GESTÃO E CARREIRA

DINHEIRO VELHO, ATITUDE NOVA

Os jovens herdeiros não estão interessados apenas em multiplicar a fortuna da família. Querem usar o dinheiro para transformar o mundo

Ao longo das próximas duas décadas, será feita a maior transferência de riqueza (e poder) da história da humanidade. Cerca de US$ 30 trilhões passarão para as mãos da próxima geração de herdeiros. Mais conscientes, globalizados e engajados, esses jovens querem mudar (e salvar) o mundo. Que ninguém os confunda com filantropos, como fora muitos de seus pais e avós. Eles são mais. Querem usar o dinheiro sobre o qual têm influência para fomentar a construção de um futuro próspero, sustentável e socialmente justo. Estão de olho em ativos e títulos atrelados a negócios e países preocupados com o meio ambiente, com garantia dos direitos humanos, combate à corrupção, boa governança corporativa e desenvolvimento econômico e social – aspectos aglutinados na sigla ESG, do inglês environmental, social and governance. Nesse contexto, retorno significa rentabilidade combinada à mitigação de danos ambientais e ganhos sociais. “Investir e dedicar tempo a causas filantrópicas é de extrema importância. Mas é só uma parte do que podemos fazer pela sociedade”, diz

Marina Cançado, uma das herdeiras do grupo de farmácias Drogai, do interior paulista, é uma das vozes mais ativas dos futuros líderes.

Com interesse pela área de políticas públicas, a jovem se formou em administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez pós-graduação em Washington e se engajou no programa de formação para jovens herdeiros ministrado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também participou de projetos destinados ao programa Bolsa Família, quando circulou pelas periferias para conhecer a realidade dos beneficiários. Aos 31 anos, Marina é o espelho de uma juventude bem-preparada, informada e engajada. “Se você é jovem e tem acesso a capital, precisa se tornar protagonista na construção de um futuro melhor”, defende ela. Quando percebeu que não há filantropia que dê conta das demandas ambientais, sociais e econômicas, Marina viajou o mundo em busca de conhecimento. “Quis entender o que, de fato, eram os investimentos de impacto. Estudei iniciativas na Ásia, Europa e América do Norte”, lembra. Juntou-se então a uma rede global, o The ImPact, um clube exclusivo que reúne famílias com fortuna superior a US$ 700 milhões. Entre os “sócios” estão: Justin Rockefeller, 40 anos, tataraneto do magnata do petróleo John D. Rockefeller; Liesel Pritzker Simmons, 35 anos, herdeira da fortuna dos Hotéis Hyatt; e Jason Ingle, tataraneto de Henry Ford.

O grupo almeja mudar as bases dos negócios e dos mercados de capitais, alinhando a forma como as famílias ultra ricas investem seu dinheiro às métricas ESG, compatíveis com os objetivos de desenvolvimento sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas. Em 2015, a ONU propôs que seus 193 países-membros assinassem a Agenda 2030, um programa global composto por 17 objetivos, nos âmbitos econômico, social e ambiental, a ser alcançado até 2030. Entre as metas sugeridas. estão a erradicação da pobreza e da fome, a promoção da agricultura sustentável e sociedades pacificas e inclusivas, entre outras. Cofundador do The lmPact, em um vídeo para a entidade Justin Rockfeller conta que seu tataravô passou metade da vida fazendo dinheiro e outra metade doando. A família segue com a tradição filantrópica, mas Justin entende que é preciso ir além. “Vejo nos investimentos de impacto a continuidade desses valores. O que cada um faz com seu dinheiro tem consequências, e eu me importo com um mundo pacífico e sustentável”, defende.

Não se trata de deixar dinheiro na mesa. A filantropia é parte da carteira de impacto – o montante que se investe a fundo perdido, sem retorno. Nos negócios, esses herdeiros querem fazer a fortuna crescer, claro, mas sem jamais abrir mão de seus ideais e propósitos. Buscam um novo capitalismo, de bases muito semelhantes às defendidas por Klaus Schwab, 81 anos, fundador do Fórum Econômico Mundial. No final de janeiro, o encontro anual da organização foi marcado por discussões sobre os desafios ambientais e sociais que nós enfrentamos atualmente. O senso de urgência tomou conta das palestras em Davos e a sigla ESG foi unia das mais ouvidas.     

Em um manifesto público, Klaus Schwab clamou por um novo tipo de capitalismo. No “capitalismo stakeholder”, os interesses das empresas estão voltados para qualquer um que dependa, diretamente ou não, do sucesso da companhia – acionistas, funcionários, clientes, a comunidade local e outras empresas naquela cadeia produtiva. Como bem definiu Marc Benioff, 55 anos, CEO e fundador da Salesforce, a terra é nosso maior stakeholder. E assim, o interesse coletivo entra na composição do lucro. “Passou a fase do capitalismo de acionistas”, sentenciou Klaus Schwab, na abertura do fórum. Cabe às empresas pagar sua parte justa dos impostos, mostrar tolerância zero à corrupção, lutar pelos direitos humanos em suas cadeias de suprimentos globais e defender igualdade nas condições de concorrência.

  E o mundo tem pressa. A solução das questões sociais e ambientais exige ação efetiva e investimentos. Há muito a ser feito na próxima década, de modo a cumprir a Agenda 2030, da ONU. Os países em desenvolvimento, por exemplo, demandam recursos em ramos como saneamento básico, energia, gestão de lixo, acesso à água, alimentação, habitação popular e educação. Segundo a Rede Global de Investimentos de Impacto (GIIN, na sigla em inglês), são necessários US$ 2,5 trilhões por ano para habilitar esses países a avançar em suas metas.  Definitivamente, não é um montante que virá da filantropia ou dos cofres públicos. “Os investidores estão aficionados pelas empresas de tecnologia. Mas há retorno concreto em negócios que resolvem necessidades básicas”, comenta Pedro Vilela, 36 anos, sócio da Rise Ventures. Ele já se aventurou em negócios ligados a essa “economia real” que renderam 200 % de retorno.

Os investimentos de impacto estão em fase probatória. De acordo com o GIIN, o volume investido em ativos engajados soma USS 502 bilhões. Entre os setores de alocação estão energia renovável, habitação, saúde, educação, microfinanças e agricultura sustentável. Relatórios da instituição mostram que o montante tem crescido, mas é preciso pressionar o mercado financeiro a ampliar a oferta de soluções.

Para Fernando Russo, 42 anos, herdeiro da fortuna dos laboratórios Fleury, um dos maiores desafios da sua geração é provar ser possível fazer negócios em parceria com a natureza. “Um modelo de prosperidade, em que todos ganham”, como define. Depois de vender a P2Com, empresa de eventos corporativos fundada por ele em 2016, Fernando encarou um mestrado no lnsead, em Fontaine Bleau, na França. Foi lá que ele teve o primeiro contato com os conceitos ESG. Em seguida, Fernando se dedicou ao trabalho voluntário, apoiando e transferindo conhecimento para empreendedores em Uganda, na África e em Camboja, na Ásia. “A minha vontade era trabalhar com empreendedorismo, mas seguindo meus propósitos”, lembra. Com seu próprio capital, começou a investir em negócios de impacto. A experiência culminou no que ele chama de filosofia de investimento. Fernando olha seu portfólio com lupa e dá preferência a negócios com preocupação ambiental e boas práticas de governança. Investe em segmentos como agroecologia e manejo florestal. Mas mantêm o foco ESG também em opções tidas como mais tradicionais. “Se vou investir em gado, por exemplo, analiso como a propriedade maneja o rebanho, se está integrando técnicas modernas e como atua para regenerar a natureza”, conta. Para ele, o momento é de transição, de adaptação das carteiras de investimento e de procura por empresas que estão na mesma toada, na busca por se tornarem sustentáveis.

A visão de negócios de Fernando agradou tanto ao pai, o médico Ewaldo Russo, que o jovem é responsável por cuidar da fortuna da família. A orientação é diversificar os investimentos, seguindo uma regra simples: buscar oportunidades com a mesma atenção às boas práticas que o pai sempre defendeu na rede Fleury. Fernando usa as métricas ESG na hora de comprar ações de empresas, letras de crédito ou títulos de países. “O compromisso é ter um portfólio 100% alinhado à visão de impacto”, explica. Segundo ele, a rentabilidade está dentro do esperado e, em alguns casos, os negócios alinhados à nova proposta superam os lucros médios do mercado tradicional.

Aos 31 anos, Fernando Scodro é outro jovem brasileiro com mandato para comandar os neg6cios de impacto da família – cuja fortuna veio com a fábrica de biscoitos Mabel, vendida para a PepsiCo em 2011. Ele despertou para as questões socioambientais quando trabalhou com uma startup do mercado de gestão de energia. O negócio tinha como objetivo reduzir o consumo energético nas empresas. “Nós éramos remunerados em uma atividade sustentável, lembra. No curso “Investimentos de Impacto para a Próxima Geração”, ministrado na Universidade Harvard, em 2014, Fernando foi formalmente apresentado nos conceitos de ESG. Entendeu que era possível trazer essa lógica de negócio para todas as classes de ativo: “Pensei: é tão óbvio, por que é que não estamos fazendo isso?”.

De volta em casa, animado com os novos conhecimentos, Fernando achou que seria fácil convencer a família. Ingenuidade, como ele mesmo define. “Há pouca informação no Brasil sobreo tema, e não adianta falar dos conceitos em inglês”, diz. O jovem decidiu traduzir o curso de Harvard, adaptar os conceitos à realidade brasileira e ministrá-lo para sua família. No processo, um colega de curso, o americano Samuel Bonsey, 31 anos, convidou Fernando para integrar o time de fundadores do The lmPact, oferecendo a ele um escritório na sede da organização, em Nova York. “Acabei me tornando responsável por trazer o grupo para o Brasil”, diz. Hoje Fernando mora em Londres, onde há mais informações e opções para o portfólio de impacto. No Brasil, os pais, Marcha e Sergio Scodro, estão à frente do The lmPact. Entre os negócios em que eles investem estão os de agricultura sustentável e manejo florestal.

Os investidores têm pressionado o mercado financeiro por mais opções na composição de uma carteira engajada. No mês passado, Larry Fink, 67 anos, CEO e presidente do conselho da BlackRock, a maior gestora de recursos do mundo, com quase USS 7 trilhões de ativos sob sua administração, anunciou, em carta ao mercado, que vai colocar a sustentabilidade no centro de suas decisões de investimento. A meta é utilizar as métricas ESG como padrão na oferta de soluções financeiras. Segundo o executivo, os riscos climáticos estão forçando os investidores a reavaliar seus pressupostos de finanças, o que vai mudar a estrutura do mercado de capitais. “Instituições com compromisso de rentabilidade no longo prazo estão saindo do ramo de energia fóssil”, exemplifica Marina Cançado. Segundo dados da organização não governamental 350.org, 1.176 instituições, com a soma de USS 12 trilhões em ativos, não querem mais investir em negócios relacionados a carvão, petróleo e gás. Em Davos, o Fórum Econômico Mundial formou uma coalizão de investidores institucionais – com quase US$ 4 trilhões sob gestão. Eles se comprometeram a migrar suas carteiras para investimentos que buscam a neutralidade de emissões de carbono até 2050.

Uma semana depois da divulgação da carta de Larry Fink, o Citi lançou um fundo de impacto no valor de USS150 milhões, para investir em empresas do setor privado que querem dar retorno financeiro e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento da sociedade com seus negócios. A Microsoft revelou sua ambição de atingir emissões líquidas zero até 2030 ecompensar, até 2050, todas as emissões que produziu em sua história. Já a Nestlé pretende investir US$ 2 bilhões em embalagens sustentáveis. Essa resposta das instituições financeiras e empresas é o que os investidores querem. Não é uma questão de bondade. Mantidos o ritmo atual de degradação da natureza e os problemas sociais sem solução, todos nós seremos atingidos.

“É ruim para o sistema”, comenta Fabio Alperovitch, 48 anos, sócio da Fama Investimentos. Simples assim.

A Fama tem avaliado negócios de impacto e constatado que empresas mais preocupadas com a sustentabilidade apresentam menor risco ao investidor. “Há uma ideia errada de que elas não buscam retorno financeiro”, comenta Fabio. Na realidade, explica ele, companhias com esse perfil arriscam menos nos terrenos regulatórios e ambientais – reduzindo perdas financeiras com indenizações e processos. “Elas também agradam a nova geração de consumidores”, completa.

Negligenciar a natureza é um tiro no pé para os negócios. Estudo realizado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a consultoria PwC, aponta: metade do produto interno bruto (PIB) global, ou US$ 44 trilhões, depende, em maior ou menor grau, da natureza – da polinização, da qualidade da água e da manifestação de doenças, por exemplo. O levantamento englobou 163 setores da indústria e suas cadeias de suprimentos. Estão mais expostos às intempéries e mudanças nos padrões naturais segmentos como o da construção, da agricultura e da indústria de alimentos e bebidas. De acordo com os resultados do trabalho, há ainda uma diversidade de negócios com a chamada “dependência oculta” da natureza. Essa denominação serve para a indústria química e de logística, entre outras. São setores que não dependem diretamente da natureza, mas que estão na cadeia produtiva dos que estão intrinsecamente ligados às alterações do tempo ou de pestes. Isso significa que, em um cenário de degradação socioambiental mais intensa, podem simplesmente desaparecer.

A pressão também recai sobre os países, que precisam vender títulos públicos e atrair investimentos. Em Davos, Úrsula Von der Leyen, 61 anos, presidente da Comissão Europeia, mandou um recado amargo para as nações usuárias pesadas de combustíveis fósseis, como a China. A União Europeia pode taxar os produtos desses países se eles não encontrarem alternativas para mitigar as emissões de CO2. A executiva cobra transparência no inventário de carbono e a precificação das emissões. Para ela, não faz sentido limpar a matriz europeia e continuar importando produtos de grandes emissores de gases do efeito estufa.

Para o Brasil, as queimadas na Amazônia, mantidas fora de controle, podem prejudicar acordos de comércio internacional. Outro problema, destacou Roberto Campos Neto, 50 anos, presidente do Banco Central, está no impacto que as questões ambientais exercem sobre o fluxo de capitais. Segundo ele, a política brasileira tem se baseado na capacidade de atrair investimento privado, e parte desse investimento vem de fora do país. “O investidor externo vai olhar esses critérios de governança ambiental. Precisamos estar em conformidade”, disse o presidente do BC.

Eugênio Mattar, 67 anos, cofundador e presidente da Localiza, lembra que o investidor não é ingênuo. Ele sempre vai procurar o investimento atrelado à sua expectativa de retorno económico. Parte do trabalho está em avaliar impactos sociais e ambientais, buscar dados que estão além dos prospectos e verificar se empresas e países são transparentes nas respostas. “Tem de pesar tudo na balança e ver se compensa”, diz. Para Eugênio, as empresas não podem se alienar de seu papel na sociedade. ”É algo que tem de estar no cerne do negócio. Todas as decisões que tomamos possuem impacto”, defende o executivo. Na Localiza, ele direcionou a renovação de frotas com a aquisição de veículos leves e menos poluentes. Também baixou o preço dos aluguéis, para oferecer uma solução de mobilidade capaz de desencorajar a compra de um automóvel próprio. Como efeito colateral positivo, a empresa caiu no gosto dos motoristas de aplicativo, que locam veículos a taxas de R$ 60 por dia e geram renda com esses ativos. “Os veículos são a ferramenta de trabalho de muitos desempregados”, completa Eugênio.

Para Roberta Goulart, 40 anos, sócia da Turim Family Office, a falta de métricas padronizadas para medir impacto é um gargalo relevante do setor e atrapalha a disseminação dos conceitos. “Gestores de fortunas ou fundos precisam dar retorno. O mercado tem metodologias disponíveis para medir o financeiro”, diz. De fato, uma das missões do encontro em Davos é o de costurar as propostas para criar uma métrica única, permitindo assim, mais transparência nas avaliações para os investidores e o nivelamento na concorrência. Do jeito que está hoje, é difícil separar o joio do trigo. “Tem produto que diz que é verde, mas não é”, completa Fabio Alperowitch, da Fama.

Outro desafio, no Brasil, está na falta de conhecimento sobre o tema. “Ainda é muito incipiente e há dificuldade em encontrar oferta de produtos ESG no mercado financeiro”, aponta Márcio Correia, 43 anos, sócio da JGP Investimentos. Segundo ele, nem mesmo os profissionais do setor sabem como avaliar e indicar negócios de impacto. ”A pressão virá dos investidores, que devem demandar essas soluções”, comenta. Roberta Goulart, da Turim, lembra que os estrangeiros já cobram opções de impacto quando querem investir no Brasil. Os dois especialistas admitem que temos muito trabalho pela frente para educar o mercado e fomentar negócios engajados.

Nesse contexto, Marina Cançado bate o pé sobre a importância de articular os herdeiros. “Temos de fazer pressão”, diz. Neste mês, ela vai reunir famílias ricas em um evento no Rio de Janeiro, o Converge Capital Conference 2020, para explicar os conceitos de impacto, demonstrar casos de sucesso e provocar ações para criar massa crítica no mercado financeiro nacional. O objetivo é expandir o olhar do investidor e estimular a criação de produtos financeiros. Com o resultado, ela espera iniciar um ciclo de transformação nas carteiras de investimento das fortunas brasileiras. ”Precisamos alinhar a aplicação de capital com as metas de futuro, pensando no desenvolvimento econômico sustentável do país, resume a jovem. O documento de apresentação da Converge Capital Conference 2020 instiga: “Qual é o nosso papel como indivíduos com grande patrimônio, ou como instituições financeiras brasileiras? Já paramos para pensar em que mundo estamos investindo? Afinal, no que investimos hoje determinará o mundo no qual iremos viver amanhã”.

– A história nos julgará pela diferença que fazemos no dia a dia das crianças.

A frase, de Nelson Mandela, foi citada por Bill Gates, 64 anos, durante evento da União Africana, realizado em 2018, em Adis-Abeba, Etiópia. No discurso, o executivo lembrou sua surpresa quando recebeu a ligação de Mandela pedindo ajuda para financiar a primeira eleição livre da África do Sul, há 26 anos. “Naquele tempo, eu passava a maior parte dos meus dias na Microsoft, pensando em softwares. Não sabia muito sobre a África. Mas admirava o Mandela, fiz a doação e prometi visitá-lo”, contou.

Além de cumprir a promessa, Gates adotou o continente como destino dos investimentos filantrópicos da Fundação Bill & Melinda Gates, que já aplicou mais de US$ 15 bilhões em iniciativas de saúde e erradicação da pobreza na região. Orientado pela matemática, o filantropo mede o impacto das iniciativas: para cada dólar investido, outros 20 são gerados em benefícios sociais e econômicos. A fundação financia de acesso a vacinas a empreendimentos em áreas como agricultura e energia renovável. Entre os exemplos, está o empréstimo inicial de US$ 5 milhões para uma startup queniana, a M-Kopa, que levou kits para produção de energia solar a mais de 750 mil clientes. A empresa vende os equipamentos, em prestações. Cerca de 80% de seus clientes vivem com menos de USS 2 por dia, e 75% dependem da agricultura de subsistência. São pessoas que antes dependiam do querosene e hoje se orgulham de suas lâmpadas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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