EU ACHO …

QUESTÃO DE PRIORIDADE

Se eu fosse um homem negro flagrado com maconha, estaria preso

A Abbot Kinney é uma das ruas mais descoladas de Los Angeles. Há restaurantes, lojas de design e de roupas de algodão orgânico e… uma loja de maconha. É a Med Men. Já falei dela algumas vezes nesta coluna, porque é realmente impressionante. São várias mesas como aquelas de joalherias, com os diversos tipos de maconha em exposição. Existem três tipos: a sativa, que deixa a pessoa acordada; a indica, que dá sono, relaxa; e os híbridos. Algumas são ricas em THC, que é o que dá barato, e outras em CBD, o componente medicinal da maconha, que contrabalanceia o THC. Essa atividade econômica cria empregos, paga impostos e gera prosperidade. É constatação que nos leva a tentar desatar o nó apertado na cabeça de muita gente: é preciso entender que existe diferença entre liberar, legalizar, descriminalizar e regulamentar. Descriminalizar é deixar de ser crime, e o acesso a maconha continua proibido. O usuário só não sofre sanções na esfera criminal. Esse é o modelo português. Legalizar é dar uma porta de acesso legal, portanto, o usuário tem onde comprar legalmente. Liberar é um termo utilizado geralmente por ignorantes, porque querem dar a sensação de que pode tudo e que vai chover maconha dentro da sala de aula. Por isso o termo que eu defendo é regulamentar – é a mesma coisa que legalizar, mas fica claro que existirão regras. Na porta da escola, por exemplo, não pode.

É ilusório pensar que tornar as drogas ilegais as torna indisponíveis. Quase toda escola no mundo tem maconha rolando em um canto ou outro, assim como não há nenhum presidio no mundo livre de drogas. Se não podemos erradicar as drogas numa penitenciária de segurança máxima, como podemos acabar com elas numa sociedade livre? Essa frase não é minha, mas de Anthony Papa, amigo que ficou preso na cadeia de segurança máxima de NY por mais de uma década. Nos meus trabalhos como cineasta, filmei mais de doze penitenciárias no Brasil, uma na Colômbia e uma em Portugal, além de ter entrevistado mais de 200 pessoas sobre esse tema. Escrevo, portanto, com propriedade. Também tenho propriedade em falar que já fumei maconha na minha vida. Não foi uma vez, foram várias. O que realmente importa é que, se eu for parado com maconha no Brasil, vou ser detido, porque assim manda a lei, mas serei liberado. Uma vez eu estava apenas ao lado de pessoas fumando, fomos abordados pela polícia, tomei um soco entre as pernas e fui liberado. Contudo, se eu fosse negro, estaria na cadeia. Este é o grande ponto: a maconha foi proibida por motivações raciais e a proibição é uma das grandes responsáveis por agravar as injustiças sociais e desperdiçar dinheiro público.

Muito dos expoentes do setor financeiro se orgulham em defender racionalidade, mas são tímidos nos seus relatórios de recomendação em dizer o óbvio: o Brasil desperdiça dinheiro público tentando enxugar gelo, deixa de arrecadar recursos e quando se fala em equilibrar as contas a receita é uma só: cortar recursos para os mais pobres e não taxar o andar de cima. Por que, na Faria Lima, avenida que dita tendências no Brasil, na justa da defesa das reformas no Estado brasileiro, esse assunto é sempre deixado de lado? Se yuppies fossem para a cadeia quando fumassem ou vendessem maconha para pagar as contas, o enredo seria outro. Como tudo na vida, é questão de prioridade.

*** FERNANDO GROSTEIN ANDRADE

OUTROS OLHARES

JOGOS DE GUERRA

Na disputa pelo bilionário e competitivo mercado de videogames, Microsoft e Sony lançam novos consoles, enquanto a velha Atari volta à cena

Lá pelos idos dos anos 1990, na pré-história das diversões eletrônicas, houve uma guerra que parecia antecipar o fim do mundo, entre os personagens japoneses Mario e Sonic – um deles defendia as cores da Nintendo e o outro, da Sega. Houve sangue, suor e lágrimas, mas aquele embate pelo mercado, sem vitoriosos, é fichinha perto do que virá por aí. Neste mês, Microsoft e Sony atualizam seus dispositivos Playstation e Xbox com tecnologia que promete revolucionar a maneira de jogar videogame. Elas não estão sozinhas. A Atari, a marca que inaugurou a indústria nos anos 1970, ensaia um retorno, e também com proposta inovadora.

Essas empresas estão de olho em um mercado de 175 bilhões de dólares que cresce, em média, 20% ao ano, segundo projeções da Newzoo, consultoria da área de e-sports. Trata-se do ramo do entretenimento mais valioso do mundo. Hoje, o Brasil ocupa a 131 posição no ranking mundial, com movimento anual de 1,5 bilhão de dólares, ocupando o posto de principal mercado da América Latina. De acordo com a pesquisa BGS/Datafolha, 67 milhões de brasileiros jogam videogame no tempo livre.

Microsoft e Sony são atualmente as responsáveis por ampliar os limites do entretenimento digital em aspectos técnicos, artísticos e econômicos. Agora, com o lançamento do Playstation 5 e dos Xbox Series S e X, o mundo do videogame prende a respiração. “O Playstation venderá mais que o Xbox, mas a diferença entre eles será menor do que na geração anterior”, diz William D’Angelo, analista da VGChartz, especializada em monitorar o segmento. Em comum, os novos consoles trazem gráficos avançados e um sistema de armazenamento diferente. Em vez de HDs, eles operam com SSD, formato que permite ao videogame acessar dados mais rapidamente. Com o SSD, as telas de carregamento – quando o game pede uma pausa para carregar o conteúdo – devem ser reduzidas a poucos segundos ou até completamente eliminadas, o que abre um vasto campo de possibilidades para os desenvolvedores.

Foi o que ocorreu quando os videogames trocaram os cartuchos pelos CDs na década de 90. A mudança permitiu, por exemplo, a exibição de filmes para contar histórias. “A questão é que o mercado pode não ser grande o suficiente para os competidores seguirem exatamente a mesma estratégia”, diz Tom Wijman, analista de jogos da Newzoo. As principais armas do Playstation para manter seu domínio são os jogos exclusivos da plataforma. Títulos como The Last of Us, God of War e Horizon Zero Dawn estão entre os mais celebrados dos últimos anos. E o Playstation 5 chega com Spider-Man Miles Morales, continuação de Marvel’s Spider-Man, um campeão de vendas. O novo game coloca os jogadores balançando em Manhattan com visual de tirar o fôlego, além de povoar a região com vilões que garantem a ação.

Se a Sony é cinema, a Microsoft é Netflix. Há alguns anos, a plataforma Xbox corrigiu tropeços e passou a priorizar a relação custo-benefício. Para isso, o carro-chefe é o serviço Game Pass. Por mensalidades que variam de 30 reais a 45 reais, ele dá acesso a centenas de jogos. A Microsoft disponibiliza todos os seus lançamentos diretamente na plataforma, incluindo títulos de séries como Gears e Forza Horizon. Agora, a tendência é o leque ficar ainda mais amplo graças a uma recente parceria com a produtora EA. Com isso, os assinantes também passam a ter acesso a games populares como Fifa e Star Wars. A busca por novos usuários levou a Microsoft a criar estratégias inusitadas, como oferecer acesso ao Game Pass como brinde de chicletes e desodorantes.

O Xbox Series S, mais modesto, chegará ao mercado por 2.799 reais, enquanto o modelo Series X, com configurações mais parrudas, custará o equivalente ao Playstation 5 (em torno de 4.600 reais). “O desenvolvimento de dois consoles em paralelo nos permitiu oferecer o hardware mais poderoso de todos os tempos no Xbox Series X e tornar a próxima geração de jogos disponível para mais jogadores com o lançamento do Xbox Series S”, afirma Bruno Motta, gerente sênior de Xbox no Brasil.

Há quem torça pelos dois lados no campo de batalha. É o caso da desenvolvedora Ubisoft, que publica seus jogos em todos os sistemas. O diretor da empresa para América Latina, Bertrand Chaverot, reconhece, no entanto, que o preço elevado dos jogos no Brasil é um entrave que acaba impedindo o crescimento ainda mais intenso do universo de games. “Não há muito que fazer, o mercado é mundial”, diz ele, apontando a alta do dólar como um dos responsáveis pelo aumento dos valores.

O executivo afirma que a Ubisoft planeja lançar o seu próprio “Netflix de jogos” no Brasil, o UPlay+, mas ainda não há data para isso. A curto prazo, o certo é que a multinacional francesa apresenta neste fim de ano três grandes produções para todos os novos aparelhos: Wacch Dogs: Legion, Assassin’s Creed Valhalla e Immortals Feny x Rising.

Se o mercado de games chegou a esse estágio avançado, é porque alguns pioneiros deram passos importantes décadas atrás. A primeira a transformar videogame em um negócio rentável foi a Atari, que em 1972 tomou os bares americanos com o fliperama Pong – aquele da bolinha que era rebatida de um lado para o outro da tela. Inspiradora do modelo descolado que seria adotado por startups décadas depois, a empresa lançaria na segunda metade dos anos 1970 o console Atari 2600. Foi uma verdadeira febre mundial, que acabaria chegando ao Brasil no começo dos anos 80. Depois de muitos altos e baixos – provavelmente mais baixos -, a Atari ressurge para lançar um console e, quem sabe, participar da guerra.

O renascimento da marca se deve ao francês Frédéric Chesnais, que tirou a empresa de uma concordata em 2013. Com estrutura bem mais modesta do que nos tempos áureos, a nova Atari foi obrigada a recorrer ao crowdfunding, a vaquinha virtual, para financiar seus projetos. Em 2018, os apoios somaram 3 milhões de dólares para a manufatura de um novo aparelho, batizado de Atari VCS. O dispositivo deveria ter sido entregue há cerca de um ano aos financiadores. Postagens no blog da empresa dão diversas justificativas para o atraso, incluindo a falta de certos componentes.

Se chegar ao mercado americano neste final de ano, conforme prometido pela empresa, o aparelho terá preço similar ao do Xbox e Playstation. “Queremos oferecer uma plataforma aberta”, disse Chesnais em entrevista recente. O diferencial é a proposta híbrida entre computador e videogame nostálgico. É possível instalar qualquer sistema operacional nele, como o Windows, o que permitirá acesso a uma infindável ludoteca. Ao mesmo tempo, ele virá com acesso a uma coleção de 100 jogos clássicos da Atari. “Esse nível de modularidade é incomum para consoles”, afirma Wijman, da Newzoo. “Não esperamos que isso tenha um apelo generalizado”.

Como ousadia pouca é bobagem, a Atari acionou criptomoedas à sua estratégia. O sistema do videogame permitirá a compra de produtos com Atari Tokens, uma espécie de bitcoin próprio que a empresa pretende transformar em moeda-padrão para a compra de novos jogos. Evidentemente, a Atari é a empresa que dispõe de menos munição na guerra dos videogames, mas essa é uma batalha que está longe de terminar.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 04 DE DEZEMBRO

QUANDO DEUS VESTIU PELE HUMANA

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós… (João 1.14a).

O apóstolo João apresenta Jesus como o Verbo que estava com Deus no princípio, e esse Verbo era Deus. O Verbo não é apenas eterno e pessoal; é também divino. O Jesus de Nazaré não é apenas um grande homem ou um espírito iluminado. É o Criador dos homens e a Luz do mundo. O meigo rabi da Galileia não é apenas um profeta especial; é aquele para quem os profetas apontaram, o Messias de Deus, o Salvador do mundo. O infante de Belém não nasceu apenas para ser o Rei dos judeus; ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, diante de quem todo o joelho se dobrará nos céus, na terra e debaixo da terra. Jesus não é apenas uma divindade entre os muitos deuses dos povos; ele é o Deus bendito, que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Os deuses dos povos são ídolos mortos, criados pela imaginação dos homens, mas Jesus é o Deus vivo e soberano, que na plenitude dos tempos veio ao mundo e, por amor a nós, se encarnou. Para cumprir o propósito eterno do Pai, Jesus veio ao mundo e morreu na cruz a fim de nos resgatar do pecado, da morte e do inferno. Jesus é o onipotente Deus que venceu a morte, está à destra do Pai, reina absoluto no universo e voltará em glória para buscar-nos, a fim de reinarmos para sempre com ele!

GESTÃO E CARREIRA

O DIREITO PROFISSIONAL DE SER

Ninguém pode ser demitido por ser gay ou transsexual

Há quem confunda os posicionamentos sociais e políticos conservadores com os preceitos adotados pela ideologia de direita. Nem a direita nem a esquerda, ambas com os dois pés no autoritarismo, garantem os direitos individuais. O conservadorismo, que defende intervenção mínima do Estado na vida dos cidadãos, tem como decorrência natural de seu ideário liberal a proteção das garantias fundamentais. Exemplo disso veio na semana passada da Suprema Corte dos EUA. Enquanto juízes de esquerda e de direita não assumiam claramente que nenhuma empresa pode demitir funcionários gays ou transsexuais, coube ao magistrado conservador Neil Gorsuch dar o voto decisivo. E, agora, assim ficou decidido: transgêneros e homossexuais estão protegidos pela mesma legislação que regulamenta as relações de qualquer trabalhador. Gorsuch tomou como base a Lei dos Direitos Civis, de 1964, que veda a discriminação em ambiente profissional. A Suprema Corte foi provocada ao julgamento a partir de casos concretos: dois gays e uma mulher transsexual foram demitidos devido às suas opções sexuais. Ela se chamava Aimee Stephens e era funcionária de uma agência funerária. Em 2013 anunciou que passaria a trabalhar trajando roupas de mulher e perdeu o emprego. Aimee morreu no mês passado, mas o processo seguiu em frente. Morta, ela deu vida a todos os LGBTs dos EUA. O presidente Donald Trump discorda radicalmente da decisão judicial. Detalhe: foi justamente ele, Trump, que em 2017 levou Gorsuch à mais alta Corte do país.

PESOS PESADOS

A decisão da Suprema Corte americana, tornando ilegal a demissão de funcionários trans e gays, tem o apoio de fortes empresas como, por exemplo, Walt Disney, Apple e General Motors.

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TRANSTORNOS EMOCIONAIS – III

TRANSTORNOS ALIMENTARES

Comer de forma exagerada ou evitar ingerir alimentos podem ser sinais de bulimia, anorexia e outros distúrbios que podem trazer graves consequências

Desde crianças, em vez de aprendermos que existem diversas formas corporais e que todas elas devem ser respeitadas, temos que lidar com padrões de magreza: imagens de pessoas quase irreais no cinema, televisão e revistas, repletas de filtros e retoques. Essa busca árdua pelo padrão estético da mídia é um dos motivos que leva muita gente a desenvolver transtornos alimentares como a bulimia e a anorexia, que podem trazer consequências graves.

FASE PROPÍCIA

Prestar atenção aos primeiros sinais de um transtorno alimentar é fundamental para buscar ajuda médica o quanto antes. As doenças têm grandes chances de se instalarem ainda na adolescência. Segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, 77% das jovens do município apresentam propensão a desenvolver algum tipo de distúrbio alimentar. Apenas 39% das meninas entrevistadas estavam acima do peso. Outros estudos mostram que a idade média para o início da anorexia nervosa é 17 anos, geralmente causada por algum acontecimento estressante (saída de casa para a universidade, começo de um trabalho, separação dos pais, luto, etc.).

Um estudo do Reino Unido, contudo, mostrou que esses problemas também podem surgir com mulheres acima dos 40 anos. A pesquisa avaliou os hábitos alimentares de 5.320 mulheres e cerca de 3% delas apresentou algum tipo de distúrbio alimentar nessa idade. Segundo os pesquisadores, nessa fase da vida as mulheres se deparam com vários fatores que geram ansiedade, como cobrança da vida profissional e familiar, além das mudanças hormonais.

BULIMIA OU ANOREXIA?

Esses são os transtornos mais conhecidos e o objetivo de quem os desenvolve é o mesmo: chegar a manter o corpo que a pessoa considera ideal, geralmente uma magreza excessiva. “O indivíduo com bulimia pode apresentar um peso ideal segundo o cálculo do índice de massa corporal (IMC), mas o fato de não conseguir conter a compulsão alimentar o faz se sentir culpado e buscar maneiras para eliminar os alimentos ingeridos utilizando meios que são prejudiciais à saúde, como usando laxantes, provocando vômitos ou praticando exercícios físicos em excesso”, informa a psicóloga e palestrante Aline Fortes Ribeiro. Por causa desses hábitos, a bulimia pode provocar problemas na garganta e gastrointestinais, desnutrição, arritmias cardíacas, sangramento do esôfago, desgaste dos dentes e cáries (devido ao suco gástrico) e desidratação. Em alguns casos, pode fadiga, desmaios, irregularidade na menstruação e o surgimento de outros transtornos emocionais, como a depressão.

“Já o indivíduo com anorexia se recusa a manter seu peso na faixa mínima, evitando comer. Há também uma distorção na percepção da forma e do tamanho do seu corpo, e o seu temor por ganhar peso pode aumentar na medida em que há diminuição de peso atual”, acrescenta a psicóloga. A privação de alimentos pode deixar a pessoa desnutrida a ponto de correr o risco de morte. A anorexia nervosa é considerada a patologia psiquiátrica que mais mata.

DÊ FIM AOS PROBLEMAS

Perceber e admitir que um transtorno alimentar existe é fundamental para buscar tratamento e, de preferência, o quanto antes. Assim, tenha atenção a sinais como preocupação exagerada com tudo o que come, controle de calorias, nutrientes e até peso dos alimentos, incômodo com o próprio corpo mesmo depois que as pessoas afirmarem que você emagreceu bastante e, principalmente, se a comida tem controle sobrea sua vida – causa ansiedade, tristeza, compulsão, etc.

“O tratamento indicado é com especialistas clínicos, psicólogos, nutricionistas, psiquiatras, incluindo terapias em grupo ou familiares. A participação dos familiares também é muito importante para que o tratamento seja eficiente, pois o paciente precisa sentir que não está sozinho, que é acolhido por sua família”, diz Aline.

TAMBÉM É TRANSTORNO

A obesidade é considerada pelos especialistas um transtorno alimentar e, talvez o mais frequente atualmente. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população adulta tem sobrepeso e cerca de 18% apresenta obesidade. Um outro problema é a compulsão alimentar, caracterizada pelo aumento episódio de ingestão de alimentos mesmo sem fome.