da filha, a jovem repete que “não acreditava que ele seria capaz disso.”

“É o cara que tem um filho com ela. Que dormia com ela. Como imaginar uma coisa assim? Mas ele tinha um ciúme doentio, era muito possessivo.

Uma vez, fui até a casa deles e encontrei minha filha e minha neta trancadas. Confrontei, e disseram que era porque só havia uma chave. Isso não existe”, diz o vendedor Ailton Ferreira Romão, de 52 anos.

APÓS AS AGRESSÕES, FIANÇA

O relacionamento era repleto de idas e vindas. Após um dos términos, Felipe passou a perseguir Tainá, e em diversas ocasiões era visto nas cercanias da casa de Aílton, onde ela estava morando. As rondas viraram ataque, e numa madrugada ele pulou o muro e tentou asfixiar a jovem, escapando em seguida.

Localizado dias depois pelo ex-sogro, que evitou que ele fosse agredido por populares, Felipe foi levado à delegacia por Aílton e pelo próprio pai. O rapaz não passou nem 24 horas preso: pagou fiança de cerca de mil reais e saiu. Semanas mais tarde, o casal reatou.

Há cerca de um ano, veio o rompimento definitivo, mas Felipe não aceitava isso e voltou à rotina de perseguições. Quando esfaqueou Tainá, ele estava obrigado pela Justiça a permanecer a pelo menos 200 metros de distância da ex.

“Infelizmente, essa medida protetiva acaba sendo só um papel que ninguém respeita”, lamenta Ailton.

A alternância entre agressões e perdão, presente na história de Tainá, é um ponto comum no roteiro dos relacionamentos abusivos. Especialistas em questões de gênero chamam essa dinâmica de “ciclo de violências”.

“São três fases. Na primeira, há o princípio da tensão, quando surgem os atritos iniciais, muitas vezes invisibilizados. São pequenas humilhações, ele diz que a mulher não serve para nada, ataca a auto­estima. Depois, vem o ato da violência em si, o momento de explosão. Surgem as lesões corporais, ameaças de morte, a violência sexual. Por fim, tem a fase da lua de mel, que é quando o homem pede desculpas, promete mudar”, explica Rebeca Servaes, advogada especializada em violência de gênero e presidente da OAB Mulher no Rio: “A vítima, muitas vezes, cai nessa manipulação, por diversos motivos, como a dependência financeira ou a emocional, ou por questões familiares, como para preservar os filhos. E, aí, volta-se para o início do ciclo”.

A cantora gospel Quésia Freitas, 36 anos, conhece de cor cada uma dessas etapas. No ano passado, um vídeo viralizou ao flagrar agressões públicas do então marido dela nos corredores de um shopping no Recreio. À época, ela contou que o companheiro já havia ameaçado jogá-la da sacada e também com uma arma em diversas brigas, além de ter tentado estrangulá-la.

“Ele me agredia, mas ao mesmo tempo falava que amava. É muito complexo para uma mulher que vive isso. Eles batem, mas depois choram e dizem que amam. A gente não sabe se sente raiva ou dó”, desabafa Quésia, agredida entre quatro paredes desde o primeiro dia de casamento, de papel passado, que durou um ano e três meses. “Optei pelo divórcio e preferi tirar a ação penal dele. Ele tem um filho, e espero que encontre um caminho de luz.

“Se você não for minha, não será de mais ninguém”. A frase foi ouvida pela funcionária de um supermercado em Nova Iguaçu, no intervalo do expediente, e consta no depoimento que ela prestou à polícia sobre o ataque do ex-companheiro, no dia 14 de junho. Pouco depois, o homem avançou contra ela com uma faca. O atual namorado, um colega de trabalho, tentou defendê-la e também ficou ferido. Horas mais tarde, o agressor foi preso.

“Não quero revisitar o que aconteceu e tenho receio de me expor”, afirma quase um mês depois a vítima, que por esse motivo não será identificada.

Para a delegada Sandra Ornellas, diretora do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher, a possessividade é um dos sinais de alerta para relacionamentos potencialmente perigosos. O mesmo vale para a tentativa de controlar hábitos simples e para o ciúme exagerado.

“Se ele quer escolher a sua roupa, se fica bravo porque você saiu e o telefone ficou fora de área, passe a estar atenta. E nunca ache que é amor”, assegura Sandra Ornellas.

Quando as pistas transformam-se em agressão efetiva, a estatística da violência de gênero aumenta. Só entre janeiro e maio deste ano, 140 mulheres foram alvo de tentativas ou de feminicídios consumados no Estado do Rio – o equivalente a praticamente uma ocorrência diária. Considerando somente os 42 casos em que houve morte, na comparação com o mesmo período de 2020, quando foram registrados 26 óbitos, o aumento é de 61,5%.

“Temos uma das três melhores legislações sobre violência doméstica do mundo, mas o Estado, muitas vezes, falha ao colocar essas leis em prática. Há pouco investimento na pauta dos direitos de mulheres, e existe uma lacuna nos serviços de amparo, sobretudo no interior”, analisa Rebeca Servaes.

ATENDIMENTO PRECÁRIO

Segundo a delegada Sandra Ornellas, apenas 33 dos 92 municípios fluminenses têm centros especializados de atendimento a mulheres vítimas de violência, previstos em lei. Além disso, menos de 5% dessas unidades contam com servidores especializados contratados por concurso.

“Na maior parte das vezes, são cargos de livre nomeação e exoneração. Isso fragiliza demais. Por mais que você coloque pessoas capacitadas, elas terão menos confiança para trabalhar”, esclarece a delegada.

Mas há conquistas recentes, como a criação da Patrulha Maria da Penha, em 2019. Outro passo importante, tanto para a advogada quanto para a policial, seria a implementação, no Rio de uma delegacia especializada em feminicídios, como já existe em alguns estados, como Piauí, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Enquanto o aparato de proteção não avança, redes de apoio para ajudar vítimas a identificarem e saírem de ciclos de violência também são vistas como fundamentais. Muitas vezes, quem já sofreu com as agressões encontra no auxílio a outras mulheres uma razão maior para seguir adiante. Elaine Capaeóz é hoje voluntária no projeto Justiceiras, que oferece atendimento multidisciplinar gratuito a vítimas de violência.

“Há mulheres em relacionamentos abusivos que acham que nunca pode acontecer o pior. Mas as coisas mudaram e hoje em dia, graças a Deus, estamos mais corajosas”, assegura Elaine.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 12 DE JULHO

A HONESTIDADE PROCEDE DE DEUS

Peso e balança justos pertencem ao Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa (Provérbios 16.11).

Há muita desonestidade nas transações comerciais. O fermento da corrupção está presente em todos os setores do comércio. Há desonestidade nas transações internacionais. Há desvio de dinheiro nas obras públicas. Há gordas vantagens financeiras destinadas à distribuição de favores nas licitações de obras públicas. Há muitos comerciantes inescrupulosos que vendem um produto inferior por um peso menor e por um valor maior. Essa prática aviltante da roubalheira instalada nos governos, nas instituições públicas e no comércio está em flagrante oposição a Deus. O Senhor não tolera o mal. Ele é contra a injustiça. Deus não faz vistas grossas aos esquemas de corrupção. Ele não aprova o peso falso e a balança enganosa. Aqueles que enriquecem usando os expedientes escusos do engano, da mentira e da trapaça podem até escapar das leis dos homens, mas jamais escaparão do reto juízo de Deus. Não poucas vezes, os perversos praticam seus delitos e permanecem blindados. Eles mesmos fazem as leis e as torcem para seu próprio benefício. Um dia, porém, essas pessoas terão de encarar o reto Juiz e, então, ficarão desamparadas e se cobrirão de vergonha eterna.

GESTÃO E CARREIRA

QUANDO O LIMITE É MAIOR QUE O INFINITO 

Colocar-se no mercado de trabalho no brasil está se tornando uma tarefa cada vez mais complexa. Inclusive possuir alta qualificação pode ser um problema para algumas vagas

Antes, algumas poucas décadas atrás, uma graduação universitária poderia garantir uma carreira de sucesso em quase todas as áreas existentes. Famílias se orgulhavam de comentar como sua filha tinha se tornado professora e o seu filho, advogado. Issomudou muito.

Outra área na qual muitos investiam era o concurso público. Essa posição – que ainda tem um bom espaço na sociedade – era finalista: passar em um concurso público já poderia se considerar usufruindo de uma aposentadoria tranquila. Mas isso mudou também.

Tornou-se moda o empreendedorismo: monte o seu negócio! O problema é que nem todos estão preparados para administrar qualquer coisa que seja, em um país onde falta a estabilidade   financeira para planejamento de longo prazo. No Brasil, o almoço e a janta ocorrem hoje e não no futuro distante. Muitos não conseguem pensar além do imediatismo. É feito o necessário para sobreviver hoje, amanhã é outra história.

No mês de setembro fizemos em nossa empresa, no Rio de Janeiro (capital), um processo de recrutamento e seleção para uma única vaga de nível médio (mínimo na verdade), com uma oferta de salário no valor de RS 2.125,00 mais benefícios usuais (VR, VT, Piano Dental e seguro de vida coletivo). Com apenas algumas postagens em redes sociais recebemos mais de 3 mil currículos por e-mail em 24 horas. Destes, cerca de 30% possuíam formação superior, e muitos com qualificações tão altas que o excluíram do processo. Sim, qualificação demais pode ser um problema também.

Nesse novo cenário, que não apresenta segurança a certificados e qualificações, como seria o desenho para o novo trabalhador?

Sem querer esgotar o tema, vamos, em primeiro lugar, dividir esse universo em dois polos para facilitar um pensamento de prioridades:

1. Quem deseja se empregar e ter salário mensal; 

2. Quem deseja empreender e ter o seu próprio negócio.

Vamos começar por quem deseja atuar em uma instituição. No Brasil é comum a espera da oportunidade. Alguém prepara um currículo e fica enviando para toda e qualquer empresa que oferte uma vaga. Não prioriza onde pode se sentir mais confortável atuando e nem pensa em coisas lógicas, como a distância entre seu lar e o local de trabalho.

O ideal é que o candidato tenha afinidade – mesmo que sem experiência anterior – com o perfil do trabalho. Que, pelo menos, conheça um pouco sobre a empresa, e isso pode ser conseguido de forma fácil pela internet. Na hora da entrevista esse conteúdo é de suma importância. Os recrutadores querem pessoas que possuam algum tipo de aderência com a instituição. Outro detalhe valioso: procure empresas próximas a sua residência, cidades grandes destroem a energia de trabalho somente no transporte público. Caso resida a mais de 1h e 30 do local de trabalho, o funcionário pode sofrer bastante indo e vindo todos os dias. O ideal é o máximo de 40 minutos no transporte.

Para os que desejam empreender, sem levar em conta o momento econômico e político, o novo empreendedor deve, inicialmente, buscar o que está sendo necessário no mercado consumidor e não o que acredita ser o melhor. Claro que cases de sucesso fantásticos existem. Pessoas que com uma ideia ganharam o mundo inteiro. Ocorre que os cases de fracasso não geram histórias, mas, não tenha dúvida, são imensamente mais numerosos.

Dessa forma, uma boa pesquisa pode ser feita até mesmo nos mecanismos de busca que estão disponíveis na internet. Vale lembrar que o empreendedorismo digital está surfando em alta velocidade e sempre existe espaço para qualidade.

Apenas para dar como exemplo sobre esse complexo mercado digital: agora temos os private label rights! Alguém vende os direitos de revenda de suas obras tornando possível, a qualquer um com   um mínimo de conhecimento técnico, se tornar um produtor digital com investimento baixíssimo, menos de R$ 50,00.

Essa nova modalidade de negócios está alterando tudo que se fez até agora na internet: e-books, áudios, vídeos de treinamentos completos que qualquer um pode comprar, por valores baixos, e revender da forma que achar melhor. Alguns desses produtos permitem, inclusive, que o comprador assine como autor da obra.

Milhões de dólares estão mudando de mãos todos os dias, com base nessas “franquias” de conteúdo. Aqui no Brasil, mesmo de forma iniciante, já temos empreendedores faturando acima dos três dígitos por mês apenas com e-books de R$ 7,00.

Ocorre que um esforço extra é necessário em qualquer situação. O grande obstáculo que deve ser vencido é a expectativa do sofrimento inevitável para quem começa a jornada de conseguir uma boa colocação profissional.

O limite, a impossibilidade são criados pela mente em sua expectativa de não ter decepções – e essas irão ocorrer com certeza. Ultrapassado isso, superando o medo de ouvir negativas, a próxima fase é a plena capacidade de vencer em qualquer uma das escolhas que fizer em sua vida. Sucesso!

O prof. Dr. JOÃO OLIVEIRA – é doutor em Saúde Pública, psicólogo e diretor de Cursos do Instituto de Psicologia Ser e Crescer (www.isec.psc.br). Entre seus livros estão Relacionamento em Crise; Perceba Quando os Problemas Começam. Tenha as Soluções; Jogos para Gestão de Pessoas: Maratona para o Desenvolvimento Organizacional; Mente Humana: Entenda Melhor a Psicologia da Vida e Saiba Quem Está a sua Frente Análise Comportamental pelas Expressões Faciais e Corporais (Wak Editora).

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE AVATAR

Investir numa ‘persona digital’ ganha força num mundo em que todos viram ‘produtos’ e redes sociais e de consumo se embaralham

A psicanálise jogou luz sobre uma questão que é chave para o desejo humano: “O que sou eu para o outro?” Nos dias atuais, em que redes sociais e pandemia embaralham nossos sentidos e anseios, ela se mantém pertinente, mas carece de certa “atualização”: “O que sou eu para o outro no mundo digital?” Se frequentar o escritório, socializar com colegas de trabalho, aglomerar em bares ou se jogar nas baladas ainda são uma expectativa para o futuro, mostrar-se on-line é o único jeito de efetivamente perceber e ser percebido. E é aí que entra em cena ele, o avatar nosso de cada rede.

Quem não viu um amigo melhorando a qualidade das fotos no Instagram, investindo em novos posts no Twitter, compartilhando mais no Facebook, escrevendo com frequência no LinkedIn, ou seja, definindo melhor sua “persona digital”? É uma equação que mistura economia e psicologia, com a boa e velha lei da oferta e da procura dando as caras, ainda que apenas virtual.

“A pandemia fez pressão para deixar a economia ainda mais digital. Num universo de “Pjtização” (em referência à ideia de Pessoa Jurídica), começou a ficar claro para pessoas comuns que elas precisam ter certas habilidades, como se apresentar melhor e produzir imagens”, diz o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP Christian Dunker. “Essa migração que está juntando redes sociais e de consumo vai ficar mais e mais presente e tem transformado tudo”.

Por isso, a profusão de manuais e cursos on-line de gestão de marcas pessoais, como o de Paulo Roberto Ferreira e Bruno Scartozzoni, da Storytalks. Os dois ministram um workshop sobre presença pública digital. No curso, é como se ensinassem a criar um avatar, em outras palavras, a virar um “produto”, exprimindo sua identidade de um modo “autêntico e incopiável” no universo digital.

Antes da pandemia, já atendiam executivos, atores e influenciadores, como a influencer Camila Coutinho e a atriz Mariana Rios. Agora, falam para tarólogos, psicólogos, microempreendedores, entre outros, que não necessariamente querem ser gigantes nas redes. Estão satisfeitos em causar impacto, ser referência numa área de atuação e conseguir mais oportunidades.

“Aspessoas usavam as redes de forma mais descompromissada. Com o crescimento da influência como algo a gerar resultado, muita gente fez uma migração”, diz Paulo.

Esse deslocamento atende a uma lógica do capitalismo: vivemos num grande mercado, e o sistema de compra e venda marca também o mundo dos avatares.

“No passado, você “se vendia” numa esfera mais privada, era algo mais contido, para um menor número de pessoas. Hoje, a exposição é muito maior”, diz o psicanalista Antônio Carlos de Barros Júnior, autor do livro “Quem vê perfil não vê coração”(Editora Escuta).

No ano passado, o cabeleireiro Felipe Freitas, de 34 anos, fez um curso on-line de três meses para lapidar sua marca pessoal. O que aprendeu ajudou a aperfeiçoar o que já vinha fazendo há tempos, com seus posts de estética minimalista sobre beleza, decoração e moda.

“Meus objetivos sempre foram inspirar. Queria que me olhassem como uma pessoa moderna. Isso é minha identidade”, diz Felipe, microinfluencer, com 54 mil seguidores.

Para André Micelli, coordenador de MBA de Marketing Digital na FGV, essa preocupação em delinear uma estratégia de imagem faz parte de um amadurecimento: “Ao definir uma persona, há mais chance de se diferenciar. Com o tempo e como entendimento do mecanismo das redes sociais, isso foi ficando mais claro”.

TOQUE PESSOAL

A diferenciação, dizem os especialistas, passa pela autenticidade. E ela se reflete no feed das redes depois de muito exercício de autoconhecimento, numa espécie de coaching de mídias sociais.

“No fundo, é como se eu estivesse contratando um psicólogo não para mim, mas para a minha imagem”, diz Dunker.

“Autoconhecimento pode compreender muitas coisas. O que significa isso? Justamente porque eu não sei a palavra é boa. E isso pode ser ajustado a quem demanda um tratamento de imagem”.

A psicóloga Cíntia Aleixo até que tentou. Houve uma época em que almejou ser uma grande influenciadora. Criou logomarca e chegou a começar um curso de branding pessoal na pandemia. Mas não seguiu adiante. Está feliz com a forma como leva sua persona. Seu feed é “desorganizado” (e recebe um monte de mensagem de empresas ofertando serviços para “organizá-lo”). Mas ela não pretende perder a espontaneidade, algo que vê acontecendo com muitas pessoas: “Tenho pacientes que investem em cursos caros de redes sociais, mas não colocam no ar porque não se sentem prontos, não conseguem se jogar”.

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