EU ACHO …

CRIMINALIDADE VIRTUAL

A virtualização das relações é um fenômeno que avança a cada dia, sendo inegável as facilidades oferecidas pelo tráfego virtual. Em tempos de pandemia, as relações via internet se tornaram ainda mais frequentes, tendo em vista a necessidade de isolamento social para resguardo das condições sanitárias.

No entanto, junto com as facilidades vieram também os riscos, em especial o de as pessoas serem vítimas de fraudes e golpes de determinados agentes que se utilizam do ambiente virtual para a prática de crimes. Apesar de a internet não ser uma terra sem lei, tornou-se um campo mais propício para práticas criminosas, pois as relações virtuais, muitas vezes, não têm “rosto”, e há uma dificuldade prática na investigação desses delitos.

Em linhas muito gerais, denomina-se crime cibernético/virtual aquele que é praticado por meio de um equipamento/dispositivo eletrônico conectado nas redes. Na verdade, muitas vezes, são crimes comuns, mas praticados pela rede mundial de computadores, como no caso de crimes contra a honra. Todavia, existem crimes específicos que necessariamente envolvem o uso de dispositivos eletrônicos em rede.

A ocorrência dessa modalidade criminosa pode atingir desde um cidadão a uma grande empresa ou entidade pública/governamental, afetando sistemas inteiros e causando prejuízos, por vezes, incalculáveis. Veja-se, por exemplo, o recente caso envolvendo o Superior Tribunal de Justiça, que sofreu a ação de agentes que hackearam o sistema de informática da Corte, fazendo com que o principal sistema do tribunal ficasse inoperante por dias, causando danos ainda imensuráveis.

Considerando as graves consequências que podem resultar dos crimes cibernéticos, é preciso que as pessoas físicas e jurídicas adotem mecanismos avançados de prevenção, sob pena de causarem prejuízo não apenas a si próprias, mas também de serem responsabilizadas por danos a terceiros.

Exemplificando, o vazamento de informações sigilosas pode resultar na responsabilização civil, administrativa e até criminal não apenas daquele que vazou as informações (um hacker, por exemplo), mas também daquele que deveria ter adotado determinados deveres de cuidado para proteger os dados, mas não o fez. Da mesma forma, uma prestadora de serviços (público ou privado) que fique inoperante em razão de um ataque também pode ter que arcar com as consequências, assim como seus gestores, caso fique demonstrado que não adotaram deveres mínimos de cuidado.

Assim, é recomendável que as empresas, além das orientações clássicas (evitar abrir mensagens suspeitas, acessar apenas sites conhecidos, não fornecer dados sensíveis e manter sempre atualizados os sistemas de proteção dos computadores), sigam à risca a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais e instituam medidas rigorosas de compliance e governança, que garantam proteção de seus sistemas e de seus dados, permitindo a identificação e responsabilização dos colaboradores que não seguirem os protocolos de segurança.

De toda forma, caso as medidas preventivas não sejam suficientes, é preciso que as empresas estejam prepara- das para gerir a crise, de forma a anular ou, pelo menos, minorar os danos. Nesse contexto, é importante que possuam um corpo jurídico e técnico capaz de instituir e adotar as medidas cabíveis de forma célere e eficiente.

*** ALNEIR FERNANDO S. MAIA – é advogado sócio do Escritório Andrada Sociedade de Advogados, mestre em Direito pela UFMG, professor da Universidade Fumec e da Escola Superior de Advocacia da OAB/MG. É ainda membro da Comissão de Direito Penal Econômico da OAB/MG.

*** ANTÔNIO CARLOS SUPPES DOORGAL DE ANDRADA – é advogado sócio do Escritório Andrada Sociedade de Advogados, mestre em Direito e especialista em Ciências Penais pela PUC/MG. É ainda secretário-geral da Comissão de Processo Legislativo da OAB/MG.

OUTROS OLHARES

O VÍCIO E A CURA

Pesquisadores testam o primeiro remédio capaz de agir na dependência da maconha: o canabidiol, um composto da própria planta

Com 198 milhões de consumidores no mundo, e uma estimativa de 1,5 milhão no Brasil, a maconha é a mais popular de todas as drogas. Restrita ou ilícita na maioria dos países, ela é também a mais estudada para uso medicinal. O composto de maior interesse dos cientistas chama-se canabidiol, encontrado em pequeno volume no caule e na folha da erva Cannabis. Ele não é psicoativo nem tóxico. Não causa dependência, não altera o raciocínio nem provoca a perda cognitiva, como faz o tetraidrocanabinol (THC), substância psicotrópica da planta. Na verdade, conforme demonstra recente estudo publicado na revista científica The Lancet, o canabidiol pode ser capaz de combater o vício da própria droga.

Pesquisadores da unidade de psicofarmacologia clínica da University College London, no Reino Unido, conduziram testes com 48 usuários de maconha por quatro semanas. Dividiram os voluntários em grupos iguais que receberam, por via oral, doses de 200, 400 e 800 miligramas de canabidiol, sendo que a um grupo foi dado apenas placebo (líquido inerte). A dose de 200 miligramas foi ineficaz, mas, na segunda fase, com mais 34 participantes, o composto mostrou-se promissor na redução da dependência com 400 e 800 miligramas e, mais importante, seguro para os pacientes. Segundo o pesquisador ­ chefe Tom Freeman e sua equipe, uma vez que não existe no momento nenhuma outra farmacoterapia, um tratamento que reduzisse a dependência seria um grande avanço.

O psiquiatra José Crippa, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, centro de referência nos estudos com o canabidiol no país, concorda com os cientistas europeus: “O resultado abre um caminho extraordinário na medicina, pois se trata da primeira vez que uma substância impacta no vício da Cannabis”. Sabe-se que um em cada dez usuários de maconha se torna dependente, e o número quase dobra quando o consumo começa na adolescência. Em sua forma natural, ela pode ser menos viciante que a cocaína, o álcool e o cigarro. Na última década, porém, a erva passou a ser manipulada de modo a conter uma quantidade maior de THC – a concentração que às vezes era de menos de 1% na década de 60 chega a ser hoje trinta vezes maior. “Na prática, estamos falando de outra droga, modificada, muito mais potente e perigosa”, diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad).

O canabidiol já é aprovado para o controle da epilepsia e esclerose múltipla quando o paciente não reage a outros medicamentos. Seu uso medicinal foi resultado de uma longa batalha travada com as autoridades brasileiras, especialmente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que só regulamentou o composto no ano passado. Por muito tempo, portadores de epilepsia tiveram de recorrer à Justiça para conseguir o produto ou se arriscar a importá-lo clandestinamente. Além dos testes de redução de dependência, ele vem sendo usado experimentalmente no tratamento de esquizofrenia, depressão e Alzheimer – neste caso, com resultados promissores na melhora das funções motoras e cognitivas. Na dualidade típica da natureza, a planta que gera o mais famoso dos entorpecentes também produz o mais poderoso dos remédios.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE SABEDORIA PARA A ALMA

DIA 02 DE JANEIRO

CUIDADO COM O DINHEIRO MAL ADQUIRIDO

Os tesouros da impiedade de nada aproveitam, mas a justiça livra da morte (Provérbios 10.2).

Estamos vivendo uma crise sem precedentes em nossa sociedade. A crise que mais nos assola é a de integridade. Os valores morais estão sendo tripudiados. A lei do levar vantagem em tudo parece governar nossa gente. Políticos inescrupulosos vendem a alma da nação para serem eleitos. Esquemas de corrupção escondem quadrilhas de colarinho branco, que trafegam pelos corredores do poder amealhando os tesouros da impiedade. As riquezas que deveriam socorrer os aflitos e levantar as colunas de uma sociedade justa são desviadas para contas bancárias de grã-finos que fazem as leis, delas escarnecem e no final escapam do tribunal humano. Aqueles, porém, que acumulam os tesouros da impiedade, vivem no fausto e no luxo e ajuntam para si riquezas mal adquiridas verão que seus bens serão combustível para a própria destruição. A riqueza injusta produz morte, mas a justiça livra da morte. É melhor ser um pobre íntegro do que um rico desonesto. É melhor comer um prato de hortaliças onde há paz do que viver na casa dos banquetes com a alma atribulada. É melhor ser um pobre rico do que um rico pobre.

GESTÃO E CARREIRA

OPORTUNIDADE NAS ALTURAS

Até 2025, 80% das companhias terão migrado o armazenamento de dados para a nuvem. A tendência já gera demanda por profissionais especializados em estruturar cuidar dessa nova infraestrutura

No passado, quando as unidades de negócios precisavam atualizar sistemas digitais, aumentar o armazenamento de dados ou a eficiência de programas corporativos, a pergunta padrão era: “Qual é a capacidade do data center?”. Hoje, o questionamento mudou para: “Qual é a nuvem mais adequada?”. A computação em nuvem se tornou tão fundamental que a previsão da consultoria Gartner é que o setor movimente 162 bilhões de dólares mundialmente neste ano. Ainda de acordo com o levantamento, até 2025, 80% das empresas terão migrado para essa tecnologia. Com tanta demanda, é natural que surjam profissões nesse mercado. Uma delas é o arquiteto de nuvem, ou arquiteto de cloud, que planeja a infraestrutura de sistemas de uma empresa na nuvem. “Antigamente eram arquitetos de soluções, que desenhavam o tamanho dos servidores, determinavam a periodicidade dos backups e a amplitude dos dados. A evolução da profissão foi natural”, diz Caio Arnaes, gerente sênior de recrutamento da Robert Half. E a busca por esse pessoal está crescendo. Na GeekHunter, plataforma que reúne profissionais de tecnologia, o aumento da procura pelo arquiteto de nuvem foi de 50% no último ano. “Mais de 90% das empresas têm algum serviço na nuvem. Não são todas que migraram o sistema inteiro, mas parte dos serviços já está lá”, diz Filipe de Alcantara, CEO da GeekHunter.

Os arquitetos podem trabalhar tanto dentro das empresas quanto em consultorias especializadas – como é o caso de Danilo Augusto de Sousa, de 30 anos, líder de soluções em cloud da multinacional Keyrus, uma consultoria francesa de tecnologia. Com bacharelado em sistemas da informação e MBA em Big Data, Danilo percebeu a necessidade de orientar a carreira para esse tema. “Comecei com Big Data, sem foco em nuvem. Mas a demanda surgiu, então fiz cursos e especializações para evoluir de acordo com a necessidade do mercado”, diz.

O caminho de Danilo é o mais comum. Graduações como análise de sistemas dão a base para a especialização em nuvem, que pode ser feita de diversas maneiras: na sala de aula ou em cursos disponibilizados por empresas de tecnologia. “Não é um pré-requisito ter faculdade, mas certificações são uma exigência para validar o currículo”, diz Filipe, da GeekHunter. As principais certificações são AWS, Microsoft Azure, Google Cloud Platform e IBM Cloud (Brasil). Os valores dos cursos variam de 100 a 300 dólares, e os certificados costumam valer por até cinco anos.

UM DIA NA VIDA

ATIVIDADES – CHAVE:

• Conhecer o modelo de negócios da empresa e sua estratégia tecnológica

• Planejar a nuvem de acordo com as demandas do projeto

• Instalar o sistema de segurança de dados

• Trabalhar em conjunto com outros desenvolvedores

PRINCIPAIS COMPETÊNCIAS: 

Embora seja uma profissão de tecnologia, saber sobre estratégia de negócios é fundamental: o desenvolvimento de uma nuvem exige o conhecimento profundo da empresa. Boa comunicação com os executivos é um diferencial. O inglês é usado para ampliar conhecimentos técnicos.

PONTOS POSITIVOS:

Os projetos têm diferentes níveis de desafio, e cada um traz novas experiências para o profissional – que pode colocá-las em seu portfólio.

PONTOS NEGATIVOS:

O mercado é dinâmico e os provedores mudam constantemente as plataformas e os sistemas. Por isso, o investimento em certificações e cursos sempre deve ser considerado.

O QUE FAZER PARA ATUAR NA ÁREA:

Graduações como análise de sistemas ou ciência da computação oferecem uma base de conhecimento, mas a especialização é fundamental e pode ser feita por meio de cursos online e dos próprios provedores de cloud.

ROTINA DE TRABALHO:

Horas trabalhadas: de 8 a 10 por dia

DIVISÃO DO TEMPO:

10% – Conhecimento (cursos e leitura de artigos)

30% – Análise de negócio (compreensão do modelo de negócios e das necessidades de sistema)

60% – Implementação (instalação da nuvem, com testes de segurança e funcionamento)

SALÁRIO:

De 10.050 a 20.450 reais

QUEM CONTRATA:

Grandes empresas e consultorias que trabalham com parcerias e venda de projetos.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TOC

Você sabe identificar esse transtorno de uma mania?

Lavar as mãos várias vezes ao dia, verificar se a porta está fechada, se o gás e o ferro estão desligados seguidamente em pouco tempo ou evitar contato com pessoas por medo de contaminação, são alguns exemplos que compõem o cenário de quem convive com comportamentos que vão muito além de simples manias. Muitas vezes, esseshábitos podem ser confundidos com um distúrbio denominado de Transtorno Obsessivo Compulsivo (T0C), ou seja, um transtorno psiquiátrico tendo como principal característica crises de obsessões e compulsões recorrentes.

“Esse transtorno causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. Basicamente, se há repetição indesejável e danos para a vida, pode-se falar de um transtorno.

Se a mania começa a ser repetitiva, tomando tempo ou se atrapalha sua rotina, pode-se falar de uma compulsão. Além disso, os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos de substâncias, como drogas ou medicamentos”, explica o psicólogo Júlio César Custódio.

Segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, cerca de quatro milhões   de pessoas sofrem com a doença no Brasil entre crianças e jovens adultos na faixa etária de 18 e 20 anos. Apesar desse número expressivo, a doença apresenta uma origem complexa, a qual ainda não se sabe as causas, mas de acordo com o psicólogo, a “predisposição genética, alterações na neuroquímica cerebral, traumas e aprendizagens equivocada no que se refere à maneira de lidar com medos e ansiedades” são considerados como possíveis fatores.

QUANDO BUSCAR AJUDA PROFISSIONAL?

Mais que ter a plena consciência do transtorno, assim como seus e sintomas, é altamente necessário procurar ajuda logo quando o problema for identificado, pois quanto mais tarde, mais difícil de mudar os hábitos obsessivos-compulsivos. “Atualmente, humanizou-se muito o uso da sigla TOC, pois o seu uso, muitas vezes, é associado a manias e traços de individualidade das pessoas. Entretanto, muitos casos são acompanhados de profundo sofrimento e até incapacitação   do indivíduo, sendo necessário o tratamento feito por um profissional habilitado, que envolve a combinação de terapia e tratamento medicamentoso (quando o quadro clínico envolve uma gravidade maior), prescrito por um especialista. No que diz respeito a psicoterapia, o tratamento envolve exposição gradual a situações em que, normalmente, o indivíduo usa as compulsões e obsessões, auxiliando-o a entender sua relação com a própria ansiedade”.

Além do tratamento tradicional, a hipnose também pode auxiliar como uma terapia complementar, sendo que ela ajuda o paciente a lidar com seus pensamentos e comportamentos, podendo alcançar resultados eficazes. “Com a hipnoterapia, pode-se encontrar o momento em que o transtorno se iniciou e auxilia o paciente a encontrar maneiras adequadas de lidar com as situações que desencadeiam os sintomas, dependendo de cada caso. É importante ressaltar que a hipnoterapia é uma ferramenta complementar, isso ignifica que seu uso não deve ser feito independente do tratamento com um psicólogo e também a utilização de medicamentos (quando o quadro clínico apresenta gravidade maior) prescritos por um médico especialista”, enfatiza.

COMO AJUDAR UM PACIENTE COM “TOC”?

As pessoas que convivem com o transtorno obsessivo compulsivo tendem a desenvolver outras doenças mentais, como ansiedade e depressão. É diante disso, que cabe aos familiares e amigos auxiliar e incentivar os pacientes com TOC a enfrentarem determinadas situações, para que aos poucos, os rituais compulsivos sejam deixados de lado. “Muitas vezes, se considera transtornos psicológicos como o TOC, depressão, síndrome do pânico e outros, como fraquezas psicológicas. A família, por não compreender o suficiente, atribui culpa ao indivíduo por ele não controlar os sintomas, falando de “frescuras” ou “chiliques”. Transtornos psicológicos causam profundo sofrimento e necessitam de tratamento adequado com profissionais especializados. A melhor forma de ajudar uma pessoa que convive com o TOC seria compreender que existe uma individualidade muito maior que o transtorno em si. Referir-se à pessoa de forma a caracterizá-la como doente, é reduzir o indivíduo a sintomas, causando segregação e preconceitos. Compreender a angústia de alguém que sofre por algo que ele ainda não controla e conscientizar as pessoas é a maior ajuda que se pode oferecer”, finaliza.

SINTOMAS E SINAIS

Alteração de comportamento, pensamentos e emoções, caracterizam os sintomas do transtorno, que consiste em compulsões e obsessões. “Pode-se definir obsessões como pensamentos, impulsos ou imagem recorrente e persistentes, intrusivas e indesejáveis que causam ansiedade na maioria dos indivíduos. Em muitos casos, as pessoas tentam ignorar ou suprimir esses pensamentos, impulsos ou imagens, com outro pensamento ou ação, que seriam as compulsões”, explica Júlio César.

OS SINTOMAS MAIS COMUNS DE OBSESSÕES

 • Preocupação excessiva com limpeza;

•  Pensamentos indesejados;

•  Verificar várias vezes portas, janelas e gás antes de sair ou dormir;

•  Pensamentos agressivos.

Já as compulsões, são comportamentos repetitivos que visa aliviar o estresse emocional em resposta a um pensamento obsessivo: “como por exemplo, organizar materiais e lavar as mãos, ou atos mentais, como rezar ou contar coisas, não sendo conectados de forma realista com o que se pretende ignorar, suprimir ou evitar”, esclarece.

DENTRE OS SINTOMAS MAIS COMUNS DE COMPULSÃO ESTÃO:

•  Limpeza excessiva ou lavagem das mãos;

•  Ordenação e organização de matérias de maneira específica;

•  Contagem Compulsiva.