GESTÃO E CARREIRA

DOIS EM UM

Cada vez mais as redes de franquias têm permitido que franqueados operem lojas virtuais exclusivas da unidade. Especialistas defendem que isso é perfeitamente possível, desde que padrões e critérios sejam seguidos também no mundo virtual

Tudo está dentro dos “conformes”: ponto de venda escolhido após pesquisas de campo; padrão da unidade seguindo todos os manuais da rede; equipe de colaboradores treinada para atender os clientes; metas lançadas para buscar o crescimento da empresa… Características comuns da maioria das franquias que operam lojas físicas.

Até aí todo mundo sabe como funciona. E agora como operar uma loja virtual dentro de uma rede de franquias? As dúvidas sempre surgem, visto que é preciso compreender como controlar a área de cada franqueado.

Para o sócio-diretor do Grupo Soares Pereira & Papera, Umberto Papera Filho, migrar para o ambiente virtual não prejudica a operação física, pelo contrário. “O varejista não está deixando de ter foco na operação física, mas passa a usar o virtual como promovedor, ou seja, uma ferramenta para promover a imagem e a marca dele como um todo, o que pode levar os clientes a experiências nas lojas físicas”, pontua o especialista.

Por mais que as redes com modelo de loja física priorizem o atendimento “corpo a corpo”, está se tornando rotineiro que as grandes marcas disponibilizem o universo on-line para os franqueados, desde que isso seja feito com muito critério e cuidado para não se tornar algo desorganizado.

Além da loja virtual, existem outras possibilidades: ”Algumas redes estão abrindo redes sociais por loja, sempre com a aprovação da franqueadora. Agora temos lojas abrindo o WhatsApp para vendas diretas, mas com o conteúdo fornecido pela matriz”, complementa Papera Filho.

EM PERFEITA HARMONIA

Na SuperSeg Brasil, franquia especializada em segurança eletrônica, lojas físicas e virtuais operam em perfeita harmonia. Cada unidade da rede possui um e-commerce próprio, com plataforma simples de operar e que possa ser administrada pelo franqueado. Ele consegue controlar o estoque disponível, cadastrar produtos e administrar os pedidos.

De acordo com o sócio- fundador da SuperSeg Brasil, Evandro Machado, a maior estratégia com esse recurso é uma otimização de buscas locais. “Com essa ferramenta conseguimos bons resultados nos sites de busca, como o Google, por exemplo. Com esse resultado nas pesquisas, o perfil de consumo de nossos clientes é pesquisar, encontrar nosso e-commerce, descobrir que temos uma loja em sua região e, como comportamento mais comum, fazer contato ou ir até a loja, além, claro, da possibilidade de comprar por meio da própria loja virtual”, detalha o executivo.

Atualmente, a marca conta com 32 franqueados, com plano de expansão de novas 14 unidades em 2021, tendo como objetivo 150 lojas nos próximos cinco anos. Todas são físicas, mas contam com o complemento do e-commerce. “Assim, tomamos a experiência de compra do consumidor muito mais simples e interessante, dando a opção de compra para receber em seu endereço, compra no balcão da loja, solicitação de visita para comprar instalado direto em seu imóvel e muitas outras possibilidades”, analisa Machado.

O executivo avalia que, dessa forma, a integração entre físico e on-line beneficia, principalmente, o cliente da rede, que tem opção de uma experiência mais ampla. Por outro lado, o franqueado incrementa o faturamento. “O e-commerce de cada franquia é otimizado para sua região específica. Com isso, conseguimos aprimorar o direcionamento da procura e dos acessos, centralizando a grande demanda já para a região do franqueado”, explica o fundador da SuperSeg Brasil.

ANÁLISE DOS GANHOS

Hoje se observa uma grande mudança no perfil de consumo de compras que se iniciam on-line. O cliente já não quer mais esperar longos prazos. Diante disso, os e-commerces vêm observando maior procura pelos fretes full, com entregas no dia seguinte, bem como integração entre e-commerce e loja física para retiradas no local. Por esses e por outros motivos que Machado entende que o modelo on-line é o divisor de águas entre as empresas que têm resultado e as demais. “O modelo híbrido adotado pela rede traz o benefício de branding local para a marca, proximidade com o cliente e maior volume de negócios, graças à possibilidade de falar com esse consumidor”, afirma.

UMA DELÍCIA DE NEGÓCIO

Na rede Casa Bauducco, além das unidades físicas que vendem deliciosos panetones o ano inteiro (deu até vontade de comer uma fatia, não?), os clientes podem usar o mundo virtual para decidir a compra.

A rede desenvolveu um app web cujo funcionamento é automático. Quando o cliente entra e coloca a geolocalização, é direcionado para a loja mais próxima dele. Se existir mais de uma loja por perto, são apresentadas as opções e ele escolhe em qual vai fazer o pedido ou a compra. “Ao navegar pelo aplicativo, ele é direcionado para uma loja específica. Esse franqueado recebe um aviso na tela e o pedido então é feito pelo app, no qual é realizado o pagamento via cartão, tudo como um aplicativo de vendas digitais. A finalização desse processo já é com aquele franqueado específico da loja escolhida pela geolocalização”, explica o diretor da Casa Bauducco, Paulo Cardamone.

O franqueado faz contato com esse cliente e combina a entrega, além de organizar a logística em torno disso. Essa é uma maneira de fazer uma venda 100% digital, mas atrelada ao franqueado e a sua própria loja. Ou seja, o franqueado tem a loja física e o canal virtual.

A rede tem, atualmente, 85 lojas. O executivo da marca diz que, mesmo durante a pandemia, tem notado procura bastante interessante de pessoas que querem abrir uma Casa Bauducco. “Existem muitos franqueados, da própria rede ou novos (e não estavam necessariamente no setor de cafeteria), que perceberam como uma marca forte e uma empresa como a Bauducco – com respaldo financeiro, estrutura e apoio ao franqueado – fez diferença no período de pandemia e faz todo o possível para continuar a operar dentro do setor de varejo”, comenta Cardamone.

Ele acredita que o modelo de negócio se torna atrativo por vários fatores, entre eles, duas datas sazonais fortes, uma linha de empório para levar para casa e eventualmente pedir via digital para receber em casa (modalidade que foi extremamente importante durante a quarentena mais aguda). ”A projeção do Natal, por exemplo, é crescer 15% acima do ano anterior. Isso nos coloca em uma situação bastante interessante. A gente fala que quer vender 15%. da campanha em digital, então esses 15% são totalmente adicionais ao que vendemos nas lojas físicas”, revela.

FIM DE PAPO…

O ambiente virtual oferece a possibilidade de acelerar o negócio, pois permite que o produto chegue mais rápido e em número maior de pessoas. Muitas vezes, são consumidores que não conheciam a marca e que depois buscam a experiência no ponto de venda. “O maior erro é tentar migrar sem a ajuda de uma empresa profissional, ou do setor, para fazer um trabalho mais estruturado e focado em resultado. As marcas acabam se perdendo, gastando muito capital e tempo sem obter êxito por ainda não conhecerem bem esse ambiente”, finaliza Umberto Papera Filho, do GSPP.

9 DIFERENÇAS ENTRE LOJA FÍSICA E LOJA VIRTUAL

RAIO X DA FRANQUIA

CASA BAUDUCCO

• Investimento inicial: a partir de R$500 mil

• Taxa de franquia: R$60 mil

• Capital de giro: não informado pela rede

Royalties: 6%

• Faturamento médio mensal: não informado pela rede

• Lucro médio mensal: não informado pela rede

• Retorno de investimento: 36 meses

SUPERSEG BRASIL

• Investimento inicial: de R$70 mil a R$80 mil

• Taxa de franquia: R$35 mil

• Capital de giro: R$22 mil

Royalties: 3 salários mínimos

• Faturamento médio mensal: R$45 mil

• Lucro médio mensal: de 20% a 25%

• Retorno de investimento: de 14 a 18 meses

DADOS QUE FARÃO DIFERENÇA NO SEU MODELO DE NEGÓCIO

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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