GESTÃO E CARREIRA

BELEZA, SAÚDE E MODERNIDADE

A Pandemia motivou empresa de beleza a adotar a tecnologia para enfrentar a crise. Aplicativos que auxiliam no contato com clientes ou na gestão do negócio não são passageiros. Veja o que empresários do setor já fizeram e que pode servir de exemplo para você.

O Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. E a preocupação com o bem-estar e até com a saúde de cabelos, pele e unhas foi prejudicada por causa da pandemia de coronavírus. A pandemia e a quarentena, rígidas em grande parte do País no segundo trimestre de 2020, derrubaram investimentos e fizeram com que muitos enfrentassem dificuldades. Mas muitas empresas passaram a desenvolver aplicativos, e a possibilidade de atendimento em casa acabou por “salvar” o ano do mercado, que adotou de vez a tecnologia para manter os negócios.

O levantamento que coloca o Brasil no top cinco do mercado de beleza foi feito pelo provedor de pesquisa de mercado Euromonitor International. Nosso país perde apenas para Estados Unidos, China e Japão. Cosméticos, perfumes, higiene bucal, busca pelos serviços de cabeleireiro, manicure e pedicure. Tudo isso é levado em consideração.

Cinco empresas concentram 47,8% do mercado brasileiro, de acordo com o mesmo relatório. Já no quesito digitalização, multinacionais começaram a investir em redes sociais e em inteligência artificial. Cerca de 39% dos usuários globais. usam esses serviços hoje.

CHEGOU A HORA

Foi essa busca por inovação e tecnologia que estimulou muitos empreendedores a partir para a adoção de meios virtuais a fim de se manter de pé durante a pandemia de coronavírus. “Com a pandemia, o setor de beleza como um todo teve que se reinventar. Esses aplicativos melhoram a rotina de qualquer empresa. Afinal, são soluções para gerenciamento de agenda, gestão de caixas e, muitas vezes, operações com antecipação de recebíveis”, afirma o fundador da Certus, fintech que utiliza dados do software de gestão para conceder empréstimo e capital de giro para o empresário que necessita de socorro, Fábio Leger.

A própria Certus lançou uma plataforma que ajuda o pequeno empresário a gerir a sua empresa e também possibilita antecipar receitas da máquina de cartão a juros bem mais baixos. ”A adoção dessas ferramentas auxilia em muito a profissionalizar os estabelecimentos. São soluções que permitem ter um dinheirinho extra, afinal, em momentos de crise, quanto menos juros pagarmos, mais sobra”, explica Leger.

PERSONALIZAÇÃO DO PRODUTO

Com consumidor brasileiro procurando cada vez mais produtos de beleza, o movimento naturalmente seguiria para a personalização das experiências dos clientes. Em 2018, a JustForYou foi a primeira beauty tech brasileira a usar inteligência artificial com o intuito de desenvolver fórmulas personalizadas para shampoos e condicionadores.

Com um questionário completo, que traz perguntas sobre o tipo de alimentação, prática de atividade física e até mesmo o estado emocional, as informações são cruzadas pela JulIA, inteligência artificial da JustForYou, que encaminha um e-mail para o cliente com um resumo da fórmula que será desenvolvida.

Localizada em Vinhedo, interior de São Paulo, a marca já analisou mais de 360 mil fórmulas desde o início da operação. Mesmo durante o período da pandemia, a startup registrou crescimento de mais de 35%.

O CEO da JustForYou, Caio de Santi, revela que a empresa já estava preparada para uma vida digital mais ativa, mas o coronavírus acabou por acelerar esse processo. “Tivemos, por exemplo, a necessidade de realizar o onboarding remoto de muitos colaboradores que chegaram por causa da alta demanda do período, aumentando nosso time de bem-estar do cliente”, explicou.

De Santi conta que, dentro da empresa, os funcionários passaram a usar ferramentas de comunicação para conversar com outros departamentos – e que o atendimento ao cliente é prioridade, em qualquer circunstância. “Usamos uma tecnologia que nos permite oferecer atendimento omnichannel, ou seja, nosso cliente é atendido em absolutamente todos os pontos de contato que tem com a marca. Usamos a tecnologia para humanizar. O atendimento é quase 100% feito por humanos”, complementa o executivo. Por isso, o CEO acredita que a pandemia trouxe mais pontos positivos do que negativos para o negócio. Uma vez que o comércio é todo on-line e as entregas acontecem com distanciamento, não houve necessidade de parar a operação – mesmo como home office. “Nós já usávamos ferramentas de trabalho na nuvem, e o próprio crescimento dessa área já era programado, mas entendemos que era preciso antecipar a ampliação desse setor e pudemos colocar à prova toda a nossa organização para cercar nosso consumidor de todo o suporte de que ele poderia precisar”, finaliza.

E-COMMERCE É A SOLUÇÃO

O setor de beleza e estética foi um dos que mais sofreram para a flexibilização da retomada econômica. E quem conseguiu adotar novas formas de atendimento, conseguiu superar a crise. Foi o caso da Não+Pelo, rede que inovou o mercado de estética e depilação sendo a pioneira nesse serviço, com tecnologia avançada para eliminar os pelos indesejados de forma eficaz.

Mesmo já tendo que lidar com regras rígidas de biossegurança e higienização – por causa da atividade -, a empresa também adotou algumas medidas para auxiliar os franqueados, como a suspensão da cobrança de taxa de royalties e publicidade durante o tempo em que as unidades ficaram fechadas.

O próprio CEO da Não+Pelo no Brasil, José Rocco, veio da Europa neste ano. Ele conta que as adaptações mais importantes aconteceram no segmento digital. Muitos franqueados utilizaram a parceria que a rede tem com uma empresa de máquinas de cartões para geração de links de compras que eram enviados aos clientes enquanto a maioria das lojas permaneceu fechada.

“Assim, os franqueados mantiveram comunicação com seus clientes pelo aplicativo WhatsApp e por envio de e-mail marketing. Além disso, houve reestruturação do site para o e-commerce, que passou a ser uma alternativa, tendência que a pandemia evidenciou: a necessidade da vida e relacionamento digital e on-line”, explica Rocco.

Internamente, para atender os franqueados, a Não+Pelo criou mecanismos por meio de plataformas para manter o treinamento e a atualização das informações de caráter sanitário e econômico para as 265 unidades no País. A reciclagem dos profissionais também acontece, por meio da criação da Universidade Não+Pelo usando a plataforma BenkYou.

Um novo software será implantado nas unidades para cada uma acompanhar o desempenho de todos os franqueados. “A pandemia vai colocar as empresas diante de uma situação cada vez mais digital para a comunicação e o aumento de vendas e faturamento. Essa solução não chegou ao fim e continua em andamento. A pandemia está em curso, e as comunicações on-line serão fundamentais”, reafirmou.

O site da empresa foi reformulado para permitir o e-commerce, e isso ajudou a renovar as expectativas da marca. A Não+Pelo Brasil espera aumentar o faturamento em 2021 em 40%, depois de uma redução em tomo de 60% em 2020. Rocco também considera que a pandemia foi ”positiva” para o negócio, já que foi possível “pôr ordem na casa”. A pandemia criou uma empatia mais apurada entre a rede e os clientes da base e os novos.

ACELERAR O PROCESSO

A Pello Medos aproveitou o momento de isolamento social e quarentena para pôr em prática planos de assinatura. O instituto de depilação, que surgiu em 1996 com uma cera exclusiva criada por Regina Jordão, oferece os serviços Vip Gold e Vip Silver, com benefícios exclusivos. As clientes que compraram os pacotes antes da quarentena foram atendidas remotamente, por telefone, e-mail e WhatsApp e tiveram os agendamentos transformados em créditos para usar no futuro.

Segundo a CEO, quando as atividades foram retomadas, em junho, muitos dos créditos já foram reaproveitados. E é graças a essa presença nas redes sociais que foi possível manter alguns atendimentos. “Usamos bastante telefone, e-mail e WhatsApp no auge da crise para falar com as nossas clientes. Pelas redes sociais, mostramos a nossa preocupação. Fizemos inclusive vídeos para mostrar nossos cuidados, medição de temperatura na entrada da loja, tapetes sanitizantes, protetores de acrílico para isolar nossas caixas e recepcionistas, higiene, uso de equipamentos de proteção”, contou.

Para Regina, a relevância dos serviços digitais hoje faz com que os empresários pensem melhor em como abordar os clientes (e potenciais) e garantir personalização, para fechar um negócio. Na Pello Menos, novas alternativas também estão sendo pensadas. “Intensificamos a nossa participação no mundo digital, lançamos dois vouchers e estamos em fase final de preparação do nosso e-commerce. Estreitamos o relacionamento com nossos franqueados e ainda apresentamos e dividimos soluções para atravessar todo o período de crise”, afirma Regina.

NOVO NORMAL

A Doctor Feet, pioneira no segmento de serviços de cuidados e saúde para os pés e venda de produtos médicos e ortopédicos, considera o “novo normal” algo que já acontece há algum tempo.

A rede foi criada em 1998. Os serviços têm um grande diferencial de atendimento e a maioria das pessoas fica surpresa em seu primeiro contato. São mais de 20 opções de tratamento para os pés e mãos, além de produtos médico-ortopédicos e estéticos. ”A Doctor Feet sempre se preocupou com questões de higiene nas lojas e o que fizemos foi intensificar ainda mais a sanitização de nossas cabines de atendimento e lojas. Também fornecemos equipamentos de proteção individual para as nossas profissionais, como máscaras e viseiras de acrílico”, explicou o presidente da Doctor Feet, Jonas Bechelli.

Mesmo com as lojas em shoppings fechadas, as de rua puderam permanecer abertas em grande parte do País, já que o serviço era considerado essencial. Para ajudar no combate ao coronavírus houve reforço das medidas de segurança sanitária.

Com 20 anos de mercado, a rede já utilizava aplicativos para agendamento de procedimentos e controle de caixa, e a pandemia veio apenas para reforçar a relação de preocupação com a saúde dos clientes e dos colaboradores. ”A Doctor Feet sempre esteve na vanguarda e já disponibilizava o recurso de agendamento, bem como ferramenta para receber feedbacks de clientes, pelo app da rede mesmo antes da pandemia”, afirma.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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