EU ACHO …

O AMOR NOS TEMPOS DO CORONA (E DO HOME OFFICE)

Com “All We Need Is Love”, os Beatles cantaram, em 1967, que tudo o que precisamos é de amor. Era o auge da Guerra do Vietnã. A verdade é que o amor, de um jeito ou de outro, sempre é assunto quando passamos por fases ruins da vida – e está aí a maior pandemia de nossa era para não nos deixar mentir.

Nos quatro cantos do mundo, os divórcios aumentaram consideravelmente desde que casais passaram a conviver durante mais tempo juntos em razão da quarentena que o novo coronavírus impôs. E dados recentemente divulgados pela Agência Brasil indicam que o Brasil não ficou ileso a esse fenômeno: por aqui também foi grande o aumento do número de pedidos oficiais de fim de casamento nos últimos meses. Por outro lado, pesquisas recentes ainda mostram que um outro tipo de amor que nos move – aquele que nutrimos por nossos trabalhos e no mercado chamamos de “foco” – resultou em um considerável aumento de produtividade.

Ainda falta uma pesquisa qualitativa para saber o porquê de o trabalho em casa gerar resultados mais positivos do que a convivência doméstica entre casais. Mas para Fran Katsoudas, diretora de pessoal da gigante tech americana Cisco, o fato de que pessoas em home office têm a oportunidade de focar naquilo que realmente gostam sem a interferência de terceiros é um dos possíveis segredos do sucesso para isso.

Ironicamente, uma das profissões que bombou na pandemia é a dos que atuam no atendimento remoto a consumidores. Seja por telefone ou pela internet, esse contato, que no passado recente não tinha a menor graça, agora levou as partes dos dois lados da linha a gostarem mais dessa interação, um indício de que no isolamento social total ninguém nutre muitos amores.

Trabalhar com amor e gostar do que se faz sempre foram fundamentos para a satisfação em qualquer carreira – que, aliás, não deixa de ser um casamento. Aqueles que se dedicam mais ao que fazem geralmente agem assim porque se sentem bem em suas funções, e esse é também um dos segredos de sucesso para qualquer união, neste caso a nossa com nossos empregos. Amar em excesso, no entanto, tem lá seus percalços.

O verdadeiro segredo, diriam os sábios afetivos, está em saber balancear as coisas, amar demais ou de menos. Dedicação excessiva ao trabalho pode gerar conflitos em outras áreas, sem falar nos problemas de saúde. E pensar em ser a mulher ideal ou o marido perfeito em tempo integral pode resultar no exato oposto disso, como talvez tenham aprendido os casais recém-separados pela Covid-19. Tudo o que precisamos é mesmo mais amor, como John e Paul cantavam. Mas é bom saber que “You Can’t Always Get What You Want” (“Você Não Pode Ter Sempre o que Quer”, em tradução livre), para citar os conterrâneos Rolling Stones, pode nos livrar de decepções, seja na carreira ou na vida amorosa.

***ANDERSON ANTUNES – é jornalista e observador da vida cotidiana (na pandemia ou não

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.