EU ACHO …

DESCOBERTA

Um cachorro tem que ter cheiro de cachorro. Pois foi esse o pensamento iluminado que ocorreu ao homem no meio de um dia em que, há vários dias, ele se achava num nevoeiro morno de sentimentos. O pensamento sobre o cachorro iluminou-o de repente e abriu de repente uma clareira. O homem ficou muito alegre – talvez tivesse acabado de pôr os pontos nos is. Ficou alegre e passou a olhar cada coisa como se enfim tivesse acordado de uma longa doença. Um cachorro tem que ter cheiro de cachorro. O homem, através desse pensamento, aceitou-se totalmente como ele era, como se admitisse que um homem tem que ter cheiro de homem, e que a vida de um homem é a sua vida nua. Na rua, por onde caminhava para ir ao trabalho, passou por uma mulher que, inocente do passante, carregava um embrulho de compras. Ele sorriu porque ela não sabia que ele sabia que, assim como um cachorro é um cachorro, aquela mulher era aquela mulher. O homem se emocionou com o fato de ele ter acabado de lavar o mundo, as águas ainda escorriam frescas. Ele ia trabalhar no Banco. E o Banco, é horrível, por Deus. Mas, lavado com águas frescas, um banco é um banco.

CLARICE LISPECTOR

OUTROS OLHARES

CORAÇÃO ARTIFICIAL PARA TODOS

Com a autorização para ser vendido em toda a Europa, o aparelho criado na França vai trazer qualidade de vida a milhões de pacientes que aguardam na fila do transplante

Após 20 anos de pesquisa, a empresa francesa Carmat recebeu autorização para comercializar fora da França um produto que dará esperança a milhões de pessoas em todo o mundo: o coração artificial. Batizado de Aeson, o dispositivo pesa 900 gramas, três vezes mais que um coração normal. As baterias de lítio que simulam o bombeamento do sangue duram cinco anos e têm de ser carregadas em uma bolsa externa, que pesa aproximadamente cinco quilos e conta ainda com um controlador de intensidade. Segundo o cirurgião Fábio Jatene, vice-presidente do Instituto do Coração (Incor), a invenção diferencia-se das outras já existentes graças ao avanço da tecnologia, que inclui um uso de materiais biológicos com metal e plástico. “A combinação impede que ocorra o excesso de coagulação do sangue e ajuda a reduzir o risco de trombose”, explica. Segundo o médico, o propulsor do novo órgão artificial utiliza membranas biológicas produzidas a partir de tecido bovino, o que as torna mais maleáveis para agir no sistema de bombeamento de sangue de acordo com a necessidade do paciente. “A ideia por trás desse projeto era criar um dispositivo que também funcionasse psicologicamente como um coração humano, com as batidas no peito e uma função autossuficiente”, afirmou Stéphane Piat, CEO da empresa.

O coração artificial da Carmat substitui os ventrículos do coração em pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca avançada. Ela ocorre quando o coração não consegue cumprir sua função de “bomba de sangue” e afeta primeiramente o ventrículo esquerdo e, depois, o direito. Nesse estágio, órgãos vitais como o cérebro, fígado e rins deixam de receber nutrientes e oxigênio suficientes para funcionar. Entre os principais sintomas da doença estão a fadiga, falta de ar, mesmo em repouso, e retenção de líquidos.

A insuficiência cardíaca afeta ao menos 26 milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar dos avanços nas terapias e prevenção, cerca de 5% dos afetados não reagem aos tratamentos. Como trata-se de uma doença progressiva, o paciente tem menos de 50% de chance de sobreviver cinco anos após receber o diagnóstico. O transplante de coração é a terapia mais adequada, mas torna-se restrita devido à escassez de doadores, pouco mais de cinco mil no mundo. É por isso que empresas como a Carmat investem no desenvolvimento de sistemas de suporte circulatório mecânico, como o coração Aeson.

ESPERANÇA NA FILA

A invenção representa uma opção para quem está na fila do transplante de coração. Estima-se que 40 mil pessoas no mundo estejam esperando por um coração novo. No Brasil, há 270 pessoas na fila. O produto será implantado inicialmente na Alemanha, Itália, Espanha e Grã-Bretanha, e aguarda a autorização da FDA, órgão regulador americano, para ser aprovado. Ao todo, esses países apresentam cerca de dois mil pacientes com problemas no miocárdio e insuficiência biventricular.

Segundo o cirurgião Fábio Gaiotto, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o paciente portador dessa doença tem uma vida dramática. “A doença mina sua independência, muitas vezes não consegue nem tomar banho sozinho”, afirma. “O Aeson é promissor em razão de sua duração. Os atuais funcionam por um ano, mas depois podem surgir complicações como coágulos, trombos e infecções.”

A busca por um dispositivo sintético para substituir o coração começou na década de 1960. Antes disso, em 1937, há registro de um transplante de coração animal, realizado em um cão, pelo médico russo Vladimir Petrovich Demilkhov. O procedimento em humanos só veio a ser realizado com sucesso a partir dos anos 1980. A maioria dos dispositivos substitui parcialmente o coração, geralmente o lado esquerdo que é o mais afetado, como é o caso do órgão artificial criado pela empresa americana SynCardia. A expansão da invenção da Carmat é um alento para muitos corações em todo o mundo.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 06 DE MAIO

CUIDADO COM OS CAMINHOS DE MORTE

Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte (Provérbios 14.12).

As aparências enganam. As coisas nem sempre são o que aparentam ser. Há caminhos que parecem ser retos aos nossos olhos, mas desembocam na morte. Há caminhos que parecem conduzir nossos passos ao destino da felicidade, mas traiçoeiramente nos empurram para o abismo da infelicidade. Assim são os prazeres da vida. Quantas pessoas se entregam às aventuras na ilusão de encontrar a felicidade! Quantas pessoas pensam que uma noite de paixão pode saciar-lhes os desejos do coração! Quantos indivíduos se entregam à bebida acreditando que a felicidade está no fundo de uma garrafa. Quantos cedem à sedução das drogas, com a ilusão de que terão experiências arrebatadoras! O diabo, com sua astúcia, mostra os atrativos do pecado, mas esconde as consequências inevitáveis. Por trás da isca da sedução está o anzol da morte. Por trás do sexo ilícito está a culpa. Por trás do amor ao dinheiro está o tormento. Por trás do copo reluzente da bebida alcoólica está a escravidão. Por trás das drogas está a morte. O pecado é um embuste. É um engano fatal. Quem segue por essa estrada larga, no bonde dos prazeres, desembarcará no inferno.

GESTÃO E CARREIRA

8 FORMAS DE CRIAR UM GRUPO DE APOIO AOS FUNCIONÁRIOS QUE TÊM FILHOS

Empenhe-se ao máximo para que seus esforços frutifiquem.

A covid-19 criou uma crise para os pais que trabalham. Se você que lê este artigo trabalha em RH, é líder sênior ou pai/mãe empreendedor, certamente quer que o grupo de apoio ao funcionário (ERG, sigla de Employee Resource Group) da empresa que se ocupa dos pais de filhos pequenos seja eficiente, útil, visível e dinâmico.

Mas provavelmente você está:

  • Inseguro sobreo que fazer
  • Preocupado em prometer demais ou não atender às expectativas dos funcionários
  • Com poucos recursos (tempo, dinheiro, pessoal)
  • Incerto sobre as melhores práticas ou sobre as práticas adotadas pelas outras empresas
  • Debatendo como o grupo deve ser estruturado, financiado ou comercializado
  • Gerenciando vários ERGs e inseguro sobre como deverão ser adaptados

E por isso você hesita – e não é só você. ERGs dedicados a pais que trabalham são fenômeno recente, e em muitas organizações, eles são informais e de natureza básica. Isso significa simplesmente que não existe manual de implantação desse complexo processo. No entanto, as expectativas são grandes: há boas chances de que você esteja pessoalmente comprometido ou sofrendo pressão institucional para fazer alguma coisa pelos colegas que estão tentando conciliar carreira e família. E se sua organização sair da pandemia sem colocar nada no lugar, isso poderá tornar-se um risco para a marca (você quer que sua empresa seja conhecida como aquela que, diante da crise, não deu apoio aos funcionários que cuidam dos filhos?).

Em vez de hesitar ainda mais ou quebrar a cabeça para apresentar um plano abrangente de cinco anos, mapeie os próximos passos mantendo a eficiência e a simplicidade. As oito perguntas a seguir são nossas pistas. Evidentemente, elas não são as únicas a fazer quando se quer criar um grupo de alto impacto, mas elas são centrais e imediatas. E se você é o único funcionário e capital humano de uma startup, participa do comitê de ERG de uma grande multinacional ou desempenha qualquer outra função na formação de um grupo de pais que trabalham, elas o ajudarão a aprimorar as decisões mais importantes, ultrapassar obstáculos e entrar no modo ação.

QUAL SERIA UMA META RAZOÁVEL NESTE EXATO MOMENTO?

Seu ERG não pode acabar com a pandemia nem resolver todos os problemas criados por ela relativos aos pais que trabalham. Mas ele pode definir algumas metas específicas e começar a desenvolvê-las. Ele pode ser bem-sucedido, por exemplo, em deixar claro que a liderança está comprometida em ajudar os funcionários durante a crise, identificar formas como seus colegas estão “fazendo o grupo funcionar” – e compartilhar essas técnicas para que se tornem conhecidas por todos. Ou, para as mães e pais que trabalham remotamente, conectá-los uns com os outros para construir uma forte rede de apoio.

QUE ESFORÇOS JÁ ESTÃO FUNCIONANDO?

Identifique o que está funcionando e vá em frente a partir daí. Talvez haja um grupo informal de pais que se reuniu durante alguns anos na hora do almoço. Se este for o caso, amplie-o organizando horários de discussões informais sobre assistência às crianças via Zoom. Talvez haja um canal no Slack dedicado a pais/mães que trabalham e bastante acessado regularmente. Monte subgrupos para pais que estão gerenciando ensino a distância, ou para os que enfrentam dificuldades em assistir os filhos mais velhos, por exemplo. E promova e procure ampliar evento sem sua empresa – especialmente os que forem centrados nas preocupações dos pais neste exato momento conduzidos pelos ERGs.

O esforço tem conotação inclusiva ou é essencialmente seletivo? Considere-se felizardo se tiver um ERG ativo com um ou mais executivos seniores como patrocinadores. Isso é ótimo, pois envia uma mensagem poderosa de cima. No entanto, o que não ele pode impedir que todos os funcionários com filhos se considerem parte do esforço. Lembre-se: a população que tem filhos é composta de homens, mulheres; biológicos, adotivos; homossexuais, heterossexuais; de todos os backgrounds possíveis; de todas as partes da organização; de todos os níveis salariais. Se a liderança do ERG não refletir essa variedade, talvez esteja na hora de acrescentar um patrocinador, criar (ou ampliar) um comitê do ERG, ou procurar diferentes anfitriões de eventos e voluntariamente utilizar linguagem que sinalize inclusão.

QUAL É O MEIO CERTO?

Dependendo de como sua organização opera e de onde você se encontra com dez meses de pandemia, é preciso pensar na melhor forma de chegar até os pais que trabalham. Se longas horas e chamadas via Zoom forem a norma, talvez os que cuidam dos filhos não queiram aparecer na tela de uma sessão de seminário, e uma sessão P&R em uma plataforma de mensagens seja uma melhor opção. Talvez uma divulgação entre colegas ou pequenas discussões em grupo entre pais que enfrentam problemas similares (ensino a distância, cuidado dos filhos pequenos) serão mais eficazes que eventos com grupos grandes. As palavras de ordem aqui são acessível, fácil, eficiente e rápido.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS NECESSIDADES DOS PAIS QUE TRABALHAM NESTE EXATO MOMENTO?

Ensino a distância, programação, definição de limites e cuidados pessoais são provavelmente as que surgem em primeiro lugar na mente desses pais. Há outras preocupações – menos discutidas, mas igualmente presentes -, por exemplo, como conversar com gestores e colegas sobre as pressões de cuidar dos filhos, ou como se manter no controle das questões relativas à carreira em 2021. Assegure-se de ter nas mãos o comando do grupo. Isso pode ser feito supervisionando as pessoas anonimamente, coletando insights de gestores da linha de frente, criando um focus group ou, melhor ainda, simplesmente perguntando a alguns colegas que cuidam de filhos quais são suas necessidades. Para quais quer que sejam as questões apontadas, organize esforços e programas de ERG especialmente dedicados.

QUE RECURSOS É POSSÍVEL ACESSAR OU EMPRESTAR?

Digamos que você não disponha de orçamento para convidar palestrantes externos ou de tempo para criar nova página de intranet. Neste caso, e se reunirmos um comitê de funcionários que mudaram seus esquemas de assistência aos filhos durante a pandemia e estão dispostos a contar suas experiências? Ou convidar alguém de TI para conduzir um encontro sobre bons aplicativos destinados a pais, mães e babás? Ou informar que a empresa adotou um manual de sobrevivência possível de ser acessado pela internet? Existem várias formas de fornecer valor com seu orçamento e número de funcionários atual.

QUE PODEMOS AMPLIAR?

Se sua organização dispõe de uma boa política de benefícios familiares, o ERG de pais que trabalham deve levá-la ao conhecimento dele: por exemplo, distribuindo aos membros um guia intitulado “0 que o programa de assistência ao funcionário pode fazer por você”. Se a liderança sênior favorece os pais que trabalham, faça com que um membro da equipe do alto escalão apresente palavras de boas-vindas na próxima sessão online. Em outras palavras, utilize seu ERG para permitir que as mensagens positivas falem mais alto.

QUE PODEMOS FAZER NAS PRÓXIMAS DUAS SEMANAS?

Escolha as ações especificas mais viáveis de imediato e as mais eficientes para desenvolver seu ERG. E comprometa-se a executá-las logo.

Ainda atemorizado? Lembre-se: não é preciso responder a essas perguntas com perfeição nem de forma definitiva. Na verdade, você pode querer retomá-las com o passar do tempo para manter momentum, dar relevância à rede, continuar a fornecer valor. Sua resposta para “qual é o meio certo?”, por exemplo, mudará à medida que mudara situação da covid-19, E retotnar a última pergunta o ajudará a evitara situação muito comum de lançar a rede com alarde do líder sênior… e depois perder momentum (e credibilidade). Mantenha o foco no que é importante, e você terá sucesso duradouro como líder de seugrupo depais que trabalham.

DAISY DOWLING – é fundadora e CEO da Workparent, empresa de consultoria e Coaching focada em pais que trabalham. Ela é autora de Workparent: The complete guide to succeeding on the job, stayng true to yourself, and raising happy kids, livro a ser publicado pela Harvard Business Review Press em maio de 2021.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO LIDAR COM OBSESSÕES

Ideias indesejadas atingem a todos. A tentativa de suprimir os pensamentos perturbadores, de forma irônica, aumenta sua frequência e os transforma em obsessões

Os pensamentos que se intrometem em nossa vida mental, negativos e insistentes, não são exclusivos do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) nem de transtornos mentais. Todos nós somos vítimas desse tipo de pensamento em certos momentos, em especial sob estresse. De forma intuitiva, a manobra que, de longe, é a mais usada para lidar com esses pensamentos é a supressão, que seria a tentativa de evitar ou afastar da mente essas imagens intrusivas. Embora tentador, quando procuramos evitar uma obsessão, o que acontece é na verdade um efeito paradoxal de aumento da frequência do pensamento nos próximos momentos. Esse processo irônico na mente humana foi chamado de “efeito urso branco” pelo psicólogo Daniel Wegner, pois em sua pesquisa os sujeitos eram instruídos a tentar não pensar em um urso branco. Faça agora o mesmo e verá imediatamente as imagens desse magnífico animal desfilando em sua mente. Ou procure não pensar em uma maçã verde. Dá para sentir o cheiro e o gosto… Isso acontece em razão da natureza do processo associativo que envolve a evocação de memórias declarativas. Quando se tenta não pensar em um determinado estímulo, a primeira coisa que o cérebro faz é localizar a representação mental que sustenta o conceito em questão. Ou seja, primeiro o cérebro localiza e abre o arquivo “urso branco”, para depois tentar suprimir a evocação de uma imagem associada a essa representação, o que é inútil.

Em um artigo chamado “Liberte os ursos”, Wegner revisa as estratégias possíveis para diminuir os pensamentos obsessivos e sua eficácia relativa. A primeira delas é bem conhecida e funciona razoavelmente: a distração focada. Se focamos em outra coisa, os pensamentos obsessivos vão embora. O problema é que em situações de estresse é difícil achar uma distração que capte nossa atenção. A pesquisa indica que focar em uma coisa específica, por exemplo uma música ou tarefa, funciona muito melhor do que deixar a mente vagar.

A segunda estratégia é evitar estresse. Não use o método intuitivo de se colocar sob pressão pois não funciona, na verdade aumenta as obsessões.

Terceira estratégia: marque hora para se preocupar. Funciona bem adiar os pensamentos para um período de 30 minutos e ajuda a limpar a mente no restante do tempo.

A quarta estratégia chama-se terapia paradoxal, pois envolve se concentrar em pensar justamente, naquilo que estamos tentando evitar de trazer à mente. Funciona como uma terapia de exposição, onde se expor aos pensamentos temidos faz com que estes se enfraqueçam.

A quinta vertente seria a aceitação. Existem evidências de que tentar aceitar alguns pensamentos, mais do que entrar em uma batalha com eles, pode ser benéfico. Um estudo no qual os participantes diminuíram os pensamentos obsessivos deu a seguinte instrução:

Lutar com seus pensamentos pode ser inútil. Quero que você observe seus pensamentos. Imagine que eles estão desfilando à sua frente como soldados marchando em uma pequena parada. Não discuta com os soldados, não evite, não tente fazê-los ir embora, somente observe os soldados marchando.

A sexta estratégia é a meditação do tipo “atenção plena”, ou mindfullness no original em língua inglesa. Esse tipo de meditação budista promove uma atitude de compaixão e não julgamento quanto ao fluxo de pensamentos que invadem a mente durante o processo meditativo, e pode ser uma abordagem útil para se ver livre de pensamentos indesejados.

A sétima estratégia é a autoafirmação, que envolve pensar sobre traços e crenças positivas. A autoafirmação vem recebendo atenção de pesquisas recentemente e tem fornecido evidências de eficácia especialmente em se tratando de aumentar autoconfiança social e autocontrole. Parece ser útil para pensamentos indesejados, mas foram realizados poucos experimentos ainda.

Finalmente, a oitava estratégia envolve a escrita expressiva. Escrever sobre seus pensamentos e sentimentos mais profundos tem sido estudado e promove vários benefícios para a saúde e para a mente.

Essas técnicas não são miraculosas, mas se bem implementadas promovem de fato uma melhora na frequência e intensidade dos pensamentos obsessivos, muitas vezes com outros benefícios adicionais e sem qualquer risco ou efeito colateral.

MARCO CALLEGARO – é psicólogo, mestre em Neurociências e Comportamento, diretor do Instituto Catarinense de Terapia Cognitiva (ICTC) e do Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC). Autor do livro premiado O Novo Inconsciente: Como a Terapia Cognitiva e as Neurociências revolucionaram o modelo do processamento mental (Artmed, 2011)