GESTÃO E CARREIRA

REI DO CHAPÉU

Com o sonho de se tornar um empreendedor de sucesso, ex- camelô dá a volta por cima, monta negócio próprio e já atinge a marca de um milhão de reais em vendas

Nascido em 1957, Wilson Catelã, desde os 11 anos, trabalhou como camelô no centro de São Paulo. No início vendia doces para ajudar a mãe em casa e, depois, migrou para a venda de frutas, com as quais trabalhou por mais de 20 anos, na Rua Boa Vista. Todo esse tempo como camelô e ajudando a mãe lhe ensinou desde cedo a administrar seu dinheiro e a cavar oportunidades no mercado.

Quando a venda de frutas não estava mais lhe trazendo renda, por exemplo, ele passou a comercializar óculos de sol, agora na Rua 25 de Março, em 1995. Quando este mercado, por sua vez, também sofreu uma grande queda, resolveu, novamente, mudar o rumo. “No fundo, como um fã de Charlie Chaplin, meu grande sonho sempre foi vender chapéus”, conta o empresário. Por isso, em 2002, montou uma barraca de chapéus e bonés.

Com essa barraca, ele percebeu sua vocação e o que realmente poderia trazer oportunidades mais promissoras no mercado como empreendedor. Resolveu economizar e, quando viu uma oportunidade, investiu em uma loja física, lá mesmo, na famosa 25 de Março. Com o nome de “Chapéus 25”, em 2004, foi então lançada a primeira loja especializada no produto em São Paulo.

Desde então, o empresário, hoje com 64 anos, comanda o negócio ao lado do filho, Wil Catelã Jr. Importando produtos do Equador e dos Estados Unidos, eles trazem em primeira mão as maiores novidades e variedades de chapéus.

Com vendas até então só físicas, em 2010 abriram o primeiro site da Chapéus 25, por iniciativa do filho, que estudou publicidade e fotografia. “A página servia como vitrine para clientes de fora de São Paulo, que podiam fechar a compra por telefone. Depois de um tempo, evoluiu para e-commerce para atender às novas praças e ampliar a visibilidade da marca”, conta Catelã.

As vendas então só aumentaram e em agosto deste ano a marca alcançou um milhão de reais em vendas on-line. Com uma equipe de 14 funcionários, atualmente eles vendem – no varejo ou no atacado – os chapéus e bonés tanto na loja física como pelo seu site, sendo que este é responsável por 40% das vendas mensais.

Os itens de revenda, nacionais ou importados, compõem 50% das vendas totais, enquanto a outra metade é encomendada de uma fábrica parceira. Um chapéu médio custa de R$40 a R$80, mas pode chegar a R$350 de acordo com a marca ou o material. ”A internet ajuda a compor o boca a boca na divulgação dos produtos, e também investimos em marketing on-line, nas redes sociais e em anúncios em ferramentas de busca”, afirma.

Depois de ter conquistado seu lugar no mercado, o maior foco e desafio de Catelã daqui para a frente é tornar o chapéu um acessório indispensável para a cultura brasileira.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.