EU ACHO …

UM HOMEM

Sua inteligência absolutamente fora do comum de tão grande, a princípio me deixou embaraçada. Tive que me habituar ao jargão da grande inteligência. É normalmente sério, mas tem um sorriso – não, não vou dizer que o seu sorriso lhe ilumina o rosto todo. Mas, enfim, é a verdade. Ele não tem medo do lugar-comum, o tal não engajamento o leva à atmosfera de sua inteligência. Esta muitas vezes usa sofismas, que são a astúcia de quem pode. Entendo-o não com a cabeça, que não alcançaria a sua, mas com minha pessoa inteira. Aliás, ele é uma pessoa inteira. Seus olhos muito negros não se desviam: ele não tem medo de olhar os homens no profundo dos olhos. Dá vontade de sorrir com ele. Se eu soubesse. Aliás, preciso me habituar a sorrir mais, senão pensam que estou com problemas e não com o rosto apenas sério ou concentrado. Voltando ao homem: quando ele diz “até amanhã”, sabe-se que o amanhã virá. Ele tem um ligeiro mau gosto na escolha dos objetos de adorno que compra. Isso me dá ternura. Ele é inconsciente de que eu o vejo tanto, não tantas vezes, mas tanto.

CLARICE LISPECTOR

OUTROS OLHARES

A CASA EM UM CLIQUE

Plataforma se propõe a alugar imóveis por assinatura. Ao contrário do Air bnb, a prioridade são residências para moradia, e não para lazer

Sair à procura de um lugar para morar pode ser uma experiência desgastante, ainda mais se for às pressas. Périplo por imobiliárias, busca em sites, visitas, papelada e fiador são barreiras que costumam fazer as pessoas desistirem antes de começar. Além disso, é sempre uma tarefa inglória encontrar a moradia que combine localização ideal com serviços e preço adequados. O ambiente hostil, entretanto, está se tornando bem mais amigável: a tecnologia inovadora que mudou a forma como se consome entretenimento e transporte está também transformando o mercado de locação de imóveis. Ou seja, alugar um apartamento ou uma casa passou a ser tão fácil e cômodo quanto ver um filme no streaming ou pedir um carro pelo aplicativo.

Pensou no Air bnb? O revolucionário aplicativo, que começou a operar no Brasil em 2012, abriu um leque de opções para acomodar hóspedes por temporada, mas, até por suas características, ele é usado como plataforma de aluguel de veraneio, férias e feriados. Na cidade, o perfil do locatário é outro: o médico que migrou do interior, o divorciado que precisa sair logo de casa, o jovem executivo que não mora mais com os pais – apenas para citar alguns exemplos. Para esse público cosmopolita, acaba de ser criado o conceito de moradia por assinatura, cuja plataforma pioneira é a Housi, projeto do empresário Alexandre Frankel, também fundador da Vitacon, construtora especializada em pequenos apartamentos com serviços de cozinha e lavanderia compartilhados, um conceito igualmente inédito ao ser lançado, em 2019.

A Housi se propõe a alugar casas e apartamentos de forma instantânea, liberando imediatamente ao interessado a unidade escolhida. Para tanto, ele precisa ter cartão de crédito ou débito, do qual será cobrado o pacote que inclui aluguel, condomínio, IPTU e demais despesas. O inquilino não precisa passar em nenhuma imobiliária para assinar contrato e escolhe ficar pelo tempo que quiser, sendo cobrado por mês, como se fosse um assinante da Netflix, com a diferença de que, caso saia antes do período requisitado, deverá pagar 10% do restante da locação – a menos que se mude para outra unidade administrada pela Housi.

A modalidade simplificada, pronta para morar, serviu como uma luva para a modelo carioca Juliana Calderari, que está fixada em São Paulo por tempo indeterminado. Antes da pandemia, ela morava com os avós, mas precisou procurar seu canto para protegê-los da Covid-19 e também porque queria um apartamento de pé direito alto, onde pudesse fazer seus ensaios. Ela conta que procurou o serviço pela praticidade: “Se quebra alguma coisa, basta chamar pelo WhatsApp que eles vêm trocar”.

Embora o conceito seja novo, algumas empresas buscam caminhos similares – não exatamente iguais, ressalte-se. Em São Paulo, a construtora TPA reformou um prédio da década de 40 e colocou todas as 161 unidades para alugar, também sem qualquer burocracia e por períodos flexíveis. Em Belo Horizonte, a MRV, a maior construtora do país, descobriu no aluguel de unidades recém-construídas uma maneira de fazer dinheiro rápido. Lançada em Minas, a iniciativa foi expandida para outras regiões.

Crescente, o movimento está em sintonia com os hábitos de jovens de hoje, os millennials, mais interessados nos serviços e na localização do que na posse. Segundo Frankel, 82% desse público prefere alugar a comprar, porcentual que supera a média nacional. Trata-se de um contingente de milhões de pessoas que não querem adquirir uma propriedade só pelo fato de tê-la, uma vez que podem vir a morar em outra cidade ou mesmo em outro país de uma hora para outra – fenômeno que foi impulsionado pelo home office.

Das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, onde começou a operação em março de 2020, a Housi saltou para quarenta municípios em todas as regiões do país. Tem sob sua custódia 20.000 unidades, que contabilizam 10 bilhões de reais em ativos. A plataforma é dividida em site e aplicativo, mas o site ainda é mais utilizado, inclusive pelos proprietários que cadastram imóveis para alugar.

É de imaginar que o conceito represente uma ameaça às imobiliárias tradicionais, como a Netflix acabou com as videolocadoras. O fundador da Housi refuta esse atrito, afirmando que são modelos complementares e que a sua empresa pode prestar serviço às imobiliárias, como faz junto à hotelaria e a construtoras que vendem imóveis para investidores interessados na receita do aluguel. “Imóvel é apenas um hardware, precisa de um software para funcionar”, diz o empresário.

Iniciativas como essas reforçam um momento único para o setor. O mercado imobiliário não sabe o que é crise. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de financiamentos cresceu 113% no primeiro trimestre, ante igual período de 2020. Os números são ainda mais surpreendentes considerando que o crédito já havia avançado 57,5% no ano passado. Se não for viável comprar a casa, seja por razões financeiras, seja por desejos pessoais, a tecnologia pode ser uma aliada decisiva – e as plataformas digitais estão aí para provar isso.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 28 DE MAIO

UMA NAÇÃO ENVERGONHADA

A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos (Provérbios 14.34).

Os historiadores afirmam que o império romano só caiu nas mãos dos bárbaros porque já estava podre por dentro. Os grandes impérios caíram nas mãos de seus inimigos porque primeiro tropeçaram em seus próprios pecados. O profeta Oseias disse a Israel: Pelos teus pecados estás caído (Oseias 14.1). O pecado é a vergonha dos povos, o opróbrio das nações. Uma nação não é maior do que seus valores morais. Se uma nação promove o pecado, faz apologia do vício, levanta a bandeira da imoralidade e inverte os valores morais, chamando luz de trevas e trevas de luz, sua ruína já está lavrada. Uma nação não é maior do que suas famílias. Se as famílias que a compõem estão trôpegas, cambaleando bêbadas pela volúpia do pecado, então essa nação está coberta de vexame, e sua derrota é irremediável. A justiça, porém, exalta as nações. As nações em cujo berço estava a verdade e que beberam o leite da piedade, essas cresceram fortes, ricas, bem-aventuradas e tornaram-se protagonistas das grandes transformações sociais. Tais nações sempre estiveram na vanguarda e lideraram o mundo na corrida rumo ao progresso. A justiça não pode ser apenas um verbete nos dicionários; deve ser uma prática presente nos palácios, nas cortes, nas casas legislativas, nas universidades, na indústria, no comércio, na família e na igreja.

GESTÃO E CARREIRA

NO COMPASSO DO CRESCIMENTO

Quem são as empresas que, com um modelo de negócio inovador e escalável, mais se desenvolvem no País? Será que a sua PME pode ser uma delas?

Você sabe o que é um negócio escalável? Significa ter uma empresa com a capacidade de produzir em larga escala e ter bom retorno financeiro, mas sem que os custos com tempo, dinheiro e mão de obra, por exemplo, aumentem na mesma proporção. Parece impossível, ainda mais para uma PME, não é mesmo? Mas, acredite, é o que acontece com as chamadas scalle-ups.

A gerente de apoio a empreendedores da Endeavor, Maria Fernanda Musa, define scale-up exatamente como uma empresa que possui um modelo de negócio escalável, que lhe permite crescer de forma acelerada. “São empresas com seu modelo de negócio já validado e que já têm tração”, esclarece.

A Organização para o Desenvolvimento Econômico (OCDE) pontua que esse alto nível de crescimento deva ser no mínimo de 20% ao ano. E a Endeavor soma a isso ainda o crescimento por pelo menos três anos consecutivos.

Segundo a entidade, o Brasil possui cerca de 21 mil empresas de alto crescimento (EACs). Ou seja, 0,5% das empresas do País são EACs – e as scale-ups estão contidas dentro desse grupo. Ao mesmo tempo, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as EACs geram mais de 1,7 milhão, ou 70%, dos novos empregos do País.

Mas, ao contrário do que muitos imaginam, as scale-ups não são novas no mercado. A analista da Unidade de Inovação do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Débora Mazzei, diz que a nomenclatura teve início em 2007. No Brasil, elas têm, aproximadamente, 14,9 anos.

É preciso deixar claro ainda, de acordo com a Endeavor, que scale-ups não são apenas grandes empresas. Ao contrário, 92% delas são pequenas e médias (PMEs).

DIFERENÇAS

Toda scale-up é uma empresa de alto crescimento, mas nem toda empresa de alto crescimento é uma scale-up. Isso porque, segundo a Endeavor, um dos fatores que mais influenciam na diferenciação de uma scale-up das demais empresas no mercado é o modelo de negócio. Ou seja, como disse a gerente Maria Fernanda, o de um negócio escalável, que consiga ganhar tração ao longo dos anos. Em termos práticos, pode-se dizer que são as empresas que conseguem aumentar a sua margem de lucro mais do que o número de funcionários.

Sem falar ainda no perfil de liderança do seu dono. “Os empresários de scale-ups atuam fortemente na vertente de inovação em seu negócio, o que afeta diretamente o crescimento da empresa”, lembra Débora do Sebrae.

Até o RH de uma scale-up trabalha de forma diferenciada. Elas priorizam o capital humano como mola propulsara de todos os processos, em todos os negócios. “Todo o time deve estar alinhado com os ideais que permeiam o bom funcionamento e evolução da empresa enquanto scale-up”, diz o especialista em negócios, inovação e startups, Fernando Seabra.

Segundo ele, o comprometimento dos líderes com essas empresas também é uma de suas particularidades. Eles se sentem tão gratos e tão ligados à empresa que veem a necessidade de retribuir o que aprenderam e ganharam com elas. E a maneira com que contribuem é passando seus conhecimentos aos demais colaboradores, por meio de mentorias, palestras e cursos.

STARTUP X SCALE-UP

É comum a comparação entre scale-up e startup, mas existem diferenças importantes entre elas. Uma delas é a de que a scale-up envolveu um conhecimento efetivo do negócio e uma forte base de inovação. Além disso, uma scale-up pode fazer parte de outros segmentos, já uma startup deve ter bases tecnológicas”, completa Seabra.

Outra diferença entre elas é número de pessoas, pois enquanto as scale-ups têm, por exemplo, dez funcionários, as startups dificilmente chegam a esse número. ”As startups estão em seu momento inicial de atividade, geralmente sua equipe é composta por sócios que ainda estão buscando a validação do modelo de negócio no mercado”, complementa Débora do Sebrae.

NÃO BASTA SER, TEM QUE SE MANTER

Tornar-se uma scale-up não é uma tarefa tão fácil, um dos pontos básicos é estar atento às demandas do mercado para ofertar produtos e serviços inovadores, que causem impacto no estilo de consumo.

Mas Fernando Seabra explica que as empresas precisam ter em mente que, para se tornar uma scale-up, será necessário trabalhar muito, pois esse modelo de negócio demora para ser escalado.

Para que isso ocorra, é importante olhar o mercado e descobrir quais serviços e produtos podem ser inovadores. É desse modo que a empresa consegue atingir um estágio mais e levado de desenvolvimento. “É possível que empresas que estavam estagnadas possam fazer algum investimento em inovação ou uma mudança no modelo de negócios e passem a ser uma scale-up. Assim, passam a crescer a partir de uma redefinição estratégica de uma nova tecnologia, ou de um novo posicionamento, ou mesmo de um aporte de investimento”, explica o CEO do Movimento 100 Open Startups, Bruno Rondani.

Afinal, a vantagem desse tipo de organização é estar um passo à frente de seus concorrentes, com produtos e serviços em constante crescimento.

Por outro lado, a desvantagem é que se essa rapidez ocorrer sem um planejamento, pode desordenar a gestão do negócio. E, do mesmo jeito que teve um crescimento acelerado, pode ter uma queda tão acelerada quanto.

Por isso, o mais difícil depois que você se torna uma scale-up, é se manter como uma. Portanto, é fundamental não parar de investir no desenvolvimento ou aquisição de tecnologia, conhecimento de novos produtos ou serviços e, assim, agregar cada vez mais valores ao seu cliente.

VOCÊ SABIA?

•  As empresas de alto crescimento estão presentes em todos os setores, do varejo à indústria tecnológica, da construção civil aos transportes!

•  Elas também estão espalhadas por todo o Brasil. Das 5.000 cidades brasileiras, mais da metade – 2.806, exatamente – são sedes dessas empresas que crescem muito.

•  60% das scale-ups do País estão presentes em cidades com menos de 500 mil habitantes, ou seja, as scale-ups não nascem somente em grandes cidades. Na verdade, algumas das maiores densidades de scale-ups encontram-se, por exemplo, em Guarulhos (SP), Jaboatão dos Guararapes (PE), Duque de Caxias (RJ), Aparecida de Goiânia (GO), Camaçari (BA), Ananindeua (PA) e Contagem (MG). O que demonstra que por mais que estar perto de grandes metrópoles ajude seu negócio, o alto crescimento é resultado de vários fatores, desde a inovação até a gestão de recursos técnicos e financeiros.

11 DICAS PARA TER UMA EMPRESA SCALE-UP

1. BUSQUE EXPERIÊNCIAS: Não apenas busque novas experiências, como ouça pessoas experientes.

2. EXECUTE PRIMEIRO O QUE LHE É FAMILIAR: Primeiro inicie pelo que lhe parece mais fácil e aos poucos vá aumentando o grau de dificuldade de suas ações. A prática nos leva à perfeição.

3. NÃO FIQUE PRESO AO SEU BUSINESS PLAN: Tenha autonomia para realizar mudanças sempre que necessário.

4. CONSTRUA UMA EQUIPE EM QUE VOCÊ CONFIE: Não adianta você ter colaboradores que não se identificam com as premissas com as quais você alinha seus negócios.

5. CORRA RISCOS CALCULADOS: Arrisque-se sabendo exatamente qual é a imensidão de tal passo.

6. BUSQUE INVESTIDORES: Ninguém consegue ir tão longe em carreira solo. E não devemos simplesmente dar ênfase em investimento que nos tragam ganhos financeiros.

7. SONHE GRANDE MESMO QUE VOCÊ SEJA PEQUENO.

8. TENHA IDEIAS E AS EXECUTE: Apenas ideias não mudam situações nem escalam negócios.

9. CONHEÇA SEU CAIXA: Saiba exatamente seus dados básicos em relação a capital de giro.

10. MESMO QUE VOCÊ CRESÇA NÃO PERCA SUA ESSÊNCIA.

11. SE ERRAR, FAÇA NOVAMENTE COM BASE NO QUE APRENDEU.

Fonte: FERNANDO SEABRA, especialista em negócios, inovação e startups.

COMO UMA PME PODE SE TORNAR UMA SCALE-UP

•  Identificando novas ofertas, serviços e produtos inovadores para o mercado.

•  Alcançando um nível de gestão elevado.

•  Mantendo o crescimento na geração de novos postos de trabalho na ordem de 20% em três anos seguidos.

•  Desenvolvendo um modelo de negócio sustentável.

Fontes: DÉBORA MAZZEI, analista da unidade de inovação do Sebrae, e BRUNO RONDANI, CEO do Movimento 100 open startups.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DE PERTO É MELHOR

Pesquisadores acreditam que toques sutis, como encostar a mão no ombro do interlocutor, aumentam o grau de confiança entre as pessoas e podem impulsionar a cooperação grupal

Independentemente da forma, seja um toque delicado de paquera ou um beliscão, o contato físico pode transmitir vários tipos de informação social. Há mais de três décadas os psicólogos Christopher G. Wetzel, do Rhodes College, e April H. Crusco, então da Universidade do Mississippi, relataram que garçonetes que encostavam brevemente na mão ou no ombro dos clientes tinham chances de ganhar uma gorjeta maior do que se não fizessem esse gesto. Estudos posteriores demonstraram ainda que o toque costuma favorecer a influência que exercemos sobre estranhos e ajudar vendedores a pressionar consumidores ou instituições de caridade na hora de procurar voluntários. Esse tipo de contato talvez possa explicar por que alguns políticos costumam dar tapinhas nos ombros ou nas costas de seus eleitores sempre que possível.

O efeito funciona também entre pessoas íntimas. Por exemplo, um estudo realizado por um grupo de psicólogos da Central de Serviços Psicológicos de Iowa e da Universidade do Estado de Iowa demonstrou que as mulheres costumam tocar o marido mais frequentemente quando discutem um tema que elas trouxeram do que nos momentos em que ele levanta uma questão – como se a pressão extra, física e simbólica, pudesse aumentar sua influência. O estudo mostra, porém, que quando não há interesse de sedução, os homens tendem a manter menor contato físico durante um diálogo, independentemente da pessoa que iniciou a conversa.

Os cientistas acreditam que as interações físicas sutis, que sinalizam cordialidade e confiança, podem impulsionar também a cooperação grupal. Psicólogos da Universidade da Califórnia em Berkeley descobriram que o tempo que os jogadores de basquete da NBA passavam tocando um no outro no início da temporada poderia ajudar a prever o desempenho meses mais tarde. Não importa se são leves pancadas comemorativas com os punhos, apertos de mãos, abraços. A proximidade parece refletir o espírito de uma equipe unida e indicar a capacidade dos atletas de jogar bem como indivíduos e como time.