GESTÃO E CARREIRA

PALAVRAS QUE MATAM

SAP, AWS e outras empresas unem esforços no uso de algoritmo para prevenir suicídios

Recente estudo sobre saúde mental durante a pandemia, feito pelo Instituto Ipsos para o Fórum Econômico Mundial, mostrou que 53% dos brasileiros sofreram algum tipo de abalo emocional nesse período, como ansiedade, estresse e depressão. Dados do Ministério do Trabalho corroboram esse grande impacto: nada menos de 576 mil pedidos de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez foram registrados em 2020, um recorde.

O fato é que nossa saúde mental é muito sujeita a desequilíbrios, e não é de hoje. Uma medida de caráter preventivo, muito interessante, surgiu em 2018 por iniciativa da agência de publicidade África e da empresa de tecnologia Bizsys, que desenvolveram uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para analisar mensagens públicas do Twitter em busca de expressões que identificassem pessoas com quadro de depressão.

O Algoritmo da Vida, como é chamado esse recurso digital, tem como base a “gramática da depressão”, desenvolvida pela Universidade Harvard, dos Estados Unidos, a partir da análise de palavras-chave usadas por pessoas atingidas por quadros agudos de depressão, muitas vezes levando ao suicídio.

Com sua expertise em soluções digitais, a SAP Brasil assumiu a melhoria contínua na base de dados do Algoritmo da Vida, abrigada no ambiente de nuvem da Amazon Web Services (AWS). O algoritmo classifica os casos conforme os tuítes filtrados e sinaliza quando uma ação imediata é necessária. Mais de 2,3 milhões de tuítes foram analisados até hoje.

Após a identificação das palavras de alerta, uma equipe treinada realiza uma checagem para avaliar contexto, ironias e recorrência de termos e periodicidade.

No caso de alerta, entram em cena o CVV (Centro de Valorização da Vida) e a produtora de conteúdo Soul.Me, que envia mensagens e vídeos de apoio e conforto. Nos casos mais graves, os psicólogos da plataforma Virtude oferecem até seis consultas de terapia online, sem custo. “Muitas vezes, as pessoas só precisam pedir ajuda”, diz Luciana Coen, diretora de responsabilidade social da SAP Brasil, cujo filho adolescente cometeu suicídio.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.