EU ACHO …

SÁBADO

Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Sábado de manhã é quintal, uma abelha esvoaça, e o vento: uma picada da abelha, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Nos quintais da infância no sábado é que as formigas subiam em fila pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia carne-seca e pirão: era sábado de tarde e nós já tínhamos tomado banho. Às duas horas da tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: e ao vento sábado era a rosa de nossa insípida semana. Se chovia, só eu sabia que era sábado: uma rosa molhada, não? No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana exausta vai morrer, ela com grande esforço metálico se abre em rosa: na Avenida Atlântica o carro freia de súbito com estridência e, de súbito, antes do vento espantado poder recomeçar, sinto que é sábado de tarde. Tem sido sábado mas já não é o mesmo. Então eu não digo nada, aparentemente submissa: mas na verdade já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Embora sábado seja muito mais. Nunca vou saber por quê.

CLARICE LISPECTOR

OUTROS OLHARES

O MILAGRE DA PELE DE TILÁPIA

Curativo biológico desenvolvido no Brasil vai ajudar no tratamento de pessoas queimadas no Líbano

A tilápia, também conhecida nos restaurantes como Saint Peter, é uma espécie de peixe que vive em água doce e representa uma parte importante na economia alimentícia do estado do Ceará. No processo de comercialização desse saboroso alimento, porém, a pele é descartada pelos produtores. Sabendo disso, em 2006, pesquisadores do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará, começaram a reaproveitar esse material orgânico para desenvolver um tipo de curativo biológico que tem eficácia comprovada por estudos realizados desde 2017 em pessoas que estavam em tratamento com queimaduras de segundo e terceiro grau.

Conforme o médico Edmar Maciel, coordenador do Projeto Pele de Tilápia, que desenvolveu o produto, as propriedades da pele são ideais para o tratamento de queimados. “A pele da tilápia adere à ferida, faz um tamponamento e evita a perda de líquido”, afirma. O especialista explica que o curativo natural pode antecipar a cicatrização de uma ferida em até dois dias. “Isso acontece porque na tilápia há colágeno tipo 1, muito semelhante ao do organismo humano”, pontua Maciel. Além dessas qualidades, o curativo biológico não precisa ser trocado diariamente, como se faz nos tratamentos convencionais. Essa especificidade ajuda a diminuir as dores locais, o desconforto do paciente e os custos do tratamento.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 21 DE MAIO

O TEMOR DO SENHOR É FONTE DE VIDA

O temor do Senhor é fonte de vida para evitar os laços da morte (Provérbios 14.27).

Um laço é uma armadilha invisível, imperceptível, porém real e mortífera. Um laço é uma espécie de arapuca que visa atrair a vítima com vantagens imediatas. É uma isca que oferece benefícios, mas esconde o anzol da morte. A vida está rodeada desses laços de morte. Há muitas luzes multicoloridas que apontam para o caminho do prazer, mas conduzem ao corredor da morte. É assim, por exemplo, com as aventuras sexuais. O rei Davi jamais poderia imaginar que uma aventura sexual com Bate-Seba lhe traria tantos transtornos. O pecado é um embuste. Promete todas as taças dos prazeres e paga com o desgosto. Promete liberdade sem limites e escraviza. Promete vida abundante e mata. O pecado o levará mais longe do que você gostaria de ir, o reterá por mais tempo do que você gostaria de ficar e lhe custará mais caro do que você gostaria de pagar. O temor do Senhor é que nos dá discernimento para não colocarmos nosso pé nesse laço. O temor do Senhor nos protege dessas armadilhas de morte. O temor do Senhor nos dá deleite para a alma e descanso para o coração. O caminho do pecado pode parecer empolgante e cheio de aventuras, mas é repleto de espinhos e conduz irremediavelmente à escravidão e à morte.

GESTÃO E CARREIRA

UM MERCADO QUE NUNCA PARA

Muito além de mais uma guloseima, o sorvete é a sobremesa mais popular no mundo. No Brasil, conquistou dois milhões de lares nos últimos 12 meses. Prático, gostoso e variado, pode ser o empreendimento certo para o seu perfil

Investir no setor de alimentação é quase sempre sinônimo de lucro certo. Se for no segmento de uma das sobremesas prediletas no mundo e nas mesas brasileiras, então, a aposta é mais certeira ainda. Estamos falando do sorvete, aquele doce que não pode faltar no congelador de boa parte das famílias brasileiras.

Ele é disparado o queridinho de todos e é consumido, sem preconceito, pelos brasileiros de todas as classes sociais. Sua fama é tão grande que ganhou um dia especial: no dia 23 de setembro comemora-se o Dia do Sorvete. Aliás, uma homenagem merecida, afinal o gelado está em 87% dos carrinhos brasileiros esse só tende a crescer.

Segundo estimativas da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABlS), o consumo de sorvetes no Brasil foi de 1,1 bilhão em 2019. O País é o 10° maior produtor mundial e o 11° maior consumidor, sendo o Nordeste a região com maior número de vendas. E, segundo um levantamento da Kantar, a delícia conquistou dois milhões de lares nos últimos 12 meses.

Neste ano, o mercado deve crescer mais 5%, prometendo ser uma boa fonte de investimento, especialmente para os pequenos e médios empreendedores. Existem vários cases de quem começou pequeno no setor e se tornou grande, como o Sorvete Rochinha. A questão é como entrar nesse setor, saber quais são os desafios e o que é necessário ter e fazer para ser bem-sucedido, sabendo ainda como driblar épocas sazonais em que sua renda sofre quedas, como o inverno. Os especialistas e personagens desta matéria contam como começaram e o que é necessário para ter sucesso no setor.

AQUECIMENTO

O mercado de sorvetes está tão aquecido que quem não entende muito do assunto, mas quer entrar para essa turma, pode buscar cursos, oficinas e até escolas. Existem bastantes opções na área educacional.

Para dar conta deste setor, o mestre sorveteiro Francisco Sant’Ana, por exemplo, revolveu criar uma escola, que tem sede própria em São Paulo desde 2018: a Escola Sorvete. Ele resolveu investir no público por acreditar que a sorveteria no Brasil está em constante renovação. “As pessoas estão em busca de produtos de qualidade, natural, sustentável e sem perder características de sorveteria brasileira.

Somos um país rico em frutas, então podemos usá-las em diversas formas para compor um sorvete”, relata.

Sant’Ana mostra várias tendências que podem ser exploradas pelos pequenos fabricantes, como os nichos regionais, e combinar o produto com cafeterias e docerias para driblar o inverno. “Pode não parecer, mas existem poucas e boas sorveterias, e quem chegar ao mercado com criatividade vai se destacar prontamente. Transformar a loja, fazer produtos mais leves e menos calóricos também é indispensável nessa nova realidade”, se anima

Para quem deseja entrar nesse mercado ou o pequeno fabricante que já tem um negócio e quer diversificar com o sorvete, é fundamental ele aprender a fazê-lo e dar lhe características segmentadas.

O setor é amplo e abre espaço para várias maneiras de trabalhar com o produto. O mestre explica que o pequeno fabricante pode partir para uma pequena indústria (distribuição de freezers em PDVs), ter uma loja física, trabalhar nos aplicativos, ou seja, existem várias possiblidades e maneiras de ganhar dinheiro com o sorvete. Mas é importante ter um bom plano de comunicação e um produto inovador e saboroso. “Você pode começar um negócio com pouquíssimo recurso. Costumo dizer que mil reais ou até um milhão pode ser muito ou pouco. Tudo depende de um bom planejamento e foco”, indica.

MARKETINGSABOROSO

Em termos de estratégia de divulgação neste segmento, existem várias maneiras de divulgar o produto e uma delas é investir no marketing da experiência. O pequeno fabricante pode explorar bem esse tipo de divulgação, cujo foco é despertar a percepção do consumidor usando as sensações.

A coordenadora do curso de especialização e gestão de marketing da Escola Politécnica da   Universidade Federal do Rio de Janeiro, Maria Alice Ferruccio da Rocha, indica: “Uma micro ­ empresa de sorvetes pode levar uma cozinha experimental e proporcionar uma oficina de sorvetes para crianças e adultos. Ao final, todos podem comer o que foi feito usando uma das receitas da empresa. Para cada tipo de produto (bens ou serviços) podemos ter estratégias diferentes. Não esquecer de fazer a famosa pesquisa de reação ao final da experiência”, ensina.

PRIORIZE A QUALIDADE

Além de uma divulgação personalizada e bem pensada, é necessário dar atenção também à qualidade. Quem trabalha com alimentos precisa ser rigoroso nesse tema.

A principal atenção que o pequeno fabricante deve ter é com relação à produção do sorvete. Isso vai desde comprar bons ingredientes, conhecer técnicas de produção até ter maquinário especial. “A embalagem e a logística de frio, por exemplo, são aspectos críticos para a manutenção da qualidade obtida na fábrica”, lembra a analista de Alimentos e Bebidas da Unidade de Competitividade do Sebrae, Mayra Monteiro Viana.

Esses detalhes fazem a diferença na hora de vender o produto. Fora isso, é importante fazer um planejamento do negócio, definindo o seu modelo, a localização e qual o perfil do cliente que se pretende atingir. Esses elementos devem estar vinculados ao posicionamento da marca.

Quando se trata de alimentos, todo cuidado é pouco, por isso o empreendedor deve estar atento, também, às regulamentações, incluindo as boas práticas de fabricação e os normativos específicos do ramo de alimentos.

VOU DE FRANQUIA?

Muitos empreendedores ficam em dúvida se abrem um negócio próprio na área de sorvetes ou optam pelas franquias já existentes no mercado. Especialmente neste setor, elas são inúmeras. Os especialistas se dividem sobre o assunto, e por esse motivo preferem enumerar algumas vantagens e desvantagens.

Francisco Sant’Ana, por exemplo, já ouviu algumas reclamações de quem investiu em franquia de sorvetes. Ele conta que, entre os principais problemas está o de repassar produtos que podem ser feitos em casa, com preços mais competitivos.

Já Mayra indica algumas vantagens, entre elas a de que o franqueado conta com uma marca reconhecida pelo mercado e que representa credibilidade. ”Além disso, o franqueado recebe um plano de negócios e caminhos claros para a avaliação do custo e retorno esperados. Outra vantagem é receber os produtos e processos já padronizados, o que facilita a operação. Por outro lado, essa mesma padronização resulta em uma menor flexibilidade do negócio, bem como limitações acerca da localização onde ele poderá ser instalado, por exemplo”, lembra a analista do Sebrae.

Sendo franquia ou não, o lucro só será bom se o empreendedor tiver claros os custos na ponta do lápis e se posicionar no mercado de maneira estratégica. “Também é importante buscar formas criativas de reduzir a sazonalidade do produto, já que em alguns meses o consumo de sorvete cai consideravelmente”, lembra Mayra.

Um meio de se diferenciar no mercado é estudar seus concorrentes e conhecer os modelos de negócios que estão fazendo sucesso em outros países. Além disso, é fundamental ter um plano de negócios bem estruturado, para que a empresa saiba exatamente aonde quer chegar.

DICAS PARA QUEM QUER INVESTIR NO RAMO DE SORVETES

1. Todo negócio começa com uma boa ideia.

2. Analise as carências do público que deseja alcançar.

3. Às vezes a solução está no produto, às vezes na forma como é vendido.

4. Para quem deseja investir em franquias, avalie se na sua região há abertura para esse modelo.

FONTE: Francisco Sant’Ana, da Escola Sorvete.

PERFIL DE CONSUMO BRASILEIRO

De acordo com o levantamento da Kantar, com tantas opções de sabores e formatos no mercado, a embalagem de 1,5L é a que mais se destaca e teve uma performance ainda mais positiva do que a média: ganhou penetração em 3,8 milhões de novas famílias no período de agosto de 2018 a agosto de 2019. Entre os sabores, o brasileiro é um consumidor tradicional, sendo o napolitano o preferido. A combinação de chocolate, creme e morango é a escolha de 27,9% dos lares. Em seguida, o ranking fica completo com flocos, creme e chocolate, nessa ordem.

Entre os shoppers nacionais, a sobremesa tem espaço em 53% das famílias com mais de três pessoas, é comprada por 40% dos consumidores com mais de 50 anos e está presente no carrinho de 87% das classes A, B, e C. A região Grande Rio de Janeiro é a que mais compra sorvete para consumo dentro do lar (63.6% de penetração). seguida pela Grande São Paulo (62,1%) e região Sul (54,8%). Na hora de encher o carrinho, os supermercados de rede e atacarejos foram os canais de destaques e registraram crescimento positivo no período.

Como era de se esperar, dezembro e janeiro, meses de férias e verão, são as épocas de maior consumo. E, mesmo nesses períodos, 2020 teve destaque favorável em relação aos anos anteriores.

O sorvete foi eleito principalmente para consumo no jantar e após o jantar entre os paulistanos, que consomem sorvete semanalmente e, em média, duas vezes por semana.

DICAS PARA TER SUCESSO NO RAMO:

1. Faça um bom plano de negócios.

2. Muita atenção aos ingredientes do seu sorvete.

3. Explore o alcance das mídias sociais.

4. Analise o que os aplicativos de entrega têm a oferecer.

FONTE: Francisco Sant’Ana da Escola Sorvete.

  • está no produto, às vezes na forma como é vendido.

.Para quem deseja investir em franquias,avalie se na sua região há abertura para esse modelo.

FONTE: Francisco Sant’Ana da Escola Sorvete

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A AMEAÇA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O desenvolvimento tecnológico levará a enorme crescimento na capacidade computacional, e a inteligência artificial deve em algum momento futuro superar a humana, podendo se replicar e aperfeiçoar por conta própria

Cientistas como Stephen Hawking, e expoentes da tecnologia como Bill Gates e Elon Musk, têm alertado recentemente que o desenvolvimento tecnológico está tão acelerado que em breve os sistemas de inteligência artificial vão superar a capacidade do cérebro humano, e um cenário perturbador de uma distopia futurista pode emergir se esses seres robóticos inteligentes aprenderem a se reproduzir e a perfeiçoar por si mesmos, passando a controlar a sociedade. Essa ideia parece engraçada para alguns, mera ficção científica, algo que aparece nos filmes apenas e muito distante da realidade. Certamente, é um cenário fantasioso à primeira vista, mas, considerando que esse alerta vem de grandes pensadores, vale examinar mais de perto. Gordon Moore, um dos inventores dos circuitos integrados, ainda na década de 1970 enunciou o que é conhecido hoje como “lei de Moore”. Segundo a lei de Moore, a capacidade de processamento dobra a cada 18 meses, o que garante um desenvolvimento exponencial. Isso significa, segundo os cálculos do inventor norte-americano Ray Kurzweil, que em trinta anos a capacidade será superior à humana. Máquinas inteligentes podem construir outras máquinas mais inteligentes a inda, em um processo de evolução artificial extremamente acelerado. Em 2050, um computador custando mil dólares terá uma capacidade um milhão por cento superior ao mais potente atual. Mesmo essa previsão já foi ultrapassada, pois atualmente o espaço de tempo para dobrar a potência computacional encolheu para 13 meses apenas.

Um aspecto que torna a situação complicada, mas que em geral não conseguimos entender claramente, refere-se ao fato de estarmos lidando com sistemas de inteligência artificial, algo inteiramente novo na história da humanidade. Estamos acostumados com computadores que são programados, e a hipótese de que uma máquina possa realmente pensar por si própria não é nada fácil de assimilar. Ainda mais pela razão de o tipo de “pensamento” de um sistema de inteligência artificial ser tremendamente diferente de qualquer coisa que possamos imaginar. Os especialistas afirmam que a “mente” de um computador com inteligência artificial é muito bizarra e estranha pelos padrões humanos. Um insight sobre a estranheza do pensamento artificial pode ser provocado quando se assiste a um “sonho” de uma máquina como o Deep Blue, computador da IBM. As imagens do “sonho” do Deep Blue foram liberadas recentemente na internet, e na interpretação de alguns experts podemos fazer urna comparação com estados psicóticos, pois as imagens sugerem alucinações. É um a séria possibilidade imaginar uma mente artificial desenvolvendo psicose, por incrível que pareça. Mesmo sem conceber uma doença mental em sistemas inteligentes, a ameaça mais significativa está relacionada à própria superioridade da inteligência. Seres cibernéticos super inteligentes podem chegar à conclusão de que os seres humanos são imperfeitos, e que colocam em risco a vida no planeta, e, portanto, devem ser eliminados em prol de uma evolução que caminhará agora de forma artificial, com máquinas projetando máquinas mais evoluídas em cada geração. O fim cio Homo Sapiens e a ascensão do Robô Sapiens… Um cenário sombrio, pelo menos para nós, seres humanos.

Esses alertas e reflexões podem parecer fantasiosos, mas de fato refletem tendências que têm razoável probabilidade de efetivar-se. Precisamos de uma nova ética que nos ajude a construir o futuro que desejamos, e esses riscos potenciais devem servir de balizamento para a implementação de mecanismos que possam evitar os desdobramentos sombrios da inteligência artificial. Um dos maiores filósofos do Brasil, João de Fernandes Teixeira, lançou recentemente o livro O Cérebro e o Robô: Inteligência Artificial, Biotecnologia e a Nova Ética, precisamente abordando esse tema, de forma brilhante.

Como neurocientista, tenho uma sugestão que pode ser útil nas pesquisas a respeito desse tema: da mesma forma que uma mente humana pode usar sua inteligência para o mal, um sistema com inteligência artificial pode se voltar para o extermínio da humanidade se não tiver… empatia. A empatia em uma inteligência artificial levará à compaixão e zelo pela espécie humana, afinal somos os “deuses fundadores” da nova sociedade que emergirá quando as máquinas pensarem e resolverem problemas como as doenças e a escassez. Da mesma forma que a empatia nos seres humanos permite que consideremos a perspectiva dos outros para agir de forma cuidadosa, uma inteligência artificial também pode desenvolver preocupação com nosso bem-estar se estiver equipada com mecanismos de empatia. Ampliar as capacidades tecnológicas de sistemas que não têm empatia com a humanidade pode ser perigoso. Uma mente superinteligente tem que ser compassiva e generosa, ou estaremos em risco. É fundamental que os avanços técnicos sejam acompanhados de desenvolvimentos na ética, o que permitirá que a humanidade possa lidar com os desafios de sua própria escalada civilizatória.

MARCO CALLEGARO – é psicólogo, mestre em Neurociências e Comportamento, diretor do Instituto Catarinense de Terapia Cognitiva (ICTC) e do Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC). Autor do livro premiado O Novo Inconsciente: Como a Terapia Cognitiva e as Neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental (Artmed, 2011)