A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

ENTRE RAZÕES E EMOÇÕES

Entendo como a inteligência emocional influencia sua vida e confira dicas de como aprimorar sua percepção do mundo dos sentimentos

Os sentimentos fazem parte do ser humano e das relações sociais no dia a dia. Por isso, compreendê-los torna-se essencial para a convivência em sociedade e entender melhor a si mesmo. Sendo assim, o desenvolvimento do conceito de inteligência emocional é uma nova forma de ver o intelecto humano. Segundo Semadar Marques, especialista na área, a ideia do termo “já tinha sido abordada pelo criador da Teoria d Evolução, Charles Darwin, no século XIX, que acreditava na relevância das emoções para a adaptação e sobrevivência das espécies”, mas foi apenas na década de 1990 que o tema foi definido pelos autores Peter Salovey e John Mayer, consolidando o assunto.

O QUE É?

Segundo Semadar,”inteligência emocional é um conceito que basicamente traduz a capacidade de um indivíduo de reconhecer e gerir os próprios sentimentos para, assim, reconhecer e interagir mais facilmente com as reações dos outros e lidar com as demandas e adversidades diárias. Alguém com alta inteligência emocional é capaz de identificar as emoções, sejam elas positivas ou não, ampliando sua autopercepção e entendendo melhor como elas funcionam”.

POR QUE É IMPORTANTE?

Saber lidar com as emoções é fundamental para uma boa saúde mental e vida em sociedade. Existem quatro subdivisões que ajudam a entender e desenvolver a inteligência emocional, e passar por elas em etapas significa ter um bom controle das relações intra e interpessoais. São as categorias: autoconsciência, controle emocional, empatia e gestão de relacionamentos.

Em outras palavras, é necessário saber reconhecer as emoções e perceber quando elas irão surgir; em segunda, é preciso compreender como controlar suas reações. Além disso, a inteligência emocional não se restringe no âmbito individual, uma vez que a empatia é a capacidade de percepção dos sentimentos do outro. E, quando se aprende a lidar com eles, então estamos prontos para a última etapa, que é desenvolver um relacionamento no qual pretende se adequar com outra pessoa visando uma relação a longo prazo.

COMO SE AVALIAR?

Durante muito tempo, o Quociente Intelectual (também conhecido como teste de Q.I), que mede o raciocínio lógico e cognitivo, foi o indicativo de uma sabedoria superior, fazendo com que as pessoas pensassem que o indivíduo com maior índice teria mais êxito na vida. Contudo, os novos conhecimentos sobre intelecto mostram que o Quociente Emocional é que determina as conquistas pessoais e coletivas de uma pessoa. Esse teste mede capacidades como “autoconhecimento e autogerenciamento das emoções, resistência frente às situações adversas, capacidade de reconhecer reações em outras pessoas, considerá-las e respeitá-las, favorecendo relações e convívio com os demais”, indica Semadar Marques.

Existem diversos testes para determinar a inteligência emocional de alguém, mas a especialista adverte: “É fundamental ressaltar que é impossível um questionário ser 100% exato, assim como em qualquer instrumento de medição podem ocorrer falhas. Mas eles são um bom indicativo para ampliar o entendimento sobre si e compreender como o indivíduo lida e reage as diferentes situações do cotidiano’.

CONFIRA 10 DICAS E DESCUBRA COMO APRIMORAR SEU QUOCIENTE EMOCIONAL:

1. OLHE PARA SI

Tente perceber como você reage a emoções e como elas acabam. Pergunte-se a razão por trás de toda reação, tente compreender os movimentos do seu corpo a determinado sentimento do início ao fim e preveja quando outras ondas de emoções estão vindo.

2. PERGUNTE ÀS PESSOAS

Identificar o que elas sabem sobre você também ajuda a aprender mais sobre si mesmo. Segundo o especialista João Marcelo Furlan, existem quatro formas de melhorar seu autoconhecimento com base em feedback: o oculto: característicos ou comportamentos seus que somente você conhece e os outros não. Aberto: comportamentos seus que todos sabem. Desconhecido: comportamentos seus que você mesmo e as outras pessoas não sabem.

Ponto cego: característicos ou comportamentos seus que as demais pessoas sobem e você não”, explica o profissional. Desse modo, pergunte às pessoas próximas a você e se descubra.

3. NÃO MINTA PARA SI MESMO

Sentimentos ruins são tão normais quanto os bons, senão mais frequentes. Então procure entender o motivo dos ciúmes ou da inveja, por exemplo, e assim irá poder controlar melhor quando eles surgirem de novo.

4. ADMITA O QUE SENTE!

“Indivíduos emocionalmente inteligentes conseguem superar o medo de admitir emoções sejam elas negativas ou não”, explica Semadar Marques.

5. CONVERSE CONSIGO

Desenvolver o diálogo interno melhora sua autoestima e o autocuidado. ”É reconhecendo o que você possui de bom que irá ter energia e disposição para aceitar aquelas competências emocionais que ainda precisa desenvolver”; diz Semadar.

6. ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS

Reagimos com sentimentos para que o outro compreenda nossos desejos, como bebês chorando quando estão com fome. Segundo Semadar, quando não ficamos atentos às necessidades, cobramos demais dos outros. Assim, o especialista explica que “reconhecer suas necessidades emocionais lhe trará mais consciência do real motivo de suas emoções eo ajudará a comunicá-los de maneira mois assertiva”.

7. SE ACALME SOB TENSÃO

Em momentos de estresse, as emoções tendem a sobressair a razão. Mas, o especialista João Marcelo dá a dico: “o importante é perceber qual gatilho disparou esse comportamento. Essa observação vai ajudar a nos comportar de outra maneira e completa com uma maneira prática para se acalmar.” Uma dica é contar. Mas a minha sugestão é fazer multiplicações, somas e divisões, operações que ocupem a mente com o racional”.

8. DESENVOLVA A EMPATIA

Ser capaz de identificar emoções alheias e sentir o que o outro sente é o primeiro passo para uma boa relação interpessoal. Procure ouvir e ajudar o outro como você quer ser tratado. Segundo Semadar, “a empatia é o ponto de partida para gerar conexões verdadeiras e profundas entre os indivíduos. Assim, invista primeiramente na auto-empatia. Isso irá refletir a empatia que irá oferecer ao grupa no qual está inserido e garantirá conexões saudáveis que irão proporcionar bem-estar e uma vida plena”.

9. TENHA MOTIVAÇÃO!

Entender seus princípios e saber seus medos são o ponto de partida para uma boa qualidade de vida. Segundo Semadar, “colocar objetivos de vida alinhados com seu propósito e valores mais profundos gera garra e determinação para enfrentar desafios”. Outra dica é comemorar pequenas conquistas, pois isso aumenta a confiança e a motivação de realizar mais desafios.

10. ENTENDA O CONFLITO

Parte da nossa convivência com o outro é em meio a conflitos, seja comportamentais, hábitos que você não gosta, falta de comunicação, mol entendidos. Não basta brigar e pedir desculpas; vá além na reconciliação! Procure entender o motivo e proponha uma solução que caiba a ambos para que o problema não torne a voltar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.