EU ACHO …

DIVERSIDADE HUMANA

Valorizar as diferenças tem sido uma meta das organizações que reconhecem a importância de respeitar e promover a integração dos colaboradores

A diversidade entre as pessoas é intrínseca ao ser humano. Ser um indivíduo significa ser diferente de qualquer outro, na forma de pensar, agir ou de interpretar o mundo e a realidade. Além desses, há diversos pontos que nos diferem, como os limites individuais, as qualidades e talentos, os medos, as crenças, os objetivos de vida as gerações, a relação étnica-cultural, enfim, a própria história pessoal.

François-Marie Arouet, conhecido por seu pseudônimo Voltaire, disse uma vez: “os chineses são iguais a nós, têm paixões e choram”. Já o pensador alemão Johann Friedrich Herbart, afirmou: “Entre uma cultura e outra, não há comunicação. Os seres são diferentes”. De alguma forma, ambos tinham razão,mas a realidade é que essas duas verdades devem ser articuladas, compreendidas e integradas.

Pensamos o quanto a relação com as pessoas diferentes de nós – de outros países ou com outras opiniões – enriquece a nossa experiência, amplia os pontos de vista e expande a nossa flexibilidade, adaptabilidade e capacidade de inovar, além de permitir o nascimento de novas culturas. Conversar sobre a diversidade significa elaborar uma discussão atual, que se expressa nos mais variados aspectos, como igualdade, tolerância, aceitação e capacidade de considerar as próprias ideias, opiniões e visão da realidade não como um fator absoluto, mas como uma das possíveis maneiras de entender o mundo.

Mas como viver a igualdade sem prejudicar ou desqualificar as diferenças? O tema é vasto e complexo, porém bem sabemos que não é tão simples de aceitar, conhecer, lidar e integrar as diferenças de forma harmoniosa e eficaz, seja no contexto pessoal ou no profissional. Muitas vezes, os tãoesperados encontro e integração tornam-se desencontro e conflito.

Ao avaliar esses aspectos, as organizações reconhecem cada vez mais a importância de respeitar e promover a integração das diferenças dos colaboradores. Nos últimos 30 anos, podemos observar uma nova sensibilidade nas empresas, que corresponde aos novos cenários, às novas realidades e exigências de reconhecer e valorizar o fator humano, o potencial individual, a harmonia nos relacionamentos interpessoais e no trabalho em equipe.

Em síntese, respeitar as diversidades significa “fazer a diferença” no contexto e nos resultados. Assim, é possível promover o intercâmbio de ideias e a realização do trabalho em conjunto, aumentar o desempenho corporativo e a concretização dos objetivos.

Olhar para o indivíduo com as suas diversidades – como começo e fim de qualquer processo de evolução, como fator constitutivo de uma vantagem competitiva – e utilizar ao máximo a contribuição que cada um pode oferecer são atitudes que representam um diferencial estratégico para as empresas.

A integração da diversidade constitui uma abordagem necessária em todos os contextos, considerando as mudanças no mundo, as diversificações – dos mercados, dos clientes e dos trabalhadores, as novas modalidades de trabalho e as diferenças ligadas a idade, gênero, etnia, crenças, formação escolar, situação familiar, localização geográfica, experiência profissional, entre muitas outras.

A diversidade não é excludente, mas sim complementar. É liberdade e está diretamente ligada ao ato criativo, às ideias e aos pensamentos diferentes, que permitem o acender da centelha da inspiração, da inovação, da evolução e da descoberta. A diversidade não nos deixa ficar prisioneiros em armadilhas mentais e em padrões de pensamentos automáticos. O olhar diferente sobre o mundo, além de ser benéfico para o ambiente corporativo, também alimento a arte, a literatura, a música, a poesia e a ciência. A diversidade é generosidade, riqueza, representa as possibilidades, soluções, permite-nos não cair em uma uniformidade vaga, reduzida, simplista e unilateral.

Saber viver com as diferenças significa ter atitudes solidárias, competitivas e construtivas, integrando e respeitando as diversidades e desenvolvendo um pensamento mais flexível, criativo e inovador, que leva à realização pessoal e aos objetivos coletivos para um bem comum.

Cada indivíduo é diferente e único, não só em relação ao outro ser humano, mas também em relação a si mesmo, pois estamos em contínua evolução e transformação, no movimento do nosso caminhar pela vida. Não somos os mesmos de ontem. O que acreditamos sobre a vida se modifica no decorrer de nossas experiências – ou seja, os objetivos se alteram.

Uma. vez que reconhecemos as nossas próprias diferenças e transformações, compreendemos o valor, a aceitação de nós mesmos, elevamos a autoestima e expandimos a dignidade. Além disso, desenvolvemos a empatia, a solidariedade e o respeito ao próximo.

EDUARDO SHINYASHIKI – é mestre em Neuropsicologia, liderança educadora e especialista em desenvolvimento das competências de liderança organizacional e pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, ereferência em ampliar o crescimento e a autoliderança das pessoas.

www.edushin.com.br

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.