A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

TRANSTORNOS EMOCIONAIS – II

DE DIVERSOS TIPOS

Os transtornos emocionais são vários e os sintomas podem causar confusão. Por isso, buscar orientação de um profissional capacitado é fundamental

Os transtornos emocionais são tão diversos que, na Classificação dos Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10 eles sçao divididos por categorias, atualizdas de acordo com novas pesquisas.

Os transtornos de ansiedade são o problema de saúde mental mais com um no mundo e são divididos em diferentes distúrbios, de acordo com os sintomas que o paciente apresenta. Os tratamentos também vão ser determinados de acordo com o tipo do transtorno e com as necessidades de cada pessoa. Assim, o trabalho de profissionais capacitados vai fazer toda a diferença na melhoria do estado dos pacientes. Ter atenção nas mudanças de comportamento às queixas e ao histórico familiar e de vida de cada um é indispensável para o diagnóstico correto. Alguns problemas podem ser confundidos e, se indicado o tratamento inadequado, podem ter consequências graves.

Esses problemas tem causas multifatoriais, ou seja, surgem geralmente pela combinação da predisposição genética com os fatores ambientais. “Alguns comportamentos ou a falta de algumas habilidades sociais podem ser considerados fatores de risco relevantes – como a falta de assertividade (de maneira simplista, a falta de capacidade de dizer ‘sim’ ou ‘não’, quando deseja) e a falta de resiliência (capacidade de se manter inalterável, sem se deformar, perturbar, corromper ou se contaminar pelos eventos externos) – além de hábitos como o não gerenciamento do próprio tempo, geração do acúmulo excessivo de afazeres, ou daquilo que poderíamos considerar uma síndrome de super-herói, ou seja, acreditamos que temos o poder de estar presentes sempre, assumir toda e qualquer responsabilidade, inclusive pelas outras pessoas, abraçar mais tarefas e compromissos do que o tempo disponível permite e, além de tudo, não ter tempo para se cuidar ou liberar saudavelmente as próprias emoções e sentimentos”, lista o psicólogo e hipnoterapeuta Valdecy Carneiro.

Esses diversos fatores podem levar ao aparecimento de diferentes transtornos, que ainda podem surgir concomitantemente ou um desenvolver o outro. Apresentar predisposição genética, contudo, não é garantia de ter algum desses problemas, uma vez que eles dependem da combinação de causas. Conheça alguns e suas características:

TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA (TAG)

Ter ansiedade é normal e até saudável. Antes de um acontecimento importante, seja ele bom ou ruim, vem a sensação de expectativa, medo, além do que pode causar sintomas físicos como sudorese, tremores, aceleração dos batimentos cardíacos. O problema é quando essa sensação passa a ser frequente e atrapalhar o dia a dia e, o pior: sem motivo aparente. Essa preocupação excessiva ou expectativa apreensiva é a característica do transtorno de ansiedade generalizada, apenas um dos tipos que apresentam a ansiedade como sintoma. Genética, abuso de substâncias, traumas na infância, algumas doenças graves ou mesmo a personalidade (como a forma de lidar com as adversidades da vida) podem causar o transtorno, que precisa ser tratado com psicoterapia e medicamentos caso seja necessário.

TRANSTORNO DE PÂNICO

Mais conhecido como síndrome do pânico, o problema pode ser confundido com problemas do coração, como o infarto, pois provoca sintomas como taquicardia, respiração acelerada ou falta de ar, tremores, mãos e pés frios, boca seca e visão embaralhada. Alguns pacientes, aliás, descobrem ter transtorno de pânico ao procurar um cardiologista ou outro médico a fim de investigar os sintomas. “É um transtorno de ansiedade que apresenta crises severas sem motivo aparente e duram em média de 20 a 40 minutos, afetando física, mental e emocionalmente. A pessoa acometida pelo transtorno em geral relata que acha que vai morrer, razão pela qual procura o hospital”, destaca a psicóloga Poema Ribeiro.

O problema pode ter origem hereditária, mas as causas ainda não são totalmente conhecidas. Pode ser desencadeada, também, por uso de drogas, mas na maioria das vezes as crises surgem inesperadamente e sem razão específica, especialmente entre mulheres. É incomum na infância e mais visível entre as mulheres de 35 a 40 anos e na adolescência. “Para que o diagnóstico seja de transtorno, e não de urna crise isolada, o paciente tem que apresentar quatro ou mais dos sintomas citados, principalmente o medo de morrer, e não ter outras doenças em que os sintomas são parecidos: doenças cardíacas, distúrbios hormonais, epilepsia, asma ou meningite, avisa Poema.

A psicoterapia é fundamental no tratamento, pois o transtorno pode estar ligado a situações traumáticas que precisam ser esclarecidas. Repetidas crises também podem causar comportamento de medo, prejudicando o dia a dia do paciente, fazendo com que ele evite lugares públicos com medo de ser acometido por uma crise repentina, por exemplo. Esses casos são chamados de transtorno do pânico com agorafobia.

TRANSTORNO DEPRESSIVO MAIOR

É o que se conhece como “depressão”, problema em que predominam sintomas como tristeza, angústia, choro fácil e frequente, visão de mundo pessimista, baixa autoestima, sentimento de incapacidade, irritabilidade aumentada, falta de concentração e insônia ou sonolência excessiva. Também podem aparecer alterações no apetite, que pode estar aumentando ou diminuído, levando a alterações no peso. Fatores biológicos, psicológicos e ambientas, combinados, têm um peso importante nos quadros depressivos, que podem ser desencadeados por experiências de perdas significativas (doença grave, perda de um emprego, luto ou perda do local de moradia, etc.). Filhos de pais depressivos também têm uma tendência maior a desenvolver o transtorno. Além da psicoterapia, diferentes medicamentos podem ser receitados, de acordo com a necessidade de cada paciente.

TRANSTORNO BIPOLAR

As mudanças de humor são a característica mais conhecida desse problema, porém os sintomas são mais complexos do que parecem. O comportamento do paciente alterna em depressivo e eufórico, contudo o episódio depressivo pode durar seis meses até surgir a euforia, o que pode levar a uma confusão no diagnóstico. Como os pacientes buscam ajuda médica quando são depressivos, podem receber tratamento para a depressão mascarando os sintomas e atrasando o diagnóstico correto. Somente uma avaliação minuciosa realizada por um psiquiatra poderá diferenciar as duas patologias. A avaliação do indivíduo e de sua história de vida, assim como a de seus familiares, constroem ao longo das consultas as hipóteses diagnósticas. Dependendo das manifestações clínicas apresentadas pelo paciente e de como ele for reagindo ao tratamento proposto, o diagnóstico vai se construindo até ter certeza de um diagnóstico único”, explica a psiquiatra Fernanda Ramalho.

Na fase depressiva, o paciente apresenta tristeza excessiva sem motivo aparente, indisposição, pensamentos pessimistas, desistência de projetos, isolamento social e alteração do sono. Já na fase eufórica, o humor é elevado, há hiperatividade mental, que também afeta o sono e a cognição. O paciente fica mais otimista, fala bastante, tem a libido aumentada e busca atividades prazerosas, além de iniciar vários projetos ao mesmo tempo – que podem ser abandonados logo depois. A duração das duas fases varia de acordo com cada pessoa e algumas podem apresentar apenas a fase de hipomania em que os sintomas eufóricos são mais amenos.

Na consulta com o psiquiatra, é importante relatar se há casos de transtorno bipolar na família e os sintomas o mais detalhadamente possível. O paciente na fase eufórica pode acreditar que está bem e não necessita de ajuda – cabe aos familiares, portanto, também prestarem atenção às mudanças de comportamento. O transtorno é tratado com psicoterapia e os medicamentos mais indicados são os moderadores de humor.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.