A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A ANATOMIA DA APRENDIZAGEM

A neurociência investiga como as ações das metodologias pedagógicas provocam alteração na taxa de conexão sináptica

Atualmente, torna-se fundamental ressignificar o processo da aprendizagem e do ensino, pois muito se tem estudado sobre como as ações das metodologias pedagógicas provocam alteração na taxa de conexão sináptica, afetando a função cerebral. Com essa perspectiva é importante considerar a que se refere a natureza do currículo escolar, o professor, o método de ensino, o contexto da sala de aula e da família. Todos esses fatores interferem com as características do cérebro dos indivíduos, importante ressaltar também a função nutricional.

A neurociência também estabelece relações relevantes à educação, investigando e contribuindo para um reconhecimento precoce de transtornos de aprendizagem, permitindo, então, métodos especiais de identificação de estilos individuais da aprendizagem e a descoberta da melhor maneira de fundamentar novos conceitos e informações no contexto escolar. Investigações focalizadas no cérebro observam os aspectos da atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono, emoção e cognição, trazendo valiosas contribuições para a educação.

Desvendar a anatomia da aprendizagem e poder reconhecer como o sujeito aprende e guarda saberes podem provocar um novo olhar diante da escola do século XXI.

Quando uma área cortical é ativada por um estímulo, provoca alterações também em outras áreas, pois o cérebro não funciona com regiões isoladas. Isso ocorre devido ao grande número de vias e fibras nervosas de projeções e associações, organizadas em duas direções, podendo ser muito curtas, ligando áreas vizinhas que trafegam de um lado para outro, sem sair da substância cinzenta, e outras podem constituir feixes longos que trafegam pela substância branca para conectar um giro a outro, ou um lobo a outro, dentro do mesmo hemisfério cerebral, conhecidas como conexões intra-hemisféricas. Por último, existem feixes comissurais que conduzem a atividade de um hemisfério para outro, sendo corpo caloso o mais importante deles.

As associações recíprocas entre as diversas áreas corticais asseguram a coordenação entre a chegada de impulsos sensitivos, sua decodificação e associação e a atividade motora de resposta.  A isso chamamos de funções nervosas superiores, desempenhadas pelo córtex cerebral. Portanto, pode-se repensar nos contextos das informações que chegam até o cérebro, que não são a quantidade de estímulos, mas sim a qualidade.

A aprendizagem acontece, com particularidades, durante toda a vida da pessoa, o aprender rompe com a ideia passiva de assimilação de conteúdos. A ação ativa do aprender necessita de uma complexa rede de operações neurofisiológicas e neuropsicológicas que ainda interagem com o meio ambiente.

MARTA RELVAS – é membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento. Docente da Universidade Cândido Mendes/AVM Educacional e da Universidade Estácio de Sá. Docente convidada da UFRJ/pub. Docente convidada do Instituto de Neurociências Aplicadas (NA). Livros publicados pela Wak e Editora Qualconsoante de Portugal

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.