GESTÃO E CARREIRA

ELES PAGAM PARA VOCÊ COMPRAR

Empresas que trabalham com sistema de cashback têm conquistado consumidores antenados e que buscam vantagens para comprar. A devolução de parte do dinheiro tem ganhado espaço não só nas compras virtuais como também nas realizadas em lojas físicas. Conheça quem anda fazendo isso aqui no Brasil

O nome já diz muito sobre o tema dessa reportagem: cashback, que em português significa “dinheiro de volta”. É assim: você paga por um produto ou serviço e parte do valor volta para você. Sem rodeios. Às claras. Esse tipo de recompensa para o consumidor tem sido a aposta de grandes varejistas, que optam por programas próprios ou players do mercado que criam parcerias com lojas para permitir a operação com os clientes.

A gigante de cartões de crédito Visa é um grande exemplo de empresa que tem investido em várias ações de cashback. Uma das mais recentes é em parceria com a Amazon. Nela, o participante cadastrado no Vai de Visa, plataforma de ofertas da empresa, recebe R$70 de volta na fatura ao acumular R$200 ou mais em compras na Amazon Brasil. “Não houve alteração no sistema da Amazon ou do banco – basta utilizar o cartão e tê-lo cadastrado em nossa plataforma”, explica a diretora de Soluções para o Comércio da Visa do Brasil, Lucia Chaves.

Outro exemplo de aposta em cashback aos clientes foi a ação de estímulo de transações fora do Brasil, em que o participante cadastrado ganha 10% de volta na fatura com qualquer transação realizada em restaurantes nos EUA. Não há nenhuma sinalização nos estabelecimentos ou ação adicional requerida do consumidor final. “Desse modo, conseguimos trazer o diferencial e entregar uma experiência simples, positiva e relevante para os nossos clientes e parceiros”, destaca a executiva.

Lucia Chaves acredita que uma boa experiência é parte fundamental de uma estratégia de fidelização, para qualquer produto ou serviço. Não basta ter apenas preço, mas a experiência de compra, de uso, de pós-venda e de atendimento compõem a satisfação do consumidor em relação a uma marca, de modo que todos os itens devem ser consistentemente acompanhados e revisitados.

Há quatro anos, a Visa trouxe para o Brasil uma plataforma com soluções de fidelização que, baseadas na capacidade da empresa de ver transações de portadores dos cartões na rede, permite buscar comportamentos de compra dos clientes. Ou seja, a Visa consegue operacionalizar, por exemplo, uma ação com um grande varejista ou emissor, sem que o consumidor tenha que se identificar no momento da compra ou que haja qualquer treinamento/preparo da força de vendas do estabelecimento comercial para o atendimento. Basta utilizar o cartão Visa que o sistema consegue confirmar, em tempo real, se aquela é uma transação elegível e, caso seja, enviar automaticamente a premiação via crédito em fatura.

NOVIDADE NO MERCADO

É 100% nacional e o nome não poderia ser mais brasileiro: Meu Dim Dim. A plataforma de cashback é uma startup que sabe bem o que quer: permitir que lojas de pequeno, médio ou grande porte possam oferecer cashback como benefício para os clientes. De maneira geral, só os grandes e-commerces oferecem parte do dinheiro de volta.

Para começar a operar, a startup investiu cerca de R$150 mil. O tempo desde a concepção da ideia, incluindo estudo de mercado, desenvolvimento do sistema até o lançamento foi de aproximadamente um ano. “Posso afirmar que o brasileiro vem comprando cada vez mais essa ideia [de cashback], porém ainda há um espaço imenso para crescimento e para ser explorado”, analisa o head do Meu Dim Dim, Dyego Joia, que acrescenta: “experimente perguntar para alguém da sua família ou amigos se eles utilizam cashback em suas compras, pouquíssimas pessoas já conhecem ou experimentaram”.

Atualmente, o Meu Dim Dim conta com 5 mil usuários ativos e 250 lojas prontas para oferecer cashback como benefício. Algumas das marcas participantes são Ponto Frio, Submarino e Lojas Renner. Mas os planos são grandiosos e ousados: a ideia é atingir a marca de 800mil usuários cadastrados até o fim de 2021. Além disso, a startup quer contar com um catálogo de três mil lojas virtuais parceiras.

Para ter acesso aos benefícios que o Meu Dim Dim propõe, o consumidor precisa se cadastrar gratuitamente na plataforma e realizar todas as compras a partir dela. No entanto, caso um usuário acesse qualquer uma das lojas participantes do programa de recompensa sem passar pela plataforma, seja por falta de hábito ou por esquecimento, verá um lembrete na página da loja on-line e poderá acessar o Meu Dim Dim por ele. Os resgates dos valores em dinheiro acumulados pelos participantes poderão ser realizados a partir do valor mínimo de R$20,00.

Do lado das lojas on-line, a startup quer contribuir com uma questão antiga e um dos maiores desafios do setor: ampliar a taxa de conversão que, na média, é de 1,6% aqui no Brasil. “Quando se oferece um benefício ao consumidor, as chances de ele, de fato, realizar a compra, aumentam de maneira significativa”, avalia Joia.

SÓ NA LOJA FÍSICA

Se por um lado o Meu Dim Dim tem como foco o cashback no comércio eletrônico, o Beblue atende o consumidor que compra em lojas físicas. Trata-se de uma plataforma de pagamentos (as maquininhas de cartão) atrelada à recompensa por meio do dinheiro de volta. O cliente que opta pelo pagamento nas máquinas do Beblue recebe parte do valor pago de volta. Esse saldo pode ser acompanhado por meio de um aplicativo para smartphone e usado em estabelecimentos parceiros.

Desde sua fundação, em maio de 2016, o Beblue já devolveu mais de R$130 milhões de reais em cashback para 2.703.821 usuários cadastrados, que consumiram em 16.853 estabelecimentos credenciados durante todo o período. “O Beblue se sustenta por meio de uma comissão sobre as vendas realizadas nos estabelecimentos comerciais cadastrados”, revela o CMO do Beblue, Daniel Abbud. O executivo da empresa defende que o Beblue é mais do que um programa de fidelidade: “por meio da parceria com a plataforma, as empresas credenciadas têm outros benefícios, como o aumento do ticket médio devido à oferta de cashback, aumento na frequência de consumo de seus clientes, acesso a um rico sistema de CRM, redução dos investimentos em publicidade tradicional e atração de novos clientes através de campanhas de cashback especial”.

FORTALECENDO A REDE PARCEIRA

Mas nem sempre o cashback está atrelado ao consumo de produtos. Na Ozonean Group, quem paga por serviços também recebe dinheiro de volta. O grupo de empresas de consultorias optou por criar um formato que é válido para ambos os lados: contratante e contratado.

Quando uma empresa do ecossistema da Ozonean adquire um serviço da própria Ozonean ou de uma das empresas do grupo, o cashback pode variar de 4% a 6% (dependendo do serviço). Já quando o serviço é adquirido de outra empresa, não pertencente ao grupo, mas cadastrada no sistema, o retorno fica entre 1% e 2%.

Até aí tudo semelhante a outras empresas, mas vem uma diferença decisiva: esse valor pode ser movimentado pela empresa contratante sempre a partir do primeiro dia do quarto mês a contar do dia do pagamento da fatura. ”A Ozonean tem usado mecanismos de investimento variados para fazer com que as verbas retidas de cashback rendam durante esses três meses de retenção, o que representou ao grupo uma receita variável interessante. Esta ação também tem nos proporcionado um melhor relacionamento com as instituições financeiras”, revela o fundador e CEO da Ozonean Group, André Castilho.

A estratégia passou a ser usada pelo grupo em novembro de 2018, mas começou a ser desenvolvida seis meses antes. O aumento das receitas do grupo e da aquisição de serviços no sistema de novembro de 2018 até maio de 2019 superaram todas as vendas do grupo no ano de 2018 (até o mês de setembro). A taxa de cancelamento teve também uma redução de quase 30% para o período.

4 PONTOS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE CASHBACK

1º – A PERCENTUAL DE RETORNO É VARIÁVEL: Os programas ou ações de cashbacks variam de empresa para empresa. Normalmente partem de 1% e, depois disso, crescem conforme o valor do produto ou serviço.

2º – RETORNOS COM MAIS DE DOIS DÍGITOS SÃO PONTUAIS: Não se assuste se o programa ou a loja oferecerem cashback acima de 10%. Casos como esses são menos comuns, mas não impossíveis. Grande parte das vezes, trata-se de campanhas pontuais e de curta duração.

3º – NEM SEMPRE VOCÊ PODERÁ SACAR O SALDO: Com o aumento do número de plataformas, os formatos de retorno têm variado. Alguns permitem que o consumidor faça transferência para uma conta bancária após determinado valor. Outros, que o uso seja restrito a um grupo de empresas cadastradas.

4º – ALGUNS PROGRAMAS DE CASHBACK EXIGEM ASSINATURA MENSAL: A maioria das empresas que trabalham com cashback não cobra nada do cliente para a adesão ao programa de recompensas. No entanto, com o crescimento do modelo no Brasil, algumas empresas já oferecem assinaturas ou compras de pacote que garantem benefícios a mais, entre eles, percentuais de devolução maiores do que para os demais clientes.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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