A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

COMO O DINHEIRO MEXE COM A NOSSA CABEÇA?

Há mais de três décadas os psicólogos Amós Tversky e Daniel Kahneman, da Universidade Hebraica de Jerusalém, começaram a investigar como as emoções distorcem nossas percepções e capacidade de fazer cálculos, focando suas pesquisas em situações nas quais as pessoas precisam tomar decisões que não afetam apenas sua vida econômica, mas envolvem seu sistema de crenças, funcionamento cerebral e traços de personalidade. Em 2002, Kahneman tornou-se o único psicólogo a receber o Nobel de economia. Desde então, o interesse pelo tema tem sido cada vez maior. Em tempos de crise, quando preocupações com variações de câmbio, oscilações das bolsas de valores e taxas de juros, compras, aplicações e desemprego são constantes, compreender os sentidos que recursos financeiros adquirem no âmbito psíquico pode melhorar a forma de lidar com ganhos e perdas.

Dinheiro. Apenas uma palavra, mas carrega uma misteriosa força psicológica. Respeitados pesquisadores garantem que o simples ato de pensar sobre conceitos associados a dinheiro surte efeitos curiosos, como nos deixar mais autoconfiantes e menos inclinados à filantropia. E, surpreendentemente, em alguns casos, manusear notas pode afastar por alguns momentos o sentimento de rejeição social e até diminuir a dor física.

Isso parece muito estranho se considerarmos a função concreta do dinheiro. Para os economistas, trata-se de uma ferramenta usada para tornar as trocas mais eficientes. Como um machado, que nos permite cortar árvores, possibilita a existência de mercados que, de acordo com economistas tradicionais, nos possibilitam colocar, desapaixonadamente, preços em tudo, de um pão a um quadro de Pablo Picasso. Ainda assim, o dinheiro consegue criar mais paixão, stress ou inveja do que qualquer machado ou martelo poderia. O fato é que a maioria de nós não é capaz de lidar racionalmente com ele…

Em geral, a relação com o dinheiro possui inúmeras facetas. Algumas pessoas parecem compelidas a acumulá-lo, enquanto outras não conseguem deixar de estourar seus cartões de crédito e acham impossível guardá-lo para dias difíceis. Ao entendermos melhor o efeito que o dinheiro exerce sobre nós, percebemos que o cérebro de algumas pessoas reage a ele como a uma droga, enquanto que o de outras, como a um amigo. Alguns estudos sugerem que o desejo por dinheiro pode causar uma espécie de “reação cruzada” com o apetite por comida. E, como possuir recursos financeiros significa comprar mais coisas, ter dinheiro torna-se sinônimo de status – tanto que perder dinheiro pode levar à depressão e até mesmo ao suicídio.

VALORES RELATIVOS

Até mesmo como simples meio de troca, o dinheiro pode tomar uma desconcertante variedade de formas – de tiras de cortiça e penas, passando por punhados de sal, moedas e notas, até dados no computador de um banco. Coisas, em sua maioria, frias e que, por si sós, não suscitam emoção. O valor de R$ 100,00, por exemplo, deveria ser relacionado à quantidade de cerveja ou combustível que pode ser comprada com ele, e mais nada. Não deveríamos nos importar mais com os R$ 5,00 faltando no troco do supermercado do que com o mesmo valor perdido ao fazer um empréstimo para comprar uma casa de R$ 200 mil.

Na realidade, quando o assunto é dinheiro não somos racionais – e nem de longe o tratamos como uma ferramenta a ser usada com precisão objetiva. Ele assume conotações emocionais e influencia nosso funcionamento psíquico. Os resultados, frequentemente são imprevisíveis. Para entender como o comportamento é afetado por questões financeiras, alguns economistas estão começando a pensar mais como antropólogos evolucionistas. O pesquisador Daniel Ariely, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos, é um deles. Ele sugere que a sociedade moderna apresenta dois conjuntos de regras comportamentais. Existem normas sociais “mornas e aconchegantes”, planejadas para cultivar confiança, cooperação e relacionamentos de longo prazo. E há um grupo de princípios de mercado que priorizam a competição e o individualismo.

As trocas econômicas ocorridas ao longo da história tornaram possível para nossos antepassados desenvolver a capacidade de reconhecer a diferença entre situações regidas por regras sociais ou de mercado – o que pode ter ocorrido antes mesmo do aparecimento da moeda. Aparentemente, reconhecemos as pistas associadas com o mundo mercantil de forma imediata e nem sempre consciente. Experimentos publicados em 2007 revelaram que um contato passageiro com conceitos ligados ao dinheiro orienta nossa mentalidade mercadológica, suscitando comportamentos específicos.

MAIS CONFIANÇA, MENOS DOR

A pesquisadora Kathleen Vohs, do Departamento de Marketing da Universidade de Minnesota, em Minneapolis, nos Estados Unidos, e sua equipe dividiram estudantes voluntários em dois grupos e pediram que a primeira equipe montasse frases utilizando palavras que não tinham relação com dinheiro (como “frio”, “mesa” ou “fora”).

Ao outro grupo foi solicitada a realização da mesma atividade, só que com o uso de vocábulos relacionados a finanças (incluindo, “salário”, “custo” e “pagamento”). Em seguida, solicitaram aos indivíduos de ambas as turmas que organizassem um conjunto de discos seguindo determinados padrões.

Os pesquisadores descobriram que os voluntários que trabalharam com palavras com sentido monetário se dedicavam por mais tempo à tarefa antes de pedir ajuda. Em experimentos relacionados, pessoas no grupo vinculado ao dinheiro se mostravam menos dispostas a cooperar com os companheiros que pediam ajuda do que as pessoas preparadas com outras palavras.

Vohs sugere que existe uma dinâmica simples funcionando: “O dinheiro torna as pessoas mais auto suficientes e mais propensas a se esforçar para atingir seus objetivos, mesmo que para isso precisem se isolar”. Sob a ótica socioafetiva podemos até desaprovar esse comportamento, mas inegavelmente ele é útil para a sobrevivência. A habilidade para distinguir que há normas que se aplicam a cada situação é importante para guiar nosso comportamento. Ela evita, por exemplo, que você aja com excesso de confiança em meio a uma negociação competitiva ou que cometa o erro de oferecer um pagamento para sua sogra por ela ter cozinhado uma refeição deliciosa. “Quando mantemos normas sociais e de mercado em caminhos separados, a vida flui bem, mas, quando elas colidem, surgem os problemas”, diz Ariely.

Muitas vezes, crises financeiras podem levar à perda de controle emocional, depressão e redução da expectativa de vida. Numerosos estudos em psicologia descobriram uma permuta entre a busca de aspirações extrínsecas – como riqueza, fama e imagem – e as intrínsecas, como construção e manutenção de relacionamentos pessoais; fortes. Em geral, pessoas com foco nas aspirações exteriores a elas apresentam pontuações mais baixas nos indicadores de saúde mental. Os que são fortemente motivados pelo dinheiro têm mais dificuldade de manter relações afetivas estáveis. Isso não significa que não deve haver nenhum foco em aspirações materiais – pelo contrário. Todos precisam de dinheiro e de fato há áreas importantes da vida governadas pelas normas de mercado.

Agora que os dias de crédito fácil e consumismo desenfreado parecem ter acabado, pelo menos por enquanto, seria bom pensar que podemos desenvolver uma relação mais equilibrada com o dinheiro. Infelizmente, isso não é tão simples. Uma das razões foi exposta pelos últimos achados de Vohs, que revelou outro aspecto peculiar de nosso relacionamento mental com o dinheiro. Em um estudo que será publicado em breve no periódico Ciência Psicológica, Vohs e os psicólogos Xinyue Zhou, da Universidade de Sun Yat-Sen, em Guangzhou, na China, e Roy Baumeister, da Universidade Estadual da Flórida, em Tallahassee, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas que se sentiam rejeitadas ou eram submetidas à dor física ficavam menos propensas a conceder prêmio em dinheiro durante um jogo, proposto logo depois da experiência desagradável. Os pesquisadores constaram também que o simples ato de tocar em notas de dinheiro pode reduzir o stress associado à exclusão social e diminuir desconfortos físicos.

“O dinheiro tem grande poder simbólico e funciona como um recurso de interação cultural, habilitando as pessoas a manipular o sistema social, para que este lhes dê o que precisam, independentemente de serem ou não queridas”, diz Vohs. É como se recursos financeiros assumissem a função de tornar nosso ego fortalecido, pelo menos momentaneamente. Mas esse efeito pode explicar por que algumas pessoas focam tanto aspirações externas, ao custo de prejudicar relações afetivas? Os psicólogos Stephen Lea, da Universidade de Exeter, e Paul Webley, da Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, ambas no Reino Unido, sugeriram outra razão para atitudes obsessivas e pouco saudáveis com relação a finanças: acreditam que o dinheiro age em nossa mente como uma espécie de droga de abuso, fazendo com que alguns joguem compulsivamente e outros trabalhem ou gastem em excesso. Todas essas manifestações podem indicar compulsão e dependência. Lea e Webley propuseram que, como a nicotina e a cocaína, o dinheiro pode ativar centros de prazer no cérebro, criando sensação de recompensa semelhante à de quando fazemos algo benéfico para a espécie, como sexo. Segundo eles, do ponto de vista neurológico, o dinheiro pode ter efeito semelhante aos textos pornográficos, desencadeando estímulos bioquímicos e fisiológicos que agem sobre nossas percepções e emoções.

Algumas evidências da ideia da “dependência do dinheiro” aparecem em estudos de neuroimagem. Em um experimento publicado pela Science, uma equipe liderada pelo psicólogo Samuel McClure, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, pediu a voluntários que escolhessem entre receber um vale para o Amaton.com naquele momento ou um valor maior alguns dias depois. Aqueles que optaram pela recompensa instantânea mostraram forte atividade cerebral em áreas envolvidas no processamento de emoções, especialmente no sistema límbico, ligado a comportamentos impulsivos e dependência de drogas. Aqueles que preferiram a recompensa tardia mostraram atividade maior em áreas como o córtex pré-frontal, conhecido por estar envolvido no planejamento racional.

A ideia de que o dinheiro pode estimular circuitos vinculados a sistemas de recompensa cerebrais é reforçada por outra descoberta intrigante. Numa tentativa de fornecer uma explicação evolucionária para nossa motivação na busca por dinheiro nas sociedades atuais, a pesquisadora Barbara Briers, da Escola de Negócios HEC, em Paris, decidiu testar se nosso interesse por dinheiro estava diretamente relacionado ao nosso apetite por comida.

Ela e sua equipe fizeram três descobertas, publicadas no volume 17 da Psychological Science: voluntários famintos estavam menos propensos a fazer doações para caridade do que aqueles que estavam satisfeitos. Aqueles que foram preparados para ter grande desejo por dinheiro, imaginando que tivessem ganho na loteria, comeram quase todo o doce do teste; já pessoas com o apetite estimulado por ficar esperando sentadas em uma sala com um cheiro delicioso estavam menos propensas a dar dinheiro do que aquelas que aguardavam em salas com odor normal. Para Briers, isso indica que nosso cérebro processa ideias sobre dinheiro e comida pelo mesmo sistema, o que significa que, para a mente, os dois têm capacidade similar de nos satisfazer – ou frustrar.

FELICIDADE COMO PRÊMIO

Pessoas com mais dinheiro tendem a ser mais felizes do que as com menos – mas apenas até certo ponto. Essa é a polêmica conclusão dos psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, em Urbana -Champaign, e Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, ambas nos Estados Unidos, que revisaram inúmeros estudos observando os efeitos psicológicos da riqueza. Eles relataram que o impacto do acúmulo de bens sobre o estado emocional acrescenta mais felicidade, uma que a pessoa tenha o suficiente se alimentar, se abrigar e desfrutar de um conforto moderado. Entretanto, a não ser que você esteja nadando em dinheiro, vale a pena continuar comprando seu bilhete da loteria. Quando os pesquisadores Andrew Osvald da Universidade de Warwick Reino Unido, e Jonathan Gare da consultoria em negócios Wa: Wyatt Worldwide, investigaram uma amostra aleatória de cidadãos britânicos que ganharam prêmios na loteria entre $1.000 e $120 – encontraram indicadores significativamente melhores de saúde mental entre essas pessoas, comparando com os que não ganharam nada ou receberam prêmios menores.

Os pesquisadores acreditam que a aquisição de um capital extra deixa as pessoas menos preocupadas com a vida financeira, e, consequentemente, mais resistentes a doenças relacionadas ao stress. O dinheiro adicionado pode não ter comprado a felicidade diretamente, mas certamente deu aos ganhadores tempo e condição materiais para aproveitar as boas oportunidades da vida, aprender e se divertir. Porém, mesmo sem a sorte inesperada é possível fazer com que o dinheiro traga alegrias, se for cuidadoso em gastá-lo. O pesquisador Ryan Ho da Universidade Estadual de São Francisco, nos Estados Unidos, e seus colegas perguntaram a alguns voluntários sobre suas compras recentes. Eles descobriram que as pessoas achavam que “compras vinculadas a experiências”, como viagens, idas ao teatro e investimento em cursos, traziam mais felicidade do que aquisições materiais, como roupas ou um carro novo. Uma compra concreta pode custar mais e durar mais tempo, mas uma experiência traz mais prazer.

CONTABILIDADE MENTAL

Adicionar R$ 50,00, por exemplo, a uma conta de cartão de crédito que já acumule dezenas de vezes essa quantia parece bem menos extravagante do que pagar esse valor, em dinheiro, por uma refeição. De fato, já foi comprovado cientificamente que quando as pessoas pagam com “plástico” se lembram menos de quanto gastaram do que em situações em que acertam suas contas com dinheiro vivo. Como salienta o economista Richard Thaler, cartões de crédito funcionam como “equipamentos de separação”, que desvinculam o prazer da compra da dor do pagamento, empurrando o acerto para um nebuloso futuro. Congelar o seu cartão dá a você a chance de superar o empurrão emocional e agir racionalmente.

Thaler identifica desvios irracionais que levam a distorções da nossa contabilidade mental. Um deles é que a maioria das pessoas tem aversão a perdas – dói mais perder R$ 50,00 do que faz bem ganhar R$ 50,00, por exemplo. E temos a inclinação para avaliar o dinheiro em termos mais relativos do que absolutos – consideramos R$ 10,00 irrelevantes quando fazemos uma viagem internacional, mas não ao pagarmos uma refeição. Da mesma forma, achar R$ 100,00 na rua deixa as pessoas mais felizes do que ter a redução de uma conta de R$ 950,00 para R$ 835,00, mesmo que o ganho real, no segundo caso, seja maior. Estar atento a essa estranha lógica mental das finanças que confunde preço com valor, poder e afeto pode nos ajudar a lidar com a dificuldade financeira – e com a dor que vem dela.

MELHOR COLOCAR NO GELO

Gastos excessivos no cartão de crédito? Tente congelá-lo – literalmente. Coloque-o dentro de um copo com água e guarde-o no freezer. Assim, quando sentir urgência em comprar, será preciso esperar que descongele, e nesse período sua sanidade vai prevalecer. É o que sugere o pesquisador de comportamento econômico Richard Thaler. Segundo ele, truques como esse podem ser úteis para conter tendências financeiras irracionais, que surgem porque os desvios de nosso psiquismo fazem com que coloquemos dinheiro em diferentes “contas mentais” e pensemos no conteúdo de cada uma delas de maneira diferente.

A dica de Thaler para economizar é “retirar” o dinheiro (qualquer que seja a quantia) da categoria mental “trocados soltos”. Em vez de simplesmente colocar diretamente R$ 100 em uma conta ou fundo destinado a suas economias, pode ser mais efetivo, sempre que possível, arredondar suas compras para cima – pensando que um item de R$ 22,50 custa R$ 30,00 e guardando sempre a diferença. Outra estratégia para não sofrer com custos associados a problemas no carro ou outras despesas imprevisíveis: deixar uma soma, no início de cada ano, separada mentalmente para doações à caridade. Se alguma conta inesperada aparecer, recorre-se a esse fundo, que, em sua mente, já estava comprometido. O que sobrar pode ser de fato doado a uma instituição, em dezembro.

Daniel Ariely, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, criou um plano ainda mais ambicioso. Ele sugere que todos nós deveríamos ser capazes de adicionar categorias a nossos cartões de crédito e criar limites para cada uma delas: não mais de R$ 600,00 para jantares fora, por exemplo, e, digamos, R$ 500,00 anuais para sapatos. Não por acaso, Ariely ainda não conseguiu persuadir nenhum banco de que essa pode ser uma boa ideia.

BOM SENSO E AULA PARA APRENDER A INVESTIR

São oferecidos hoje, no Brasil, dezenas de cursos de educação financeira em escolas particulares, faculdades, corretoras e na Bovespa, em São Paulo (onde são gratuitos, já que o objetivo é atrair novos investidores). A proliferação desse tipo de oferta configura um fenômeno similar ao que se deu no início da década de 80 nos Estados Unidos. Há algumas décadas, entretanto, a possibilidade de ter aulas sobre como lidar com a própria vida financeira era impensável. Até porque a ideia disseminada pela cultura católica de que acumular bens pode ser pecaminoso, em contraposição à de que é de fato prazeroso desfrutar confortos materiais, causou paradoxos na cabeça de muita gente. E o dinheiro, embora extremamente desejado, simbo­ licamente tornou-se, para muitos, ícone de sujeira e constrangimento. Justamente por isso é impossível falar dele de forma objetiva, sem levar em conta suas conotações psíquicas.

Também os sentimentos, as variações de humor e os traços de personalidade podem afetar nossas decisões econômicas. Pessoas especialmente ansiosas, por exemplo, podem agir de maneira contrafóbica, ou seja, ficar tão incomodadas com o desconforto de ter de fazer determinado investimento, compra ou venda que terminam por fechar o negócio de maneira precipitada – e equivocada. Deprimidos também correm risco de fazer mau negócio. Presa da apatia ou da auto estima rebaixada, o paciente pode perder boas oportunidades ou recorrer a aquisições desnecessárias, a fim de tentar aplacar com bens o vazio afetivo.

Mesmo os mais confiantes devem ser cuidadosos e evitar a ilusão de controle, derivada do sentimento mágico (típico do funcionamento mental infantil, mas também presente em adultos) que conduz àfalsa certeza de que é possível controlar todas as variáveis e que as previsões que fazemos acerca da realidade vão se confirmar. A imaturidade emocional, independente­ mente da idade cronológica, também é fator de risco. No comportamento econômico costuma ser característica daqueles que acreditam ser possível obter ganhos mirabolantes, rapidamente e sem esforço, em negócios para os quais raramente estão preparados. Em geral, seguem dicas que não se confirmam. A promessa de lucros fáceis ativa o mecanismo cerebral de recompensa, que desencadeia atitudes compulsivas. Nesses casos, o mais adequado é evitar agir de imediato, já que postergar a ação desativa o mecanismo cerebral.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.