EU ACHO …

DEVERES E OBRIGAÇÕES

Sem vacinação, não vamos erradicar a doença. Sem erradicá-la, o vírus continuará sendo transmitido e passando por mutações

Confundir o significado das palavras necessariamente leva a ver a realidade de forma distorcida. Parece haver, atualmente, uma confusão entre o sentido das palavras obrigatório e forçado. O uso do cinto de segurança é obrigatório, mas não é forçado. Ninguém é amarrado ao cinto à força, mas é punido se não o usar. Estar sóbrio para poder dirigir é obrigatório, mas ninguém é forçado a não beber. Parar no sinal vermelho é obrigatório, mas ninguém é amarrado até o sinal ficar verde. Todas estas medidas restringem as liberdades individuais? Sem dúvida. Por que, ainda assim, são adotadas se liberdades individuais são um valor tão precioso? Porque elas melhoram a vida para todos em sociedade, estimulando que pessoas não tomem decisões que poderiam preferir individualmente, mas que colocariam a vida de outros em risco.

A vacinação contra Covid-19 ou qualquer outra doença deveria ser forçada? Alguém deveria ser levado à força para ser vacinado? Claro que não. Vacinação deveria ser obrigatória? Acredito que sim. Sem vacinação de todos, não erradicamos as doenças. Sem erradicá-las, o vírus continua sendo transmitido e passando por mutações. Dependendo das mutações, mesmo quem se vacinou pode ser colocado em risco. Como as vacinas não foram produzidas e testadas para tais mutações, é possível que elas não sejam eficientes contra todas as mutações que o vírus possa vir a passar. Por isso, é fundamental erradicarmos a doença e interrompermos o processo de mutações do vírus o mais rapidamente possível. Da mesma forma que ninguém deve ser forçado a tomar nenhuma vacina, não é justo expor quem optou por se proteger e proteger a sociedade, a riscos causados por quem preferiu não fazer isso. Você pode beber, mas se beber não deve dirigir. Da mesma forma, você pode optar por não se vacinar, mas neste caso, não deveria circular e transmitir a doença.

“Ricardo, mas no caso da vacina contra Covid-19, ela não é confiável, não houve tempo para testá-la.” Eu tinha esta mesma preocupação até conversar com vários especialistas do setor que me explicaram que, desta vez, pelo esforço concentrado que foi feito, mais gente foi testada em muito menos tempo e a quantidade de pessoas testadas é o parâmetro mais importante dos testes. Outro ponto é que, mesmo se as vacinas não fossem ou não forem as ideais, o que representa mais risco: as vacinas ou a doença? Talvez, as mais de 1,6 milhão de mortes de Covid-19 no mundo só nos últimos 9 meses — muito mais do que o total de pessoas que morreram tomando todas as vacinas já inventadas em toda a História da humanidade, desde que as vacinas surgiram no século XVIII — possa dar uma pista.

*** RICARDO AMORIM – Economista, apresentador do “Manhattan Connection” (Globo News) e presidente da Ricam Consultoria (www.ricamconsultoria.com.br)

OUTROS OLHARES

ELES ESTAVAM PRONTOS

A comunidade sobrevivencialista – que sempre se prepara para uma catástrofe – se sente “vingada” pela chegada do novo coronavírus

Em meados de janeiro, enquanto os brasileiros celebravam o verão e se aqueciam para o Carnaval, o youtuber Márcio Andrade, conhecido como Batata, comprou 100 máscaras N95 e aumentou sua reserva de álcool em gel e luvas. O morador de Monte Alto, São Paulo, vinha acompanhando com preocupação o avanço de um novo vírus na China. Nas semanas seguintes, o programador carioca Raphael Cozzi, de 35 anos, aumentou de um para quatro meses a duração do estoque de alimentos que mantém em sua casa, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A paranoia dos dois não foi por acaso. Eles são expoentes do restrito grupo brasileiro do movimento “prepper”, ou “sobrevivencialista”, que se prepara permanentemente para uma longa lista de catástrofes possíveis, de uma guerra nuclear à inversão dos polos magnéticos da Terra, passando por invasões alienígenas. É claro que pandemias integram o rol, e o novo coronavírus chegou, de certa forma, para vingá-los.

A região do Vale do Silício, berço da contracultura, é há décadas um lugar propenso a grupos classificados como excêntricos pelas medidas do que é considerado mais convencional. Lá, a cada dia, ganham adeptos o pessoal do dopamina (nada de sexo, drogas ou redes sociais) e da crioterapia (submeter o corpo a um frio intenso). Mas mesmo nesse ambiente dos mais tolerantes a novidades, os seguidores do “prepper way of life” eram tratados como uma excrescência do capitalismo. Homens brancos, nascidos no privilégio, esbanjando fortunas superlativas com bunkers. Tudo para dar vazão, segundo essa crítica, a fantasias apocalípticas impulsionadas pela desigualdade e pelo aquecimento global que seus próprios negócios e estilo de vida potencializam.

Até que, de repente, todo mundo virou prepper. Cidadãos comuns começaram a esvaziar as gôndolas dos supermercados sedentos por papel higiênico, produtos de limpeza e farinha de trigo. Em artigo publicado em abril, a repórter de tecnologia do jornal The New York Times Nellie Bowles admitiu que, por anos, enxergava a comunidade prepper do Vale do Silício como uma “tribo local excêntrica — na melhor das hipóteses; na pior, uma elite separatista que fantasiava sobre como deixar o resto de nós para trás para morrer”.

A partir do fim de janeiro, Bowles começou uma transformação gradual: de alguém que resolveu comprar mais desinfetante a proprietária de um kit prepper repleto de “remédio para gripe, lanterna, sardinhas, luvas, óculos de proteção, fita adesiva, lona, uma arma de choque Vipertek VTS-989 e alguns apitos”, além de muitas, muitas máscaras e frascos de álcool em gel. “Era quase como um jogo noturno, tentar imaginar como diferentes partes de meu mundo poderiam colapsar e como eu me manteria viva”, descreveu a jornalista, que se preparou tanto a ponto de sobrar estoques para doar a amigos e familiares.

Uma série de outros articulistas em veículos como o britânico The Guardian e a americana The Atlantic chegou à mesma conclusão: vive-se a era do sobrevivencialismo coletivo. Quando os artigos dos sonhos são aqueles encontrados nos supermercados ou em sites de compras, a conta costuma ser baixa, mesmo quando o estoque que se quer montar é grande. Mas o prejuízo pode ficar alto à medida que as “necessidades preppers” aumentam. Temendo distúrbios sociais, famílias de classe média nos Estados Unidos estão correndo atrás dos abrigos antibomba da empresa Vivos, que já vende uma unidade por dia, a partir de US$ 35 mil.

Encorajados pelo crédito ganho com a pandemia, os preppers estão na ofensiva. “Neste momento, o mais importante é tentar tirar da cabeça das pessoas essa imagem de que a gente é um bando de loucos que fica esperando o fim do mundo. Mostrar que a preparação é importante para cenários muito mais realistas do que o fim do mundo”, explicou Cozzi, criador do site Preppers Brasil, cuja comunidade de membros cresceu de cerca de 3 mil para 3.500 em algumas semanas desde o começo da atual crise.

Um dos principais guias dos novos sobrevivencialistas é o site The Prepared, que se define como a comunidade dos “preppers racionais” e tenta afastar, justamente, as teorias conspiratórias que proliferam com frequência nos círculos de preparadores. “A comunidade prepper sempre considerou uma pandemia como uma das grandes catástrofes mais prováveis. Por anos, especialistas vêm alertando para nossa carência de preparação para esse tipo de evento. Era, portanto, uma questão de ‘quando’, e não de ‘se’ (ela chegaria)”, disse John Ramey, criador do The Prepared. “Como a Covid-19 é um dos eventos mais assustadores em bastante tempo, fez com que muitas pessoas percebessem quão vulneráveis elas estão e como é responsabilidade delas se preparar.”

Empreendedor em série do Vale do Silício com passagem pela área de inovação da Casa Branca de Barack Obama, Ramey fundou o site em 2018. O impulso veio do choque com a eleição de Donald Trump, que aprofundou suas convicções sobrevivencialistas. Segundo Ramey, é inevitável que, hoje, os preppers se sintam vingados, mas o sentimento é mais benevolente do que se poderia supor. “As pessoas sentem orgulho de ter enxergado o mundo como deveriam e tomado medidas para se preparar mesmo sendo alvo de piadas. Mas não há aquele ‘haha otários, nós avisamos!’ Muitos preppers estão empolgados com a chegada de novas pessoas ao clube. Então, é menos o ‘eu avisei!’ e mais o ‘até que enfim você viu a luz!’”, contou Ramey.

A tentativa de dar uma chancela de razoável ao movimento prepper também se manifesta no Brasil. Segundo os participantes da comunidade, é claro que há o fundamentalista ocasional, que se refugia em bunkers improvisados no meio rural, duplica seu estoque de armamentos, troca o dinheiro por barras de ouro, professa conspirações da extrema-direita. Mas essas seriam raras exceções, garantem. O sobrevivencialista-padrão estaria mais preocupado com as consequências econômicas da pandemia do que com o extermínio da população, mais atento a saques em supermercados que levem a desabastecimentos temporários do que à emergência de revoluções.

Foi a grande recessão de 2008, aliás, que transformou Batata em prepper. Na época, ele era dono de uma agência de comunicação interna com 32 funcionários no interior de São Paulo. Quando a crise eclodiu, nove de seus dez clientes rescindiram o contrato, praticamente extinguindo as receitas da companhia de uma hora para outra. Sem perspectivas, Batata arrumou um emprego de garçom e se mudou com a esposa para uma casa ainda em construção, com abastecimento de água e luz precário.

Sem dinheiro, contou, ele foi incrementando o imóvel aos poucos, construindo um sistema para captar água da chuva e plantando uma horta. Ao longo dos anos seguintes, o projeto de sobrevivência na marra se transformou em canal na internet, e hoje a casa é praticamente autossuficiente, com placas de energia solar, 29 árvores frutíferas no quintal, tanque com 600 quilos de peixe, horta de permacultura, viveiro de patos, granja e até uma “safe room” fortificada para proteger a família em caso de invasão.

Nesta crise, Batata teme uma versão muito mais extrema da escassez de produtos do que houve na ocasião da greve dos caminhoneiros, em 2018. O risco, diz ele, é que tudo evolua para aquilo que muitos membros da comunidade prepper chamam de “Fim do Mundo como o Conhecemos”, ou TEOTWAWKI (de “The End of the World as we Know it”). Ou seja: a distopia social chegando mais cedo que o apocalipse.

Batata e parte dos preppers repetem um prognóstico feito por muitos especialistas em segurança pública. A crise econômica provocada pelo novo coronavírus está aumentando a taxa de desemprego rapidamente e é provável que tenha um efeito na elevação da criminalidade nos próximos meses. Até esse ponto, é possível dizer que os preppers estão no grupo majoritário. Eles, porém, descolam quando falam nas soluções.

Nos últimos dias, o youtuber Batata passou mais de uma hora ao vivo elencando 20 passos para investir os R$ 600 do auxílio emergencial em preparação, desde a compra de cesta básica para estoque alimentar até a criação de um galinheiro e uma horta na própria casa.

Júlio Lobo, psicólogo de 31 anos que mantém desde 2011 o canal Sobrevivencialismo no YouTube, com 1,7 milhão de inscritos, enxerga a selva como rota de fuga. Seu plano é escapar para a Serra de Santa Catarina, onde ele e outras quatro famílias mantêm uma base preestabelecida. Lá, a ideia é criar uma comunidade autossuficiente, que dependa o mínimo possível de insumos externos.

Os vídeos de Lobo já foram vistos 4 milhões de vezes e, nos últimos 30 dias, sua página ganhou 30 mil novos assinantes. Hoje, ele vive da renda gerada pelo canal e grava sua produção em uma cidade de 8 mil habitantes a cerca de 50 quilômetros de Florianópolis, cujo nome ele não conta. Criado em uma chácara em Mato Grosso do Sul, o psicólogo é ultramaratonista e instrutor de tiro.

Outros preppers, como Cozzi, adaptam suas estratégias à cidade, definindo rotas de fuga urbana e escondendo mochilas repletas de itens de sobrevivência no caminho entre dois refúgios. Já Batata se preocupa mais com o acúmulo de recursos e métodos sustentáveis em sua própria casa, para conseguir atravessar o maior tempo possível isolado em caso de emergência.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 01 DE FEVERERO

HONESTIDADE NOS, O PRAZER DE DEUS

Balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer (Provérbios 11.1).

A lei do levar vantagem em tudo está na moda. Vivemos a cultura da exploração desde a descoberta do Brasil. Nossos colonizadores vieram para cá a fim de explorar nossas riquezas, não para investir nesta terra. Essa tendência ainda permanece nas relações comerciais. A falta de integridade nos negócios é um mal crônico. A balança enganosa é um símbolo dessa desonestidade. Nos dias do profeta Amós, os ricos vendiam um produto inferior ao trigo por um peso menor e um preço maior, a fim de explorar os pobres e encher os seus cofres com riquezas mal adquiridas. Esquecem-se os avarentos que Deus abomina a balança enganosa. Deus não tolera a desonestidade nas transações comerciais, pois o peso justo é o seu prazer. A riqueza da impiedade, fruto da corrupção, produto do roubo e da exploração, granjeada sem trabalho honesto e sem a bênção de Deus, traz pesar e desgosto. Essas riquezas se tornarão combustível para a destruição daqueles que as acumularam. A bênção de Deus, porém, enriquece e com ela não traz desgosto. A honestidade nos negócios é o prazer de Deus. Aquele que é o dono de todas as coisas e a fonte de todo o bem requer dos seus filhos integridade em todas as áreas da vida.

GESTÃO E CARREIRA

OS 5 MAIORES ERROS DAS EMPRESAS NAS REDES SOCIAIS

Conteúdo chato, falta de estratégia, deixar os clientes falando sozinhos, exagerar nas expectativas. Veja quais são os maiores pecados dos pequenos negócios nas redes – e como não cometê-los na sua.

Fundada há 31 anos, a Ferragens Capitão Pucci, no bairro Bela Vista, em São Paulo, fez as suas primeiras postagens no Instagram e no Facebook em 20 de março deste ano.

“Tínhamos planos de entrar nas redes. Com a pandemia, aceleramos o processo. Foi o empurrão para começar logo”, conta Débora Lie Riga, de 32 anos, que trabalha com os sogros Jorge Oshiro, de 58 anos, e Mônica Asako, 54, sócios da loja.

O estabelecimento é mais um dos pequenos negócios que estão começando a tatear as redes sociais. Outras, também por conta do empurrão da pandemia, começaram a profissionalizar seus perfis.

Foi o caso da Mercearia Ana Léia, que criou novas contas nas redes em julho, após ter abandonado perfis abertos há seis anos. Desde 1978 no Butantã, em São Paulo, o estabelecimento, que dependia das vendas para os funcionários dos escritórios na região, teve uma queda de 90% no movimento. “A gente ficou sem chão”, diz Lilian Efângelo, de 45 anos, sócia do armazém com a sogra, de 67.

O upgrade nas contas das redes sociais veio com a necessidade de buscar outra fonte de receita. Em julho, Lilian começou a vender cestas de café da manhã e tábuas de frios para amigos. Com o crescimento da procura após a divulgação, ela decidiu criar os novos perfis da mercearia, oferecendo as cestas e tábuas por encomenda.

A aposta em um novo serviço também levou a distribuidora de hortifrutigranjeiros Qhorta, de São Paulo, às redes neste ano. “Fornecíamos para escolas, hotéis e restaurantes e, com a pandemia, tivemos que nos virar para começar a entregar em domicílio. Aí investimos no Instagram e no Facebook para chegar a esse público”, conta Fábio Hisayasu, 48 anos, sócio do hortifrúti.

Administrar as redes sociais de um negócio parece algo trivial. Não é. Primeiro, porque produzir posts que chamem a atenção leva tempo e requer algum talento. Lilian, da Mercearia Ana Léia, chegou a contratar uma profissional de marketing para fazer os posts. “Ela ficou um mês para que eu pudesse ter ideia de como fazer. Não tenho condições de pagar, então agora eu público. Quando tem uma campanha específica., eu a contrato como freelancer”, diz. Fábio Hisayasu, da Qhorta, também contratou urna profissional. Aos poucos, os novos clientes começaram a aparecer. “No início, só postávamos foto. Logo que entrou, ela começou a colocar receitas e fazer promoções”, conta.

Chamar alguém que entende do riscado, porém, não basta. Alexandre Bessa, professor de Marketing da ESPM, sugere que os sócios da empresa assumam o planejamento nas redes sociais e contratem alguém apenas para executar o plano. “O olho do dono engorda o gado”, afinal. E terceirizar completamente as redes pode acabar com a personalidade da sua empresa.

Seja como for, ter uma boa presença nas redes sociais se tornou uma obrigação de qualquer negócio. “Elas são a voz do consumidor. E onde ele busca informação sobre a empresa, interage com ela, fala a respeito dela. Portanto, as empresas precisam estar estruturadas para isso”, diz Farah Braga, professora de Marketing do Insper. Nas próximas páginas, veja as melhores formas de usar a rede a favor da sua empresa – e quais são os erros que você precisa evitar a todo custo.

1. FALTA DE UM CONTEÚDO

Manter uma rede social não é só despejar postagens. É preciso saber, em primeiro lugar, entender o que é que levaria alguém a seguir a sua página. “Trata-se de mídia social, não de mídia comercial. As pessoas não estão lá para comprar. Estão lá para socializar e se divertir. Sua propaganda é uma intrusa”, define Alexandre Giraldi, consultor do Sebrae- SP.

Instagram, Facebook e cia, ganham dinheiro vendendo anúncios e posts impulsionados (quanto mais você paga, mais gente é obrigada a ver seu post). Mas ver um post é uma coisa. Clicar nele, em meio à chuva de posts comerciais que cai sobre as cabeças de todos nós, é outra. “Que tipo de informação vou consumir? Aquela que me interessa, porque meu tempo é escasso”, diz Dani Almeida, jornalista e especialista em influência digital.

Se fosse fácil produzir conteúdo que chama a atenção, todo brasileiro seria um YouTuber com 40 milhões de seguidores. Mas, claro, há dicas básicas. Fazer só posts panfletários, na linha “compre já”, vai deixar seu perfil no vácuo. O grande lance é despertar desejo de compra. Exemplo: se você vende celulares, não adianta só colocar foto e preço. Você precisa mostrar que o Android que você está anunciando faz (quase) tudo o que um iPhone faz, por uma fração do preço.

Já se você conserta celulares, conte um caso de cliente feliz, que foi à sua loja achando que iria gastar R$ 800 e saiu com telefone zerado por R$ 50. “Não vou falar que sou o melhor. Vou mostrar que sou o melhor. É sempre preferível falar de um caso que aconteceu, algo que você resolveu ou que o consumidor vivenciou”, explica Alexandre, da ESPM.

Então é proibido postar conteúdo de venda? Não! Esse seria outro erro. Dani alerta: “Você pode ficar absorto com a geração de conteúdo bacana, ganhar seguidores e esquecer de vender. Sempre vai ter o conteúdo que engaja e aquele que você precisa postar, que é o de venda.”

2. NÃO DEFINIR QUAL É SUA REDE SOCIAL NÚMERO DOIS

Marcas também são gente: precisam estar em mais de uma rede social. Gente, por outro lado, também tende a se especializar. Você pode se sentir mais em casa no Instagram. Se o seu negócio é textão, seu lugar de mais destaque sempre será no Facebook. Se você é ligeiro no raciocínio, Twitter. Com empresas vale a mesma lógica. Cada negócio terá uma rede em que valerá mais a pena investir. Uma segunda rede, na verdade. Porque Mark Zukerberg acertou mesmo ao comprar o Instagram por US$ 1 bilhão em 2012, numa época em que a coisa era só um aplicativo de colocar filtros em fotos, com 13 empregados, quase desconhecido da população adulta e com faturamento zero. Agora, oito anos depois, e com seu Facebook em baixa, Mark é, de novo, dono de uma rede social que manda no planeta.

A dica de Dani Almeida, então, é simples: esteja no Instagram. Ponto. “É onde todo mundo está.” Mas tem um detalhe. Não é porque o Insta se tornou obrigatório que o seu negócio tem de ser exclusivamente instagrameiro.

Primeiro porque redes sociais vêm e vão (tudo bem por aí, Orkut?). Então é preciso o mínimo de cuidado para não ficar refém de uma só, mesmo que ela seja hegemônica. Isso evita perder todo o trabalho feito para conquistar seguidores e reputação caso essa plataforma morra.

A estratégia que Dani defende é a seguinte: estar ativo em pelo menos mais uma plataforma. Mas qual deve ser essa segunda rede? Aí é que entra o fator que a gente viu no primeiro parágrafo deste item: a segunda rede certa é aquela onde o seu negócio fica mais à vontade.

“Se eu tenho uma rede de cursos, por exemplo, preciso gerar autoridade; daí o YouTube é imprescindível. Para quem vende serviços para empresas, o LinkedIn é prioritário. Se for um público muito jovem, não tem outra: o segundo canal deve ser o TikTok. Já se eu tenho uma agência de viagens com foco em aposentados, preciso estar forte no Facebook”, lista Dani.

Eleger o Instagram e mais uma rede, porém, não significa deixar as outras de lado. Giraldi, do Sebrae, recomenda, no entanto, garantir o nome da empresa em basicamente todas as redes, mesmo sem estar ativa na plataforma – pelo menos para que ele não seja usado por ninguém “Assim, quando você estiver pronto, com a roupa para ir àquela festa, já tem o convite.”

3. USAR PERFIL PESSOAL

As pessoas estão nas redes sociais para ver pessoas. Mas usar perfil pessoal para vender é tiro no pé. Primeiro porque as redes ganham dinheiro cobrando para impulsionar posts – assunto do item 5. Logo, elas são pródigas em recursos nas páginas comerciais, as de quem assume estar lá para vender.

Começando pelo óbvio: no caso do Facebook, por exemplo, só com uma página comercial você pode colocar aquela barra lateral com os seus contatos, endereço, horário de funcionamento, links para catálogo de produtos. E, mesmo que você não seja muito ativo no Face, é importante que essas informações estejam sempre lá.

O mais importante, de qualquer forma, é que um perfil comercial traz mais informações que um perfil pessoal. “Consigo dados estatísticos das postagens. Dá para saber quantos novos seguidores ganhei ou perdi. Tenho informação estatística para trabalhar”, descreve Giraldi.

Mas ter uma conta comercial não significa que você, a pessoa por trás do negócio, deve desaparecer das publicações. Um dos erros que Dani Almeida aponta é exatamente “não humanizar” o perfil. “A gente vai para o Facebook e Instagram para ver outras pessoas. E a confiança em um ser humano é muito mais forte do que em um logo”, explica. Uma ação que costuma ser bem-sucedida para mostrar que o seu negócio é uma empreitada humana, e não robótica, é mostrar a cozinha da empresa. “As pessoas não querem interagir com um logo. Mas, quando conhecem os bastidores daquele empreendimento, elas se conectam”, afirma. A recomendação, aí, é que pelo menos 20% do conteúdo no feed do Instagram seja pessoal. Incluindo eventuais perrengues da empresa – já que isso amplia a conexão emocional. “Já nos stories está liberado. Pode ser tudo bastidores.”

4. NÃO INTERAGIR

Não responder comentários de clientes reduz a exposição dos seus posts. “O algoritmo da rede social percebe que não há interação. Se esse usuário não quer socializar, então não é alguém que valha a pena mostrar para os usuários. E aí a plataforma limita a capacidade de penetração da sua postagem”, diz Giraldi. Mesmo assim, sobram empresas que fazem a egípcia nas redes. Não seja uma delas. “Falta de tempo para as redes sociais é mimimi. Tempo é priorização”, afirma Dani.

Farah Braga, do lnsper, complementa, também de forma assertiva: “Invista no monitoramento das interações, e sempre, sempre responda ao cliente e às suas reclamações em tempo hábil, com transparência e honestidade”.

Destaque para o “transparência e honestidade”. Isso significa ter estômago para ler reclamações e responder com calma, ainda que elas sejam estapafúrdias. Entrar em conflito com um cliente, afinal, pode significar entrar em conflito com todos. Essa é a melhor maneira de fazer com que uma rede social trabalhe contra você. “Lembre-se que manter um cliente é sempre mais viável financeiramente do que conquistar novos”, acrescenta Farah. Já respostas serenas e completas têm o efeito oposto: geram um boca a boca positivo. A essência de ter uma boa presença nas redes sociais precede as próprias redes sociais, inclusive. Desde a Suméria de 8 mil anos atrás, onde surgiram as primeiras cidades e, com elas, os primeiros estabelecimentos comerciais, quem dá o melhor feedback para o seu negócio é o cliente. “Há sempre aqueles mais fiéis; bata um papo com eles. Ouça as histórias deles para ter alguma base empírica além do próprio nariz”, diz Alexandre, da ESPM. É para isso, afinal, que existem as redes sociais: para você socializar. Faça esse trabalho bem feito.

Seu fluxo de caixa vai agradecer.

5. QUERER RESULTADOS RÁPIDOS

Um perfil pessoal no Instagram ou no Face não manda seus posts para muita gente. Só uma fração dos seus seguidores recebe cada atualização. A única forma de sair da bolha, então, é pagando para que ele chegue a mais gente. O Insta, por exemplo, cobra US$ 7 para enviar um post seu a mais ou menos mil usuários ao longo de uma semana. Por US$ 7 mil eles prometem algo entre 700 mil e 1,8 milhão de pessoas.

Você pode definir os interesses de quem vai receber: o algoritmo deles sabe quais são os usuários que estão interessados, por exemplo, em brinquedo para cachorro. Se você tem um pet shop, então, tem como definir que os seus posts impulsionados irão para esse povo.

Funciona? Bom, se não funcionasse, Instagram e Facebook não faturariam zilhões de dólares com isso. Mas não existe milagre. “É um erro achar que vai vender com um post. Só se for uma promoção imperdível “, diz Giraldi. Segundo o consultor, uma das funções das redes sociais é criar memória de marca para que o consumidor lembre da empresa na hora da compra. E isso não acontece do dia para anoite. “O que você faz é fortalecer a identidade da marca. Não é porque eu vi um post de uma funerária que vou comprar caixão. A compra será feita quando eu tiver necessidade”, afirma.

Então cuidado. Comece gastando pouco com impulsionamentos. Promova os produtos que deem maior margem de lucro e monitore se a coisa está dando retorno mesmo. Porque a missão do seu negócio é fazer dinheiro para você, não para Mark Zuckerberg.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

AMOR ABUSIVO

Como o ciúme inocente pode se transformar em uma obsessão doentia?

Se você fica incomodado (a) com cada notificação que a (o) namorada (o) recebe no smartphone ou se não gosta muito que ela (e) saia com os amigos, uma coisa é certa: você tem ciúme!

Mas, calma, não precisa surtar. Em um relacionamento que envolva sentimentos amorosos, é comum que o indivíduo sinta insegurança com a possibilidade do sentimento afetivo diminuir. Porém, quando isso se torna algo constante, infundado e acompanhado de atitudes irracionais, que acabam afetando a vida dos envolvidos, pode ser a hora de procurar ajuda.

POR DENTRO DO FENÔMENO

O ciúme é uma distorção de sentimentos amorosos e de zelo de uma pessoa para com a outra. Mais precisamente, é o medo que uma pessoa sente de perder alguém que ama demais para um terceiro indivíduo. Em geral, o ciúme se manifesta por alguma instabilidade na relação, seja por dúvidas, raiva, medo ou vergonha por parte de um dos membros do casal ou, até mesmo, pelos dois. “Quando em proporções normais, pode ser um sentimento natural, parte de um relacionamento saudável. Quando exagerado, costuma nascer do medo de não receber amor suficiente”, aponta a psiquiatra Hebe de Moura.

“Pode se dizer que é uma tentativa de defender as relações amorosas e marcar compromisso”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. Para manter o relacionamento, o indivíduo se baseia em fatos que justifiquem suas atitudes em meio a uma crise de ciúme. A   psicóloga comenta que o indivíduo alimenta um sentimento de inferioridade, como se não fosse capaz de manter uma relação, além de acreditar que o outro possa não gostar mais dele ou imaginar que a pessoa amada possa ir embora com outro, no caso, considerado superior.

PARA ALÉM DO AMOR

O ciúme é um sentimento que atinge exclusivamente os adultos: esse sentimento pode ser despertado ainda durante a infância. Pode ocorrer quando uma das crianças se identifica com apenas um dos pais e sente ciúme quando ele está com outras pessoas, inclusive com seus parceiros.

Dessa maneira, esse sentimento não está presente apenas na relação amorosa de um casal. De acordo com Marina, o ciúme também ocorre nas relações “fraternas (medo de perder o amor dos pais ou ser preterido porque nasceu um irmão) entre pais e filhos (pais que têm ciúmes dos genros ou noras, por tirá-los de perto deles e não se sentirem tão importantes quanto antes); entre filhos e pais (nos recasamentos, dificuldade em aceitar o novo parceiro dos pais por medo de perder o amor deles); profissionais (medo de ser substituído por alguém melhor aos olhos do chefe) ou mesmo nas amizades”.

Segundo Hebe, o ciúme também pode estar relacionado a objetos, devido ao apego exagerado a algo que não se queira compartilhar.” É algo próximo da inveja, já que também produz mal-estar pelo fato de a pessoa não possuir algo que pertence ao outro”, esclarece.

O CÉREBRO DO CIUMENTO

Além de todo o trabalho para o coração, o ciúme também mexe com o cérebro, principalmente quando é excessivo. Por meio de estudos e ressonâncias magnéticas, a neurociência vem mostrando que o sentimento estimula com mais imensidade a região do cérebro chamada córtex anterior cingulado, mesma área ativada quando sentimos dores físicas.

Uma pesquisa da Universidade de Pisa, na Itália, constatou que relações entre ciúmes e distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Para isso, no estudo, foram analisadas imagens cerebrais de pessoas diagnosticadas com esses transtornos. Os resultados indicam que os voluntários apresentavam sinais de ciúme delirante, e que eram mais potentes em indivíduos com dependência química, esquizofrenia e Alzheimer. Desse modo, foi comprovado que o ciúme tem efeitos no córtex pré-frontal ventromedial, região responsável por regular as emoções.

QUANDO SE TORNA DOENÇA

No entanto, quando esse sentimento de cuidado começa a se tornar excessivo e causar danos aos envolvidos, o ciúme deixa de ser algo aparentemente inocente, e se torna uma doença, Ele é considerado um transtorno psiquiátrico denominado “ciúme excessivo” e ocorre quando “começa a interferir na rotina da pessoa, causando sofrimento ou atrapalhando a vida”, define Hebe de Moura. Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, o ciumento deseja controlar a vida do parceiro, desconfiando de tudo e de todos: quer saber com quem conversou, onde esteve, que horas chegou, além de querer checar o celular e as redes sociais do outro.

“Em geral, acaba controlando tudo o que o outro faz e a relação vira uma verdadeira prisão, caso o parceiro entre nesse jogo doentio. Qualquer situação que passaria despercebida perante as pessoas é motivo de questionamentos e checagens para o ciumento”, indica Marina. A relação é tomada por discussões constantes, e a pessoa nunca está satisfeita com respostas ou justificativas, uma vez que a dúvida sempre persiste.

PARA PEGAR “NO PULO”

“Ela não consegue fazer nada em sua vida sem pensar no ciúme, que lhe toma grande parte do dia, em pensamentos obsessivos direcionados ao parceiro. Nunca está tranquila, sempre desconfia de qualquer uma que se aproxime, achando que há segundas intenções ali. A vida vira uma eterna. tentativa de ‘pegar o parceiro no pulo’, mesmo que nunca encontre nada para desconfiar”, complementa a psicóloga.

Outra possibilidade é o desenvolvimento do chamado ciúme delirante. Nesses casos, considerados mais graves pela psiquiatria, o ciumento não consegue diferenciar realidade de fantasia, muitas vezes enxergando comportamentos que não condizem com a verdade, que não existem. Em certos casos, a pessoa cria situações delirantes de ciúmes e acredita que elas são verdadeiras, transformando a vida em um caos.

A psicanalista Eloá Bittencourt aponta que esse tipo de ciúme surge tanto no homem quanto na mulher e se constitui em um impulso: à infidelidade. “A solução   inconsciente para apaziguar este impulso é projetar no companheiro tal impulso, criando pensamentos de que esta possível infidelidade é percebida no outro”, aponta a especialista.

É possível ainda que esse quadro patológico esteja associado a outros distúrbios e transtornos, como ansiedade, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), fortes sentimentos de rejeição e insatisfação com a vida em geral.

TRATAMENTO

Quando o ciúme atinge níveis patológicos é preciso ser rapidamente tratado; do contrário, pode causar reações extremamente perigosas e afetar tanto a vida do parceiro quanto ao próprio ciumento.

Basicamente, o tratamento é um conjunto entre a psicanálise e a psicoterapia. Enquanto no primeiro caso busca-se as causas para tratar o ciúme, no segundo, trata-se dos sintomas, por meio de medicamentos. “A pessoa precisa cuidar da insegurança que a faz sentir-se tão ameaçada pelos outros, assim como de sua autoestima. É preciso entender seu modo de funcionamento e as dinâmicas da vida para melhorar e posicionar-se diferente perante suas relações amorosas”, esclarece Marina

É POSSÍVEL IDENTIFICAR?

Sim e não. Externamente, o ciumento pode não aparentar sintomas que o identifiquem. Porém, internamente, o ciúme geralmente está relacionado com a insegurança e a baixa autoestima. Esse sentimento pode gerar irritabilidade, reações explosivas, aceleração da frequência cardíaca, tremores e suor.

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