GESTÃO E CARREIRA

DESPERTE SUA CRIATIVIDADE

Embora seja uma das três competências mais importantes para o trabalho em 2021, sete em cada dez pessoas não se consideram criativas. Descubra como desenvolver essa habilidade essencial para profissionais e empreendedores de todos os segmentos

Se existe uma competência cercada por uma aura de mistérios, é a criatividade. Ela é tão mitificada que parece que nós, meros mortais, nunca seremos bons o bastante para alcançá-la. E as histórias extraordinárias dos processos criativos de pessoas que revolucionaram suas áreas de atuação só reforçam nosso sentimento de impotência. Já ouvimos falar, por exemplo, que Wolfgang Amadeus Mozart não fazia esforço nenhum para compor e que suas obras apareciam prontinhas em sua cabeça nos momentos em que ele estava sozinho e de bom humor. Ou então que Albert Einstein concebeu a teoria da relatividade enquanto estava, simplesmente, conversando com um amigo. Ou ainda que o artista plástico Wassily Kandinsky criou uma de suas telas mais famosas, pintura com a borda branca, em apenas uma tarde.

Essas histórias são altamente românticas, mas, sinto informar, não passam de mitos – e são desvendadas no livro A História Secreta da Criatividade, de Kevin Ashton. Mozart, na verdade, era um assíduo estudante de composições, ensaiava suas obras ao piano e escrevia cartas para a família dizendo que estava enfrentando bloqueios criativos. Einstein só chegou à Teoria da Relatividade depois de muito tempo observando a natureza e estudando teorias de outros cientistas para ir, pouco a pouco, se aproximando de uma descoberta autêntica. Kandinsky levava dias em um método complexo de planejamento de suas pinturas antes de colocar as tintas na tela. Ou seja, até as mentes mais geniais sofrem e precisam trabalhar duro para criar algo inovador. E isso é ótimo, pois faz com que você e eu estejamos muito mais próximos dos gênios do que imaginávamos. Pelo menos quando se trata de criatividade.

NO TOPO

O que precisamos fazer é desenvolver essa competência – e ela pode ser lapidada, assim como qualquer outra. E quem se dedicar a isso terá grandes chances de se destacar no mercado. De acordo com o relatório Future of Work, publicado em 2018 pelo Fórum Econômico Mundial, a criatividade é a terceira habilidade mais importante para o trabalho em 2021 – atrás apenas da resolução de problemas complexos e do pensamento crítico. Em 2015, a criatividade aparecia em décimo lugar na lista do fórum. Além disso, um levantamento do LinkedIn mostrou que, em 2019, essa foi a soft skill mais procurada pelos recrutadores.

A alta demanda faz sentido. Afinal, para atuar num mercado globalizado, veloz e complexo, é preciso superar padrões e ir além das formas tradicionais. E isso não se trata simplesmente de inovação. A criatividade vem antes: tem a ver com a capacidade de enxergar o mundo de uma forma diferente e encontrar saídas não imaginadas até então. “É um diferencial competitivo que, em vez de alienar o humano, permite que ele seja o componente criativo dos processos”, diz Gabriela Viana, diretora de marketing da Adobe para a América Latina. Fabio Carvalho, gerente de inovação da Faber-Castell, que ministra workshops de criatividade, completa: “As empresas têm novos concorrentes, as startups surgem rapidamente e a velocidade da mudança é impressionante. Os profissionais criativos são mais preparados para lidar com o fluxo contínuo de novos problemas”.

O grande desafio é que a maioria das pessoas se sente impedida de criar no trabalho. É o que revela a pesquisa State of Create, da Adobe, feita com 5.000 adultos nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Japão. O estudo mostra que apenas uma em cada quatro pessoas acredita estar aproveitando seu potencial criativo e que 75% se sentem pressionados a ser mais produtivos do que inovadores no trabalho. E os pesquisadores descobriram algo interessante: os profissionais que se consideram criativos ganham, em média, 13% mais do que os demais colegas. Por isso, mesmo que seu ambiente não proporcione a criatividade, é melhor encontrar uma maneira de exercer essa competência – nem que seja para se preparar para um novo emprego ou para tocar um negócio próprio. Vai ser bom para sua carreira e para seu bolso.

NASÇO, LOGO CRIO

Mais do que uma habilidade, ser criativo é uma característica do ser humano. O problema é que ela perde força com o tempo. Um estudo conduzido pelo professor americano George Land com 1.600 crianças mostrou que, em 1968, ano em que nasceram, 98% delas eram criativas. Aos 10 anos de idade, o índice caiu para 30%. Aos 30 anos, desabou para 2%. Mas, se nascemos criativos, por que perdemos isso? “Somos condicionados a seguir padrões”, diz Denilson Shikako, diretor da consultoria Fábrica de Criatividade. Somos ensinados a acreditar que a melhor resposta é a correta e que, quanto mais rápido ela vier, melhor.

“A gente se limita e acaba fazendo tudo do mesmo jeito, não aprendemos de outra forma”, diz Denilson. Em muitas empresas, a situação se agrava. Afinal, várias ainda têm o ambiente de trabalho tradicional, com hierarquia rígida, competição acirrada e pouco espaço para se arriscar ou questionar. Estar estressado e pressionado para cumprir metas também mata qualquer impulso para fazer diferente.

E não é só isso: há muita confusão sobre o que é ser criativo. “As pessoas relacionam criatividade com produto ou tecnologia”, diz Jean Sigel, cofundador da Escola de Criatividade. Esse raciocínio faz com que ela pareça inatingível ou restrita a quem sabe usar determinadas ferramentas. “Aí vira algo muito complexo, e dizem que não dá para ser criativo sem recurso ou tecnologia.”

Na verdade, a criatividade não passa de uma forma de olhar para as coisas. “Ela é como você interage com o mundo”, diz Thiago Gringon, coordenador da pós-graduação em criatividade e ambiente complexo da ESPM. “A criatividade amplia a consciência para o que está acontecendo ao redor e capacita para o futuro, para aquilo que ainda não entendemos.”

SIM, VOCÊ PODE

Parece coisa de autoajuda, mas, para ser criativo, o primeiro passo é acreditar que você consegue. A vida toda deparamos com exemplos que colocam a criatividade em um pedestal, reservada somente a alguns afortunados – como falamos no começo desta reportagem. Quando essa percepção se combina a amarras como medo de rejeição e experiências negativas com erros, o resultado é a falta de confiança na própria capacidade de criar.

Não precisa ser assim. Não há certo ou errado, o importante é tentar – e relaxar. “A criatividade está ligada ao ócio, ao momento em que você se desloca do mundo real, faz uma viagem interna e usa suas memórias”, diz Sidarta Ribeiro, neurocientista diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e autor de O Oráculo da Noite. Portanto, se o dia for de estresse, não se cobre para ter ideias geniais. Mas também não encontre na correria a desculpa perfeita para não tentar nunca.

Na busca pela criatividade, dê um passo atrás: pense sobre quais são as amarras que impedem seu olhar inovador. Segundo Thiago, da ESPM, para cada uma das “atitudes criativas” existe um receio por trás [veja o quadro “Atitudes X Medos”. E é a aversão a esses desconfortos que nos torna menos propensos a experimentar coisas novas. Os medos sempre vão existir. O que precisamos aprender é a tolerá-los e tentar mesmo assim.

Como muitas competências, despertar a criatividade exige uma boa dose de autoconhecimento e perseverança. É possível, por exemplo, que você consiga ter ótimas ideias quando está em casa, mas trave em uma reunião com o cliente. Por isso é tão importante seguir em frente e ter paciência. É como quando você começa a academia. Até fortalecer os músculos e ganhar resistência, continuar se exercitando vai demandar altas doses de motivação interna. Para se estimular, preste atenção em seus pontos fortes. “Cada um vai desenvolver a criatividade com base nos talentos e tipos de inteligência que domina mais”, diz Jean Sigel, da Escola de Criatividade.

ARSENAL PARTICULAR

Não existe nada totalmente inovador. “Uma ideia nova é sempre uma mistura de ideias velhas”, diz o neurocientista Sidarta. Esse milk-shake de insights tem nome científico: reestruturação de memória, momento no qual o cérebro reorganiza conhecimentos e informações que já possui de maneira a produzir algo diferente. Portanto, um grande aliado para os criativos é ter conhecimentos, experiências e interesses diversos. “Quanto maior o seu repertório, maior a chance de você inventar uma coisa nova”, diz Sidarta.

Por isso, ampliar os horizontes (e sair da zona de conforto de sua área de atuação) é tão importante. “Busque temas que você normalmente não estudaria”, diz Jean Rosier, sócio e cofundador da escola e consultoria Sputnik. O conselho vale para leituras, filmes e até séries que você escolhe assistir. Liste seus hábitos comuns e procure conteúdos que vão na direção oposta. Faça isso deliberadamente: os algoritmos de seu streaming vão, sempre, sugerir as mesmas coisas para você. O que, na prática, será mais do mesmo para a sua mente. Essa atitude também pode ser usada para chacoalhar a rotina de trabalho. Se você fica o tempo todo em frente às telas, escreva alguns de seus processos no papel, por exemplo. Ou então desenhe sua lista de tarefas em vez de escrevê-la. “Isso faz seu cérebro gerar neurossinapses diferentes “, diz Mariana Achutti, CEO e fundadora da Sputnik.

Outro exercício interessante é perguntar a si mesmo o que pode ser feito de diferente para executar uma tarefa que você realiza todo dia. Não se assuste, pois, no começo, provavelmente nenhuma ideia surgirá. Esse bloqueio, no entanto, não é totalmente verdadeiro. As ideias ficam presas porque, antes de pensarmos nelas, costumamos acreditar que elas são ruins. Abstraia a autoavaliação. O exercício pede que você anote tudo o que vier à sua mente. Só depois a análise será feita. Lembre-se: não há certo ou errado, o processo é o que importa. Depois do primeiro momento, é importante ver em que medida as ideias podem ser, de fato, praticadas e transformadas em algo novo. Apenas dizer para a equipe que você quer reuniões mais rápidas, por exemplo, não é tangível. No lugar disso, pode-se pensar em mudar a sala e usar mesas altas sem cadeiras – o que faria com que as pessoas fossem mais objetivas e, consequentemente, as reuniões encurtassem.

MATÉRIAS-PRIMAS

Ser criativo não é se tomar um gênio solitário no alto da montanha com respostas para tudo. Criatividade tem a ver com empatia e colaboração: exige que nós saibamos escutar e olhar para o outro. Só assim conseguiremos criar algo que tenha valor para todos e que, de fato, seja uma resposta a uma necessidade real. Muitas vezes, é no contato com os demais que temos os melhores insights para alguma questão que já estava em nossa cabeça. “É preciso sair, conversar, ouvir e reunir pontos de vista diversos”, diz Jean Sigel.

Nesse sentido, vale voltar à infância – lembra que as crianças são muito mais criativas do que os adultos? Pois bem. Resgate o hábito de fazer perguntas. Quaisquer perguntas. “Mesmo que sejam impertinentes, as crianças sempre perguntam, sem esperar respostas prontas”, diz Jean. “Deixamos de fazer isso porque o questionamento nos tira do conforto.” Mas esse é um péssimo hábito para quem quer ser criativo.

Além de repertório e questionamento, é preciso haver motivação para criar. E ela está por todos os lados. “A matéria-prima da criatividade são os problemas”, diz Denilson, da Fábrica de Criatividade. A questão é que estamos acostumados a enxergar os problemas como males a ser eliminados rapidamente, e não como oportunidades de melhorias. Analisar problemas de forma estruturada permite encontrar novos caminhos – muitos impensáveis à primeira vista.

Como tudo no desenvolvimento da criatividade, tornar-se um bom caçador de abacaxis é um processo que leva tempo. Urna forma de analisar situações e, consequentemente, encontrar problemas é o sistema conhecido como Six Thinking Hats (algo como “seis chapéus para pensar”). Ele foi desenvolvido por Edward de Bono, professor na Universidade de Oxford. De acordo com a teoria, devemos ter seis perspectivas para uma questão: o chapéu vermelho (olhar para a situação com as emoções e entender como se sente), o chapéu branco (ver de forma objetiva quais são os fatos), o chapéu amarelo (ver o lado positivo: o que vai funcionar?), o chapéu preto (ver pelo lado negativo: o que não vai dar certo?), o chapéu verde (tentar pensar em ideias alternativas) e o chapéu azul (no cenário geral, qual seria a melhor solução?). E, se você está diante de um problema que parece não ter solução, às vezes o melhor a fazer é sair para dar uma volta – nem que seja para falar com os colegas em outra sala ou tomar uma água. Com tempo e dedicação, as ideias vêm.

Ferramentas como essa estimulam a criatividade de maneira estruturada, principalmente no trabalho. Mas o importante é lembrar que não há um único jeito de ser criativo. Cabe a cada um encontrar o método que mais funciona para si mesmo – e você só vai encontrá-lo quando se dedicar diariamente a essa habilidade. Começar agora é simples, pense: o que você pode fazer de diferente hoje?

ATITUDES X MEDOS

Thiago Gringon, coordenador da pós-graduação em criatividade e ambiente complexo da ESPM, estudou os comportamentos mais importantes para a mente inovadora e os contrapôs aos principais receios que essas atitudes geram. Ter receio é normal, mas é preciso combatê-lo. “O criativo é quem convive com esses medos, olha-os de frente e lida com eles”, diz Thiago.

ATITUDE: INICIATIVA

O momento em que saímos da zona de conforto e resolvemos ousar. É o primeiro passo da criatividade.

MEDO: EXPOSIÇÃO

Sair da bolha exige se tornar vulnerável, e isso causa apreensão. É natural se sentir exposto por não dominar um terreno novo.

ATITUDE: ENTUSIASMO

Não basta só ir a lugares diferentes, é preciso se entusiasmar, ter interesse pelo inéditoe desafiar seu ponto de vista.

MEDO: PERDA DE CONTROLE

Ao se colocar em situações novas, não dá para saber exatamente o que você vai vivenciar. Por isso, tente relaxar e experimentar o que está por vir.

ATITUDE: DETERMINAÇÃO

A criatividade exige trabalho constante e tranquilidade para entender que muitas tentativas serão fracassadas. Ter determinação é a chave para ser resiliente diante dos desafios e problemas.

MEDO: FRUSTRAÇÃO

Muitos dizem ter medo de que a criação falhe, mas no fundo isso é um tipo de proteção para não se frustrar depois de um esforço. A tolerância à frustração se constrói aos poucos, e para chegar a resultados de valor é preciso passar por percalços.

ATITUDE: AUTENTICIDADE

Tudo que criamos é extensão de nossa singularidade. Ou seja, para conseguirmos criar algo de impacto, precisamos saber quem somos e ser leais a isso.

MEDO: REJEIÇÃO

Quanto menos sabemos quem somos, mais medo temos de que não nos aceitem. Precisamos enfrentá-lo, saber o que nos trouxe até aqui e desapegar do que os outros pensam.

ATITUDE: FLUÊNCIA

Todas as criações contam uma história e é preciso ter repertório de linguagem para comunicá-la – seja por meio oral, seja pela escrita.

MEDO: INCOMPREENSÃO

Esse temor surge quando a ideia ainda não está totalmente desenhada e a pessoa não consegue se expressar do modo como gostaria. Trabalhe seu poder de comunicação para explicar quais são os objetivos da ideia no médio e no longo prazo – e saiba que nada, nunca, está 100 % pronto.

ATITUDE: INTUIÇÃO

É a sensibilidade para entender o que os outros desejam. A intuição surge do repertório acumulado e da inteligência emocional ­ características importantes para a leitura de sinais e cenários.

MEDO: O DESCONHECIDO

Na prática, precisamos aceitar que tudo pode acontecer – tudo mesmo, até as coisas saírem bem diferentes do que esperávamos. É normal sentir raiva ou se frustrar, mas entenda que o desconhecido faz parte do processo criativo.

CÍRCULO VIRTUOSO

No livro Libertando o poder criativo, o guru da criatividade, Ken Robinson, descreve como funciona o processo de inovação. Acontece assim:

A CRIATIVIDADE ESTÁ NO AR

Como transformar o ambiente de trabalho num local que proporcione novas ideias

TOLERE ERROS

Errar é parte importante do processo criativo. Mas, se a pessoa tiver medo de falhar, não vai conseguir se arriscar e ficará bloqueada. É importante estimular as conversas sobre os erros e encará-los como oportunidades de desenvolvimento.

JULGUE AS IDEIAS, NÃO AS PESSOAS

A competência de alguém não deve ser medida por suas ideias ruins. Ter insights cheios de problemas é natural, ainda mais em um momento de brainstorming. Toda ideia é válida – até as problemáticas, que podem levar a soluções surpreendentes. quando não fazemos julgamentos pessoais, todos se sentem mais à vontade para ousar.

ESTIMULE A COLABORAÇÃO

Juntar pessoas de áreas e perfis diferentes para falar sobre um tema em comum pode ser um grande estímulo para a criatividade. O ideal é que o clima seja de colaboração. Por isso, é preciso evitar a construção de culturas agressivas com alta competição interna.

USE JOGOS

A gamificação traz o lado lúdico das pessoas à tona. Além disso, essa tática ajuda os profissionais a relaxar, mesmo quando estão diante de problemas complexos de negócio. Brincar faz o cérebro encontrar novas soluções para abacaxis corporativos que pareciam totalmente sem saída.

DÊ CONFORTO

Quando o ambiente físico de trabalho é agradável, tem um clima amigável e permite que as pessoas se vistam como preferirem (e se sintam seguras para ser quem são), as ideias tendem a fluir com mais facilidade. Isso acontece porque, nesse contexto, os profissionais se sentem livres para arriscar.

QUAL É O SEU ESTILO?

A Adobe desenvolveu um teste que mapeia os perfis predominantes de criatividade. Nós costumamos ter um pouco de cada um, mas um deles se sobressai. Veja quais são:

ARTISTA

É movido pelo desejo de expressar a si mesmo e de transformar o que o cerca. Esse perfil vive entre o mundo interior e o exterior e se manifesta para os outros em níveis profundos.

PONTO DE ATENÇÃO: Pode sofrer com falta de confiança e com medo de julgamento.

PENSADOR

É um eterno estudante: o mundo é uma oportunidade sem fim para aprendizados e para a busca pela verdade. Essas pessoas são boas em detectar cenários e em encontrar significados por trás de contextos.

PONTO DE ATENÇÃO: Há certa dificuldade em aplicar as ideias na prática.

AVENTUREIRO

Curiosidade define esse perfil apaixonado por novidades. A inspiração vem de diversas fontes, razão pela qual esse pessoal costuma ter hobbies, projetos diversos e várias áreas de estudo.

PONTO DE ATENÇÃO: A falta de foco e de rotina pode se transformar em frustração.

REALIZADOR

Determinado, focado e dedicado ao processo criativo, o realizador domina a arte de concretizar ideias e visões. Essas pessoas desenvolvem sistemas, estruturas e ferramentas que, depois, são usadas coletivamente.

PONTO DE ATENÇÃO: A racionalização pode prejudicar a autenticidade. Por isso, é preciso ouvir também a intuição e as emoções.

PRODUTOR

Analítico, pragmático e dinâmico. Seu lado criativo é equilibrado pelo aspecto realista. Para esse perfil, uma ideia só tem valor quando pode se transformar em algo prático.

PONTO DE ATENÇÃO: O foco constante em resultados pode deixá-lo desconectado do propósito, o que prejudica os projetos.

SONHADOR

O mundo é cheio de beleza e mágica para quem tem esse estilo. Essas pessoas veem significados e símbolos onde outros só enxergam fatos e formas. Assim, conseguem dar voz a emoções universais, muitas vezes por meio da arte.

PONTO DE ATENÇÃO: Devaneios podem dificultar a compreensão do momento presente e a construção de ações disciplinadas para atingir um objetivo.

INOVADOR

Para o inovador, tudo é visto por meio das lentes da possibilidade. Os problemas são encarados como oportunidades excelentes para aplicar seus talentos intelectuais e criativos. Seu objetivo é melhorar a forma como as coisas são feitas.

PONTO DE ATENÇÃO: A ânsia por inovar o tempo todo pode fazer com que a pessoa se desconecte da progressão do projeto.

VISIONÁRIO

O mundo é cheio de possibilidades para o visionário, que vê as coisas como elas poderiam ser, e não como são. Por isso, uma das características desse perfil é ser questionador e romper barreiras.

PONTO DE ATENÇÃO: Transformar sua visão única em ações diárias, colocando em prática aquilo que só ele consegue enxergar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.