A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

AS REDES SÃO SOCIÁVEIS?

Elas não agem por conta própria e sua manipulação fornece poder quanto à produção de subjetividades, portanto sua relação de causalidade é colocada em questão

No dicionário, o significado do adjetivo “sociável” é: “próprio para viver em sociedade; que tende para a vida em sociedade. De convívio agradável; civilizado, urbano, afável: caráter sociável e generoso. Que consegue viver socialmente, seguindo regras e práticas de convivência”.

Vendo esse conceito, pode-se dizer que as redes são mesmo sociáveis? A resposta obviamente é não.

Uma postagem recente no Twitter é útil e vale a pena reproduzi-la:

“…Leitor pergunta como seguir saudável nesta maré de obscurantismo. Sugiro a sabotagem: ler literatura, assistir a bons filmes, frequentar exposições de arte, ir à roda de samba, dançar forró, amar. Cultivar subversiva alegria. Contra a pulsão de morte, só a anarquia da felicidade…”

Mesmo não concordando que exista pulsão de morte, entendo o que ele propõe e quer dizer. Estaríamos vivendo tempos sombrios. E seguindo a narrativa, podemos inferir que o antídoto “alegria e felicidade” diga respeito também às formas de relação carregadas de desrespeito e ódio até inclusive (ou principalmente) nas redes.

É verdade que, do ponto de vista sociológico, as redes sociais retiraram dos grandes meios de comunicação a hegemonia da “informação” – colocada entre aspas – e isso não deixa de ter um aspecto meritório, benigno, na onda da valorização da organização espontânea da sociedade civil opondo-se à dependência exclusiva dos meios institucionais como gerenciadores das demandas e necessidades da sociedade.

Mas há também um ciclo pernicioso: posturas e manifestações esdrúxulas de entes públicos são toleradas e defendidas em redes sociais. Os defensores aprovam agressões e preconceitos na forma e conteúdo, e o fazem usando não somente linguagem virulenta, mas também favorecendo estigmatizações. Isso, por sua vez, legitima o ente público. As redes tornam-se assim “institutos de pesquisa” cotidianos.

Assim se forma o “novo normal”, em que o ódio e a intolerância tornam-se lugares-comuns. Não é “direita-esquerda”, “conservador-progressista” o elemento central, portanto.

Obviamente as redes sociais não agem por conta própria elas mesmas, e sua manipulação fornece poder quanto à produção de subjetividades só equiparado à propaganda na Alemanha nazista.

Mas é novamente a relação de causalidade que é colocada em questão. Seria raso e ingênuo pensar que a virulência manifesta nas redes é simplesmente consequência. Assim como seria raso e ingênuo adotar um conceito como o da pulsão de morte, que seria uma espécie de “pecado original” constituinte do psiquismo, como explicação para a espontaneidade das manifestações de virulência.

NICOLAU JOSÉ MALUF JR. – é psicólogo, analista reichiano, doutor em História das Ciências, Técnicas e Epistemologia (HCTE/ UFRJ). Contato: nicolaumalufjr@gmail.com

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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