EU ACHO …

LIBERDADE DE EXPRESSÃO AMEAÇADA

Reflete-se, a todo o momento, sobre as razões que nos fazem humanos. Este é o papel da filosofia: tentar indicar de onde viemos e para onde vamos. No entanto, o que nos torna diferente dos outros seres vivos é a capacidade de expressão, de comunicação, de interação clara e inequívoca, de ampliação da consciência e do conhecimento, da inquietude em aumentar horizontes.

O conceito de democracia é inexorável à defesa das liberdades individuais: todos têm assegurado o direito inalienável de se expressarem como bem entenderem. E o conjunto de leis que rege esse sistema é o responsável por delimitar onde começa e termina o espaço de cada um.

Pré-definir o que um cidadão pode dizer ou como se expressar invalida qualquer conceito de coletividade democrática. Em uma sociedade altamente conectada, com acesso à troca de conhecimento em velocidades inimagináveis, a liberdade de expressão é mais do que um direito: torna-se bem intangível, conquista de cada ser humano ao nascer.

Neste momento, o Brasil está à beira de entrar em período de ameaça à liberdade de expressão irrestrita. O país corre o risco de ser condenado à obediência a quem é contra o livre pensar. Este é o maior perigo que se vive no Brasil: controle absoluto da internet como cortina de fumaça da regulação. Se a internet é regulada de forma como pretendem alguns inimigos da democracia, a sociedade estará fadada a ruir no seu conceito fundamental. Não há sociedade, portanto, não há   democracia; portanto, não há liberdade de expressão; portanto, não há vida.

Que os cidadãos, que – em sua imensa maioria – acreditam nas liberdades individuais, agigantem- se e entendam que é necessário se expressar para assegurar o direito inato à liberdade. Que a democracia seja defendida – e, por consequência, o livre pensar, o livre dizer e o livre expressar. Termino com outra frase do professor de Psicologia da Universidade de Toronto, Jordan Peterson: “Controlar o que pode ser dito significa controlar o que pode ser pensado.”

SÉRGIO LIMA – Publicitário, especialista em marketing político e gestor da agência de conteúdo de marketing político Inclutech.

OUTROS OLHARES

1001 UTILIDADES

Impulsionado pelo uso medicinal, o cânhamo deixa o estigma de lado e vira matéria-prima para a produção de alimentos, roupas de grife, cosméticos e até casas

A chegada dos portugueses ao Brasil em 1500 foi influenciada pelo cânhamo. A fibra resistente, presente nas velas e nas cordas das caravelas, ofereceu as condições para que os navegadores pudessem atravessar o Atlântico e, depois, dominassem o novo território repleto de riquezas naturais. Se era considerado um material de ponta na época das grandes aventuras marítimas, o produto acabaria perdendo espaço com o passar dos anos até ser estigmatizado por causa de sua origem: a Cannabis sativa, a planta usada na produção da maconha. O combate às drogas quase liquidou o uso industrial do cânhamo, mas a história vem mudando nos últimos anos sob influência das pesquisas científicas. Rica em canabidiol (CDB), a substância tem sido empregada no tratamento de convulsões, epilepsia e esclerose múltipla e, em paralelo, vem se tornando matéria-prima também para a confecção de roupas, fabricação de cosméticos e alimentos e na construção de casas.

Os Estados Unidos descobriram o tremendo potencial econômico da planta pegando o vácuo da comprovada eficácia medicinal. Estima-se que, até 2025, o mercado deverá movimentar 35 bilhões de dólares anuais no país. Em 2018, quando o cânhamo foi legalizado em território americano, a cifra mal chegava a 1 bilhão de dólares. O Brasil, por ora, é espectador do movimento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite apenas a importação do insumo para a fabricação de medicamentos. “Soa contraditório, porque isso protege o mercado externo e impede a construção de uma cadeia nacional”, diz o advogado Arthur Ferrari Arsuffi, que atua em três ações para liberar o plantio da erva no Brasil.

Em tramitação na Câmara, um substitutivo de projeto de lei é a principal esperança para aqueles que desejam a legalização do cultivo no país. Enquanto isso não ocorre, a expectativa é que o aumento da oferta diminua o custo do insumo e reduza o preço final dos medicamentos – e, no futuro, o dos produtos manufaturados. “Ao não agilizar o processo, desperdiçamos oportunidades por puro preconceito”, diz Marcelo De Vita Grecco, fundador da The Green Hub, empresa criada para fomentar negócios voltados para o uso medicinal do cânhamo no Brasil.

A onda pró-cânhamo tende a se fortalecer nos próximos anos, no embalo da busca por produtos sustentáveis. “As grandes marcas de beleza estão apostando em itens feitos a partir da substância”, diz o engenheiro agrônomo Lorenzo Rolim, presidente da Associação Latino-Americana de Cânhamo Industrial. Entre os produtos constam cremes hidrantes e máscaras faciais. Na indústria da moda, a Levi’s lançou no ano passado jeans e jaquetas feitos com 69% de algodão e 31% de cânhamo. No ramo de alimentos, fabricantes americanos vendem azeites com a substância. Apesar de ser uma variedade da Cannabis sativa, ressalte-se que o cânhamo possui baixo índice de THC, o componente que provoca a reação psicoativa da maconha. Ele pode até ser um ótimo negócio, mas não dá barato.

ALIMENTO DIÁRIO

GOTAS DE CONSOLO PARA A ALMA

DIA 18 DE NOVEMBRO

O MILAGRE NÃO É SUFICIENTE

Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados! (Atos 2.12,13).

Enganam-se aqueles que pensam que, se virmos mais milagres, teremos mais fé. As três gerações mais incrédulas da história foram as que testemunharam mais milagres: a geração de Moisés, a geração de Elias e a geração de Jesus. Os milagres podem atrair as pessoas, mas não podem transformar suas vidas. No dia de Pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre os cristãos reunidos. Um som impetuoso veio do céu. Línguas como de fogo pousaram sobre cada pessoa no cenáculo. Os 120 que estavam ali começaram a falar em outras línguas, glorificando a Deus.  Cada nacionalidade presente em Jerusalém ouvia essas pessoas falando em seu próprio idioma materno. Porém, esse extraordinário milagre produziu apenas ceticismo, preconceito e zombaria nessa multidão. Mas Pedro se levantou para pregar a Palavra. Falou sobre a morte, a ressurreição, a ascensão e o senhorio de Cristo. Seu sermão cristocêntrico produziu tamanho impacto no coração da multidão, que as pessoas clamaram ao pregador: Que faremos, irmãos? (v. 37c). Pedro ordenou que se arrependessem de seus pecados e fossem batizados para receberem o dom do Espírito Santo. O resultado foi que naquele dia cerca de três mil pessoas foram salvas e agregadas à igreja. Numa geração que está ávida por milagres, precisamos alertar que o milagre não basta; precisamos da pregação do evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê.

GESTÃO E CARREIRA

O COFRE ESCONDIDO

Sua empresa pode ter dinheiro retido na Receita Federal. Há R$ 1,5 trilhão por lá.

Por meio de muita tecnologia – lastreada em soluções que utilizam Inteligência Artificial (IA) –, um escritório de consultoria e contabilidade do Paraná tem conseguido encontrar dinheiro das empresas parado em restituições devidas pela Receita Federal. Dinheiro é modo de falar. Trata-se de uma montanha de grana que pode chegar a R$ 1,5 trilhão. É pelo menos o dobro de qualquer pacote de ajuda discutido para amenizar os estragos provocados pela crise do coronavírus.

O que explica esse volume de reais paralisado num momento em que todos buscam liquidez é a burocracia inercial gerada pela teia tributária brasileira. Num prazo de 30 anos, entre a promulgação da Constituição de 1988 e 2018, o Brasil editou algo como 390 mil normas tributárias. São 13 mil por ano, o que significa três novas decisões ou diretrizes editadas a cada duas horas, durante 365 dias, por três décadas seguidas. O resultado é pura aritmética. E igualmente assustador.

A elevada chance de uma empresa errar com o Fisco, em qualquer instância, exige que um exército atue no back office, alimentando um custo que não tem similar no mundo. “Na dúvida, a maior parte do empresariado brasileiro prefere pagar além para evitar o risco”, diz Lucas Ribeiro, sócio fundador da Roit, que traz a solução em IA. Apenas entre seus 400 clientes, ele calcula ter R$ 120 milhões em restituições. Nem todas têm direito, mas a média seria de R$ 300 mil. A diferença da Roit foi adotar a saída tecnológica.

Ribeiro, advogado com especialização na área de projetos de software, começou a desenvolver uma solução própria há dois anos. Há um ano, ela foi colocada em prática. Até então eles faziam 100% do trabalho de forma humana. Isso dava dois meses para identificar todos os créditos e outros dois meses para pedir a execução. Na Receita, mais seis meses a um ano, que é o limite para deferir e depositar qualquer restituição. Agora, levam duas horas até chegar à Receita.

“Esse dinheiro, que é dele, acaba não sendo requisitado.” Ele diz que o contribuinte brasileiro se divide em três perfis: o que paga em dia e quer tudo certo, o segundo é o que prefere otimizar o risco para minimizar o recolhimento de impostos e, por fim, vem aquele que não paga mesmo. “E 90% estão no primeiro grupo”, afirma. Ribeiro elogia o nível de tecnológica do Fisco e isso levou até a uma mudança de comportamento do contribuinte mal intencionado. O perfil do cara que não quer pagar, segundo ele, tende a desaparecer porque o cruzamento de dados é cada vez mais consistente. “Não se trata de um mundo como o de 20 anos atrás”, destaca.

Por esse motivo, sua aposta em soluções tecnológicas. Como o sistema da Roit foi moldado em Inteligência Artificial, cada resultado ou cliente com dados imputados amplia a performance do software. “Temos 1,3 bilhão de combinações de cenários tributários.” Isso traz ganho não apenas de velocidade, mas também de assertividade. O procedimento administrativo, ele diz, não é simples, mas evita o caminho do Judiciário, desgastante para o empresário e para a própria Receita. No Brasil de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), o contencioso tributário apenas no âmbito federal chega a R$ 3,4 trilhões. Dá meio PIB. E pode durar anos.

Ribeiro diz que boa parte do dinheiro a restituir vem de erros simples. “As empresas têm benefícios que desconhecem, pela cultura da Receita, pelo medo de declarar algo errado e porque o contador vai preferir o risco mínimo”, diz. Isso leva a enquadramentos equivocados e, como há um emaranhado de normas, a chance humana de encontrar a resposta correta não vence a probabilidade de um software.

Como o sistema federal está unificado, ele diz que não existe viés regional nas decisões. “A Receita é o órgão de governo mais bem administrado sob o ponto de vista tecnológico.” Nem mesmo por segmento ele enxerga distorções, mas elenca tendências. Dentro de sua carteira os setores que mais teriam dinheiro a restituir são agronegócio, tecnologia, transporte & logística e o varejo de combustíveis, que trabalha margens bastante limitadas. Atualmente, um em cada quatro funcionários da Roit são da área de tecnologia. “Uso ciência de dados para levar soluções às empresas. E tenho uma regra: dinheiro no caixa é solução.”

A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

DESAPEGUE-SE! – II

DEIXE A VIDA MAIS LEVE

Diferentemente do que muitos pensam, desapega-se não é sinônimo de frieza, e egoísmo. Entenda como essa atitude melhora suas relações e promove a liberdade no seu dia a dia

Você tem o costume de se apegar a coisas, ideias, pessoas, sentimentos ou situações a ponto de não conseguir abandoná-las, mesmo que já não lhes sirvam mais? Uma roupa apertada, um erro cometido por outra pessoa, uma mágoa guardada por muitos anos, um relacionamento que está fazendo ma… Para ficar em paz consigo mesmo é preciso deixar ir embora aquilo o que não acrescenta e, assim, abrir espaço para o novo. Mas, na prática, desapegar-se pode ser mais complicado do que parece e demanda ajuda.

O apego geralmente está relacionado à ideia de que, para encontrar a felicidade, é preciso ter, sejam objetos, amizades, relacionamentos, entre outras coisas. “O ser humano acredita que, ao possuir algo, ele será mais feliz. Mas, com isso, ele acaba caindo na armadilha de ter cada vez mais, muitas vezes pelo status ou por querer reconhecimento daquilo que possui”, comenta a neuropsicopedagoga e psicanalista Barbara Fernandes.

PRECISO ME DESAPEGAR?

É importante, em primeiro lugar ter em mente do que se trata o “desapego”.  Para o psicólogo Roberto Debski, é uma atitude necessária para seguirmos em frente e evoluirmos na vida. “Desapegar é deixar que as pessoas, fatos e objetos do passado façam parte de nossa história, mas que não fiquemos presos a eles. Não se trata de esquecer, mas de colocar cada coisa em seu devido lugar”, explica.

O americano Dave Bruno, professor de História na Universidade Nazarena de Point Loma, em San Diego, decidiu que era a hora de desapegar, de mudar suas atitudes. Em 2008, ele assumiu o desafio de viver um ano inteiro com apenas 100 itens, incluindo roupas, livros, aparelhos eletrônicos, lembranças de família e objetos pessoais. Dave abriu exceções para os bens que também eram usados pela mulher e os filhos, como móveis e eletrodomésticos, mas nada além.

Apesar de sua atitude ter sido considerada radical por muitos, ele acabou conquistando seguidores ao redor do mundo, ganhou a atenção da mídia e publicou o livro The 100 Things Challenge (O Desafio das 100 Coisas, em tradução livre).

“Desapegar é uma atitude de coragem, de ousadia, de acreditar que o novo será melhor do que aquilo que já passou”, afirma Roberto. Mas, cuidado com o excesso: é preciso se perguntar se a obsessão pelo consumo deve ser substituída pela obsessão do não consumo, ou seja, pelo desapego. A psicanalista Simone Vitale explica que esse ato torna-se um exercício saudável na medida em que aprendemos que não é necessário possuir para ser feliz e que a felicidade como diz o psicanalista Jorge Forbes em seus artigos, “não é bem que se mereça”.

Do desapego surgem algumas ramificações, como o que envolve o material, e o emocional. “O desapego emocional é conseguir deixar ir as pessoas e relações que já passaram, tiveram um lugar na história, mas já tiveram seu ciclo encerrado”, esclarece Roberto. Já o desapego material é o se desfazer das coisas que não têm mais utilidade e abrir espaço nos armários, e na vida. O acúmulo de objetos e materiais gera estagnação de energia mental, que não flui, e isso prejudica a pessoa em vários sentidos. “Passa uma mensagem inconsciente de que não há espaço para o novo, e pode gerar dificuldades em mudar, evoluir e crescer”, elucida o especialista.

ALERTA VERMELHO

O medo de perder coisas ou pessoas é comum, mas, em excesso, ele pode afetar a saúde psicológica e até mesmo física de um indivíduo. A falsa sensação de que precisamos manter algo, de que aquilo não pode ser descartado, mesmo não tendo mais utilidade alguma, faz com que sintomas como ansiedade, preocupação excessiva e nervosismo surjam. “Por motivos conscientes ou não, a tentativa de preservar algo em nossas vidas a qualquer custo pode gerar angustia e sofrimento, desenvolvendo, assim, outras patologias e psicopatologias”, explica a psicóloga e escritora Marilene Kehdi.

Em relação aos objetos, existem pessoas que possuem uma dificuldade extremamente grande em se desfazer deles, ainda que não signifiquem nada para os outros ou que não funcionem mais. Nesses casos o item passa a ter uma importância tão grande que chega a ocupar uma condição de continuidade do próprio corpo. É como se, ao livrar-se daquilo, o mundo interno daquele indivíduo estivesse sendo alterado. Há ainda os acumuladores, porém, isso passa a ser considerado uma questão patológica.

De acordo com a psicóloga Sirlene Ferreira, uma maneira de saber se o apego está além do que é considerado normal é tentar analisar se você está, de fato, conseguindo definir a verdadeira importância das coisas, pessoas ou sentimentos que insiste em manter.

POR DENITRO DA MENTE

Além de questões emocionais que estão diretamente ligadas ao apego, é possível encontrar em nosso cérebro explicações para essa dificuldade em deixar as coisas irem. Segundo Barbara, existe uma estrutura cerebral chamada amígdala – um grupo de neurônios – cuja função é proteger o ser humano contra perdas, riscos ou perigo. “O apego é, geralmente, uma atitude de quem quer se proteger de perdas. Por isso, podemos dizer que essa é, também, uma questão fisiológica”, pontua a psicanalista.

A fim de analisar casos mais graves, o pesquisador David Tolin, da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, realizou um estudo para descobrir o que ocorre no cérebro de pessoas acumuladoras. Para isso, ele selecionou 43 adultos já diagnosticados com o problema, outros 31 com transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), e mais 33 saudáveis. Para a pesquisa, cada um precisou levar uma pilha de papéis de sua casa, como jornais, revistas e correspondências antigas. Os próprios cientistas também levaram os itens pedidos. Depois, um total de 50 itens dos convidados e outros 50 levados pelos profissionais foram fotografados e mostrados aos voluntários dentro da máquina de ressonância magnética. Ao olharem para as imagens desses dois grupos, eles deveriam escolher se gostaram de guardar para si aqueles itens ou se preferiam descarta-los.

Ao fim do experimento, verificou-se que as pessoas saudáveis optaram por jogar fora uma média de 40 dos 50 itens que haviam levado. As que possuíam TOC descartaram por volta de 37 itens. Já os acumuladores só rejeitaram cerca de 29 dos 50. Eles também demoraram mais tempo para tomar a decisão sobre o que fazer com os itens e demonstraram mais ansiedade, tristeza e indecisão do que os outros grupos ao fazer as escolhas.

Nesse mesmo estudo, os pesquisadores ainda compararam exames de ressonância magnética do cérebro de pessoas com e sem o distúrbio e o resultado sugeriu algumas alterações na região anterior do encéfalo (principalmente em estruturas como o córtex cingulado e a ínsula). Essas diferenças, segundo os cientistas, seriam a causa das falhas em tomar decisões, e o receio de optar por escolhas erradas, além de justificar o apego aos acúmulos.

VOCÊ MAIS LEVE

Apego excessivo é sinônimo de sobrecarga, e isso pode ser aplicado em todas as áreas de nossa vida. Por isso, desapegar-se é uma forma de criar espaço para momentos, relações e até mesmo bens materiais novos. Por mais difícil que seja, é importante exercer essa mudança e entender que o presente é o que mais importa. “Focar no aqui e no agora é fundamental para a qualidade de vida. Viver o presente faz com que você esteja atento aos seus comportamentos e ao tipo de vínculo que está criando com todos ao seu redor. Ao longo da vida, algumas perdas vão deixando um profundo vazio, e elas precisam ser compreendidas, aceitas e elaboradas. Caso contrário, a tendência é se apegar demais a tudo aquilo o que não se quer mais perder, completa Marilene.

Em alguns casos, é preciso buscar a ajuda de um profissional para conseguir lidar da melhor maneira com essa questão. “O auxílio de um psicólogo pode ser fundamental na busca interior de uma resposta para determinadas atitudes, como o apego além do comum, por exemplo. “A psicoterapia tem o objetivo de proporcionar autoconhecimento, e isso é muito importante para a saúde mental”, ressalta Sirlene.