A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

MINDFULLNESS – I

ATENÇÃO PLENA

Conheça a origem da técnica e sua ligação com o budismo

A correria da vida cotidiana está deixando a população mundial com maiores níveis de ansiedade e estresse. Devido a isso, as pessoas estão procurando um estilo de vida mais calmo e pacífico, inspirando-se na cultura oriental para essa realização. É assim que surgiu a popularização do yoga, da meditação e, mais atualmente, do mindfulness. Traduzido como atenção plena, é “um termo moderno para um dos aspectos da milenar prática de autorrealização em yoga. Significa estar consciente, ser consciente de sua consciência e capaz de experimentar um pensamento, sensação ou ação externa plenamente, com toda a sua atenção”, explica o mestre espiritual Giridhari Das.

NA HISTÓRIA E NA PRÁTICA

Primeiramente, é preciso entender que os termos yoga e mindfulness conhecidos hoje são conceitos modernos. O yoga com posições e movimentos corporais surgiu há menos de 100 anos, em 1931, quando Tirumalai Krishnamacharya, o pai fundador do método, viajou até o Himalaia tibetano para encontrar um guru que lhe ensinou as posições (ou asanas, em sânscrito). Contudo, o yoga originalmente não apresenta posturas. O yoga-sutra, composto por Patanjali há cerca de dois mil anos, segue a filosofia e técnica de atenção plena. “O foco é inteiramente no aspecto espiritual interno do yoga, tal como a estrutura mental para a prática, a atenção para controle e observação da mente, o estudo de como a mente funciona, meditação e a meta final, que é a libertação. É um tratado muito bonito, apesar de bastante técnico, sobre o funcionamento de nossa consciência”, explica Giridhari.

A concepção da atenção plena tem origem ainda mais antiga, com a tradição hindu e o deus Krishna. O conceito foi retratado em seu texto Bhagavadgita, há 5.200 anos, em que se diz: “yoga significa conectar-se, ou, em outras palavras, ser realmente você, e ligar-se à fonte de tudo, por meio da observação e direcionamentoda própria mente”, lembra o mestre-espiritual. Outros estudiosos ainda contam que diversos povos – como os primitivos homens das cavernas – tinham sua própria versão da atenção plena, sendo utilizada para a técnica de caça, por exemplo. Desse modo, é possível identificar que o mindfulness conhecido hoje teve diversos nomes. A técnica nasceu quase naturalmente no ser humano, visto a sua habilidade de concentração na capacidade cerebral e trazer sua consciência para o presente, além de ser utilizada para diferentes fins.

UMA TÉCNICA CRESCENTE

A procura por urna vida mais plena e uma mente mais saudável tem aumentado consideravelmente. Há alguns anos, surgiram no ocidente aulas de yoga moderna nas academias que ensinam, além do exercício prático corporal, como fazer a energia fluir pelo organismo por meio da. respiração e concentração, ou seja, a meditação.

Foi por meio, do Buda que a técnica de atenção plena se espalhou pelo mundo, especialmente no oriente. Atualmente, o cientista e médico estadunidense Jon Kabot-Zinn trouxe o método para os países ocidentais, reunindo cada vez mais praticantes. Ele concebeu um programa que une seus conhecimentos sobre o budismo e a ciência para criar um projeto que ajuda a diminuir o estresse e ansiedade. Além disso, a popularização do mindfulness se dá pela sua facilidade de realização, bem como pelos diversos benefícios que a técnica traz.

Outro fator são os incontáveis estudos que comprovam a eficácia do método. Pesquisas mostram que a prática proporciona melhor sono, redução da ansiedade e estresse, além de ser um ótimo auxiliar no tratamento da depressão. O método também se mostra eficiente contra problemas respiratórios, cardíacos e dermatológicos, como a psoríase – feridas na pele que cicatrizam duas vezes mais rápido para quem pratica a atenção plena, quando comparado àqueles que não meditam.

Ter a validação e legitimidade da técnica pode afastar a associação com religiões e, assim, trazer uma nova visão medicinal sobre o assunto. O mindfulness é cada vez mais indicado como tratamento para melhorar transtornos mentais e desenvolver a inteligência emocional, já que muito do que as pessoas sentem são criadas pela própria mente, devido aos problemas pessoais e baixa autoestima. “Nós literalmente estamos nos deixando loucos”. Você está interpretando a realidade de forma errada, gerando todos esses sentimentos negativos, culminando em severa depressão crises de ansiedade, pânico, tristeza, desânimo, falta de propósito e motivação” , explica Giridhari.

ATENÇÃO PLENA NO BUDISMO

Sidarta Gautama, o Buda, no processo de iluminação e autoconhecimento, especificou alguns critérios de seus ensinamentos para que fossem facilmente assimilados por outras pessoas. Uma delas é o Cominho Octuplo, que consiste em uma série de práticas para alcançar a harmonia e o fim do sofrimento – a etapa final das quatro nobres verdades. O Caminho é dividido em oito técnicas baseadas na moderação e nas formas corretas de se viver e compreender o espaço e consciência. São elas: compreensão correta, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, concentração correta e atenção plena correta. O budismo compreende o mindfulness como o modo de desenvolver a atenção e consciência das ações do corpo e mente para evitar atos insensatos. É possível chegar à completa atenção por meio da contemplação da natureza e do presente.

Por isso, a pessoa precisa encontrar a simplicidade da mente e não se deixar levar por pensamentos negativos. Em resumo, significo manter a mente pura e atenta.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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