EU ACHO …

PODEMOS MUDAR A HISTÓRIA

Para quem tem dúvida sobre a inexorabilidade do combate ao racismo estrutural e para os que nunca tiveram dúvidas que a igualdade de oportunidades amplia a diversidade dos insumos e eleva a qualidade do resultado final, o encerramento da seleção dos dez e depois dezenove jovens negros do programa de trainees do Magazine Luiza, apresenta de forma inédita uma oportunidade extraordinária de inflexão, estímulo e entusiasmo. Da mesma forma, desafia aqueles que têm poder de voz e de intervenção, sobretudo os líderes empresariais a realizarem um mergulho profundo num Brasil que sempre esteve aí, mas que agora, desnudado e potencializado pelas novas agendas social e política, global e local, revela para todos os sentidos a estridência de uma realidade insustentável e a potência de uma verdade escamoteada: o discurso e prática racista desiguala os iguais, e o mérito racializado exclui e interdita o acesso isonômico dos talentos e das capacidades, desconsidera e ignora outras dimensões humanas dos indivíduos.

No tempo em que conhecimento é elemento estratégico de competitividade e progresso econômico e social, por conta do racismo estrutural, temos operado na contramão, desperdiçando talentos e deixando de fazer uso inteligente de recursos humanos de extrema qualidade e de altíssimo custo social. Logo, além de irracional e injustificável, tem se constituído numa prática terrivelmente prejudicial à produtividade e desenvolvimento econômico; e, profundamente injusta com os talentosos, esforçados e resilientes jovens negros.

Os mais de 22 mil candidatos negros que apresentaram as credenciais para competirem no programa, demonstraram à sociedade que os negros sempre estiveram prontos e qualificados, e, principalmente, sempre estiveram acessíveis àqueles que verdadeiramente quiseram encontrá-los. Demonstraram mais, que em nenhum momento seria preciso baixar a régua ou nivelar por baixo para permitir a competição justa e equitativa seja para cumprir o direito à isonomia, seja para alcançar os propósitos da diversidade corporativa.

O presidente Frederico Trajano foi inspirador: “há mais de quinze anos eu sempre faço entrevistas com os finalistas. Esta foi a que mais emocionou, estou radiante, contagiado com as histórias das pessoas. Um de nossos defeitos é que, infelizmente, no passado, não conseguimos formar líderes negros. E é isso que pragmaticamente queremos resolver”. Ou seja, podemos construir o país que quisermos, e, nem o racismo estrutural pode limitar a nossa vontade de promover o justo, prestigiar o talento, fazer a coisa certa, e mudar a história.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

3 comentários em “EU ACHO …”

Os comentários estão encerrados.

M.A

Interviews, reviews, marketing for writers and artists across the globe

Gaveta de notas

Guardando idéias, pensamentos e opiniões...

Isabela Lima Escreve.

Reflexões sobre psicoterapia e sobre a vida!

Roopkathaa

high on stories

Luna en mengua

Poesía, arte, literatura y música.

de tudo um pouco ❗❕❗😉👌

de tudo um pouco 😉👌

Painel do Grupo

Aqui um pouquinho de nossas realizações

Buds of Wisdom

Fall in Love with Grammar !

pretapoesia

Escreviver é isso: viver, escrever, viver novamente. Writing is just like this: live, write, live again.

danielecolleoni

Appunti, spunti e passioni in liberta'

Ode to Beauty

Discovering the World of Fine Art Nude Photography

白川君の独り言β

no sweat no victory

URBN Social

The Social Experience

RENOVADAS

Autoestima para mais de 50

Olivia2010kroth's Blog

Viva la Revolución Bolivariana

%d blogueiros gostam disto: