EU ACHO …

O MILAGRE DAS FOLHAS

Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que só de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes.

Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.

Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhões de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzi-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.

Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.

*** CLARICE LISPECTOR

OUTROS OLHARES

COMO SE TORNAR UM LORD

Pela lei da Escócia, qualquer pessoa que possuir terras no país recebe os títulos de Lord ou Lady. Uma reserva ambiental decidiu vender pequenos terrenos e garantir um lugar na elite para quem preservar a natureza

Esqueça o fraque e a cartola ou ainda a ideia de visitar a rainha Elizabeth II no Palácio de Buckingham. Conseguir um título de nobreza não hereditário é possível aos meros mortais que adquirirem pelo menos um metro quadrado de terreno na Escócia, país ao norte da Inglaterra e membro do Reino Unido. Isso acontece porque a lei local permite que quem possuir terras no país possa ser chamado de Lord, Laird ou Lady, em vez dos populares senhor ou senhora. Mas, além de não garantir a classe social, o título também não dá o direito comercial sobre o local ou ainda cidadania no país, apesar de ser possível visitar o seu terreno e até deixá-lo como herança aos seus descendentes.

Parece pouco, mas há um lado positivo: vale para todas as nacionalidades, inclusive a brasileira, e ainda garante a troca do pronome de tratamento em alguns documentos, como formulários, cartões de crédito e passagens aéreas – algo que pode até render benefícios como embarque preferencial e quem sabe até um upgrade para a primeira classe. Fora o certificado oficial de propriedade que você, futuro proprietário ou proprietária das terras altas, ganhará e poderá colocar na parede, de preferência ao lado da coleção de uísque, e assim impressionar os amigos.

A brincadeira por trás de transformar as pessoas em nobres é, para ser redundante, nobilíssima: cuidar da fauna e da flora do norte da Escócia. A ideia era que o cidadão comum comprasse um metro quadrado de terra e com esse dinheiro a reserva ambiental “Highland Titles” protegesse a região adquirida. Peter Bevis, fundador da área de preservação e idealizador do projeto, diz que os objetivos são o de conservar as florestas, promover a introdução de animais extintos das Terras Altas e também o de cuidar dos animais ameaçados de extinção que ainda estão por lá. No entanto, a terra é sua, você apenas a concede para que seja preservada.

“Sou um apaixonado pelo filme ‘Coração Valente’ e pela Escócia e, quando chegou o meu aniversário, a minha esposa viu que essa reserva existia e que eu poderia virar um Lord”, diz o economista Gustavo Prestes, que hoje mora nos Estados Unidos. Ele e a mulher, Suelen Girotto, acabaram comprando o “pacote casal” e ambos agora são Lord Gustavo Prestes e Lady Suelen Girotto. Os dois gostaram tanto da ideia que compraram o mesmo pacote para um casal de amigos. Agora os quatro possuem 40 metros quadrados nas famosas “Highlands”, ou terras altas, na região de Glencoe. “Temos o plano de ir lá visitar, quem sabe até montar uma barraca e fazer um piquenique”, diz Prestes. Ele explica que a empresa fornece um aplicativo dizendo a quantos quilômetros de distância você está da sua propriedade e até ver o que acontece por lá via satélite.

PARA TODOS OS BOLSOS

Um brasileiro pode permanecer sem visto no país, apenas como turista, por seis meses, ao contrário dos países europeus onde o tempo de permanência é de três meses. A reserva tem uma vasta estrutura e garante uma centena de serviços, usando sempre a mão de obra e a agricultura locais. Ou seja, pousadas para estadia, visitas guiadas e contato com diversos animais da região, dentre outros serviços. As redes sociais da “Highland Titles”, aliás, são repletas de fantásticas imagens da região, tanto que a área de Glencoe é frequentemente cenário de filmes e séries como Outlander, James Bond, Harry Potter e, claro, “Coração Valente”, de Mel Gibson.

No site oficial da reserva, é possível escolher o seu pacote e tirar todas as dúvidas, como questões de nacionalidade e o que pode ou não ser feito com o seu terreno. O que impressiona? Você pode comprar o lote básico de um metro quadrado por meros US$ 49, ou R$ 275, e você receberá um certificado virtual. O preço aumenta conforme a quantidade de metros e se o comprador prefere receber o certificado assinado em caneta e enquadrado, por exemplo.

E para quem achou tudo isso pouco, há outra novidade: se for rápido, você poderá ter sua própria ilha no meio de um dos mais belos lagos da Escócia. A “Deer Island” acaba ser posta no mercado imobiliário por 80 mil libras, cerca de R$ 600 mil, o preço de um apartamento de três quartos em um bairro de classe média em São Paulo. Situada no meio do tranquilo Lago Moodart, na costa oeste da Escócia, a ilha remota oferece nada menos que 4,5 hectares a serem desfrutados. E, embora não tenha casas e seja coberta por florestas, é um local privilegiado, ao lado da ilha de Eilean Shona, propriedade da família do magnata britânico Richard Branson. A vizinhança, pelo menos, está aprovada.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 08 DE ABRIL

O JUSTO BRILHA ESPLENDIDAMENTE

A luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará (Provérbios 13.9).

Os perversos têm uma lâmpada, e essa lâmpada brilha. No entanto, esse brilho se apagará, pois na hora da crise faltará aos perversos o combustível necessário. Então, a vida deles será como a escuridão. Caminharão às cegas para um abismo trevoso. Totalmente diferente é a vida dos justos: eles seguem a Jesus, a luz do mundo. Ele é a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina todo homem. Quem segue a Jesus não anda em trevas; pelo contrário, verá a luz da vida. A luz dos justos brilha com grande fulgor. A vida dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. O justo anda na luz, pois não há engano em seu coração nem falsidade em seus lábios. O justo vive na luz porque se aparta de seus pecados, confessando-os a Deus e recebendo a purificação do sangue de Jesus. O justo deleita-se na luz porque ama a santidade, tem prazer na misericórdia e exercita o amor. O justo, além de ser filho da luz, de ser luz do mundo e de viver na luz de Cristo, também caminha para a cidade santa, a nova Jerusalém, onde não precisará mais da luz do sol nem da lua, pois o Cordeiro de Deus será a sua lâmpada.

GESTÃO E CARREIRA

PLATAFORMAS QUE INCENTIVAM O EMPREENDEDORISMO

Confira um guia prático de canais que podem ajudar você a ter um negócio próprio sem sair de casa ou do seu emprego

A criação de conteúdo digital é o fenômeno do momento e deve seguir evoluindo. Independentemente de o trabalho se referir a posts de redes sociais, vídeos de YouTube, textos para sites e blogs, o criador de conteúdo nunca para, tem um leque gigante de opções e um desafio: engajar. Ou seja, o “negócio do momento” exige tempo e planejamento mais a longo prazo. Por isso, na maioria das vezes, ele tem se tornado não o produto final, mas sim um complemento ao negócio ou de pessoas que querem começar um negócio. Se você vende artesanato, por exemplo, o Instagram pode ser uma ótima ferramenta de divulgação, enquanto que o YouTube pode agregar valor com pequenos tutoriais e outros conteúdos relevantes no segmento em que atua. Mas qual o melhor lugar para você fazer a sua venda direta?

Muito antes da Covid-19, a atriz Kaká Degaspari encontrou no aplicativo Wallapop uma maneira de aumentar a renda em casa. “Abri minha lojinha virtual faz uns quatro anos, quando me mudei para Barcelona. Primeiro, me interessei por comprar coisas de segunda mão e, depois, comecei a vender. A princípio, foi uma questão econômica mesmo, porque tinha móveis que não me serviam mais e ainda estavam em bom estado. Hoje, continuo com a lojinha, mas com outra concepção, a de reutilizar tudo e assim produzir menos lixo. Tento ao máximo comprar tudo de segunda mão, por uma questão política/ ecológica – por isso, faz sentido, para mim, vender também. Entre os produtos, estão móveis, eletrônicos, livros e roupas de adulto”, conta.

Ela não está sozinha. No terceiro trimestre de 2020, o Mercado Livre recebeu dois milhões de novos vendedores. Antes da pandemia, a plataforma ajudava a formalizar uma média de 600 empresas por mês – de março até setembro, o número cresceu para 5.500. Ou seja, no final das contas, são 36 mil empresas novas usando a ferramenta no Brasil até o momento. Importante observar esse tópico da formalização. Isso porque ter um CNPJ regulamentado e que deixe você em dia com as declarações de imposto de renda, podendo comprovar o que entra e sai de sua conta, é extremamente importante.

O próprio Mercado Livre tem trabalhado duro nesse assunto, uma vez que apenas quem possui empresa aberta consegue hoje utilizar seu serviço de entrega, por exemplo. Por que isso é bom? Porque a logística final garante qualidade do serviço, otimiza seu tempo, ajuda na economia de dinheiro, mostra seu produto a mais gente e diminui o tempo de recebimento do produto.

Cada plataforma possui suas regras e termos de uso. O programa de formalização do Mercado Livre está dando tão certo, que recentemente a empresa anunciou a criação de cinco novos centros de distribuição no País até 2021, além de investimentos na casa dos quatro bilhões de reais ainda para 2020.

No geral, a OLX também é uma plataforma de classificados on-line, para divulgação de produtos, com foco maior em produtos usados, não só de lojistas, mas também de consumidores que gostariam de vender algum móvel, aparelho, entre outros bens que já não utilizam mais. “Nessas duas plataformas, existem dois tipos de pessoas físicas, uma que está empreendendo ainda de forma informal e outra que apenas gostaria de vender algum produto pessoal usado. Por isso, como mencionado anteriormente, o ML busca formalizar essas pessoas para no mínimo um MEI”, completa o gestor de marcas (branding) e sócio da DMK GROUP, Ricardo Monteiro.

ESTÍMULO

Existem maneiras diferentes de comercializar on-line – desde se desfazer daquelas peças do guarda-roupa que já não quer mais até, de fato, criar um negócio. Além disso, há cuidados simples que devem ser tomados. O Instagram, por exemplo, tem se mostrado cada vez mais uma ferramenta boa de vendas. Tanto ele quanto o Facebook (por meio de Fanpages) oferecem maneiras de criar lojinhas on-line que facilitam o comércio. Porém, uma prática comum como de “mando preço por direct’ é ilegal. Isso porque o Código de Defesa do Consumidor exige que os valores sejam sempre visíveis e de fácil acesso. Para evitar problemas, você deve colocar o máximo de detalhes possível na sua postagem, incluindo informações do produto, formas de pagamento e entrega, por exemplo.

Hoje, você tem não só Mercado Livre e OLX, mas todo um ecossistema de marketplace. “Para você ter noção, quem tem empresa pode vender no Mercado Livre – que hoje considero ser o maior, até porque a experiência deles é essa -, na OLX, além de Magazine Luíza, Ponto Frio, Extra… Ou seja, eu posso vender onde eu quiser. Até no site do Carrefour, por exemplo, vai aparecer minha empresa. Então, o ecossistema cresceu demais e é muito amplo”, esclarece o vendedor de brinquedos no marketplace do Mercado Livre, Pedro Nunes.

Agora com o e-comrnerce estourando na pandemia, ele diz ainda que a galera está vendendo bastante. Surgiu também o Shopee, no estilo do Mercado Livre. ”O pessoal tem falado muito bem, porque é um público acostumado com o Ali Express e acha coisa que está aqui e vende por aqui. O Mercado Livre e o Shopee aceitam pessoa física e jurídica. Os outros – Carrefour, Extra, Magazine Luiza – só aceitam pessoa jurídica. Tem a Amazon também, pela qual eu vendia na Europa. Sobre a questão de fiscalização, é mais desafiador para quem é PJ. O Mercado Livre, por exemplo, cresceu com uma multidão de pessoas físicas vendendo tanto coisa usada quanto em escala mais comercial. Mas acredito que hoje 50% do que é vendido em e-commerce é realizado por PJ”, aponta.

Segundo Nunes, o sistema da Nota Fiscal do Brasil é muito mais avançado, por exemplo, que na Espanha – onde você tem uma fatura de papel preenchida e entregue ao governo. Aqui é tudo digitalizado. Usado ou não, todo mundo tem que seguir o Código de Defesa do Consumidor, que possui inúmeras regras. Ele permite, por exemplo, ao cliente desistir do produto em até sete dias e repassa o valor do frete para o vendedor – se a caixa foi aberta, a pessoa não pode colocar novamente no mercado como produto novo. Há empresas que compram esses produtos abertos, que saem por um custo menor, para trabalhar com eles.

Levando todos esses bons fatores em consideração, selecionamos a seguir algumas plataformas que você pode utilizar sem sair de casa ou do emprego.

MERCADO LIVRE

RESUMO:

Uma plataforma que conecta perfis de vendedores com perfis de consumidores. Presente em mais de 19 países, também oferece opções de pagamento facilitado e entrega.

PARA QUEM SERVE?

Qualquer pessoa que queira vender, seja pessoa física, seja jurídica. Não são permitidos os seguintes produtos: Pneus; Medicamentos, tanto de venda livre quanto com receita médica; Produtos inflamáveis ou explosivos, como aerossóis ou combustíveis; Produtos remanufaturados, não originais ou não autorizados para venda pelo fabricante; Produtos sem certificação ou autorização na Anvisa; Baterias e pilhas de lítio; Produtos com data de validade inferior a 90 dias.

COMO APROVEITAR MELHOR?

É importante que o título do anúncio seja claro e sem pontuação, como exclamação, por exemplo. Tenha em mente quais palavras uma pessoa que busca seu produto vai usar na pesquisa. Descreva detalhadamente o que está vendendo e use boas imagens. Preste atenção aos preços da concorrência, para não destoar muito daquilo que é oferecido e acabar ficando para trás. Atenda bem os clientes e fique sempre de olho na reputação, no feedback que eles dão a você dentro do site.

DIFERENCIAL:

Uma das plataformas mais antigas nesse setor, o Mercado Livre possui boa experiência de uso tanto por parte dos compradores como dos vendedores.

ENJOEI

RESUMO:

Aplicativo com layout bastante moderno e focado principalmente em moda, acessórios e dispositivos de tecnologia.

PARA QUEM SERVE?

Qualquer pessoa física pode ter sua lojinha dentro da plataforma, que também é utilizada por celebridades.

COMO APROVEITAR MELHOR?

A ferramenta oferece espaços para colocar as tags que descrevem melhor seu produto. Tente ser o mais assertivo possível neste momento, para que a busca seja otimizada. Também há possibilidade de criar campanhas dentro da plataforma, para melhor publicidade de seu produto. Quem busca o enjoei gosta de boas fotos – essa dica vale para qualquer venda e faz toda a diferença.

DIFERENCIAL:

O que torna o Enjoei único é a maneira descontraída e moderna de se comunicar, atraindo um público muito forte no setor que mais se compromete, que é o da moda. Com jeito de estar à frente do tempo, a ferramenta tem a cara de influenciadores digitais e pessoas mais descoladas.

PREÇO:

Para produtos de até R$100,00, há 18,5% de comissão + tarifa de anúncio. Para produtos a partir de R$101,0 0, são 20% de comissão + tarifa de anúncio. As tarifas estão detalhadas em uma tabela da política de serviços do site.

VIZINHANÇA

RESUMO:

O aplicativo foi desenvolvido para ajudar microempreendedores a vender mais e de forma organizada suas comidas e bebidas artesanais. Ainda restrito ao Rio de Janeiro, a plataforma auxilia os pequenos negócios da chamada comfort food.

PARA QUEM SERVE?

Pequenos empreendedores de comida e bebida caseira no Rio de Janeiro.

COMO APROVEITAR MELHOR? Por ser novo, o aplicativo está em constante evolução e disposto a auxiliar de perto seus usuários.

DIFERENCIAL:

A receita da empresa vem de uma tarifa de serviço sobre a venda, que é cobrada dos lojistas que aderem à plataforma. Não há mensalidades ou taxas de cadastro para os usuários, e a entrega é acertada entre o cliente final e o lojista.

I FOOD

RESUMO:

É um marketplace que disponibiliza site e aplicativo para fazer pedidos de comida on-line. Nele, os restaurantes poderão receber e confirmar os pedidos e avisar os clientes quando saírem para a entrega. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), pesquisas apontam que o iFood marca 4 milhões de pedidos por mês e tem mais de 20 mil restaurantes cadastrados, distribuídos em mais de 100 cidades do Brasil, tornando-se o aplicativo mais famoso de delivery on-line do País.

PARA QUEM SERVE?

Para vender no iFood, é preciso ter CNPJ, computador com Windows e acesso à internet, além de um serviço de entrega – ou fazer uso da entrega da própria plataforma.

COMO APROVEITAR MELHOR?

É importante que as refeições sejam prontas para consumo. Além disso, o plano de entregas assinado junto ao iFood tira da sua responsabilidade essa parte. Dentro da ferramenta, é possível também criar promoções que ajudem a potencializar suas vendas.

DIFERENCIAL:

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o iFood pode aumentar sua clientela e o faturamento do seu restaurante em até 50% por mês. Além da visibilidade, possui um atendimento fácil ao cliente e a possibilidade de pagamento on-line.

PREÇO: Não há qualquer taxa mensal para os colaboradores, mas sim comissão por venda. O valor é de 12% por pedido.

OLX

RESUMO:

Plataforma parecida com o Mercado Livre, mas que possui grande público para imóveis, carros e celulares, apesar de abranger outros produtos também e até vagas de emprego.

PARA QUEM SERVE?

Para pessoa física ou jurídica. Porém, os vendedores profissionais podem escolher planos de valores fixos de anúncio.

COMO APROVEITAR MELHOR?

Entender o mercado e comparar preços é um bom ponto de partida, além de garantir condições seguras para que o cliente conclua sua negociação e não esquecer a boa comunicação – com os já consumidores ou com os compradores em potencial.

DIFERENCIAL:

A plataforma oferece comunicação por chat com seus consumidores, o que otimiza o tempo. Ela também possui ferramentas de acessibilidade e inclusão para portadores de deficiências.

PREÇO:

A OLX lucra com a venda de anúncios no site e não com as vendas individuais. Os preços de pacotes variam de acordo com o tempo e o negócio.

EL07

RESUMO:

Plataforma de venda de produtos artesanais. Criada em 2018, tem como valor transformar a vida das pessoas com um ambiente humanizado e de conexão.

PARA QUEM SERVE?

Pessoas físicas ou jurídicas que tenham um negócio de artesanatos.

COMO APROVEITAR MELHOR?

A Elo7 oferece diversos manuais para o vendedor aprender desde como tirar a melhor foto do produto até fazer uma bela embalagem. O frete possui desconto nos Correios, e um suporte humano auxilia o vendedor sempre que necessário.

DIFERENCIAL:

Hoje, a ferramenta conta com 24 buscas por segundo e, mais do que focar a venda, ela dá todo o suporte para que o vendedor otimize seus processos.

PREÇO:

Não há mensalidade. Será descontado sobre o produto 12% ou 18% de comissão, de acordo com o anúncio em que está cadastrado, além de 12% de comissão em cima do valor do frete (cobrado do comprador). Há variações relacionadas a tipo de anúncio e logística de compra.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

SAÚDE MENTAL NO CONVÍVIO FAMILIAR

A família é um sistema em que se espera que todos estejam aptos a desenvolver suas funções. Como lidar com a ruptura dessa engrenagem quando há alguma disfunção?

O que significa ter saúde mental? O que significa “ser normal”? Quando essa questão foi feita a Sigmund Freud ainda no século XIX, ele respondeu: “normal é a pessoa capaz de amar e trabalhar”.

A partir dessa resposta de Freud podemos imaginar o quanto a doença mental pode impactar o ciclo familiar. A família é um sistema como se fosse uma engrenagem, na qual os membros possuem funções, missões e expectativas de futuro, ou seja, se espera que todos estejam aptos a desenvolver suas funções esperadas para cada idade e que amem não só os seus parentes, como tenham empatia pelas pessoas que não fazem parte da família, mas que ocupam um lugar de importância em nossas vidas. São os colegas de escola, amigos, vizinhos e até parentes distantes. Pode não haver amor, mas há afeto e empatia.

Pensemos agora em uma família que possui algum membro com uma questão que interfere e atrapalha a homeostase da casa. São inúmeros os casos. Parentes com depressão, ideação suicida, bipolaridade, distimia, psicose, esquizofrenia, dependência química de qualquer ordem, transtornos de personalidade e tantas outras questões que tensionam e atingem diretamente as famílias, especialmente quando o grau de gravidade da doença mental torna o indivíduo incapacitado para amar e trabalhar. Vamos utilizar o conceito de Freud para comentar essa matéria, pois, apesar de parecer reducionista e simplório, resume muito bem o que acontece com o indivíduo e seus familiares.

Sendo a família um sistema, também é um ciclo hierárquico. Vamos refletir sobre alguns exemplos. Se a pessoa com doença mental é uma criança, ela precisa de duplo cuidado. Além dos cuidados naturais do ser criança, o tempo da família é dedicado às visitas médicas, terapias, m medicação. Em geral um membro paralisa suas atividades laborais para cuidar, sem nenhum prazo objetivo de quando essa situação vai terminar.

Na adolescência não é muito diferente, pois o adolescente tende a querer a sua independência e liberdade para ir à rua sem companhia, frequentar festas e eventos, mas nem sempre isso é possível. A decorrência é a revolta do adolescente e mais tensão dentro de casa.

Na fase adulta, quando a medicação não faz o efeito desejado do sujeito poder ter autonomia e empatia, a vida incapacitante permanece imobilizando um ou vários membros da família para cuidar sempre. Temos uma situação de congelamento do tempo, pois parece que aquela criança trabalhosa agora é um adulto com pais mais envelhecidos e frágeis.

Os principais impactos que podemos citar podem ser financeiros, uma vez que os tratamentos e medicamentos têm alto custo, somado a uma queda de receita, pois alguém que poderia estar no merca- do de trabalho é escolhido pela família para cuidar do membro que necessita de atenção e vigilância.

As famílias que não possuem recursos buscam apoio na rede pública, e a maior queixa que recebemos é que nem sempre há eficácia, porque as consultas possuem intervalos grandes entre uma e outra, e a impossibilidade de arcar com o custo dos remédios.

A inversão da hierarquia familiar também é algo muito comum, pois, quando são os filhos que cuidam dos pais, esse filho fica descoberto da proteção familiar e muitas vezes, mesmo sem maturidade e condições adequadas, cuida de quem deveria cuidar dele.

O estresse familiar acontece pelos comportamentos antissociais, impulsos, precisar vigiar por quase 24 horas a pessoa com ideação suicida, vigiar os remédios para evitar abusos e cumprir os papéis familiares que pertenceriam a quem está doente.

Em famílias com mais de quatro membros, encontramos também a descrença e a falta de colaboração a partir das expressões de opiniões como: “eu não quero saber dele”, “é falta de vergonha, pois deve ser ótimo ficar na cama todo o tempo enquanto é sustentado pelos outros!”. É fato que a revolta nasce do cansaço de cuidar ou do ambiente estressante, e exatamente por isso que a psicoeducação da família é indispensável. Por psicoeducação entendemos a orientação sem interrupção que será dada aos membros familiares para estimular a solidariedade e a divisão de tarefas. Assim ninguém fica sobrecarregado. Orientar sobre a evolução do quadro e o que se pode esperar do futuro. Orientar quando novos quadros surgem e sobre os riscos que todos correm e, principalmente, orientar sobre como podemos vislumbrar a melhora e a vida produtiva do parente.

A Organização Mundial da Saúde possui dados alarmantes, tais como: a cada três pessoas, uma apresenta doença mental. Mostra também que em 2020 a depressão, o mal do século, poderá matar mais que o câncer e as complicações do HIV. Não são dados animadores, mas é preciso exercer a nossa cidadania para a formulação de políticas públicas para a saúde mental.

Somos conhecedores do colapso da saúde no Brasil, mas na saúde mental o quadro é muito pior.

Finalizamos perguntando: quem cuida de quem cuida? Sem dúvida que os cuidadores precisam de apoio terapêutico, descanso e lazer. Só cuida bem quem está bem, e viver em alerta todo o tempo adoece o cuidador, interfere na conjugalidade e na relação com os demais filhos, quando o filho que apresenta o quadro mental rouba toda a cena e os demais precisam exercer o autocuidado.

Ações preventivas sempre são o melhor remédio. Como prevenir? As ações cotidianas e aparentemente comuns nos protegem do adoecimento, a construção da resiliência: estudar, trabalhar, ter oportunidade de lazer e ter um amigo. O outro fraterno. Pessoas que têm amigos adoecem menos, sem dúvida. É fato que o amor cura.

DAYSE SERRA – é doutora em Psicologia pela PUC-Rio, mestre em Educação Inclusiva pela UERJ, professora da Universidade Federal Fluminense. Escritora, terapeuta de família e casal pela Logos Psi, membro da Comissão Científica da Abenepi, membro do Conselho Editorial do Colégio Pedro II.

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