GESTÃO E CARREIRA

ACEITANDO AS DIFERENÇAS

A criação de um programa estruturado de diversidade está ajudando a Usiminas aumentar o número de mulheres em seu quadro.

Em 2016, a empresa do setor siderúrgico Usiminas estava enfrentando uma crise financeira, resultado da recessão econômica pela qual o país estava passando e da queda nos preços internacionais do minério de ferro, commodity primordial para a companhia. Na época, a organização registrou prejuízo líquido de 670 milhões de reais. Foi durante a recuperação ao longo do ano seguinte, que a Usiminas decidiu investir em um programa interno de diversidade e inclusão para impulsionar o engajamento dos funcionários e melhorar o aspecto financeiro.

“Além de garantir que as pessoas trabalhem mais felizes e se sintam respeitadas, o crescimento dos resultados é maior em ambientes diversos e inclusivos. Pesquisas de mercado mostram isso. A gente se baseou em um relatório da McKinsey que diz que empresas com diversidade de gênero são 21% mais lucrativas, enquanto a diversidade étnica melhora os resultados em 33%”, afirma Sergio Leite de Andrade, diretor presidente da Usiminas.

Por estar em um segmento altamente masculino, era um grande desafio criar uma cultura de aceitação para que o programa de diversidade fosse abraçado por todos. Por isso, a organização resolveu contratar uma consultoria para desenhar a estratégia e estruturar o projeto.

A SOLUÇÃO

Lançado em janeiro de 2019, o programa foi dividido em cinco pilares – gênero, étnico-racial, geração, PCDs e LGBTI+. Na primeira etapa, a tarefa era conscientizar a alta liderança e os gestores. Para isso, a companhia montou um comitê com o CEO e os cinco vice-presidentes. Os executivos tinham como objetivo acompanhar as métricas e os resultados das ações, reunir-se para discutir o tema a cada trimestre e apadrinhar um dos grupos de afinidade recém-criados.

“Desde o início, um ponto muito importante foi conquistar o comprometimento das lideranças. Todos os nossos 420 gestores passaram por três meses de capacitação, treinamentos, workshops e discussões sobre vieses inconscientes” explica Sergio, que é padrinho do grupo LGBTI+.

A segunda fase do processo foi marcada por duas ações paralelas: reforçar a comunicação interna para difundir o programa entre os funcionários e promover a reflexão sobre a diversidade; e lançar efetivamente as atividades dos grupos de afinidade. As equipes são formadas por até 30 empregados voluntários que se reúnem uma vez por mês para discutir o tema e propor ações. Durante a pandemia da covid-19 o pessoal continuou os trabalhos – a interação é feita de forma remota.

Paralelamente, a Usiminas começou a ampliar o recrutamento por meio de parcerias e participações em feiras, congressos e palestras de diferentes instituições e consultorias de recolocação profissional voltadas para minorias. Outro enfoque foi em ações de retenção que começaram a olhar mais para as necessidades dos grupos diversos com benefícios como licença maternidade estendida, instalação de salas de aleitamento, realização de um programa de capacitação de pessoas com deficiência e inclusão de cônjuges do mesmo sexo no plano de saúde.

E a companhia ainda assinou três pactos: a Carta-Compromisso de Coalisão Empresarial para equidade Racial e de Gênero; O Fórum Empresas e Direitos LGBTI+, e os Princípios de Empoderamento Feminino da ONU Mulher. Segundo Sergio, fazer parte dessas iniciativas permite que a empresa compartilhe sua experiência com outras companhias e conheça diferentes práticas.

O RESULTADO

Em um ano, os trabalhos de sensibilização e revisão dos processos seletivos permitiram aumentar a participação das mulheres em programas de entrada de 18% para 40%. Algumas atividades, como o programa de trainees, começaram antes do lançamento oficial do projeto de diversidade, mas já foram pensadas para ampliar a participação das minorias. A seleção de trainees feita em outubro de 2018, por exemplo, tinha 50% de mulheres entre os 34 contratados. “Esse é um programa de longo prazo. Os indicadores estão evoluindo e o aumento das mulheres no quadro de funcionários é um exemplo disso”, afirma Sergio.

Em junho deste ano, o foco da empresa tem sido o pilar LGBTI+. Por conta do Mês do Orgulho, a comunicação interna ganhou as cores da bandeira LGBTI+ e foi lançado um manifesto a favor da diversidade.

USIMINAS

NEGÓCIO

Produção e comercialização de aços laminados, bobinas, placas e revestidos, destinados principalmente para a produção de equipamentos, materiais de construção, instalações industriais, bens de consumo da linha branca, além da indústria automotiva.

ANO DE FUNDAÇÃO: 1956

UNIDADES: 12

NO BRASIL

Sede em Belo Horizonte (MG) e unidades em São Paulo (SP), Cubatão (SP), Taubaté (SP), Guarulhos (SP), Ipatinga (MG), Itatiaiuçu (MG), Santa Luzia (MG), Betim (MG), Porto Alegre (RS), Suape (PE) e Vitória (ES).

FUNCIONÁRIOS

27.700 – Sendo 15.800 – Próprios e 11.900 – Terceirizados

RECEITA LÍQUIDA TOTAL

14,9 bilhões de reais em 2019, resultado 8,8% superior ao exercício de 2018

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

Uma consideração sobre “GESTÃO E CARREIRA”

  1. The name “Usiminas” reminded me of my childhood. When I was little, my dad worked at Yahata Steel Works (Nippon Steel), but for a year he traveled abroad to Usiminas Steel Works in Brazil. I still remember living for a year, looking at letters and photos from my father. It is a very nostalgic memory.

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