A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MINDFULNESS – V

HORA DE PRATICAR

Dicas que irão ajudar na hora de começar a meditação

Depois de regular a alimentação, escolher o horário adequado, um local tranquilo, vestimentas confortáveis e acessórios apropriados, é hora de realmente meditar. Por isso, separamos dicas para lidar da melhor forma com os pontos mais importantes, como a respiração, o controle dos pensamentos e as melhores posturas.

POSICIONAMENTO

A forma clássica de meditar é em posição de lótus – pernas cruzadas e braços apoiados nos joelhos, com as costas eretas. “Fique sentado de forma que não cause dores ou desconfortos e deixe a coluna alinhada”, ensina a professora de yoga Vivian Shoji. Porém a posição de lótus não é uma regra para quem deseja meditar. Outra maneira é usar uma cadeira. Para isso, primeiro alongue-se começando com a coluna para depois, alinhar a cabeça e o pescoço, antes de repousar no local em que irá meditar. Sente-se na cadeira com os pés apoiados no chão e as mãos no colo, uma sobre a outra.

RESPIRAÇÃO

Respire profundamente durante todo o tempo em que estiver meditando. Inspire lentamente, contando até cinco segundos e expire em três segundos. Sinta o ar entrando e saindo do seu corpo, sem alterar o ritmo. ‘Durante a inspiração, mentalize a paz e, ao expirar, imagine-se eliminando a ansiedade. Faça isso, inicialmente, contando um minuto e aumente aos poucos, estimulando-se e gerando prazer e paz interior”, explica a terapeuta Comportamental Nara Louzada. A respiração é parte fundamental na meditação, é ela que ajuda a relaxar.

DURAÇÃO

Não vá pensando em ficar meia hora meditando logo na primeira vez. Se você ficou um minuto, mas conseguiu se manter em um estado de aquietamento, valorize. O mais importante é conseguir reservar esse momento para você, pelo menos uma vez ao dia. Quando estiver mais confortável e confiante, você pode aumentar a duração e prolongar a prática. Para ajudar marque um temporizador ou um aplicativo que avise a hora de retornar. Vale ressaltar que o tempo de cada momento de meditação depende de pessoa para pessoa. Um minuto já é válido, porém, são necessários pelo menos cinco minutos para garantir os benefícios. “Para iniciantes, a meditação deve variar de 10 a 30 minutos. O importante é respeitar seus limites e adicionar os períodos gradativamente”, explica a professora de meditação Denise Dourado.

PENSAMENTOS

No início, os pensamentos virão, mas não tente dominá-los. Deixe os passarem por você. Com o tempo, esse barulho interior cessará e você experimentará uma paz inigualável”, explica Denise. Uma maneira de afastar as ideias é focando na respiração. Outra opção é prestar atenção aos sons e aos aromas ao seu redor para se assegurar de que você está plenamente presente ou seja, o passado já foi, o futuro ainda não chegou e o que importa é o agora. Essas atitudes farão com que sua mente entre em harmonia com o ambiente, tornando o dia a dia (mesmo com o estresse rotineiro) mais leve e calmo.

AUTOANÁLISE

Após completar o processo, meditativo, não se levante de imediato. Abra os olhos, perceba o local, analise a sua prática e assimile o que ela proporcionou. Mexa braços e pernas devagar, alongue-se e aos poucos, volte a sua rotina, completa a terapeuta holística Patrícia Cândido. Você saberá se a prática foi boa conforme a sua disposição ao retornar. Se estiver mais tranquilo e concentrado, o exercício foi um instrumento positivo de bem-estar e de alto conhecimento.

PASSO A PASSO

Para aqueles que, apesar de estarem cientes dos benefícios e terem tentado todos as dicas, não conseguiram meditar, existe uma alternativa: associar a atividade à caminhada. “É uma meditação ativa. Devemos perceber os passos, o movimento das pernas, a respiração, os pés tocando o chão e se alternando nas passadas. Todos estes são chamados de âncoras e facilitam a atenção e a concentração. A junção das duas atividades favorece os que não conseguem ficar parados, aprimora o condicionamento físico e melhora a capacidade respiratória”, explica o psicólogo Roberto Debski.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.