GESTÃO E CARREIRA

UMA OPERAÇÃO DE GUERRA                                               

O que as empresas devem fazer para amenizar os efeitos da pandemia que ameaça a saúde dos funcionários – e o futuro dos negócios

No final do século 17, havia um consenso por toda a Europa de que cisnes eram brancos. Até que ornitólogos depararam com uma ave negra, derrubando uma teoria já consagrada. Desde então, a expressão “cisne negro” se tornou sinônimo de um evento imponderável, que vira nossas crenças de cabeça para baixo. No mundo dos negócios, o termo indica problema – e dos grandes. E foi justamente assim que a Sequoia Capital, um dos fundos mais importantes do Vale do Silício, definiu a atual situação. Em um relatório intitulado Coronavírus: o Cisne Negro de 2020 e enviado a CEOs e fundadores de startups no início de março, a empresa escreveu: “Ao resistir a todas as crises em quase 60 anos, aprendemos uma lição: ninguém se arrepende de fazer ajustes rápidos e decisivos para mudar as circunstâncias. Uma característica que diferencia empresas, duradouras é a maneira como seus líderes reagem a momentos como esses. Os seus empregados sabem da covid-19 e se questionam como você reagirá. Evite o falso otimismo, seja clinicamente realista e aja de forma decisiva. Demonstre a liderança de que sua equipe precisa neste período estressante”.

A crise é incomum. Diferentemente das demais, ela ataca várias frentes: ameaça a saúde de funcionários, causa ruptura na cadeia de suprimentos, afeta vendas e impõe o isolamento social. “Nenhuma companhia, seja microempresa, seja multinacional, está 100% preparada para algo assim”; diz Marcelo Rivani, professor de gestão de pessoas e inovação no lbmec.

Até o fechamento desta matéria no início de março, o vírus já havia contaminado mais de 2,5 milhão de pessoas mortas e 114,5 milhões de contaminados em todo o mundo, segundo a Universidade Johns Hopkins. No Brasil as previsões econômicas pessimistas se confirmaram: a FGV projetou, uma retração de 4;4 % na economia, e a gestora de investimentos XP previu 40 milhões de desempregados.

Nesse contexto, diz Jerri Ribeiro, professor de gestão de riscos na escola de negócios Saint Paul e sócio da PwC, duas preocupações devem orientar as demais: a saúde dos empregados e a continuidade da operação – nessa ordem. Definida essa premissa, vem o plano de ação. O primeiro passo é criar um comitê de crise com os principais executivos. “Sem isso, não há capacidade de reação nem velocidade nas respostas”, afirma o especialista.

Foi o que fez a Linx desenvolvedora de softwares de gestão para redes de varejo. Com 3.500 empregados em São Paulo e 15 filiais em nove estados brasileiros e em cinco países (Estados Unidos, Argentina, Chile, México e Holanda), assim que o problema ganhou  corpo no Brasil  em meados de março, a empresa formou um comitê gestor de crise com o CEO, Alberto Menache, os cinco vice-presidentes e pessoas imprescindíveis, como a médica-chefe do ambulatório da matriz, onde está um terço da equipe. Flávio Menezes, vice-presidente de pessoas e marketing, conta que a partir daí várias ações simultâneas foram adotadas. Para começar, houve um mapeamento do efetivo considerado de risco: gestantes, pessoas com mais de 60 anos, hipertensos, fumantes e diabéticos foram imediatamente migrados para o esquema de home office; e todos que tinham voltado de viagem de países considerados endêmicos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ficaram 14 dias em casa, mesmo sem sintomas. “Cancelamos participações em eventos, suspendemos viagens e determinamos que todo contato com clientes e fornecedores fosse virtual. Também reforçamos a infraestrutura tecnológica para atingir 100% de trabalho remoto e conscientizamos as pessoas dando a elas o máximo de informações”, afirma o executivo.

Fátima Motta, especialista em gestão de crise da plataforma de educação HSM e professora de gestão de competências na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), diz que deixar uma única pessoa despachar sozinha (ainda que seja o dono da companhia) é desaconselhável e insensato em cenários confusos e complexos como o do coronavírus. ”Estou vendo e ouvindo sobre profissionais que trabalham 12, 14 ou até mais horas por dia. Não há ser humano que aguente isso. Líderes também precisam descansar.” Por isso, de acordo com ela, é essencial “compartimentar a crise”, dividindo as tarefas e descentralizando a tomada de decisão: Um executivo cuida da disseminação de boas práticas no home office; outro, do monitoramento do grupo de risco; um terceiro, dos funcionários que não podem deixar a empresa; e assim por diante.

DRIBLANDO DIFICULDADES

De acordo com uma pesquisa da Citrix, multinacional americana especializada em workplaces digitais apenas 32% das companhias brasileiras permitiam o home office em 2019. O levantamento sugere o tamanho do susto que a maioria delas tomou diante da necessidade de mandar os empregados para casa. Segundo especialistas, de supetão, muitas organizações mal conseguiram garantir uma infraestrutura mínima. Nessa hora, o RH precisa ser funcional, seguindo passos ordenados, como levantamento das necessidades dos funcionários, disponibilização de computadores com acesso a VPN, que permite conexão remota segura, criação de plantão de dúvidas e organização de treinamentos para auxiliar na nova rotina.

Tão complicado quanto colocar 100 % das pessoas em home office é não ter essa prerrogativa, caso de companhias com força fabril ou negócios que demandam presença física. Nesses casos, o desafio é grande. Isso por que estudos sugerem que o novo vírus sobrevive por até nove dias em superfícies de metal, vidro e plástico. Em baixas temperaturas, por até 28 dias. “É uma doença nova, em grande parte desconhecida pela comunidade científica, e por isso exige cuidados redobrados”, diz o médico Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS para as Américas.

Na Ambev, gigante multinacional do setor de bebidas, com quase 50.000 funcionários, nem todos puderam ser liberados para atuar de casa. Por isso, Ricardo Melo, vice-presidente de gente e gestão, faz reuniões diárias para acompanhar a situação com o comitê de crise contra o coronavírus. Uma das medidas imediatas da companhia foi criar um protocolo de segurança detalhado e rígido para os times comerciais. “Reduzimos o tempo de permanência no ponto de venda e criamos uma nova política de conduta social, sem aperto de mão nem compartilhamento de itens, como canetas”, afirma o executivo.

Nas cervejarias, a rotina de limpeza foi ampliada nas áreas de maior contato e circulação de pessoas, e refeitórios foram reposicionados para garantir a distância recomendada pela Organização Mundial da Saúde entre o pessoal. O número de fretados também aumentou para que ninguém embarque ao lado de um colega no mesmo assento.

Para evitar o pânico e as fake news, a empresa reforçou a comunicação divulgando em detalhes as medidas adotadas e distribuindo guias sobre como se manter seguro e evitar transmissão e contágio. “A desinformação é perigosa porque pode confundir os funcionários sobre como agir. Combatemos a covid-19 espalhando informação. Além dos comunicados, produzimos vídeos com nossa médica esclarecendo as principais dúvidas.”.

A FORÇA DA TRANSPARÊNCIA

A comunicação é uma das armas mais poderosas para combater os efeitos da coronavírus no moral das equipes. Quando a empresa hesita ou falha em suas orientações e explicações, os trabalhadores ficam tensos, desengajados e com raiva da companhia o que compromete a produtividade. E dá para evitar esse tipo de sentimento com medidas simples, como o envio de boletins diários sobre as diretrizes tomadas, encontros virtuais com CEO e executivos para passar atualizações do negócio e videoconferências entre as equipes para que troquem experiências e se mantenham sintonizadas.

A plataforma Glassdoor captou relatos de trabalhadores em mais de 100 países e ouviu companhias para montar uma fotografia da situação. Concluiu que, neste momento, os profissionais estão ávidos por atualizações e desejam ouvir das lideranças o que está sendo feito para combater a crise, inclusive estrategicamente, visto que temem por seus empregos. “Notamos muitas empresas pressionadas a dar respostas rápidas, estruturar home office e reforçar os procedimentos de segurança. Valores são lindos no papel, mas a vida real é o que conta”, diz Luciana Caletti, vice-presidente para a América Latina do Glassdoor. Se não priorizam a transparência e o foco nas pessoas, os negócios correm o risco de acabar na UTI, morrendo por falta de ar.

DE TEMPOS EM TEMPOS

Relembre outras epidemias que assolaram o planeta

DICAS SANITÁRIAS

O que fazer se você não pode colocar todos os empregados em home office

*** Limpe superfícies com desinfetantes à base de hipoclorito de sódio (o popular cloro.) Eles são mais eficazes do que o álcool em gel nesse caso.

*** Oriente seus profissionais a manter a distância social de pelo menos 1 metro entre as pessoas

*** Abra janelas, deixando o sol e o ar entrar no ambiente de trabalho, e higienize constantemente maçanetas, botões de elevadores, corrimãos, bancadas compartilhadas, marcadores de ponto, catracas e todos os objetos tocados por diversas pessoas.

*** Banheiros são críticos e, como não podem ser fechados, devem ter limpeza reforçada em torneiras, pias, descargas e vasos sanitários.

*** Trabalhadores que têm contato com o público precisam limpar as mãos sempre que tocarem em dinheiro e objetos de terceiros

*** Qualquer funcionário que apresente um dos principais sintomas (tosse seca, dores no corpo ou febre) deve ficar em casa por 14 dias.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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